quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Casa abandonada em São João de Loures



Colaboração: Jorge Bastos

Nota: A casa foi posteriormente alvo de obras de recuperação

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Senhor da Santa Cruz






O dia da Festa da Santa Cruz (Campinho) é 19 de Setembro, sendo celebrado este ano no fim de semana de 15 e 16 de Setembro.

Santa Cruz é o orago da freguesia de Albergaria-a-Velha (anteriormente denominada de Santa Cruz de Albergaria-a-Velha), sendo a Igreja Matriz de Albergaria-a-Velha dedicada a Santa Cruz.

Nas armas do brasão do Concelho aparece em destaque uma "Cruz de azul", a qual constituí um símbolo do espírito cristão, da representação das armas de D. Teresa e do nome primitivo da freguesia.

A actual capela do "Senhor da Santa Cruz e Nossa Senhora das Dores" foi construída em 1903 pelo mestre-de-obras albergariense José da Silva Vidal, segundo projecto seu, sendo a primeira festa realizada em 9 de Maio de 1904.

A anterior capelita estava em ruínas, sensivelmente no mesmo sítio da actual. A partir dessa data as festas da Santa Cruz atingiram, por vezes, imponência religiosa e proporções populares notáveis, embora os dias e meses das festas tivessem mudado várias vezes ao longo dos anos.

Fonte: Adaptado de artigo do Dr. Albuquerque Pinho in Jornal de Albergaria nº 219 - 09/07/2002

domingo, 16 de setembro de 2007

Imagens de Albergaria-a-Velha em Porcelana


A empresa Decor Art, de Paço D'Arcos, promoveu, durante o ano de 2006, ao lançamento de colecções de pratos de porcelana com imagens alusivas a várias localidades do país. Os motivos seleccionados, numa colecção de seis pratos, foram:

"Capela do Senhor da Santa Cruz e N. Sra. das Dores",
"Igreja Matriz",
"Câmara Municipal",
"Casa de Justiça",
"Estação de Caminhos de Ferro"
"Capela N. Sra. da Conceição".

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

ALBA: Marca de Automóvel


Nos anos 50, surgiram várias marcas nacionais, que prestaram as suas provas nos diversos circuitos de então. A ALBA foi uma delas, sob o impulso de António Augusto Martins Pereira, neto do proprietário da metalurgia ALBA, em Albergaria-a-Velha.

Portugal encontrava-se, nessa altura, na vanguarda do fabrico de automóveis de competição (marcas: ALBA, FAP, DM, Olda, PE, MG Canelas ), tal como é relatado na «História do Automobilismo Português», de José Barros Rodrigues (Ed. Talento).


Construído e inteiramente desenhado em Albergaria-a-Velha na Fábrica ALBA (Metalúrgica) no ano de 1952 por António Augusto Martins Pereira, com 1500 cc (motor também desenhado por ele), 90 cv, 4 cilindros e 4 velocidades e atingia os 200 km/h, com carroceria em fibra ao estilo italiano

A ALBA foi uma das marcas mais consistentes do panorama automobilístico nacional e no seu currículo consta, inclusivamente, a construção de um motor, um quatro cilindros quadrado – curso e diâmetro de 78 mm – com 1500 cc, duas árvores de cames à cabeça e duas velas por cilindro, todo em alumínio.


Foram construídos três automóveis; dois quase iguais e um outro, mais curto e leve, mas também muito semelhante. O primeiro, desenhado e construído sobre um chassis 508 C, em 1952, coube-lhe como era usual, um motor Fiat de 1089cc.

Com Francisco Corte Real Pereira, a Alba venceu a Taça Cidade do Porto, em 1953, mas com António Augusto Martins Pereira – empresário da Indústria Metalúrgica Alba e o principal responsável pelo aparecimento da marca e também piloto em provas de regularidade – a Alba conseguiu outros sucessos, em particular a vitória no Rali do Vinho do Porto, em 1955, com o motor 1500 Alba.


Actualmente, são conhecidos dois automóveis: OT-10-54 – 1500 (cedido em 2006 ao Museu do Caramulo para restauro) e TN-10-82 – 1100 (vermelho). O outro ficou sinistrado durante uma das provas automobílisticas.


Fonte: Adaptado de Forum Portal dos Clássicos


A edição de 2007 do Caramulo Motorfestival será realizada nos dias 7, 8 e 9 de Setembro. No cartaz oficial do evento figura o automóvel português de competição ALBA, de 1952, que subiu a Rampa Histórica do Caramulo em 2006.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Augusto Martins Pereira, Comendador (1885-1960)

Augusto Martins Pereira nasceu em 1885 em Sever do Vouga, numa família modesta, pelo que, criança ainda, começou a trabalhar nas Minas do Braçal. Muito novo partiu para os Estados Unidos da América onde aprendeu e se aperfeiçoou nas técnicas de fundição e metalurgia. Depressa deixou aquele país para se fixar nos Açores, onde em 1907 fundou a Fundição Lisbonense, em Ponta Delgada, a qual progride rapidamente. Ao cabo de 13 anos, assediado pela maior empresa do Arquipélago que se sentia ameaçada pela concorrência, vende-lhe a sua fábrica.

Em 1921 fixa-se em Albergaria-a-Velha para sempre, fundando a mais moderna metalurgia de então, uma empresa com o mesmo nome da anterior, mas, pouco tempo depois, instado por elementos da vila local, denomina-a Fundição Albergariense. Em 1923, a fim de aumentar a produtividade, com 29 sócios locais, constitui a Sociedade Augusto Martins Pereira, Lda. e a empresa começa então a desenvolver-se e afirmar-se no sector, ocupando ainda o velho edifício situado no Largo Conselheiro Sousa e Melo.

Já usando a marca “Alba” e tendo-se libertado dos sócios, as Fábricas Metalúrgicas tornam-se famosas e obtém uma Medalha de Ouro na Exposição Industrial Portuguesa de 1934. O desenvolvimento da Empresa leva à construção da grande fábrica ainda hoje existente na Cavada Nova, zona sul da vila. Em 1936, é agraciado pelo Chefe do Estado com a Comenda de Mérito Industrial.

Nomeado Presidente da Câmara, conseguiu subsídios do Governo, cujos Ministros por diversas vezes vieram a Lisboa e visitaram a “Alba”.

As fábricas ALBA tornar-se-iam o grande motor de desenvolvimento económico e social da região, não só pela oferta de emprego.

Transforma a decadente Filarmónica na Banda Alba, que alcança renome; compra o Campo das Laranjeiras e, com a colaboração gratuita dos seus empregados, transforma-o no Parque de Recreio e Desporto Alba; cria uma Cantina e um Armazém para minorar as dificuldades do abastecimento provocado pela II Guerra Mundial: compra o decrépito Teatro e faz o luxuoso Cine-Teatro Alba; eleito Provedor da Misericórdia, deita abaixo o imponente mas pequeno e inadaptado hospital, e, com subsídios que obtém do Estado, manda construir um novo, com um edifício anexo para a Sopa dos Pobres, onde se distribuíam dezenas de refeições por dia, em parte por si mantidas.

Faleceu, nesta vila, em Maio de 1960 e o seu funeral foi a expressão do reconhecimento do Concelho pela obra aqui desenvolvida.

Fonte: Alba / António Homem de Albuquerque Pinho, "Gente Ilustre em Albergaria"

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha


Em edição da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha foi editado em 1994 o livro "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha " da autoria de António Homem de Albuquerque Pinho.

O livro recolhe notas biográficas de várias figuras públicas ligadas a Albergaria-a-Velha. O autor aponta, em nota prévia, que "Não está esgotada a lista de vultos ilustres da nossa terra e, muito menos, a de todos aqueles que, pela evidência da sua acção, da sua popularidade, do seu mérito prestativo, da sua tipicidade, devem permanecer nessa memória colectiva que é a base a nossa identidade" e ainda que " Um povo que esquece o seu passado e a sua gente tende a esvair-se no tempo".

Indicamos aqui a lista das figuras públicas biografadas nesse livro, com uma pequena descrição e os anos de nascimento e falecimento. Algumas são, actualmente, para muitos, meros nomes de ruas sem qualquer enquadramento.

Albérico Ribeiro
(188-/1955) Fundador Jornal de Albergaria

Alexandre Albuquerque, Dr.
(18--/1937) Advogado, deputado

Américo Martins Pereira
(1905/1949) Industrial, Presidente da Câmara Municipal

António Fortunato de Pinho, Dr.
(1847/1958) Advogado, Presidente da Câmara Municipal, fundador da Associação dos Bombeiros Voluntários

António Henriques Ferreira
(18--/1883) 1º administrador do Concelho (1835), industrial "Fábrica de Olaria da Biscaia"

António Marques Pereira
(18--/1935) comerciante "A Central", arquitecto, autarca

Armando de Albuquerque Miranda, Dr.
(19--/1968) Advogado, Presidente da Câmara Municipal, Director dos Serviços de Electricidade

Bento Álvares Ferreira
(180-/1884) Presidente da Câmara Municipal, Administrador do Concelho

Bernardino Correia Teles Albuquerque, Dr.
(1876/1960) Presidente da Câmara Municipal, Fundador da Misericórdia, Magistrado

Bernardino Máximo de Albuquerque
(1839/1923) Presidente da Câmara Municipal

Brito Rebelo, Eng.
(1830/1920) Militar, Administrador do Concelho, Condutor de Obras Públicas da Câmara Municipal

Eugénio Ribeiro
(187-/1960) Fundador Jornal de Albergaria, poeta

Ferreira Tavares, Comendador
(1821/1877) Industrial, Presidente da Câmara Municipal

Flausino Correia, Dr.
(1906/1983) Médico, Presidente da Câmara Municipal

Francisco António de Miranda, Dr.
(1863/1934) Administrador do Concelho, advogado

Gaspar Ferreira, Coronel
(1885/1966) Militar, Governador Civil de Aveiro, Deputado, Presidente da Câmara Municipal

Hernâni Miranda, Dr.
(1893/1944) Advogado, Presidente da Câmara Municipal, fundador da "Fundição Albergariense"

Jaime Ferreira, Dr.
(1887/1966) Presidente da Câmara Municipal, Advogado, Director Policia Judicial do Porto, Chefe de Gabinete do Ministro do Interior

João Gomes, Prof.
(1888/1956) Professor, Autarca, Comandante dos Bombeiros

João de Pinho
(18--/1939) Artista, Jornalista

João Pinto
(18--/1961) dinamizador cultural, professor

Joaquim António de Miranda, Dr.
(183-/1891) advogado, administrador do concelho

José Henriques (Ferreira), Dr.
(1802/1893) Deputado, célebre liberal, Administrador Geral do Distrito de Aveiro, Cônsul no Brasil e Liverpool

José Homem de Albuquerque, Dr.
(186-/1951) Médico

José Mourisca, Conselheiro (Dr.)
(1872/1945) advogado, magistrado, deputado

José Nunes Alves
(19--/1981) Presidente da Câmara Municipal (1969-1981)

José Simões Ferreira, (Dr.)
(19--/1989) Médico, fundador da Casa de Albergaria-a-Velha em Lourenço Marques (1953)

Júlio d'Albergaria
(18--/19--) jornalista, poeta

Laura Cabral
(18--/1942) Fundadora da Misericórdia de Albergaria-a-Velha

Brito Guimarães, Dr.
(187-/1950) Adm. Fábrica de Papel de Vale Maior, benemérito

Manuel Marques de Lemos, Dr.
(18--/1921) Médico, manif. Anti-ultimato, Presidente da Câmara Municipal

Augusto Martins Pereira, Comendador
(1855/1960) Industrial "Fábricas ALBA", Presidente da Câmara Municipal

Padre Matos
(19--/1982) Pároco (1925-1936), Fundador do Colégio de Santa Cruz

Napoleão Luis Ferreira Leão
(18--/19--) Emigrante em Moçambique, Benemérito

Nogueira e Melo, Dr.
(1844/1915) Advogado, Presidente da Câmara Municipal

Patrício Theodoro Álvares Ferreira
(184-/1932) Jornalista, Professor, Autarca, provedor do Concelho, Fundador do Colégio Portuense

Patrício Luís Ferreira, Dr.
(17--/18--) Magistrado

Quina Ferreira, Dr.
(1910/1991) Médico

Sousa e Melo, Conselheiro
(1847/1926) Magistrado, Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça

Vasco Mourisca, Dr.
(1911/1984) Fundador do Jornal Beira-Vouga, Poeta

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

ALBA, uma Metalurgia com História... uma Marca com futuro

ALBA é a designação pela qual é conhecida a empresa criada em 1921, com a denominação inicial de Fundição Lisbonense, alterada depois para Fundição Albergariense, assumindo em 1923 o nome do seu fundador, Augusto Martins Pereira, nascido em 1885 em Sever do Vouga.

No fim da década de trinta, as instalações foram transferidas do centro da vila para o local aonde ainda hoje se encontram, um pouco mais a sul, a cerca de 500 metros do actual nó rodoviário entre o IP5 e a IC2/EN1 e a 5 Km do acesso à Auto-estrada (A1).


Em 1921, Augusto Martins Pereira escolhe Albergaria-a-Velha como lugar estratégico para a montagem da mais moderna metalurgia de então: a ALBA.

Rapidamente, a ALBA, tornar-se-ia o grande motor de desenvolvimento económico e social da região, não só pela oferta de emprego, construção de bairros e escolas, mas também pela construção de cinemas e parques desportivos.


Em Abril de 2001 a ALBA foi adquirida pela Metalurgia e Fundição METAFALB, SA, empresa integrada no Grupo DURIT, com a preocupação de recuperar uma indústria com um largo passado de prestígio, que se mantém inabalado, representando ainda uma das suas principais forças, pela implantação social da empresa e pelo que historicamente a mesma representa para a região e para o país.

Fonte: METAFALB

domingo, 2 de setembro de 2007

Marca ALBA ... Uma marca com tradição



Utilizando o símbolo desenvolvido pelo pintor Daniel Constant, a Fábrica Metalúrgica de Augusto Martins Pereira tornou-se conhecida em todo o país pelo nome comercial ALBA, denominação que reunia as três primeiras e a última letras da palavra Albergaria.

Um dos baluartes desta empresa e da divulgação do seu nome, foi a sua capacidade criativa e o lançamento constante de novos artigos, que vieram a constituir o seu catálogo, tais como:

* Bancos de jardim,
* Colunas para iluminação pública,
* Material de combate a incêndio,
* Caixas e tampas de saneamento,
* Válvulas e acessórios para redes de esgotos e de saneamento,
* Fogões domésticos a lenha, a carvão e a gás,
* Caloríferos a lenha e a carvão,
* Louça em ferro e em alumínio,
* Esmagadores e prensas para lagares,
* Bocas de rega,

(...)

Gozando de uma enorme notoriedade, veiculada pelos seus inúmeros produtos, a marca ALBA não se pode desvincular da história do design português. Bancos de jardim, candeeiros públicos e fontanários, mas também panelas domésticas, fogareiros, salamandras e bocas de incêndio, conviveram connosco durante os últimos 80 anos.

(Fonte: METAFALB, SA)


Os produtos das Metalúrgicas ALBA estão um pouco por todo o país.

Exemplos:

* Tampa de saneamento em rua transversal ao Pavilhão Rosa Mota (Porto)
* Boca de incêndio em rua adjacente à Estação de São Bento (Porto)
* Fontanário na vila da Nazaré
* Bancos na Costa Nova