quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O Colégio de Santa Cruz

 

O primeiro estabelecimento de ensino secundário que existiu no Concelho foi o Colégio de Santa Cruz. Iniciou a sua actividade em Outubro de 1927, na Rua de Serpa Pinto. Era dirigido pelo seu fundador o Padre António Maria Valente de Matos, então com 29 anos, prior da nossa paróquia havia dois anos. Os professores eram todos do Concelho. 

O Colégio ministrou o ensino primário e secundário até ao 3º ano do Liceu, inclusive, para alunos dos dois sexos, conforme o alvará nº 51, concedido em 1931 quando já ocupava um prédio construído propositadamente, na Rua Almirante Reis. 


Encerrou em 1936, quando o Padre Matos abandonou Albergaria e se fixou na Diocese do Porto. Foi para muitos jovens da vila, do concelho e de povoações vizinhas o início de uma carreira que dificilmente alcançariam naquela época de enormes carências. 

Fonte: António Homem de Albuquerque Pinho, “Albergaria-a-Velha – Oito Séculos do Passado ao Futuro” (pág. 47) / Fotos partilhadas por Eng. Duarte Machado 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O Colégio de Albergaria


Este novo estabelecimento foi fundado no ano lectivo de 1947/48 por dois antigos alunos [do Colégio de Santa Cruz], os professores Afonso Henriques Pereira e Armando Marques da Silva. Começou por funcionar no edifício do Torreão, na Praça Velha. Quatro anos depois, o Colégio foi adquirido pelo professor Eduardo Nunes Marques e pela Esposa Drª Ana Natália da Conceição Pereira [pais do futuro Presidente da Câmara, Dr. Rui Marques] que o transferiram para edifício criado de raíz onde ainda hoje se encontra.
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Não é apenas um estabelecimento de ensino de Albergaria, mas de toda uma vasta região, onde há casos de ter sido frequentado por três gerações de uma mesma família.
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Fonte: António Homem de Albuquerque Pinho, “Albergaria-a-Velha – Oito Séculos do Passado ao Futuro” (pág. 47)



Do site do colégio

O Colégio de Albergaria iniciou a sua actividade no ano lectivo de 1947/48 e teve o seu reconhecimento oficial a 13 de Fevereiro de 1948 pelo alvará nº 950. Os fundadores foram, na qualidade de proprietários os Professores Afonso Henriques Pereira e Armando Manuel da Silva, sendo o primeiro Director Pedagógico o Padre Manuel Maria Valente Matos.

As primeiras instalações situavam-se no centro de Albergaria, na Praça Dª ­Tereza, no edifício ainda hoje denominado Torreão e a sua lotação inicial foi de 88 alunos. No ano lectivo 1951/52, 5 (cinco) anos após a fundação, o Colégio conhece novos proprietários e Directores. O Prof. Eduardo Nunes Marques, a Drª Ana Natália da Conceição Pereira, e o Padre João Evangelista Nunes Marques assumem respectivamente a propriedade e a Direcção Pedagógica.


Decorrido quase meio século, a Família Marques identificou a sua vida com este estabelecimento de ensino. O Prof. Eduardo Marques, falecido em 09/07/1995 e a Drª Ana Natália Pereira (falecida em 2011) são a referência desta instituição de ensino porquanto fizeram a simbiose perfeita entre a vida pessoal e a colectiva, transportando para o Colégio os valores essenciais à formação e educação da Juventude. (...)

Os relevantes serviços prestados à cultura e educação comunitários tiveram reconhecimento público a 27 de Maio de 1995 com a atribuição da Medalha de Ouro de Mérito Municipal.


Imagens: Grupos do Facebook (1) (2)

domingo, 27 de janeiro de 2008

Bombeiros agraciados com Medalha de Ouro

Os bombeiros voluntários de Albergaria-a-Velha receberam a Medalha de Serviços Distintos – Grau Ouro – concedida pela Liga dos Bombeiros Portugueses. A entrega foi feita na manhã do sábado, 19 de Janeiro, no âmbito do arranque do Ano Nacional do Voluntariado que decorre ao longo de 2008 com diversas acções relacionadas com o este evento.

A entrega da Medalha de Ouro foi antecedida de formatura geral e içar da bandeira da corporação, que em Abril próximo vai completar 83 anos de existência, tendo o comandante José Ricardo Bismarck, em quem a Liga dos Bombeiros Portugueses delegou a representação, lido uma mensagem desta instituição de cúpula dos «soldados da paz».

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Fonte: Jacinto Martins, Jornal de Albergaria

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sábado, 26 de janeiro de 2008

Associação dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha

A fundação da Associação de Bombeiros de Albergaria-a-Velha terá sido motivada por um grande incêndio que, no ano de 1922, se terá alastrado no quarteirão compreendido entre a Praça Rainha D. Teresa e o caminho junto ao edifício dos Correios.

A primeira reunião, para a organização de um corpo de bombeiros, terá tido lugar em 3de Abril de 1924, no escritório do advogado Dr. António Fortunato de Pinho. Os primeiros Estatutos foram aprovados em Assembleia Geral de 14 de Dezembro de 1924, o alvará do Governador Civil de Aveiro é datado de 22 de Janeiro de 1925, sendo os primeiros Corpos Gerentes eleitos em 15 de Março de 1925.

Sérgio Reis Costa, avô do piloto de Fórmula 1, Tiago Monteiro, foi um dos primeiros presidentes (e comandante) dos bombeiros voluntários de Albergaria-a-Velha.

Mais recentemente, António Atanázio Ribeiro foi comandante, durante mais de 20 anos, tendo recebido a medalha de ouro de Mérito Municipal. Foi sucedido no cargo, em 1997, por José Ricardo Bismarck, que entrou para a corporação aos 16 anos e percorreu todos os escalões hierárquicos até ascender ao topo da carreira, tendo prestado serviços meritórios quer em Portugal, quer no estrangeiro (nomeadamente, nos E.U.A., aquando do ataque às Torres Gémeas no 11 de Setembro de 2001).

O actual presidente é, desde 1998, Elísio Apolinário Simões da Silva que sucedeu no cargo a Isidro Lopes da Silva.

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A Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha atribuiu, em 2001, a Medalha de Mérito em Ouro à corporação de bombeiros da vila. Uma distinção que pretendeu homenagear os «soldados da paz» albergarienses na passagem dos 75 anos de vida.

O brasão da associação é constituído por uma fénix estendida e voltada para a direita, de ouro e perfilada de preto, sobre quatro achas de preto incendiadas de ouro, trazendo ao peito dois machados cruzados de prata com cabos de preto, sobrepostos pelas armas do concelho, com listel branco com legenda a negro –“Albergaria-a-Velha”.

Fonte: bombeirosdealbergaria (adaptado)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Pelourinho de Angeja

O Pelourinho é um Imóvel de Interesse Público. É uma construção, ou reconstrução, do início do século XX, mais precisamente de 1902. Não se sabe se alguns dos seus elementos são uma reutilização do pelourinho primitivo, demolido em data incerta.

Sobre este são muito escassas as informações que nos chegaram, apenas sendo possível refazer, em linhas gerais, a história do concelho, considerado um dos mais antigos do país. Integrado nas terras da Feira, teve foral de D. Manuel em 1514, acabando por ser extinto no âmbito das reformas liberais.

O exemplar que hoje conhecemos integra-se nos denominados pelourinhos de bloco, elevando-se sobre dois degraus. Tem uma plataforma paralelepipédica e na base da coluna exibe-se a data de 1902. O fuste cilíndrico apresenta capitel em anel, o remate é formado por um bloco quadrangular com friso nas extremidades e decorado nas suas faces com as armas nacionais e a esfera armilar encimada pela cruz de Cristo.

Fonte: IPPAR, Internet

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Pelourinho de Frossos


Imovel de Interesse Público

Da sua antiga autonomia, Frossos conserva um pelourinho, originalmente levantado num cruzamento de acesso à povoação. Foi deslocado depois de 1963, erguendo-se hoje no largo a que deu o nome, no centro da aldeia. Assenta num soco de três degraus quadrangulares, de aresta, em cimento e laje de tijolo, de factura moderna. Esta plataforma foi construída aquando da deslocação do pelourinho para o presente local, sendo ainda possível conhecer o aspecto do soco original, através de aguarela anterior a 1936.

Segundo relatório da Direcção Regional de Edifícios e Monumentos do Centro, tratava-se de uma “base maciça de alvenaria com reboco de cimento, com 1,45 de lado por 0,80 de alto”, com o topo rampante, de forma a receber o assento do fuste e da sua base quadrangular.

O conjunto era guardado por quatro pilaretes nos ângulos do soco. Actualmente, a coluna assenta directamente sobre o último degrau, embora possua um arremedo de base, constituída por um ligeiro espessamento do fuste. Este é de secção quadrangular, liso, e decorado a curta distância do topo por uma fina moldura saliente. O remate é um paralelepípedo de secção quadrada, sobre um tabuleiro pouco saliente.

Tem as faces molduradas, com vestígios de decoração heráldica, conservando-se apenas parte de um escudo de armas nacional. A peça de remate é encimada por um espigão de ferro muito longo, com cerca de metade do comprimento do fuste, e com dois braços de ferros em cruz, na horizontal, fixados a curta distância da base. Possui a data de 1620 inscrita no tabuleiro do remate.

Fonte: IPPAR / Internet

Imovel de Interesse Municipal

Os Pelourinhos são símbolo da autonomia administrativa concelhia, dos direitos e deveres das povoações, são marcos representativos da história local e da tradição política portuguesa definida nas cartas de Foral.

O Pelourinho de Frossos remonta ao século XVI e o material usado é o calcário. A base é composta por três degraus de forma quadrada. A coluna é igualmente quadrangular. No capitel estão inscritas as armas reais e um ferro com cruzeta que se usava nos sentenciados.

Frossos foi sede de concelho e pertenceu à Comarca de Esgueira (pertencente ao actual concelho de Aveiro) criada no século XVI.

Fonte: Câmara Municipal

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Quinta Relvas (Imóvel de Interesse Municipal)

o Imóvel Casa e Quinta das Relvas na Freguesia da Branca é o primeiro Classificado como Imóvel de Interesse Municipal.

Situado, em Calçada das Relvas - Branca, perto da Igreja Matriz de S. Vicente, este conjunto é do século XVIII e a sua história está intrinsecamente ligada à História da Freguesia da Branca. Aqui, realçamos a frontaria granítica, a casa de habitação e o fontanário situado nas traseiras da casa é o elemento mais importante do conjunto.

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Fonte: Câmara Municipal

sábado, 5 de janeiro de 2008

Padre António Maria Valente de Matos (...-1982)


O Padre António Maria Valente de Matos - mais conhecido como Padre Matos - era natural de Salreu, mas veio para Prior de Albergaria-a-Velha em 1925 e aqui se manteve durante 11 anos, desenvolvendo uma acção não só religiosa mas também social e educativa.

Restaurou a Igreja Matriz que se encontrava muito degradava e tornou-se um orador sagrado de renome regional.

Em 1927, com 29 anos, reconhecendo o estiolar da maioria das crianças da vila e arredores que concluíram o exame da quarta classe, fundou o primeiro estabelecimento de ensino secundário do Concelho, o Colégio de Santa Cruz, nome dado pelo sacerdote em homenagem à sua paróquia que por toda a vida lembrou e estimou.

Neste colégio, que durou até à sua saída de Albergaria, em 1936, ensinaram jovens professores de Albergaria e arredores e aprenderam e puderam tirar cursos centenas de jovens que, sem ele, nunca teriam alcançado as posições profissionais que vieram a atingir.
(...)
[Foi homenageado pelos antigos alunos] quando, em 1981, perfez 83 anos de idade com uma saúde que não auguraria um fim tão próximo.

Faleceu no Porto, onde era capelão da irmandade de S. Crispim e S. Crispiano, em Junho de 1982.

Fonte: António Homem de Albuquerque Pinho, "Gente Ilustre em Albergaria"

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Albergaria em fotos antigas




Fonte: Forum Motor Clássico / AutoHoje

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Fotos recentes de Albergaria-a-Velha

Centro Coordenador de Transportes

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Câmara Municipal (Praça Ferreira Tavares) - noite

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Avenida José Homem - noite

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Moradias

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Torreão

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Fonte: Nélson / Instantes Click