sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

A “máquina” dos Irmãos Ferreira Tavares (Ferreira & Cª)


A partir de meados do século XIX, o desenvolvimento das vias de comunicação vai contribuir para o aproveitamento das matérias primas locais.

Indústrias mineiras situaram-se nas zonas interiores do município que são ricas em minérios de chumbo, cobre, zinco, níquel e prata. Laboraram, com intensidade e proveito, principalmente as minas de Coval da Mó, Telhadela, Carvalhal e Palhal, as quais se encontram hoje desactivadas.

A três décadas do termo desse século começou a chegar a primeira industrialização fabril. (...) Foi José Luíz Ferreira Tavares, homem de superior inteligência, que (...) regressado de Lisboa, onde permanecera cerca de 20 anos, conseguiu introduzir aqui os princípios necessários para tal empresa.

Alferes da Fonte

Associou o irmão, Manuel Luíz, conhecido pelo Alferes da Fonte, por ter sido alferes de milícias e morar na casa-mãe da família, situada no Largo da Fonte.

(...) Aproveitava a riqueza enorme que representava a matéria constituída pelos vastos pinhais que circundavam Albergaria, em boa parte semeados nos baldios por iniciativa do pai de ambos, o capitão Miguel Luíz Ferreira.

(...) os irmãos Ferreira mandaram vir maquinaria para creosotagem dos dormentes [para os caminhos de ferro] e dos postes de madeira de pinheiro [para as linhas telegráficas], assegurando assim a sua fácil colocação no mercado a preço compensador.

A instalação preparadora ficava entre a Semouqueira e a estrada Porto-Lisboa, no local da actual Zona Industrial, e o povo durante largos anos continuou a designar o sítio por “a máquina”.

Fonte: António Homem de Albuquerque Pinho, “Albergaria-a-Velha – Oito Séculos do Passado ao Futuro”

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

"Nós por Albergaria"

Um grupo de adeptos do BTT decidiu, em boa hora, criar um forum onde pretendem divulgar situações que necessitem de ser referenciadas em matéria de ambiente.

Tópico de introdução:

As nossas preocupações ambientais levaram-nos a criar o “Nós por Albergaria” que relata locais da nossa região onde se encontram depósitos ilegais de lixo. Após o registo fotográfico e geográfico dos mesmos, vão ser informadas as entidades respectivas como Câmara Municipal, Protecção Civil, Bombeiros e jornais locais. Com esta acção esperamos que exista uma consciencialização e rectificação dos locais violentados, pelo que vamos acompanhar as situações relatadas de forma a verificar a actuação das entidades referenciadas. Para ampliar o raio de acção desta iniciativa, este tópico encontra-se aberto a todos os que encontrem este tipo de crimes, bastando registar-se no nosso fórum.

Link: Forum

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Colóquio "Pensar Albergaria... Um outro olhar!"


No passado dia 15 de Fevereiro pelas 21h00, o grupo de jovens Alberproject promoveu, no Auditório das Piscinas Municipais, um colóquio subordinado ao tema Intervenção Urbana, intitulado “Pensar Albergaria… Um outro Olhar!”.

Foram convidados a apresentar o seu olhar pessoal sobre o desenvolvimento do município, diversos oradores de diferentes áreas profissionais:

- O Dr. Delfim Bismarck Ferreira, historiador, com o intuito de fomentar o debate de ideias, aproveitou a sua intervenção para enumerar os aspectos negativos do Concelho. Na sua opinião, existem poucos espaços verdes e os que existem estão subaproveitados, há falta de uma política de património, demolindo-se imóveis classificados, a construção tem pouca qualidade, não existe o rasgar de novas avenidas que façam crescer uma nova cidade, é necessária uma revisão urgente do PDM, não há museus, não há biblioteca com condições próprias, há falta de política cultural e desportiva, não há plano estratégico, existe pouco aproveitamento do turismo e do património natural e cultural local, a zona industrial precisa de um novo fôlego e falta segurança e assistência aos cidadãos.

- Eduardo Costa Ferreira, arquitecto, referiu que existiam alguns condicionalismos e restrições naturais em termos de planeamento, mas que era possível transformar zonas vazias em parques e jardins e criar espaços de encontro onde as pessoas gostassem de estar.

- Ana Paula Diogo, Engenheira Agrária, elegeu a Quinta de Torreão como um local que, na sua opinião, tem sido subaproveitado e tem grande potencial para actividades de recreio. Apresentou a todos os presentes os locais de lazer requalificados pela autarquia.
(...)
- A última intervenção da noite esteve a cargo de João Agostinho Pereira, presidente da Câmara Municipal. Apesar de reconhecer que ainda havia muito a fazer, discordou da afirmação de que Albergaria-a-Velha não tinha plano estratégico e enumerou os três eixos que o norteiam: consolidação do dinamismo empresarial, potenciação da localização geográfica e valorização do património natural.

Citou vários exemplos de projectos desenvolvidos até agora, desde os cursos de especialização tecnológica à modernização do comércio, passando pela criação de vários espaços de lazer, o presidente da autarquia Albergariense afirmou que o Concelho tinha uma boa imagem e era um pólo de atracção de pessoas e empresas de outros lugares. Até a estação do TGV poderá vir a ser localizada neste concelho…
(...)

Fonte: Alberproject (adaptado)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Rota dos Cruzeiros (VIII) - Cruzeiro da Rua do Costa (Angeja)

O Cruzeiro da Rua do Costa remonta ao século XVIII. No ano de 1613, foi mandado construir para memória do acabamento da edificação da Igreja da Senhora das Neves e recentemente foi objecto de restauro. Assenta numa base quadrangular de um degrau, a sua base é cúbica de granito onde se destaca um friso a baixo relevo. Corpo bastante simples com remate tosco de gosto popular.

Fonte: Câmara Municipal

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Rota dos Cruzeiros (VII) - Cruzeiro do Alto de Angeja

Deste cruzeiro sem qualquer elemento de extraordinário, contempla-se o baixo Vouga com os seus campos e vê-se a cidade de Aveiro. O cruzeiro é bastante simples, de granito tendo como base apenas dois degraus em material contemporâneo.

Fonte: Câmara Municipal

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Rota dos Cruzeiros (VI) - Cruzeiro da Senhora do Socorro

O Cruzeiro da Senhora do Socorro é outro singular elemento arquitectónico. Base quadrangular de 4 degraus, com uma base bastante elevada de acordo com o corpo majestosamente elegante e de gosto popular.

Fonte: Câmara Municipal


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Rota dos Cruzeiros (V) - Cruzeiro de S. João de Loure

No adro da Igreja de S. João de Loure há um Cruzeiro, tendo de antigo um pedestal paralelepípedo. A obra é em granito com braços grandes em cortes de simples faces. Presume-se ser do século XVIII.

Fonte: Câmara Municipal

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Rota dos Cruzeiros (IV) - Cruzeiro de Açores

O Cruzeiro de Açores foi recentemente objecto de restauro.

É uma bela cruz de braços arrematados em recorte trevado inseridos num pedestal com motivos escultóricos de baixo relevo muito interessantes. Obra em granito que poderá ser do século XVIII.

Photobucket

Fonte: Câmara Municipal

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Rota dos Cruzeiros (III) - Calvário

O Cruzeiro da Branca situa-se no Adro da Igreja de S. Vicente da Branca. Monumento de extrema beleza em granito. A base é quadrangular, corpo e braços oitavados rematados em flor aberta.

A cruz foi colocada no adro nos finais do século XX.

Esta cruz vem substituir o antigo cruzeiro, do séc. XVII-XVIII, situado igualmente neste adro, mas do lado do Cemitério

Photobucket

Photobucket

Fonte: Câmara Municipal

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Rota dos Cruzeiros (I) - Calvário

O Calvário de Albergaria, vulgarmente conhecido por Cruzes, fazia parte integrante da antiga Via-Sacra. A primeira referência surge em 1683. Neste conjunto faziam parte inicialmente, sete exemplares. Presentemente estão apenas três, tendo sido removidas do local as restantes quatro, aquando da abertura da Rua das Cruzes, por volta de 1919, desde o princípio do Calvário até à "Quinta das Cruzes".

O conjunto das sete cruzes estavam dispostas aleatoriamente no largo e foi intenção colocá-las em linha recta para o lado nascente do mesmo largo e uma do lado poente da rua que atravessa o largo.

As cruzes são de granito, grandes braços rectangulares, assentando em base paralelepípedo com faces de baixos relevos muito significativos.



Uma das Cruzes onde se nota a base paralelepípeda com baixos relevos:


Fonte: Câmara Municipal

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Rota dos Cruzeiros (II) - Padrão Cruzeiro da Albergaria

No recinto da Senhora do Socorro, está hoje localizado o padrão / cruzeiro. Este imóvel encontrava-se na entrada sul da povoação, tendo sido deslocado para o morro nos meados do século XIX. O Padrão de granito é composto por uma cruz de grandes braços, apoiada no soco paralelipípedo com uma inscrição já muito gasta, que aqui se transcreve:

“AQUI COMES(S)A ALBERG(ARI)A DE POBRES E PASAGEI)ROS DA D.TAREZA”

Photobucket

Fonte: Câmara Municipal