Nasceu em 29 de Fevereiro de 1852 na “Casa da Fonte” em Albergaria-a-Velha, filho dos 6ºs Senhores da “Casa da Fonte” Alferes Manuel Luiz Ferreira Tavares Pereira da Silva e de D. Jacinta Clara de Jesus Ferreira Pires (...)
Abastado proprietário, foi residir para Mogofores, onde desempenhou relevantes serviços, entre eles, como Presidente da Junta de Paróquia, promoveu a reparação e embelezamento da Igreja local.
Foi ainda, Presidente da Câmara Municipal de Anadia, de 1893 a 1899 e de 1901 a 1904, onde desenvolveu também um papel notável no desenvolvimento daquele concelho, que o levou a ser agraciado pelo rei D. Luís com o título de Barão do Cruzeiro por carta régia de 25 de Outubro de 1875.
Faleceu na sua “Quinta do Cruzeiro” em Mogofores, em 13 de Setembro de 1912, deixando dois filhos: Manuel e António Luiz Ferreira Tavares.
Fonte: Delfim Bismarck, Forum Marforum
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| Rosa Joaquina Lebre de Sousa e Vasconcelos |
O Barão do Cruzeiro era bisavô do cançonetista e compositor José Cid. E é numa quinta de Mogofores (Anadia) deixada por seu bisavô que José Cid vive.

De seu nome completo, José Albano Cid de Ferreira Tavares (Chamusca, 4 de Fevereiro de 1942), é um dos mais importantes cantores e compositores portugueses da 2ª metade do século XX, tendo integrado grupos como o Quarteto 1111 e Green Windows.
Uma das suas composições mais conhecidas, "Ontem, hoje e amanhã", recebeu um dos prémios de "composição notável" no Festival Yamaha de Tóquio, em 1975.
Em 1978 lançou o álbum "10.000 anos depois entre Vénus e Marte", um marco na história do rock progressivo, que vem a obter mais tarde reconhecimento a nível internacional.
Com a canção "Um grande, grande amor", venceu o Festival RTP da Canção (1980), tendo alcançado um honroso 7ª lugar no Eurofestival, com 80 pontos, entre 19 concorrentes.
Em 2006 actuou pela primeira vez em Albergaria-a-Velha coincidindo com o seu reconhecimento por uma nova geração de melómanos.
José Cid assume-se como monárquico e anarquista.
Fonte: Wikipedia (adaptado)