sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Miguel Marques de Lemos, Professor


Nasceu em 14 de Agosto de 1899 na freguesia de S. João de Loure, concelho de Albergaria-A-Velha.

É considerado um dos melhores Professores que passou pela Escola Visconde de Salreu, estando incluído na lista de invididualidades biografadas nos "sites" da Câmara Municipal de Estarreja e da Junta de Freguesia de Salreu.

Devido ao seu talentoso modo de ensinar foi-lhe atribuída uma Comenda pelo Almirante Américo Tomás, na altura Presidente da Republica.

Além da sua actividade como Professor, foi Vereador na Câmara Municipal de Estarreja e teve vários cargos nos corpos gerentes da Banda Visconde de Salreu.

O seu corpo, assim como o da sua esposa, jaz no cemitério de Salreu.

Fontes: Município de Estarreja, Junta de Freguesia de Salreu

Curiosidade

A Escola de Vale de Castanheiro foi inaugurada a 14 de Abril de 1989, pelo então Ministro da Educação Dr. Roberto Carneiro, tendo recebido o nome de “Escola Professor Miguel Marques de Lemos”.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Arquivo Municipal: Protocolos com privados

Quinhentos anos de história estão compilados em milhares de documentos que passam a estar reunidos no novo Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha. O arquivo da própria Câmara - que integra actas, plantas e registos oficiais -, testamentos com mais de 200 anos, cartas de foral, documentação das três sedes de concelho localizadas em Angeja, Frossos e Paus e registos locais únicos - tudo está agora ao dispor da população e de investigadores.

No dia da inauguração do Arquivo Municipal, a autarquia assinou protocolos com os detentores da antiga Fábrica Alba e da antiga Companhia de Celulose do Caima com vista à entrega de documentação importante para o fundo local do concelho. A primeira entregou à autarquia as pautas da extinta Banda Alba e a segunda os arquivos que são marca documental do funcionamento da fábrica.

A Câmara quer continuar a estabelecer protocolos com privados que tenham em sua posse património documental de extrema relevância para a história do concelho. Estes protocolos apresentam duas vertentes. Uma estabelece a doação dos documentos à autarquia e a outra visa a entrega da documentação ao município, passando esta a ser uma entidade de salvaguarda daquele património.

Um exemplo de doação foi o de Jorge Figueiredo, neto do proprietário da Tipografia de Albergaria, de quem herdou uma colecção de 801 jornais da região do Vouga datados entre 1888 e 1945. Este espólio encontra-se agora disponível para consulta do público em geral no Arquivo Municipal, que dispõe de um moderno equipamento de procura de documentação desenvolvido no âmbito do programa Sal-On Line. Trata-se da digitalização dos documentos para uma melhor visualização e fácil utilização. A Câmara assegura que é um método simples de consulta, acessível a todos. (...)

Fonte: adaptado de Diário de Aveiro (Carmen Martins)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Referência a Telhadela em obra literária de Ranulfo Prata

 

Ranulpho Prata (1896-1942) foi um médico e escritor brasileiro nascido em 1896 em Lagarto (Sergipe) mas radicado em Santos. Foi autor, entre outros livros, de “O Triunfo” (1918), "O Lírio na Torrente" (1926) e “Navios Iluminados” (1937).

No seu romance "Navios Iluminados" existe uma referência a Telhadela, de onde é natural a esposa de Manuel Milagre. Possivelmente Ranulpho Prata terá contactado com portugueses oriundos de Telhadela radicados em Santos, sendo um dos mais destacados António Domingues Pinto.

Manuel Milagre é o dono da pensão em que mora o personagem principal da trama, o migrante nordestino José Severino de Jesus, e seu amigo, Felício.



Extracto do livro

"Seu Manuel Milagre, logo que veio de Portugal, empregou-se na Companhia, onde estava há 23 anos. Fez carreira. Começando como guincheiro, a trabalhar nas pontes volantes (...).

Viera casado da terra já com filha, a Florinda. Mas, a mulher, arrancada aos ares bons de Telhadella, freguesia de Ribeira de Frágoas, estranhou o clima de Santos, adoeceu, morrendo pouco tempo depois. Milagre sentiu com sinceridade. Mas, a vida não deixou que ele fosse fiel à memória, como desejava. Era pobre, precisava de ajuda da mulher, tinha filha pequena para criar. Casou-se com a brasileira Francisca, uma das primeiras amizades da defunta."


Extractos de tese de Alessandro Atanes 

É na Rua João Alfredo que fica o chalé do português Manuel Milagre. De lá, Milagre e seus dois inquilinos, José Severino e Felício, caminham por 15 minutos até o cais. O primeiro, com décadas de serviços prestados à companhia, dirige-se ao guindaste; os outros dois vão para a carga ou serviços gerais. Milagre, empregado da companhia desde a primeira década do século XX, se não fosse um personagem, seria um dos 23.055 portugueses que somavam 25,89% da população de Santos em 1913.(...)

A migração e a imigração são dois assuntos que estão nas páginas do romance de Ranulpho Prata. Nenhum dos personagens principais é sequer santista. José Severino de Jesus e seu amigo Felício são baianos, de Patrocínio do Coité; Manuel Milagre e a esposa Sá Francisca, que alugam um quarto do chalé aos dois amigos, são portugueses. A filha de Manuel, Florinda, que se casa com Severino, é a única personagem do núcleo principal que nasceu em Santos. Os tipos da narrativa são formados por migrantes nordestinos que buscam trabalho urbano (...)

Fontes: Novos-Arruamentos / Revista Pausa (capa de livro) / Alessandro Atantes 

Mais informações sobre o livro e o autor: Armonte / Estadão (reedição)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Escola Secundária de Albergaria-a-Velha



A Escola Secundária de Albergaria-a-Velha começou por ser uma secção de ensino técnico secundário da Escola Comercial e Industrial de Oliveira de Azeméis, da qual dependia.

Situada na Rua Almirante Reis [onde mais tarde chegou a funcionar a Biblioteca Municipal], abriu as suas portas no dia 13 de Outubro de 1970.

Na Escola funcionava o ensino secundário técnico diurno e nocturno, com os seguintes cursos gerais: Formação Feminina, Administração e Comércio, Electricidade e Mecânica. O número de alunos era inferior a 500 alunos e os quadros de docência, pessoal administrativo e auxiliar consistiam em 22, 7 e 18 respectivamente.

O Decreto-Lei nº 260-B/75, de 26 de Maio, consagra finalmente a emancipação relativamente à Escola Comercial e Industrial de Oliveira de Azeméis e oficializa a criação da Escola Secundária de Albergaria-a-Velha, funcionando com autonomia administrativa a partir do dia 1 de Janeiro de 1976.

O actual espaço físico deste estabelecimento de ensino começou a funcionar no ano lectivo de 1976/77, mas apenas se resumia ao recém-construído Pavilhão A. Por isso, era necessário recorrer a outros espaços, fora da escola, ainda que improvisados e mal adaptados, para albergar todos os alunos e para atender à especificidade de algumas disciplinas.

Só mais tarde surgiram o Pavilhão Polivalente, os blocos B e C, o Pavilhão Oficinal e, finalmente, o Pavilhão Gimnodesportivo.

Fontes: aeaav, esec-albergaria-a-velha

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

António Augusto Miranda (1886-1964)


António Augusto Miranda nasceu em Aveiro no dia 28 de Janeiro de 1886 mas cedo passou a viver em Alquerubim na companhia de sua Mãe.

Nos anos de 1912 e 1913 foi director do jornal "O Concelho de Albergaria" (que a partir do nº 14 mudou de nome para "Progresso de Alquerubim"). De 1915 a 1917 colaborou no jornal "A Democracia do Vouga".

Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra optou, a partir de 1921, pela Magistratura nas Colónias tendo sido juiz em Angola, India, Moçambique e Macau.

Regressou à Metrópole e foi colocado na Relação de Lisboa, em 1948. Após a aposentação passou a viver em Alquerubim. Entre Janeiro de 1956 e Janeiro de 1962 colaborou no Boletim "Mensagem" da freguesia de Alquerubim (fundado pelo Padre Miguel da Cruz).

Faleceu em 26 de Janeiro de 1964, na Vila da Feira, em casa de familiares. Foi sepultado em Alquerubim no dia em que completaria 78 anos de idade.

Obras Publicadas

Publicou os livros "Scenas da Aldeia" (1909),"Os Meus Ídolos" (1914), "Manual Teórico e Prático dos Juizes Municipais, Instrutores e Populares" (1928) e "Posse e tutela possessória: ensaio sobre a posse e os remédios possessórios" (1945).

Foi igualmente autor da opereta "Pérolas do Mar".

Mais informações

Fernando Almeida de Miranda, um dos filhos do Dr. António Augusto Miranda, coligiu alguns dados biograficos que recentemente foram colocados na internet pela neta Emilia. Na página http://recordando.wikispaces.com é possível saber mais sobre a vida do Dr. Miranda e ler algumas das suas crónicas.

Família

O Dr. António Augusto Miranda era segundo sobrinho do Dr. José Correia de Miranda, neto de sua irmã Joana Rita, Bisneto do Capitão Francisco Correia de Melo e segundo primo de Maria Rita [avó de Laudelino Miranda Melo], Margarida [mãe da Dra. Domitila e do Dr. Herculano Miranda] e restantes irmãs.

Fonte: Fernando Almeida de Miranda

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Feira dos 26 (Angeja)

Feira mensal onde se negociava gado, louça de barro, tecidos e todos os outros bens de consumo.


Fonte: Angeja.no.sapo


 Fonte: Lavadeiras do Vouga

Curiosidade (jogo do pau):

Conta-se a história de um jogador de grande talento do Porto, chamado Carvalho, feirante de gado, que na Feira dos 26 em Angeja, perto de Aveiro, conseguiu aguentar-se sozinho contra um grupo que o atacava, até que tropeçou e caiu para o chão, e nessa altura o melhor jogador dos adversários saltou para o seu lado, pronto a defendê-lo, dizendo aos seus companheiros que quem pretendesse bater no valente caído tinha que lutar primeiro consigo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Garagem da Branca (actual "Petrobranca")


Foi fundada por Humberto Pereira, na primeira metade do Séc. XX sob a denominação de Garagem da Branca. Iniciou a sua actividade representando e vendendo, entre outros produtos, combustíveis e lubrificantes da marca SACOR, mantendo, também, uma oficina de reparação automóvel.

Mais tarde e com o seu aparecimento, inicia a comercialização do gás “GAZCIDLA” em garrafa, quer para utilização doméstica quer industrial.

Em 1976, fruto das alterações sociais e económicas que então aconteceram na sociedade portuguesa, fica a representar a PETROGAL – Petróleos de Portugal, S.A., cuja constituição resultou da fusão de várias companhias do ramo da indústria de produtos derivados do petróleo, nomeadamente Cidla, Sonap, Sacor e Petrossul.

Em Julho de 1985, por questões de operacionalidade e de mercado, abandonou a actividade de reparação automóvel, dedicando-se exclusivamente à comercialização de produtos derivados do petróleo.

O Posto de Abastecimento foi completamente renovado em 1991, tendo surgido uma nova obra de raiz, com novas ofertas ao público, que para além dos combustíveis e lubrificantes, da marca GALP, pode ainda usufruir de um ponto de venda de jornais e revistas, cafetaria, loja de conveniência, etc.

Já no decorrer do ano de 2006 e por questões relacionadas com o Marketing e numa aposta num maior incremento das vendas e racionalização de meios, decidiu-se transformar a empresa em Sociedade Anónima e alterar a sua denominação para PETROBRANCA – Combustíveis, S.A.

Fonte: Petrobranca 

Anos 50


 


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Capela do Cabeço São Silvestre (São João de Loure)

No Cabeço de S. Silvestre, ponto mais elevado da freguesia de São João de Loure, foi erigida uma ermida em invocação daquele santo.



A capela foi renovada já neste século (foto de 14-08-2005)



Fonte: Banda Sanjoanense