segunda-feira, 30 de março de 2009

"Batalha" de Albergaria-a-Nova (Maio de 1809)

A "Batalha" de Albergaria-a-Nova, de 10 de Maio de 1809, foi resultante de uma tentativa falhada do exército anglo-português, liderado pelo General Arthur Wellesley (Wellington), de derrotar a "guarda avançada" do Marechal Soult que se localizava na região do Porto.

Após ocupar o Porto em 29 de Março de 1809, Soult "colocou" as divisões de cavalaria (do general Franceschi) e de infantaria (do general Mermet) entre o Porto e o rio Vouga (trinta milhas ao sul).

No início de Maio essas forças estendiam-se ao longo da principal estrada do Porto até Coimbra. Uma “guarda-avançada” composta por 1200 elementos de cavalaria e 700 de infantaria foi colocada em Albergaria-a-Nova, três milhas ao norte do Vouga, enquanto que as forças lideradas por Mermet foram repartidas entre Santa Maria da Feira (15 milhas a norte) e Grijó (22 milhas a norte).

Wellesley esperava surpreender Franceschi entre duas forças. A principal força britânica, composta por cinco brigadas de infantaria e uma de cavalaria, faria um ataque frontal sobre a posição francesa, enquanto que as forças lideradas por Hill e Cameron se deslocariam por mar, até a costa de Ovar, com o objectivo de posteriormente travar a retirada de Franceschi.

O plano falhou por duas razões. Para ser bem sucedido, Wellesley tinha que atacar o exército francês antes de este se aperceber que ele estava por perto, mas o General Soult obteve, em 8 de Maio, informações desse ataque do exércio luso-britânico através de um francês, o Capitão Argenton, que tinha mantido negociações com o antecessor de Wellesley.

O segundo motivo para o fracasso do plano do Wellesley foi a necessidade de efectuar um longo percurso noite-adentro num país que lhe era desconhecido. O plano previa a utilização de cinco esquadras de cavalaria (lideradas pelo General Cotton) e divisões de infantaria (chefiadas por Murray e Richard Stewart) para atacar em conjunto os homens liderados pelo General Franceschi.

O percurso nocturno por mar-adentro foi mais demorado do que o esperado. As forças de cavalaria do General Cotton iniciaram o ataque ao “piquete” do exército francês às cinco horas da manhã, mas depois descobriram que o resto dos homens de Franceschi se estendiam numa linha de batalha ao redor de Albergaria-a-Nova e que se encontravam em desvantagem de quase dois-para-um, pelo que decidiu não correr qualquer risco de confronto com os franceses até que a infantaria chegasse.

Quando finalmente chegou a infantaria, Franceschi já tinha abandonado a sua posição e recuado para Grijó para se juntar aos homens de Mermet, onde, em 11 de Maio, se verificou uma nova batalha entre as duas forças beligerantes.

Fonte: History of war

Franceschi, que estava estacionado em Albergaria-a-Nova, não tinha noção de que o exército luso-britânico estava a poucos quilómetros de seu acampamento, com o objectivo de o surpreender.

Para esse efeito surpresa, deslocara-se Hill de barco, entre Aveiro e Ovar, enquanto que Paget e Sherbrooke percorreram uma ponte sobre o Rio Vouga. Por outro lado, Trant tentaria contornar a ala direita do exército francês e Cotton direccionar-se-ia para a ala esquerda, contudo os planos não correram conforme o esperado, pois Trant não conseguiu transpor uma ravina e Cotton não foi bem orientado pelos guias de serviço.

Fonte: "Wellington" de George Hooper

Mais informações: 1, 2

sexta-feira, 27 de março de 2009

Invasões Napoleónicas em Albergaria-a-Velha (Século XIX)

Logo nos começos do século XIX, a agressão de Napoleão Bonaparte contra o nosso país atingiu as terras que hoje constituem o concelho de Albergaria-a-Velha e alguns acontecimentos ficaram dolorosamente marcados na memória do povo dignificado pela sua resistência contra o invasor.

A primeira invasão, comandada por Junot, entrou em Portugal em Novembro de 1807 (...)

Em Agosto do ano seguinte, os franceses foram derrotados pelo exército anglo-luso. (...)

Durante este período, pelas terras de Albergaria passaram destacamentos franceses e espanhóis que deixaram a marca lastimosa, por violenta e rapace, da sua ocupação.

Foi, porém, a segunda invasão francesa, entrada por Chaves, em Fevereiro de 1909, e comandada pelo marechal Soult, que aqui causou maior dano e sofrimento. Em 28 de Março o exército inimigo entrava no Porto, retardado pela acção das tropas portuguesas e da guerrilha permanente com que a gente do Norte semeava a angústia, a morte e a desorganização entre experimentados soldados bonapartistas.

Ocupada a cidade do Porto, Soult logo mandou seguir um destacamento de cavalaria até ao rio Vouga a fim de preparar a passagem do seu exército a caminho de Lisboa.

Tentando conhecer os pontos de vau e firmar posições, os franceses percorreram a margem direita, ocupando Mouquim, Serém, Alquerubim, S. João de Loure, Angeja e Albergaria-a-Velha onde entraram, em 30 de Março de 1809, os Dragões da cavalaria do general Franceschi.

Do outro lado do Vouga estavam as tropas portuguesas comandadas pelo coronel Trant e entre elas o Corpo Militar Académico formado por voluntários, estudantes da Universidade de Coimbra, entre os quais se encontravam alguns originários de povoações que são hoje parte do concelho de Albergaria, os quais se distinguiram em situações de combate, como consta da documentação da época que os cita nominalmente.

As gentes da região sentiram directamente a situação de guerra e as violências das tropas napoleónicas que começaram nas exigências despropositadas e acabaram no roubo, no espancamento, na violação e no assassinato. O povo - aqui, como em todo o Norte - reagiu atacando o invasor.

Nunca houve uma guerrilha organizada, mas apareciam pequenos grupos nas zonas mais sensíveis e iam emboscando os franceses, eliminando os isolados e os correios, numa acção desgastante, fortemente perturbadora pela insegurança e danos que causavam.

Foi de Albergaria-a-Velha que partiu a insurreição popular que alastrou ao longo da linha do rio Vouga numa acção esporádica por toda a zona, a avaliar pelos locais onde muitos albergarienses cairam assassinados. De quinze se conhecem os nomes, residências e lugares onde foram sepultados, bem distantes uns dos outros, graças aos cuidadosos registos do Padre Manuel Fernandes Arêde, Cura da freguesia nessa época, e a uma acta da Câmara Municipal.

A acção destes heróis da Resistência não foi nem quixotesca nem vã porque contra eles o general francês teve de ordenar violentas medidas repressivas.

A desmultiplicação e movimentação da sua actividade levou os inimigos a suporem que o seu número atingia 8.000 elementos de tropas organizadas, como refere o oficial francês A d’Illens, o que era tão irreal como absurdo.

No dia 10 de Maio, o exército anglo-luso, que na véspera se havia reunido e acampado ao sul de Albergaria-a-Velha, avançou rapidamente sobre as forças francesas postadas nos pinhais entre as duas albergarias. Derrotados, os franceses tiveram de retirar apressadamente para Albergaria-a-Nova, deixando na batalha de Albergaria o fruto dos muitos roubos cometidos, além de armas, fardas e até botas.

Albergaria-a-Velha foi libertada em 10 de Maio de 1809 depois de luta violenta, como revela Luz Soriano — "Em Albergaria- foram os franceses por mais outra vez atacados e lançados fora, sendo os primeiros que entraram naquela vila os Caçadores Portugueses que, de toda a tropa inglesa, mereceram grandes elogios pela sua bravura e sangue frio".

Mas se mereceram ser honrados estes soldados portugueses, gente anónima que lutava contra o invasor, deve-o, ser igualmente o povo das terras do concelho de Albergaria-a-Velha por ter lutado, mesmo até ao desespero da morte, por ter sofrido, mesmo até à dor mais cruenta, na certeza da vitória e da liberdade.

Fonte: António Homem de Albuquerque Pinho, “Albergaria-a-Velha – Oito Séculos do Passado ao Futuro”

quarta-feira, 25 de março de 2009

segunda-feira, 23 de março de 2009

João Luiz de Carvalho (Século XVIII)

Proprietário, natural de Albergaria-a-Velha, era filho dos Morgados da “Quinta e Capela de Santo António”, em Valmaior, João Tavares de Carvalho e D. Antónia Marques Tavares de Lemos, sobrinho do Reverendo Dr. Manuel Tavares de Carvalho, neto paterno dos Morgados da “Quinta e Capela de Santo António”, João Tavares de Carvalho e D. Ana Ascença, e neto materno dos Senhores da “Casa D’Assilhó”, Manuel Marques “O Velho” e D. Maria Manuel Ferreira de Lemos.

Formou-se em Direito Canónico e Civil pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 15 de Junho de 1735, “Nemine Discrepante”, tendo por padrinho o Dr. Manuel Braz Anjo.

Foi então nomeado Juiz de Fóra em Santa Marta de Penaguião. Mais tarde, emigrou para Mato Grosso, no Brasil, onde foi Ouvidor e depois Procurador da Fazenda Real, com predicamento de correição ordinária.

Passou mais tarde, a Desembargador da Relação da Baía, então criada por El Rei D. Filipe III, de onde foi transferido para a Relação de Lisboa devído ao seu precário estado de saúde, e onde parece não ter chegado a tomar posse devído a ter falecido em Albergaria-a-Velha, solteiro e sem geração legitimada, em 28 de Abril de 1754, sendo sepultado no interior da Igreja Paroquial de Santa Cruz.

Legou a sua grande fortuna a sua sobrinha D. Joana Maria Álvares 1.ª Senhora da “Casa e Capela de Santo António”, em Albergaria-a-Velha.

Fonte: Delfim Bismarck Ferreira

quarta-feira, 18 de março de 2009

segunda-feira, 16 de março de 2009

Rui Neto, Professor e Investigador


Rui Neto nasceu em Albergaria-a-Velha em 1959, tendo-se licenciado na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Actualmente é Professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Investigador no Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (INEGI) e
Director da Unidade de Fundição e Novas Tecnologias (CETECOFF)

Em 2003, o artigo “Glass and Carbon Fibre Reinforced Hybrid Composites for Epoxy Tooling”, da autoria dos investigadores do INEGI, Jorge Lino, Pedro Vasconcelos, Rui Neto e Armanda Marques, obteve o terceiro lugar no Concurso Internacional de Preparação de Amostras Compósitas para Materialografia.

Os autores do artigo receberam diplomas e foram premiados com 725 coroas dinamarquesas sendo, ainda, referenciados na revista “Struers Journal of Materialography”.

O artigo resultou de um trabalho de doutoramento, baseado num projecto da Fundação Ciência e Tecnologia, e contou com a colaboração do INEGI e o Departamento de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Fonte: Inegi

sexta-feira, 13 de março de 2009

Postal

quarta-feira, 11 de março de 2009

Grohe Portugal


Grupo Grohe

O grupo Friedrich Grohe iniciou a sua actividade de fabrico de torneiras sanitárias em 1936, na Alemanha. A internacionalização da sua actividade iniciou-se em 1961, chegando a Portugal em 1996 com a instalação da unidade industrial Fiedrich Grohe – Componentes Sanitários, Lda. na Zona Industrial de Albergaria-a-Velha (Areeiros)

A GROHE AG é actualmente o maior fabricante de produtos sanitários no mundo inteiro, detendo aproximadamente 8% do mercado mundial.


Grohe Portugal

Criada em Março de 1996, a Grohe Portugal, Componentes Sanitários, Lda, inaugurou a 28 de Maio de 1998 a sua fábrica de Albergaria-a-Velha.

Representando então um investimento de cerca de seis milhões de contos, esta unidade destina-se à produção integral de torneiras clássicas e de monocomandos.

Este projecto criou desde logo 255 novos postos de trabalho e levou à produção de um milhão de unidades em 2001, depois de a fábrica ter entrado em plena laboração em Janeiro de 1998.


A Grohe Portugal registou em 2002 um volume de facturação na ordem dos 47 milhões de euros e um total de efectivos de cerca de 300 colaboradores.

Em Maio de 2003 comemorou-se a torneira número "cinco milhões", tendo a Grohe Portugal apresentado, nesse ano, os mais elevados indíces de produtividade do grupo.

E em Novembro de 2003 iniciaram-se as obras de ampliação da unidade industrial que representou um investimento de 21 milhões de euros, dos quais 16 milhões em equipamento produtivo.


A empresa expandiu a sua área coberta em 85 % (20 mil metros quadrados), duplicando a produção. Foram igualmente criados 230 novos postos de trabalho.

Com o novo investimento concretizado em Albergaria-A-Velha, a Grohe Portugal tornou-se a terceira maior fábrica do grupo e a maior fora da Alemanha.

Fontes: Grohe / apambiente / FEUP

segunda-feira, 9 de março de 2009

O presente e o futuro da Zona Industrial (Dr. José Torres e Menezes)


Como caracteriza o tecido empresarial da Zona Industrial de Albergaria-a-Velha (ZIA)?

A ZIA caracteriza-se por ter um tecido empresarial diversificado na área da metalomecânica, cerâmica, plástico, moldes, mármores, reciclagem, tratamento de superfície, madeiras, panificação, metal duro, fundição, comércio automóvel, construção, entre outros sectores. Destaco a Grohe, a Bimbo, a Durit, a Alberplás, a Polivouga, a Metaloiberica, a Manufacturas Abreu, a Lusoparquete, a Portopal, a Trinoplás, a Fundição Penedo Beira, a Albergran, a MCRios, a Ambitrena, a Galvaza, a Quimialmel, a Cinca, a Volvo, a Maxit, a Pertos, a Maiolica, a Fisola, a NJL, entre outras

Como classifica a capacidade de atracção de investimento da ZIA para a freguesia?

A sua capacidade de atracção de investimento deve-se à sua implantação no terreno, aliado à proximidade do Porto de Aveiro, à linha do Caminho-de-ferro do Norte e a sua ligação preferencial através da A25 para a vizinha Espanha e, daí, para o resto da Europa, não falando para os diversos eixos viários que atravessam o concelho

Quais as principais carências da ZIA?

A sua principal carência é a sua dimensão, atendendo à procura dos investidores para o local. O executivo da Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha já sugeriu ao executivo da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha os novos limites de alargamento, aproveitando a actual fase da revisão do Plano Director Municipal (PDM).

A referida sugestão de alteração abrangeu, igualmente, outras zonas de terrenos da freguesia, que poderão servir para proporcionar o aumento dos índices de construção urbana com a consequente fixação de novos potenciais munícipes.

O que diferencia a ZIA das demais e que pode ser encarado como factor atractivo para instalação de novas empresas?

A principal mais-valia da ZIA é, sem dúvida, a sua posição geo-estratégica face aos principais eixos viários que atravessam a nossa freguesia e o nosso concelho, que permitem aos residentes de outros concelhos vizinhos o seu fácil acesso aos locais de trabalho, sedeados nas empresas localizadas na ZIA.

Podemos considerar, igualmente, mais-valias a existência dos cursos de especialização tecnológica que existem na Escola Secundária de Albergaria-a-Velha, em parceria com a Universidade de Aveiro e a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, não esquecendo a proximidade de outros centros de formação localizados nos concelhos de Águeda e de Aveiro e da própria Universidade de Aveiro.

A própria centralidade (rodeada de concelhos com um bom índice populacional), a ZIA consegue ser um atractivo para os quadros médios e superiores procurarem emprego na freguesia, não esquecendo todo o parque habitacional actualmente existente, disperso por vários pontos da freguesia que constituem pólos apelativos de fixação para quem quer aliar ao emprego uma melhor qualidade de vida.

Qual a evolução prevista?

Pretende-se, com a revisão do PDM, a expansão da ZIA, com a criação de um pólo da Zona Industrial da Nova Geração (ZING), onde possa congregar várias valências na área da formação, incubação de empresas, serviços de inovação e desenvolvimento (ID), com uma ligação estreita com a Universidade de Aveiro e com a AIDA.

A sua localização é um ponto a favor?

A localização da ZIA é excelente face à proximidade dos principais eixos viários – IC1/A29, IC2/EN1, EN109, A25, A1, aliada aos estudos existentes da RAVE (Rede de Alta Velocidade), que apontam para a localização da futura estação de Aveiro do TGV nas proximidades da freguesia de Albergaria-a-Velha, bem como, a longo prazo, da concretização da ligação Aveiro – Salamanca (Europa). (...)

Fonte: Em Aveiro (27-11-2007) / (adaptado de Novos-arruamentos)

sexta-feira, 6 de março de 2009

quarta-feira, 4 de março de 2009

José Leite De Vasconcelos e as Mâmoas de Albergaria-a-Velha (1911)

Um dólmen consta duma parte arquitectónica (câmara e corredor) e dum aterro (tumulus), que em algumas regiões nossas tem o nome de mâmoa. Deve entender-se que este nome é antigo, e que se conservou na tradição, em geral sem sentido, e só como designação locativa.

Junto de Albergaria-a-Velha há dois sítios chamados respectivamente Mamoa das Arrotas e Mamoas do Taco.

0 meu ilustrado amigo o Sr. Patrício Teodoro Álvares Ferreira, notando com razão que tais nomes deviam designar monumentos pré-históricos, verificou que em verdade havia nos sítios uns montículos de terra muito antigos, e convidou-me para lá ir vê-los, o que fiz em começos do Setembro de 1911. Para aqui transcrevo do meu canhenho arqueológico a descrição sumária do que em companhia dele observei.

I. Mamoas das Arrotas

Fica dentro de um pinhal, ao sul e na freguesia de Albergaria, da qual dista cerca de 1 quilômetro,-à direita da estrada de macadame que vai do Porto a Lisboa, nas proximidades da povoação de Açores. É pouco elevada, mas de grande diâmetro. No centro há uma excavação pouco profunda, que corresponde ao lugar em que outrora esteve a câmara. Nenhuma pedra resta.

II. Mamoas do Taco

São em número de três. Ficam na freguesia e ao sul de Albergaria, distantes das últimas casas da vila cerca de 1 quilómetro.

A 1ª é pouco alta, mas de grande diâmetro. Nenhuma pedra.- Muitas louras de coelhos.

A 2ª dista uns decâmetros desta para Norte. Nas mesmas circunstâncias da anterior.
Á mesma distância, plus minús, fica a 3ª, que é como as outras. A circunferència dela orça por uns 110 metros; a altura por uns 3 metros.

Todas estão dentro de um pinhal, que o povo chama «das mâmoas». O sítio é nu de pedras; só por aí se vêem alguns seixos e xisto.

Os esteios dos dólmens ou desapareceram, ou jazem enterrados muito fundo. (...)

Apesar da modéstia da presente noticia, ela constitui o mais antigo capítulo da história de Albergaria-a-Velha.

Fonte: José Leite De Vasconcelos (adaptado de Novos-arruamentos)

Nota: Mamoa: do latim mammula, diminuitivo de mamma; por ter sido comparado o atêrro a uma mama.

segunda-feira, 2 de março de 2009

"Telhadela - Viagem ao Passado"

Está previsto para este ano o lançamento do livro "Telhadela - Viagem ao Passado" que pretende dar uma perspectiva etnográfica desta localidade, sendo seus autores Nuno Jesus, Emília Campos e Vera Silva.

O espaço temporal deste estudo foi a segunda metade do séc. XIX e a primeira metade do séc. XX, embora não exista de todo um limite rígido.

Os autores aproveitaram o testemunho e a memória das pessoas mais idosas e tentaram compilar neste trabalho "todo um mundo laboral, cultural e social que já foi verídico e no presente é meramente uma vaga memória colectiva".

Fonte: internet

Os autores solicitam a colaboração de todos no intuito de serem recolhidas fotografias antigas que sejam relevantes na história de Telhadela, como por exemplo: trajes, matança do porco, vindimas, desfolhadas, malhadas, caminhos e casarios antigos etc....

Mail: telhadela@gmail.com