quarta-feira, 29 de abril de 2009

Electricidade no Concelho

A electricidade chegou à sede do concelho antes de 1928, tendo tido a Câmara Municipal como produtor e distribuidor. A partir de 1932 passa a receber da União Eléctrica Portuguesa(UEP).

A electricidade chega em 1935 a Angeja e Branca; em 1936 a Frossos; e em 1950 a Ribeira de Fráguas e Valmaior.

Centrais de serviço público

Em Albergaria-a-velha existia apenas a central da Câmara Municipal, termoeléctrica, com 30 kW de potência instalada, anterior a 1928 e que a partir de 1932 passa a apoio da UEP. É desactivada em 1935.

Centrais de serviço particular

Existiram 3 centrais de serviço particular, duas delas mistas:

- As do Palhal, da empresa Minas e Metalurgia. Tendo a componente hidroeléctrica, 838 kW de potência máxima, e estando instalada no rio Caima e a termoeléctrica, de apoio, com 584 kW de potência máxima, ambas instaladas em 1939.

- As da Quinta do Caima, da Caima Pulp Company. A componente hidroeléctrica, anterior a 1928, teve uma potência máxima de 83 kW, e esteve instalada no rio Caima, e a termoeléctrica com 244 kW de potência máxima, foi instalada em 1935.

- A de Valmaior, da Companhia do Papel do Prado, hidroeléctrica instalada no rio Caima, desde 1949, com 45 kW de potência.

Fonte: Wikienergia / Novos Arruamentos

Foto: Mário Martins (Central Eléctrica do Palhal)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Recordar as Invasões Francesas

Na madrugada de 10 de Maio de 1809, grupos de soldados portugueses e ingleses transpõem o Vouga e avançam para um confronto com as tropas francesas estacionadas entre Albergaria-a-Velha e Albergaria-a-Nova.


Mas, nem tudo corre de acordo com os planos …

Este acontecimento histórico foi o culminar de 40 dias de ocupação francesa na região. No ano em que se comemora o Bicentenário das Invasões Francesas, a Câmara Municipal vai assinalar a data com um programa especial.

De manhã, pelas 11h15, terá lugar uma Eucaristia em homenagem às vítimas do Concelho, na Igreja Matriz de Albergaria-a-Velha.

À tarde, pelas 17h30, no Salão Nobre dos Paços do Município, será apresentado o livro “O Combate de Albergaria – A Região de Albergaria-a-Velha e Estarreja durante a Invasão Francesa de 1809” de Delfim Bismarck Ferreira e Rafael Marques Vigário.

Esta nova edição municipal apresenta a indispensável recolha das vítimas dos franceses, dos seus abusos e violências, para além de pormenores sobre a resistência; além da descrição possível da acção militar conhecida como o “Combate de Albergaria”.

Finalmente, pelas 19h00, realizar-se-á uma romagem até à rotunda de acesso a Valmaior (junto ao IC2), onde será inaugurado um Memorial às Vítimas das Invasões Francesas.

Fonte: CMAV

sexta-feira, 24 de abril de 2009

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Augusto Henriques, médico (1929-2006)

Augusto de Almeida Marques Henriques nasceu a 20 de Abril de 1929 na freguesia e concelho de Albergaria-a-Velha. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Coimbra a 27 de Julho de 1955 e especializou-se em Cirurgia Geral a 18 de Dezembro de 1967.

Da sua actividade clínica realça-se a exercida no Hospital Visconde de Salreu, em Estarreja, onde foi especialista de Cirurgia Geral de 1 de Julho de 1964 a 30 de Novembro de 1977. Foi ainda presidente da Comissão Instaladora de Julho de 1976 a Junho de 1990.

Por protocolo de colaboração com o Hospital de Aveiro, onde foi cirurgião de 1 de Dezembro de 1977 a 30 de Junho de 1996, continuou a sua acção clínica em Estarreja.

A 1 de Julho de 1996, por transferência, passou a pertencer ao quadro de pessoal do Hospital Visconde de Salreu.

Reformou-se em Abril de 1999, mas continuou a realizar cirurgias, gratuitamente, até Dezembro de 2003, na unidade de saúde estarrejense.

Faleceu em Aveiro, onde residia, a 9 de Outubro de 2006.

Fonte: Diário de Aveiro (Rui Cunha)

Homenagem

O bloco operatório do Hospital de Estarreja foi reaberto em 2007, após cerca de três meses de inactividade, período durante o qual se procedeu a importantes obras de melhoria, tendo sido baptizado com o nome do médico Augusto Henriques, o qual serviu naquela unidade de saúde durante vários anos.

Fonte: O Aveiro

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Indústria Manufactureira

Passado o período das guerras, das rebeliões e das maiores convulsões politicas em que os homens se viram constantemente envolvidos, começou a fazer-se um melhor aproveitamento das matérias-primas locais da actividade artesanal.

Tecelagem

Talvez a mais antiga seja a tecelagem caseira. Panos de linho e de estopa e mantas de farrapos ainda se continuam a produzir em bastantes casas de lavoura, principalmente nas aldeias. Após a canseira do amanho da terra ou nos dias de aconchego que a pausa do Inverno ou o mau tempo porpocionavam, as mulheres dedicavam-se a essa actividade com algum lucro na feira onde armavam o garrido mostruário.

Telha / Olaria

O fabrico da telha portuguesa era também uma tradicional actividade, com bons exemplos nas freguesias do concelho. A olaria da Biscaia, já produzia, para além da cerâmica de uso domestico e rural, a decorativa , vidrada ou não, com larga procura.

Oficinas

Convém aqui recordar as oficinas de serralharia e de carros de bois e também de cavalos, de duas e quatro rodas.

Cera

Em Albergaria preparava-se cera, para tal havia bastantes lugares e mesmo uma fábrica de cera, naturalmente para moldar objectos ligados ao culto e velas, dado ao consumo religioso e doméstico na época.

Madeira

Cabe recordar os lenhadores, que aproveitavam a riqueza florestal do concelho, especialistas no corte e abate de grandes árvores bem como os tanoeiros e os carpinteiros, aproveitadores de madeira.

Azeite / vinho

Os lagares de azeite tinham uma laboração sazonal, existindo nas freguesias do concelho.

Também os alambiques de destilação da borra, do vinho voltado e do bagaço para a obtenção do aguardente, constituíam uma fonte de riqueza e ocupação.

Moleiros / Arroz

Os moleiros desempenhavam um papel fundamental na vida do nosso povo, a população para além da concorrência das fábricas de moagem, continuavam a preferir a farinha obtida nas azenhas e nos moinhos movidos pela força hidráulica por isso situados à beira de rios e riachos.

Também descascavam o arroz produzido em abundância nos campos do Vouga, obtendo arroz acastanhado por conter ainda parte da película, o qual era a matéria-prima fundamental para o melhor arroz de cabidela do mundo

Doces

Importante ainda de mencionar a fábrica de bolacha e biscoito, que ficou famosa pela produção dos famosos biscoitos tradicionais, as raivas e ainda os folares da Páscoa.

Minas

A partir de meados do século XIX , o desenvolvimento das vias de comunicação vai contribuir para o aproveitamento das matérias-primas locais.

As indústrias mineiras situaram-se nas zonas interiores do município que são ricas em minérios de chumbo, cobre, zinco, níquel e prata. Laboraram com intensidade as minas do Carvalhal e Palhal, que se encontram desactivadas.

Tempos depois, começou a chegar a primeira industrialização fabril.

Fonte: Albercultura

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Centenário da Linha do Vouga - Exposição itinerante

As comemorações do centenário da Linha do Vale do Vouga arrancaram em Espinho, no passado dia 23 de Novembro de 2008, e chegam finalmente ao concelho de Albergaria-a-Velha, tendo a inauguração sido agendada para 15 de Abril, quarta-feira, às 16h30 no Arquivo Municipal.

O núcleo central é constituído por fotos que documentam a construção, infra-estrutura, material circulante e profissões ferroviárias.

Por cada concelho que passa a exposição é enriquecida com os vários contributos do município visitado, que desta forma mostra o seu tecido produtivo e o seu desenvolvimento regional, através de diversas actividades.

Na Biblioteca Municipal estará ainda patente uma exposição de trabalhos, sobre a mesma temática, desenvolvidos pelas crianças do projecto Despertar.

Fonte: Novos Arruamentos


Comemorações do Centenário

Estas comemorações - que se iniciaram no passado dia 23 de Novembro - são uma iniciativa da CP, REFER, Fundação do Museu Nacional Ferroviário e das Câmaras Municipais da área de influência da Linha do Vale do Vouga – Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Espinho, Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira e São João da Madeira.

O centenário, a importância para as populações abrangidas e o bom desempenho operacional desta linha levaram várias entidades do sector ferroviário e autarquias locais a reunir esforços para o desenvolvimento de diversas iniciativas.

Os comboios da Linha do Vouga são decorados com o logótipo das comemorações. Está também prevista a edição de um catálogo da exposição e de um livro sobre o Centenário, e a produção de um jogo alusivo destinado ao público mais jovem.

Inaugurada por D. Manuel II

A Linha do Vouga, no seu primeiro troço (Espinho - Oliveira de Azeméis), foi inaugurada em 23 de Novembro de 1908 por D. Manuel II. (...)

À época da sua construção, a Linha do Vouga foi considerada o mais importante investimento naquela região, do ponto de vista social e económico. Com efeito, o transporte de mercadorias era então realizado por via fluvial – rio Vouga.

Mas a obra enfrentou diversas dificuldades, relacionadas com as características geográficas da região, bastante acidentada, o que obrigou à construção de imensas curvas. A linha ficou mesmo conhecida como “Linha do Vale das Voltas”.

Mais informações: CM Aveiro

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Queima do Judas no Fial

“É uma brincadeira antiga que vale a pena ser divulgada. No sábado de Aleluia, há a Queima do Judas e no fim uma descarga de fogo preso termina a festa”, explica António Frutuoso, que em conjunto com um grupo de jovens organiza a tradição.

(...) António Frutuoso faz parte da tradição, participada por crianças, adultos e idosos, que ao longo dos anos vai falando as verdades a brincar.

“Há brincadeiras, há teatros e no fim o Tribunal do Carvalhal com as suas duas advogadas, “Metolaminha” e “Aquinaracha”, onde uma defende e outra acusa”, explica António Frutuoso que foi o juiz do Tribunal.


Sábados de Aleluia

Às 21.30 o espéctaculo
Vai começar e temos
todos os condimentos
para vos agradar

Pois é aqui no Fial
Neste pequeno lugar
Que Judas vai ser julgado
Por crimes e rebeldias que andou a praticar

Faça frio ou calor
Ou até esteja a chover
O que é certo é que você
Esta tradição não pode perder

Nesta Queima de Judas
Todos queremos animar
Mesmo aos que venham de fora
E não só ao povo do lugar

E para acabar em beleza
Toda esta animação
O fogo preso e de artificio
Conclui mais uma tradição

Temos comédia, música
Luz, calor e alegria
Agora para tudo corra bem
Só precisamos da vossa companhia

Durante a noite
temos tasquinhas a trabalhar
Onde o bom vinho, as feveras e o caldo verde
também não vão faltar

Fontes: Beira Vouga (Fernanda Ferreira) / Novos Arruamentos

Foto: net

segunda-feira, 13 de abril de 2009

"Os Turcos"

Margarida Coutinho nasceu e cresceu no seio de uma família que se dedicava à confecção do doce regional Turco, uma especialidade centenária do concelho de Albergaria-a-Velha.

Uma herança deixada pelos pais e avós que não desperdiçou, tomando nas suas mãos as rédeas do negócio que mantém há 30 anos. "É um doce muito apreciado na região e com muita saída para todo o país", realça.

"Em eventos oficiais da Câmara Municipal, os Turcos marcam sempre presença na mesa", diz orgulhosa. Os Turcos apresentam três variedades: Rosquilhas, Raivas e Bolos de Gema.

São produtos feitos à base de manteiga, farinha, ovos, açúcar e sem corantes. "O Turco é um doce regional muito conhecido, no entanto, a divulgação em eventos deste género é sempre importante".

“É uma receita antiga de família, que vem desde a minha bisavó. Ela tinha a receita dos três biscoitos e passou os segredos”, explica Margarida Coutinho. O “negócio” dos biscoitos está na família há mais de 90 anos. Da receita, guardada a sete chaves, sabe-se apenas que leva ovos e manteiga. E porque o nome Turcos? “Meus bisavós eram muito introvertidos e havia quem achasse que eram parecidos com os turcos. Foi assim que o nome acabou por ficar”, recorda Margarida Coutinho.

D. Margarida pensa não ter ninguém interessado em continuar a confecção dos doces, deste modo, o futuro dos doces na vila não será risonho.

Fontes: Albercultura, Beira Vouga, Litoral Centro

Margarida Coutinho

Margarida Coutinho nasceu em Albergaria, na Rua do Pinheiro, na casa onde os seus avós e pais residiram e onde actualmente mora. Casou e esteve nove anos em África. Depois de ter ficado viúva, voltou para Portugal, onde começou a dedicar-se à confecção dos doces, no qual se destaca igualmente o famoso folar. O seu principal projecto é a confecção dos doces que nasceram com uma receita familiar. "Gostava que esta receita fosse perpetuada no tempo e pela minha família."

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Albergaria-a-Velha e o seu Concelho (Flausino Fernandes Correia, 1966)

Albergaria dos pobres e passageiros da Rainha D. Teresa...

Assim começa a inscrição da lápide actualmente existente nos Paços do Concelho de Albergaria-a-Velha, mandada colocar no Hospital por Acórdão da Relação de Lisboa, de 27 de Maio de 1629. Este acórdão identifica, definitivamente, o Couto de Osselôa (hoje Assilhó), instituído por D. Teresa a Gonçalo Eriz em 1155, com a obrigação de tratar dos pobres e passageiros.

A Carta do Couto de Osselôa é considerado o primeiro documento em que Portugal figura com o título de reino e «constitui a certidão de nascimento e de batismo de Albergaria-a-Velha, como afirma o saudoso Dr. António de Pinho, erudito autor da melhor monografia existente sobre esta Vila e o seu concelho.

Albergaria nasceu, assim, sob o signo da Caridade. O seu brasão, aprovado em 27 de Março de 1961, com as suas oito rosas de oiro e a cruz das armas de D. Teresa, bem simboliza a nobreza e a generosidade com que eram recebidos os passageiros e os doentes.

O seu concelho foi criado em 1834 e era constituído por três freguesias. Hoje é constituído por oito freguesias.

Situado onde a Serra acaba e a Planície começa, o concelho de Albergaria mantém, por isso, um lugar de passagem obrigatória da Serra para o Mar. Nele se cruzam as estradas de Viseu a Aveiro e do Porto a Lisboa. E é servido pelo caminho-de-ferro do Vale do Vouga, de Viseu a Espinho.

Por isso, dificilmente se encontra Vila com melhores vias de acesso e com mais facilidades de deslocação dentro do Distrito e da Beira-Litoral.

À sua privilegiada situação se deve uma modelar indústria hoteleira que aqui atrai inúmeros forasteiros durante todo o ano.

A dois passos de todas as praias do Distrito, é fácil aos habitantes de Albergaria frequentar a praia e dormir em casa. A quem preferir o panorama serrano, facilmente se desloca ao Arestal, às Talhadas, ao Caramulo, ao Buçaco.

A meia distância entre Porto e Coimbra, a deslocação a qualquer destas cidades faz-se em 50 minutos.

Esta invejável situação permite que, em dias de mercado, aqui se dirijam comerciantes de várias procedências e que a praça de Albergaria, aos sábados, seja das mais concorridas do Distrito.

A principal fonte de receita deste concelho é, ainda, a exploração agrícola, sobretudo da área florestal, que é considerável.

Mais de dois terços da superfície do concelho estão cobertos de pinheiros e eucaliptos. É considerado o concelho do país mais rico em eucaliptos.

O seu desenvolvimento industrial é notável, sobretudo no ramo metalúrgico, de celulose e de papel.

Este concelho não é rico em monumentos históricos, como aliás acontece em grande parte das terras da Beira-Litoral: sem granito, o material de construção dos seus monumentos não resiste ao tempo. É, no entanto, digna de visita a Igreja da Vila, construída em fins do século XVII, com a sua notável obra de talha.

O monte da Senhora do Socorro, a norte da sede do concelho, a antiga Pedra de Águia a que se refere a Carta do Couto, é local de peregrinação de terras próximas e afastadas, como não há outro por esta região. Dali se desfruta um panorama deslumbrante, para a Serra e para o Mar.

O concelho de Albergaria, situado no centro do Distrito de Aveiro, banhado pela água do Caima e do Vouga, é região rica de paisagens e de fácil acesso. As poéticas margens do Vouga, desde a Foz do Rio Mau à Pateira de Frossos e campos de Angeja, são locais dos mais pitorescos, pela variedade de paisagem, conforme as estações do ano.

Pela sua situação e pelos atractivos naturais de que é dotado, o concelho de Albergaria deverá ocupar, de futuro, um lugar de destaque na Beira-Litoral. Oxalá que os seus habitantes e os Poderes Públicos saibam aproveitar-se destes predicados para promover o progresso desta Região, que nem sempre terá sido convenientemente lembrada.

Fonte: Flausino Fernandes Correia (Médico e Presidente da Câmara Municipal)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Flausino Fernandes Correia (1906-1983)

Era natural do concelho de Vouzela, onde nasceu na freguesia de Cambra, em 1906. Fez o Liceu em Viseu e tirou o Curso de Medicina em Coimbra. Em 1933, veio para Albergaria como médico substituir o primo, o Dr. Cláudio Torres, morto em trágico acidente de viação na Rua Mártires da Liberdade.


O Dr. Flausino, como era genérica e amigavelmente tratado, aqui se fixou definitivamente depois do seu casamento com a Dra. Maria Celeste Monteiro que fundou a Farmácia Monteiro e a dirigiu durante meio século, o mesmo tempo que o marido exerceu abnegadamente a Medicina.

Além do médico prestigiado pelo seu saber e dedicação aos doentes, o Dr. Flausino era também um colaborador atento e interessadíssimo da vida albergariense. Escreveu com frequência nos periódicos locais, focando temas de interesse geral ou batendo-se pelos melhoramentos constantes da vida municipal.

Foi isso que, com sacrifício, o levou a aceitar a Presidência da Câmara Municipal (…) ao longo de cinco anos (…)

Durante o seu mandato conseguiu que, finalmente, o ensino secundário oficial chegasse à nossa terra, o que representou notável avanço na preparação da juventude da região.

Fez construir o Mercado Municipal, inaugurou a Biblioteca Municipal, iniciou os trabalhos para a Casa da Justiça e para a construção de casas de renda económica, além de ter contribuído para a conclusão ou continuidade de numerosas outras oubras.

Foi um albergariense insigne na terra que considerava sua e onde quis ficar para sempre. Faleceu em Julho de 1983.

Fonte: António Homem de Albuquerque Pinho, “Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha”

segunda-feira, 6 de abril de 2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009

José António de Oliveira Simões, Professor e Investigador

José António de Oliveira Simões nasceu em Albergaria-a-Nova em 1962, sendo Licenciado, Mestre e Doutor em Engenharia Mecânica pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Actualmente é professor Associado com Agregação da Universidade de Aveiro e director da Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos.

É igualmente responsável pelas áreas de Biomecânica e Desenvolvimento de Produto na Universidade de Aveiro, coordenador do Grupo de Investigação em Biomecânica (GIBUA) e do Departamento de Investigação em Design Industrial (INDI-ESAD).

É autor ou co-autor de mais de 300 publicações (pedagógicas, cientificas e técnicas) em revistas e em conferências nacionais e internacionais e de 6 patentes (2 internacionais).

Recebeu diversos prémios de investigação científica, entre os quais o prémio Dr. João Manuel Espregueira Mendes da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia, e em diversos concursos de design industrial.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Incubadora de Empresas foi inaugurada


A primeira incubadora de empresas a ser criada fora do Campus da Universidade de Aveiro já funciona nas antigas instalações da Escola EB 2 de Albergaria-a-Velha.

Fruto de um já longo trabalho de parceria entre a Câmara Municipal e a Instituição de Ensino Superior, este novo espaço tem capacidade para albergar nove jovens empresas que, de outra forma, talvez não tivessem capacidade para desenvolver as suas ideias inovadoras.

A inauguração da Incubadora decorreu na tarde de 30 de Março e contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal, João Agostinho Pereira, do Vice-Reitor da Universidade de Aveiro (UA), Fernando Rocha, do empresário Valdemar Coutinho, também representante da Associação Industrial do Distrito de Aveiro (AIDA) e de Fernando Santos, da GrupUNAVE.

Para Fernando Rocha, a criação de uma incubadora, fora do espaço da UA, representa uma ruptura com o passado, na medida em já não se aposta na concentração, mas no desenvolvimento de uma estrutura em rede, espalhada por vários municípios.

Valdemar Coutinho também acredita nos benefícios na descentralização e considera estas parcerias como mais um exemplo de sucesso do trabalho da Universidade em prol da Comunidade.

Quanto à localização da incubadora em Albergaria-a-Velha, o empresário comentou que esta não poderia ser melhor, já que vários relatórios internacionais, quando se referem ao mercado português, têm apontado Albergaria-a-Velha como um bom município para investir.

Na nova incubadora já está instalada uma empresa da área de soluções energéticas, existindo ainda outras duas empresas em análise. Para além do espaço físico devidamente mobilado, a incubadora oferece vários serviços de logística (sala de reuniões comum, correio, telefone, fax, internet), serviços de apoio administrativo e secretariado, bem como orientação técnica e aconselhamento jurídico, contabilístico e financeiro.

Fonte: CMAV