Natural de Albergaria-a-Velha, foi, muito novo ainda, perseguido por pertencer a uma Família de Liberais, pois era irmão do Dr. José e de João Henriques Ferreira. O primeiro esteve exilado e foi depois deputado com a vitória do Liberalismo, enquanto o segundo foi enforcado como conspirador contra o absolutismo de D. Miguel.
António Henriques Ferreira foi o primeiro Administrador do novel concelho de Albergaria-a-Velha (1835) e voltou a sê-lo quando da sua reconstituição, após a derrota de Costa Cabral, pela extinção do de Paus (1846).
Foi nomeado em 1853 o 1º Director do Correio de Albergaria, cargo que desempenhou até 1881. Doou o terreno para a construção do cemitério, em 1871, cuja falta era preocupação antiga.
Durante a vida reuniu elementos para a história de Albergaria desde as Invasões Francesas até 1881, que se conservam num caderno manuscrito de notas históricas sobre Albergaria-a-Velha e que são elemento fundamental para o conhecimento do século XIX no Concelho.
Foi proprietário e principal modelador da Fábrica de Olaria da Biscaia, em Assilhó, onde modelou alguns excelentes bustos, entre 1844 e 1847, com destaque para o do Rei D. Pedro IV.
Faleceu em 1883, na sua casa da Travessa, hoje Rua José Henriques, não tendo deixado descendentes directos.
Fonte: António Homem de Albuquerque Pinho, “Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha”
segunda-feira, 29 de junho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Lançamento do Livro "Telhadela - Perspectiva Histórica e Etnográfica"

Dia 11 de Julho pelas 21:30, é a data e hora marcada para a apresentação do livro, “Telhadela – Perspectiva Histórica e Etnográfica”, uma obra dos autores, Nuno Jesus, Emília Campos e Vera Marques.
Este trabalho conta com o prefácio do ilustre historiador, Dr. Delfim Bismarck Ferreira.
Será um dos maiores acontecimentos culturais realizados até à data na freguesia da Ribeira de Fráguas, visto ser a primeira vez que é publicado um livro na freguesia, no caso específico, sobre uma das suas aldeias.
Telhadela é o maior aglomerado populacional do concelho de Albergaria-a-Velha, que não é sede de freguesia. Tem uma riqueza de cunho histórico e etnográfico, que até ao presente ninguém se tinha aventurado a registar.
Atendendo a este facto, ao rigor e seriedade em que este estudo assenta, a direcção do Grupo Recreativo e Cultural de Telhadela decidiu promover a edição deste trabalho.
O livro remete o leitor para o período da cultura castreja, a partir da qual tem início uma viagem pelo tempo, que passa pela Idade Média, época à qual remonta o primeiro documento a mencionar o lugar de Telhadela, documento este, datado do ano 1100.
Após esta data são abordados temas como: Ilustres Telhadelenses, Emigração para o Brasil, Património Edificado, Fotos Antigas, a Companhia da Mina de Telhadela e muito mais.
Subtilmente o leitor é convidado a entrar na vertente etnográfica, onde são abordados temas específicos como, moinhos, lagar do azeite, ciclos do linho, milho, pão e vinho entre outros, dos quais destacamos o complexo sistema de partilha de água de rega, que outrora existiu em Telhadela.
Os autores e o Grupo Recreativo e Cultural de Telhadela, desde já convidam a população em geral, para assistir a este momento histórico. A entrada é livre.
Fonte: internet
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Homenagem às mulheres
No âmbito do Dia da Freguesia foi inaugurado, junto à rotunda de Assilhó, o Lavadouro-Museu, através do qual a Junta de Freguesia homenageia as mulheres do passado que ali lavavam a roupa. Cinco quadros gigantes ostentando as fotografias de outras tantas lavadeiras, duas das quais ainda vivas e que marcaram presença, ilustram as paredes, tendo o presidente da Junta referido que a história destas mulheres “confunde-se com a própria vida da comunidade albergariense”.
O projecto foi idealizado por Lara Roseiro, José Torres e Menezes e Manuel Gonçalves e foi executado nos dois últimos anos a partir da requalificação dos tanques de Assilhó.
Daí fazer sentido a frase inscrita no espaço interior, onde é referido que “a mulher que faz a escalada da montanha da vida, desenvolvendo a pedra e plantando flores, merece fazer parte da história de Albergaria-a-Velha”.
Fonte: Jacinto Martins (Diário de Aveiro)
sexta-feira, 19 de junho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
José Luís Baptista Craveiro, futebolista
José Luís Baptista Craveiro nasceu em 27 de Março de 1961 em Albergaria-a-Velha. Iniciou a sua formação no Alba (em 1976/77), tendo posteriormente ingressado nos juniores do Sporting Clube de Portugal. Já senior, regressa ao Alba, sendo contratado pelo Àgueda na época 1980/81. Jogou por duas ocasiões na 1ª divisão, no Águeda em 1983/84 e no Sporting da Covilhã em 1987/88, mas sem grande sorte, porque desceu de divisão as duas vezes.
Foi campeão nacional da 2ª. divisão pelo Sporting da Covilhã (1986/87). Também jogou no Oliveirense (1981/82), Beira-Mar (1985/86), Paredes (1988/89) e União de Leiria (1989/90), sempre na 2ª Divisão. Já amador, voltou a jogar no Alba (1992/93), no Gouveia e no Vaguense.
Fontes: Cromo dos Cromos / S.C. Alba
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Araújo, futebolista
Armando Manuel Matos Araújo nasceu na Branca em 14 de Setembro de 1949. Foi internacional júnior pelo Futebol Clube do Porto, tendo-se estreado na Académica de Coimbra, em 29 de Dezembro de 1968, com apenas 19 anos.Actuou na Associação Académica de Coimbra (AAC) durante 8 épocas, tendo efectuado 135 jogos (entre Dezembro de 1968 e Junho de 1980).
Acabou a carreira no União de Leiria, tendo ajudado o clube a subir pela 1ª vez à 1ª divisão
Actualmente está radicado em Leiria, actuando periodicamente nos Veteranos da AAC.

Fontes: cromos velhinhos / veteranosaac / Cromo dos Cromos
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
O Hino de Albergaria (Artigo de 10-06-1991)
Procurar pessoas e coisas que possam de algum modo contribuir para o melhor conhecimento pessoal, e constituir algo para o maior entendimento das coisas que são ou pertenceram a Albergaria-a-Velha e seu concelho, é tarefa que verdadeiramente nos agrada e sensibiliza.Sabiamos há anos de que a nossa vila teve um hino que chegou a ser cantado em actos solenes nos Paços do Concelho. Sabíamos também que os anos trinta e quarenta foram para a nossa terra a época de ouro em termos culturais, onde o teatro era representado pelos actores do nosso burgo - alguns de elevada craveira teatral - e onde as filarmónicas e as tunas se faziam ouvir nas noites quentes de verão e nas apoteoses de fim de festa. (...)
D. Mimi, como mais é conhecida, de seu nome Maria Emília de Lima Bastos, natural de Cedofeita na Cidade do Porto, e radicada na nossa vila há já umas boas décadas, recebeu-nos com imensa gentileza, satisfação e amizade. Para ela... nós iamos buscar o Hino, mas tanto nós como o Murça Abrantes, quisemos saber um pouco mais. E falou-se como decorriam as vidas na nossa terra em outros tempos, falou-se de teatro, das "Senhoras", das "Meia Senhoras" e das "Tricanas". Tricanas, que ajunte-se, nada tinham a ver com as tricanas de Aveiro. Mas constituíam uma classe social dentro da nossa vila e perante a sociedade existente, com quem todas as pessoas se davam bem, e donde saíam os encontrões para que a cultura popular andasse para a frente. (...)
Bastante jovem e aluna do 3º ano do Conservatório de Música do Porto, vinha de vez em quando visitar a nossa vila onde angariou amizades, e procurava sempre que possível acompanhar ao piano as peças de teatro então exibidas no local do actual Cine-Teatro Alba, num Pavilhão que lá existia e foi pertença da nossa Câmara Municipal.
E falou-se da peça "Albergaria em Camisa"... como o tempo passa depressa!
Com os seus 72 anos de idade, D. Mimi é sensível e está atenta às coisas de Albergaria, apesar de não ser natural do Concelho. (...)
Conversar com ela torna-se um prazer e a sua memória bem desperta, sabe recordar o Dr. Vasco Mourisca, Álvaro Faca, o poeta espontâneo com versos de fazer chorar, e ainda Eugénio Ribeiro, que deu letra ao nosso hino...e que agora foi recolhida.
Entrega feita e cantarolado com voz de quem tem 72 anos, fica no entanto na fita magnética do nosso gravador material suficiente para que o Grupo de Cantares de Albergaria-a-Velha [filho unigénito do Grupo Foclórico e Etnográfico de Albergaria-a-Velha], o possa reeditar brevemente, como servindo de fundo a solenidades, porque achamos ser extraordinariamente belo uma vila possuir hino próprio, sabendo-se que este tem a chancela da grande figura que foi Eugénio Ribeiro.
Fonte: António José Vinha / Beira Vouga - 10/06/1991
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Grupo de Teatro "A Bateira"
Depois do 25 de Abril de 1974, um grupo de amigos: Hélder Castanheira, Afonso Castanheira, Aurélio Rodrigues, Jaime Castanheira e Tiago Paço decidiram juntar-se, na altura do Natal e, encenar uma pequena peça “Médico à força”. O êxito foi grande e decidiram formar a colectividade com a ajuda de familiares e amigos.Nascia, assim, a 8 de Agosto de 1980, o Grupo de Teatro “A Bateira” que, nos primeiros tempos, ensaiava no espaço da Junta de Freguesia.
Dado que cada vez mais público vinha assistir aos espectáculos do Grupo, tornou-se urgente arranjar um espaço maior e com melhores condições para as actividades desenvolvidas. Assim, com a ajuda do benemérito Fernando Casal, então emigrante nos Estados Unidos, construiu-se um edifício condigno que, ainda hoje, é o espaço cultural e social, por excelência, de Frossos.
Ao longo destes anos, “A Bateira” tem promovido espectáculos para todos os gostos, convívios e idas ao teatro noutros locais do país. Com o objectivo de prestigiar e divulgar o nome de Frossos para além das fronteiras do Concelho, esta colectividade promete perseverar por muitos e bons anos.
Tradição secular
As pessoas mais idosas da freguesia contam que o gosto pelo teatro em Frossos tem mais de cem anos. Consta-se que vários padres que estiveram na paróquia foram os principais fomentadores da arte de representar. Entre eles destacaram-se o padre Neves, o padre Vilar e o padre Horácio e, nessa altura, ensaiava-se num celeiro cedido pela família Praça.
Fontes: Jornal Beira Vouga / Agenda Cultural nº 53 (Agosto de 2006)
quarta-feira, 3 de junho de 2009
A entrada da imprensa local (Séc. XIX)
O crescimento da escolaridade arrastou consigo a ânsia do conhecimento pela leitura e pela difusão da notícia escrita.Desde meados do século XIX que os semanários de Aveiro eram lidos em todo o concelho dada a sua divulgação e o interesse pelas notícias frequentes, dos assíduos correspondentes locais.
Não admira que esta influência tenha levado ao aparecimento dos primeiros periódicos do concelho.
Primeiros periódicos
"O Vesicatório" surgido anónimo em Albergaria, em 1864, com quatro pequenas páginas em formato A4, pejadas do fruto da arte do maldizer político local, foi o primeiro.
Logo de seguida veio o "Bouquet de Angeja", ao cabo de vinte números mudado para "Gazeta de Angeja", aparecidos em 1887, com mais sabor literário do que noticioso, dado o diletantismo do seu director, Ricardo Souto, estudante de Medicina.
Semanários e Bissemanário
Em 1888, aparece a "Folha d’Albergaria", já como semanário noticioso e com tipografia própria, o que representa um avanço no leque industrial do concelho. Ainda no final desse ano vem à luz um excelente bissemanário, noticioso, político e literário, o "Movimento", o qual, para além de activar e dar a conhecer durante cerca de dois anos a vida concelhia, é o primeiro a apresentar fundamentados estudos da história local ainda hoje fonte indispensável de consulta.
Até ao final do século ainda despontam mais oito semanários, como rebentos da Primavera no jardim da escolaridade. São eles: "A Religião da Mulher" que se dizia "religioso, noticioso e auxiliador do professorado" e foi o primeiro da nossa terras a ter direcção de uma mulher, Maria Emília de Oliveira, e difusão no Continente e Ilhas pela sua ligação à Escola.
"O Albergariense" e "Correio de Albergaria"
Muitos jornais surgiram, tendo mais difusão, interesse e mais longa vida, "O Albergariense" e "Correio de Albergaria". Ambos se compunham e imprimiam em tipografia própria, uma pequena unidade também ao serviço do comércio, da indústria e do público em geral.
Estes periódicos, são talvez a mais evidente demonstração de que o aumento da escolaridade gratuita entre os dois sexos teve resultados bastante rápidos apesar dos condicionalismos educacionais da época. As suas páginas de anúncios são repositório constante de incitamentos à leitura. Trazem frequentes aliciantes à compra de romances, obras históricas, atlas e enciclopédias e dicionários vendidos pelo correio.
Fonte: Albercultura (António Homem Albuquerque Pinho)
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
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