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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Alba LNA FF-11-83 de 1954

Construído em Lisboa, com carroceria Alba encomendada a Martins Pereira, inicialmente chamou-se Alba LNA e mais tarde LNA e o seu mentor foi o Dr.Francisco Rodrigues Luzes (de Lisboa) que corria com o pseudónimo de Constantino.

Com base Alba o LNA tinha carroceria em alumínio fabricada na Fábrica de Albergaria-a-Velha com chassis tubular com as suspensões independentes ás quatro rodas.

A carroçaria foi encomendada a António Augusto Martins Pereira, o que levou o LNA a ser muitas vezes confundido com o Alba OT-10-54. Surge como factor de diferenciação exterior a ausência da barra cromada horizontal com o simbolo alba no centro ao longo da entrada de ar frontal.

LNA

O Nome LNA teve por base os componentes do carro da marca italiana Nardi e Alba, assim:

L=Luzes + N=Nardi + A= Alba

Fonte: Albaportugal (Francisco Lemos Ferreira)

Foto: Francisco Ferreira in Museu do Caramulo

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

ALBA LA-11-18 da autoria de Francisco Corte-Real Pereira (1955)


O LA é o 3º Alba a ser concebido quase na sua totalidade por Francisco Corte-Real Pereira na Fábrica de Albergaria-a-Velha.

O seu desenho é em tudo similar ao TN, este teve duas carrocerias, na segunda Corte Real Pereira, após vender o LA adquiriu o TN e redesenhou a frente à imagem daquele que tinha concebido.

Existe igualmente a teoria que Corte Real Pereira teria colocado a carroceria do LA no TN, mas que carece de fundamento dado a familia afirmar que o LA foi vendido com motor Alfa Romeo, ficando o TN com motor Peugeot.

Fonte: Albaportugal (Francisco Lemos Ferreira)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pedro Martins Pereira, empresário

Pedro Manuel de Oliveira Martins Pereira nasceu em 15 de Janeiro de 1952, em Albergaria-a-Velha, tendo-se licenciado em 1977 em Engenharia Metalúrgica, pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Pedro Martins Pereira passou largos anos na fundição familiar - Fábricas
Metalúrgicas Alba - onde foi Chefe do Departamento de Fundição e, posteriormente, Director técnico até seguir o seu próprio caminho, primeiro como consultor industrial e depois lançando a sua própria empresa em 1988.

Em 1985 participou no 1º Projecto JEEP – Jovens Empresários de Elevado Potencial, criado e financiado pelo BPA-Banco Português o Atlântico a partir de uma ideia do Dr. Miguel Cadilhe, então Director do seu Gabinete de Estudos.

Fundou em 1988 a Larus-Artigos para Construção e Equipamentos, Lda., que se dedica ao projecto, fabrico e comercialização de mobiliário urbano.

Com a Larus, tem obtido diversos prémios a nível nacional e internacional, nomeadamente Prémio Nacional de Design de Mobiliário Metálico em 1991 e 1998-99.

Foi igualmente fundador e administrador da METAFALB que adquiriu, em 2003, as Fábricas Metalúrgicas ALBA, entretando desactivada em Albergaria-a-Velha, tendo fundado em Dezembro de 2008 a empresa ProjectoAlba (sociedade unipessoal), que visa recuperar a marca Alba e os seus produtos de catálogo.

Fontes: Notícias de Aveiro / CCT

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Carlos Santos, futebolista

Carlos Manuel Pereira Santos nasceu em Albergaria-a-Velha, em 6 de Agosto de 1972, tendo jogado, na posição de médio, em clubes como o Alba, o Águeda, o Feirense e o Académico de Viseu (em oito épocas distribuídas por 3 períodos).

Recentemente o blog "a magia do futebol" (blog dedicado ao Académico de Viseu) recordou o seu percurso.

Década de 90

Começou no Alba da sua terra natal, seguiu-se o Águeda onde se estreou como sénior (91/94).

Antes de chegar ao Académico de Viseu ainda jogou no Oliveira do Bairro (94/95) e no Estarreja (95/96).

No primeiro período no Académico de Viseu (96/01) fez parte do plantel que desceu pela última vez à IIB (97/98) e não conseguiu alcançar qualquer subida de escalão.

Século XXI

Em 2001/2002 jogou no Feirense. Voltou ao Académico em 02/03 e contribuiu para o 3º lugar final dos academistas. No final dessa época saiu de novo, tendo jogado no Fornos de Algodres (03/04), Sátão (04/05) e Tondela (05/06).

Voltou ao Académico de Viseu, tendo sido um dos grandes heróis que se sagraram campeões distritais em 06/07.

Em 07/08 foi também um dos jogadores mais influentes do clube como pode atestar o golo (de livre directo) que apresentamos em baixo (vitória 0-1 em Arouca no último minutos).




Fontes: a magia do futebol / Alba (foto)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Automóvel ALBA em Albergaria-a-Velha

O automóvel ALBA, que actualmente está no Museu do Caramulo, irá participar, na manhã do próximo dia 23 de Maio, em mais uma edição do Rali da Automobilia, organização conjunta do Clube Aveirense de Automóveis Antigos e Classic Clube de Portugal, em colaboração com a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha.



Foto: Orlando Patrício / Portal dos Clássicos

Alba em destaque na revista "Motor Clássico" e brevemente em livro da autoria do historiador José Barros Rodrigues



Contributo do historiador José Barros Rodrigues (fonte: Portal dos clássicos)

São apenas três: o OT-10-54 que foi desenvolvido ao longo de 1952, pintado em amarelo claro; o TN-10-82, que surgiu em 1953, também pintado em amarelo claro; e, finalmente, o último Alba – exclusivamente desenvolvido por Francisco Corte Real Pereira – com a matrícula LA-11-18 e que foi construído em 1955, com uma carroçaria vermelha.

O motor 1500 Alba nunca correu em circuitos, pelo que é falso que tenha participado na Boavista ou em Vila Real. O motor 1500 que aparece nas listas de inscritos da Boavista em 1955, nos treinos da Boavista em 1956 (onde o Alba de Corte Real teve um aparatoso acidente) ou em Vila Real, em 1958 é o «seis cilindros» de origem Alfa Romeo. O motor Alba 1500 era um projecto fantástico mas nunca teve oportunidade (sobretudo financiamento) para ser desenvolvido – tinha, por exemplo, problemas de lubrificação (...)

Há casos em que não há possibilidade de determinar com rigor o motor utilizado por cada um dos Alba nas diferentes provas mas em conversa quer com o António Augusto Martins Pereira quer com a família de Corte Real Pereira é possível estabelecer alguns princípios de utilização: o Alba 1500 foi sempre utilizado por AAMP, o motor Peugeot e o bloco Alfa Romeo foram sempre exclusivo do Francisco – há uma única excepção em que o mecânico electricista Carlos Miranda, por impossibilidade de Corte Real, utiliza o Alba LA-11-18 com o motor 6C. Os blocos Fiat/Simca (1089, 1099 e 1360) foram utilizados pelos dois em várias provas e pelos outros pilotos dos Alba, a saber: Elísio de Melo, Noémio Capela, Baltazar Vilarinho, Castro Lima, Manuel Nunes dos Santos e Alves Barbosa.

Do recenseamento que eu efectuei durante a pesquisa para o livro, os Albas inscreveram-se em 38 provas, participaram em 37 e obtiveram 43 resultados desportivos, entre os quais se contabilizam dez vitórias (à classe e absolutas). A mais extraordinária vitória foi, sem dúvida, a da I Taça Cidade do Porto, que teve efectivamente repercussão nacional, mas a vitória no Rali Vinho do Porto em 1955 é um marco no automobilismo nacional por ter sido a primeira obtida por um automóvel com um motor de concepção nacional. Há apenas uma única prova, a II Volta ao Minho, disputada em Setembro de 1955 em que a equipa Alba contou com a participação de três veículos para Corte Real Pereira, Martins Pereira e Baltazar Vilarinho.

Quanto aos gansos, eles terão sido desenhados por um amigo do Ângelo Costa – que teve algum protagonismo a nível do desenvolvimento dos motores – e Martins Pereira, que gostou do viu, adoptou-os no seu automóvel.

Dos três Albas que foram construídos, dois (o OT-10-54 e o TN-10-82) foram desenvolvidos pela dupla Martins Pereira/Corte Real Pereira em colaboração com o Ângelo Costa. O terceiro Alba (LA-11-18) foi feito por iniciativa do Corte Real, tendo o António Augusto colaborado pouco neste modelo.

A partir de 1955, o CRP participa em diversas provas apenas com o LA. Antes, entre 1952 e finais de 1954, o CRP faz provas apenas no OT. Em geral, até 1955, sempre que AAMP participava usava o OT e o Corte Real não corria. Em 52, 53 e 54 CRP apenas fez provas de circuito para a Alba e sempre usando o OT: Vila do Conde por duas vezes em 52; Boavista e Monsanto, em 53; Boavista e Monsanto em 54. Ou seja, até 1958, CRP nunca fez qualquer prova no segundo Alba, o TN – ou, melhor dizendo, eu não conheço nenhuma prova em que CRP tenha usado o TN, até 1958.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Cartões de antigos jogadores do Sport Clube Alba

O site do Sport Club Alba passou a disponibilizar imagens de cartões de alguns dos antigos jogadores nos escalões de Escolas, Infantis, Iniciados, Juvenis, Júniores e Séniores, bem como de uma equipa feminina (da época de 1988-1989).

A título de curiosidade, apresentamos aqui o cartão do Dr. Delfim Bismarck aquando da sua passagem pela equipa de juvenis (época de 1986-1987):



Fonte: Alba

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Imagens patentes na Exposição de fotografias da Feira de Março (2009)

No decurso da Feira de Março deste ano foi promovida uma exposição de fotografias antigas - patente no Átrio do Parque de Exposições de Aveiro - que contemplava duas imagens alusivas à participação das Fábricas ALBA em certames anteriores:

Ferro de Engomar Gigante


Stand ALBA


Fonte: Aveiro-Expo, E.M. - Parque de Exposições

(Colaboração: Teresa Neves)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Carlos Alves, o Luvas Pretas


Carlos Alves foi um famoso jogador, dirigente e treinador de futebol. Nascido em 1903, foi no Carcavelinhos, equipa lisboeta fundada em 1912, que passou os principais anos da sua carreira.

Foi internacional pela Selecção principal por 18 ocasiões, tendo participado nos Jogos Olimpicos de Amsterdão (de 1928) em que Portugal alcançou os quartos de final, sendo aí considerado um dos melhores defesas direito do torneio.

Do Carcavelinhos passou para o Académico Futebol Clube, da cidade do Porto, na época de 1931-32, aí se mantendo até à época de 1934-35, tendo depois jogado uma única época no Futebol Clube do Porto (1935-36), pois por essa altura problemas pulmonares atiraram-no para um sanatório, onde esteve durante dois anos.
 
Recuperado, passou a treinador do Farense, criando uma famosa equipa, a que se chamou "8.º exército" pela sua invencibilidade larga em todo o Algarve. Aliás, só não levou o clube à I Divisão no final dos anos 30, porque as regras não o permitiram. Contudo, o feitio algo difícil coartou-lhe maiores veleidades como treinador.

Refugiou-se, então, em Albergaria-a-Velha, onde permaneceria até morrer, orientando o Alba. Foi nesse clube que João Alves, o neto, começou a despontar para a glória.

Ainda recentemente, João Alves recordou os seus tempos de menino, em que viveu com o avô, Carlos Alves, em Albergaria. Tendo, na altura, referido que "Tive uma sorte imensa, pois o meu avô morava no campo do Alba, onde assim pude iniciar-me futebolista".

Luvas pretas

As luvas de Carlos Alves foram durante anos um dos maiores enigmas do futebol português. Alguns diziam que era o hábito, que como trabalhava com produtos químicos as utilizava para evitar mazelas e não era capaz de retirá-las em jogo. Outros que era para evitar que as unhas se escalavrassem porque também era tocador de guitarra.

Por fim ele explicou tudo. Era superstição, fora uma admiradora que lhas dera insinuando-lhe que se as utilizasse seria um dia campeão de Portugal. Foi. Pelo Carcavelinhos, seu clube de origem, em 1928.

Porque fora o avô Carlos que mais influência tivera na sua vida de futebolista, levando-o, embevecido, pela mão, ao primeiro treino, na Sanjoanense, João manteve a tradição das luvas pretas, que, assim, eram mais que um adereço, mais até que um símbolo, uma homenagem.

Fontes: “A Bola” / net (adaptado) / Eduardo Rego


Foto: Alba

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

João Castanheira, uma vida dedicada ao Sport Clube Alba


João Castanheira teve uma vida – 47 anos – dedicada à colaboração que prestou ao Sport Clube Alba não só na área onde provavelmente será mais conhecido, como responsável pelos equipamentos, mas também como jogdor (guarda-redes), massagista e treinador de jovens que confessava era a sua paixão.

João Castanheira nunca regateou esforços para ajudar em tudo o que era solicitado, tendo numa época sido “treinador de todos os escalões porque não havia dinheiro para pagar a treinador” e até o patrocinador – “Madeinorte” - foi por si angariado.

Recordava com nostalgia os momentos do Clube na 2ª divisão nacional e os treinadores com que trabalhou, desde Carlos Alves (avô do famoso João Alves), Calichio, Couceiro Figueira, Ruben Garcia, Janos Zargos e tantos outros.

Fonte: Manuel Lopes (adaptado) / Alba

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Filarmónica Albergariense e Banda Alba


A denominada Philarmonica Albergariense terá existido desde 1860, embora só tenha sido criada oficialmente por escritura de 10 de Março de 1878.

Entretanto surgiu a Banda dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha em 1932, a qual foi extinta em 1937 e transformada em Banda de Albergaria (e Banda da Amizade Albergariense em 1938) que, embora já não estando relacionada com a Associação de Bombeiros, utilizava ainda o seu instrumental.

Em 29 de Setembro de 1938, passa a chamar-se Banda de Música de Albergaria-a-Velha, sendo então já completamente dependente das Fábricas ALBA, passando rapidamente a denominar-se Banda das Fábricas Metalúrgicas ALBA, mais conhecida por “Banda ALBA”, que se estreou na noite de 22 de Abril de 1939.

Com a pujança que esta banda foi adquirindo, devido ao forte apoio das Fábricas ALBA, a Philarmónica Albergariense ainda resistiu aproximadamente uma década, sendo posteriormente “absorvida" pela Banda ALBA.

Também a Banda ALBA acabaria por se extinguir na década de 60, criando uma lacuna na educação musical e cultural na sede de Concelho.

Fonte: adaptado de Delfim Bismarck Ferreira, Jornal de Albergaria (11.09.2001)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

António Augusto Martins Pereira

António Augusto Martins Pereira, nascido em 1927, filho de Américo Martins Pereira e neto do Comendador Augusto Martins Pereira, representantes de uma das famílias que mais marcaram, de forma positiva, o século XX do concelho de Albergaria-a-Velha.

António Augusto Martins Pereira é uma lenda viva do desporto albergariense. Desde muito novo, ainda estudante, começou a praticar voleibol no Sport Clube do Porto, jogando também futebol nos júniores do Infesta, dado que estudava no Colégio Almeida Garret, no Porto.

Foi igualmente praticante de motonáutica e o automobilismo foi outra das suas grandes paixões da juventude. O célebre carro Alba, uma relíquia que faz parte do seu espólio pessoal, acelerou pelo país inteiro, ganhando várias provas de âmbito, como a 2ª Taça Cidade do Porto e vários rallys, o mais importante de todos o do Vinho do Porto-Régua. O lendário carro Alba, da sua autoria, era vencedor habitual da categoria Sport, conduzido pelas mãos hábeis e pela perícia de António Augusto Martins Pereira.

Até que chegou a altura do futebol a sério e no renascer do Sport Clube Alba, no começo dos anos 50, após uma interrupção das actividades do clube que o seu pai e avô haviam fundado a 1 de Janeiro de 1941. Logo ficou patente o empenhamento e a dedicação sem limites de António Augusto Martins Pereira. Primeiro como jogador, nas posições de extremo-direito e avançado-centro, e até esporadicamente como defesa direito, sob a orientação de outro dos “monstros sagrados” do futebol albergariense, o inesquecível Carlos Alves, o homem das luvas pretas.

Jogou até aos 32 anos e deixou o seu nome ligado a uma fase histórica e heróica do futebol do Sport Clube Alba. Passou a dirigente e foi presidente da direcção e da Assembleia Geral até 1993. Ao todo, são 52 dos 57 anos de vida do Sport Clube Alba que ligaram o exemplar cidadão ao clube do seu coração.

António Augusto Martins Pereira pode ser considerado o mais completo e dedicado desportista do nosso concelho, pois foi ainda presidente do Sport Clube Beira Mar, durante dois anos e quatro como vice-presidente. Foi igualmente membro das direcções do Sporting Clube de Aveiro, do Clube Naval de Aveiro e do Clube de Albergaria, do qual é (tal como do Sport Clube Alba) sócio número um.

É ainda provedor da Misericórdia de Albergaria-a-Velha, onde, juntamente com os restantes mesários, tem desenvolvido uma obra social notável.

Em Março de 1998 foi alvo de homenagem pela sua contribuição para o desporto, tendo, entre outras iniciativas, sido baptizado o actual Estádio Municipal com o seu nome.

Fonte: Adaptado de Jornal de Albergaria de 24-03-1998 (Organização da Homenagem)

Em entrevista recente ao Portal dos Clássicos, referiu que a construção do ALBA - o automóvel integralmente português - foi "uma diversão e distracção" não tendo "a ideia de criar uma fábrica de automóveis".

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Américo Martins Pereira (1905-1949)

Veio para Albergaria-a-Velha, ainda jovem (em 1921), quando seu pai (o futuro comendador Augusto Martins Pereira) se fixou com a Família ao criar a Fundição que mais tarde daria lugar às Fábricas Metalúrgicas Alba. Tendo feito estudos secundários, preferiu, a um curso superior, o curso da vida e veio trabalhar para a fábrica que o pai criou.

Aí ascendeu mais tarde a Gerente Comercial e nesta situação contribuiu em muito para o seu desenvolvimento e a expansão que veio a ter. Foi um industrial ansioso de modernidade, ponderado, que os seus subordinados estimavam pela sua estrutura moral e sentido de justiça.

Apegado a Albergaria-a-Velha, aqui realizou uma obra, para além da profissional, que impôs o seu nome. Dotou a vila com o Cine-Teatro Alba, cuja construção acompanhou, como obra que era sua e não chegou a ver inaugurada.

Foi Presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha, iniciando um plano de rejuvenescimento da vila e apetrechamento geral do Concelho durante três escassos anos, porque foi inesperadamente interrompido pela morte, aos 44 anos anos.

A sua acção na Câmara foi metódica, contínua e apaixonada como era seu hábito de vida. Melhorou os serviços e conseguiu promover uma maior arrecadação de receitas; melhorou e reformulou as instalaçóes do Matadouro e reformulou os seus serviços; mandou fazer a planta de urbanização da vila, sede do Conselho, promoveu construções na Avenida Napoleão Luís Ferreira Leão, transformando os quintalórios no centro comercial da vila; elaborou o plano de distribuição domiciliária de água na freguesia de Albergaria-a-Velha; remodelou estradas do Concelho e continuou a sua electrificação. Batalhou constantemente pela concessão de subsídios do Estado para o muito que desejava realizar a favor dos Povos do Munícipio.

Pôs a sua fortuna pessoal, o seu empenho e influência no progresso da nossa terra. Faleceu em Lisboa, como resultado de uma operação cirúrgica, em Setembro de 1949 e o seu funeral, realizado para jazigo de Família no Cemitério de Albergaria-a-Velha, foi uma enorme e sentida manifestação de pesar da população do Concelho.

Fonte: António Homem de Albuquerque Pinho, Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha (adaptado)

Américo Martins Pereira era pai de António Augusto Martins Pereira.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Francisco Corte-Real Pereira (1914-1970)


Francisco Augusto de Quadros Vidal Corte-Real Pereira nasceu em 17 de Novembro de 1914 na Branca, Albergaria-a-Velha, tendo-se destacado como piloto de automóveis quer em Portugal, quer mais tarde em Angola, onde se radicou.

Piloto e mecânico de bom nível, foi um dos co-criadores do Carro Alba conjuntamente com António Augusto Martins Pereira.

 

O carro com matrícula OT-10-54 que foi desenvolvido ao longo de 1952, pintado em amarelo claro; o TN-10-82, que surgiu em 1953, também pintado em amarelo claro; e, finalmente, o último Alba – exclusivamente desenvolvido por Francisco Corte Real Pereira – com a matrícula LA-11-18 e que foi construído em 1955, com uma carroçaria vermelha.



Vencedor em 1951 e 52 da classe 1.100 c.c., no Circuito da Boavista, ajudou a desenvolver o Alba e a torná-lo num carro ganhador. 

Com três automóveis produzidos, a Alba tinha então uma estratégia clara de abordagem às provas nacionais: Corte Real tinha a seu cargo os circuitos e Martins Pereira dedicava-se às provas de regularidade.


Francisco Corte Real Pereira foi igualmente um dos impulsionadores, conjuntamente com Emílio Marta, de um outro automóvel de produção nacional, o Marta Real

Corte Real Pereira ao volante do Alba na Taça da Cidade do Porto de 1954 (Imagem disponibilizada por Cougar/Bélgica a Francisco Lemos Ferreira)


Vencedor do I Grupo (até 750 cc) no VIII Circuito de Vila Real em 1949 (14º na classificação geral)


Vencedor da I Taça Cidade do Porto, tripulando um dos nossos ALBA (1953)


2º lugar no circuito automóvel das Festas do Mar em Angola (1969)


Em 1970, Corte Real Pereira esteve, pela última vez, nas “6 Horas de Nova Lisboa”. Oito dias depois, em 15 de Agosto de 1970, viria a falecer em, vítima de acidente, em Sá da Bandeira (Huíla) quando tripulava o seu Lótus nas “3 Horas da Huila”.

No ano seguinte, foi instituída em sua homenagem a Taça Corte Real Pereira, troféu a ser disputado na prova de iniciados de Nova Lisboa. Em 1974 foram realizadas duas provas denominadas Taça Corte-Real Pereira: uma em Nova Lisboa, para iniciados, realizada a 27 de Julho; outra a 3 de Agosto, em Benguela, para a fórmula TC-A.

Segundo Armando Lacerda, "A sua criação teve em mente não só homenagear a memória deste piloto como, também, servir de exemplo aqueles que se iniciavam na modalidade como um exemplo de espírito desportivo de um grande Senhor."

Fontes: Armando de Lacerda / Ancestry.com / Carlos Corte-Real / Portal dos Clássicos / Francisco Lemos Ferreira / Museu do Caramulo

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Alba (década de 50)

O Almanaque de Aveiro publicou uma fotografia de uma das primeiras equipas do Alba com o título "Sport Clube de Alba - Uma das Equipas do distrito que melhor futebol pratica"


De pé e da esquerda: Pedro Alves, Necho, Domingos Marques, Alfredo, F. da Silva, Bastos, Pedro e Fernando. No 1.° plano: Monteiro, VidaI, Eugénio Alves, Araújo, Moura e Raúl.

Fonte: Almanaque de Aveiro

sexta-feira, 23 de maio de 2008

ALBA - O Automóvel Inteiramente Português (II)

Na sequência de mensagem anterior, e a antecipar mais um Rali da Automobília, decidimos apresentar novas imagens sobre o ALBA, uma das mais míticas marcas de automóveis nacionais.

Cartaz Publicitário


Imagem de um dos dois veículos existentes


Taça Cidade do Porto (1953)


"Assinatura" do autor


ALBA TN-10-82 (artigo de imprensa recente)



Fontes: Supertrains, Portal dos Clássicos

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

ALBA fabrica maior pote do mundo

A organização da Norcaça & Norpesca 2007, feira dedicada à caça e pesca que se realizou em Bragança entre os dias 25 e 28 de Outubro [de 2007], realizou a proeza de cozinhar javalis no maior pote do mundo.

Este estufado de javali foi confeccionado num pote (1000 litros e 2 metros de altura), uma reprodução à escala dos potes tradicionais, também conhecidos como Panela à Portuguesa: espécie de panela de ferro com três “pernas”, usada única e exclusivamente nas lareiras/fogueiras, sendo uma imagem característica das cozinhas regionais que se podem encontrar nas aldeias de Trás-os-Montes. A panela foi construída na Alba, fábrica de Albergaria-a-Velha.

Fonte: BeiraVouga

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Portfolio ALBA

Os produtos das Fábricas ALBA estão por todo o país, representando dignamente a indústria albergariense.

Bancos de jardim

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Candeeiros

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Forum Aveiro

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Passeio Alegre (Porto)

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Aliados (Porto)

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Águeda
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Tavira

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Quinta do Lago (Algarve)
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Fonte: www.alba.pt

sábado, 20 de outubro de 2007

ALBA Sport Clube


O "Alba Sport Clube" foi fundado em Janeiro de 1941, com o apoio da Fundição Alba, da qual herdou a sua denominação, contudo só realizou o primeiro desafio em 19 de Outubro de 1941.

O ALBA veio substituir o “Sporting Club de Albergaria”, fundado em 1924 (com a denominação original de “Albergaria Sport Club”), que, por falta de apoios, acabou por se dissolver em 1938, numa altura em que já tinha sido promovida a criação do Campo das Laranjeiras (futuro parque de jogos do ALba).

O ALBA ganhou o campeonato secundário da AFA em 1961/62, subindo à I divisão distrital, nunca mais descendo abaixo deste escalão.

Na época 1964/5 disputou a 4ª série da III Divisão, campeonato que foi vencido pelo Águeda. Em 1968/69 venceu o campeonato distrital da 1ª divisão de Aveiro.

Na década de 70 participou por 5 vezes (1971/72, 1974/75,1975/76, 1976/77 e 1978/79) na antiga 2ª divisão nacional.

O clube desceu à III divisão na época de 1979/80 e dois anos depois desceu aos distritais. Em 1984/85 sobe à III divisão onde permanece até 1993/94. Nessa época o clube desceu aos campeonatos distritais de Aveiro onde se tem mantido nos últimos anos. No total o clube ficou 18 épocas na III divisão.

O Comendador Augusto Martins Pereira foi o primeiro Presidente da Direcção, contudo foi o seu neto António Augusto Martins Pereira quem mais se dedicou ao clube, tendo sido jogador e director do clube durante 52 anos.

O clube passou, em meados dos anos 90, por uma grave crise tendo sido ponderado mesmo o fim do clube ou a criação de um novo clube.

Em 2006-2007 alcançou o 3º lugar na 1ª divisão de honra do campeonato distrital de Aveiro nas épocas de 2006-2007 e 2008-2009, contudo apenas uma das equipas subia aos nacionais.

Finalmente, o Sport Clube de Alba sagrou-se campeão da 1º divisão da Associação de Futebol de Aveiro na época 2009-2010, retornando assim aos nacionais dezasseis anos depois.

(Actualizado em 31-05-2010)

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Parque de Recreio e Desporto ALBA

Os dirigentes do "Sporting Club Albergaria" efectuaram em 1934 um contrato de arrendamento da "Quinta das Laranjeiras", tendo inaugurado o seu campo de futebol a 10 de Junho desse ano. Após a dissolução do clube, a família Martins Pereira decidiu apoiar o futebol, tendo conseguido o arrendamento do campo que veio a ser utilizado, a partir de Outubro de 1941, pelo "Alba Sport Clube".

As obras foram realizadas durante o primeiro semestre de 1941 e, além do campo de futebol, incluía espaços destinados ao basquetebol, tenis, malha e ringue de patinagem.

O mérito não era apenas da família Martins Pereira. Todos os dias, depois das 17 horas, destacamentos de operários das Fábricas Alba iam gratuitamente contribuir para que as obras fossem realizadas com rapidez e perfeição, tendo o parque sido inaugurado em 16 e 17 de Agosto de 1941.

O parque foi demolido já na década de '90, tendo aí sido construída a "Urbanização das Laranjeiras".

Fontes: artigo de Dr. António Alburquerque Pinho; S.C.Alba (fotos)