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terça-feira, 18 de maio de 2010

Domingos Bismarck Bento Soares (1913-1982)


Domingos Bismarck Bento Soares nasceu em 18 de Novembro de 1913, em Angeja, filho do Prof. Manuel Bismarck Lopes da Silva Bento e de sua mulher D. Maria José Soares de Sousa.

Fez a instrução primária em Angeja [concelho de Albergaria-a-Velha], à qual se seguiu o internamento no Instituto das Missões Laicas, no Porto (Carreira Colonial, Quadros Administrativos), onde cursou durante cerca de dois anos, até à dissolução daquele instituto.

Em 1924, passou a residir em casa de seu irmão mais velho, Manuel Bismarck, no Porto, e emprega-se na "Casa Proudhom", confeitaria situada na Rua 31 de Janeiro, continuando os seus estudos no Colégio da Boa Vista.

Actividade de professor primário

Completado o ensino liceal, matriculou-se em 1937 no Instituto do Magistério Primário do Porto, concluindo aquele curso em 1939 e conseguindo colocação como Professor Primário Agregado na Escola Primária da Murtosa (Aveiro).

Em 13 de Setembro de 1940, casou com a Prof.ª D. Guilhermina Ribeiro de Barros, que fora sua colega no Instituto do Magistério Primário. Ainda em 1940, o casal conseguiu colocação como Professores Primários Agregados em São João da Madeira, altura em que ficam a residir em casa de sua irmã Prof.ª D. Sofia Bismarck, em Espinho.

Gondomar

Em 1 de Outubro de 1941 foi colocado como Professor Primário Efectivo na escola Primária de São Cosme, Gondomar, e, ao abrigo da Lei dos Conjugues, D. Guilhermina foi colocada na Escola Primária de Vinhal, também em Gondomar, onde ambos exerceram durante longos anos. Em 1959 foi nomeado Delegado Escolar do Concelho de Gondomar, cargo que viria a ocupar até 1975, altura em que ambos se aposentam.

Desde 1949 até 10 de Março de 1982, data do seu falecimento, o Prof. Domingos Bento Bismarck fez parte dos órgãos sociais do Orfeão de Gondomar, desempenhando os cargos de Presidente da Direcção, do Conselho Fiscal e da Assembleia Geral. Em 1985 foi na sede daquele Orfeão baptizada uma sala com o seu nome e descerrado o seu retrato. Foi Sócio Honorário do Orfeão de Gondomar.

Descendência

Tiveram o único filho de nome Augusto Manuel Ribeiro de Barros Bismarck, que viria a ser Coronel do Exército Português e Empresário.

Autor de manuais escolares

O Prof. Domingos Bismarck, como era conhecido, foi autor de inumeros manuais escolares nas áreas de História, Geometria, Aritmética, Gramática Portuguesa, Ciências Naturais, etc., alguns dos quais em co-autoria com o Prof. J. Teodoro Gomes (...)

Catálogo

Fontes: Delfim Bismarck, Jornal de Albergaria nº 380 (adaptado; n/ intertítulos) / Geneall

terça-feira, 6 de abril de 2010

Padre Manuel Oliveira Marques da Silva

Nascido em 28 de Setembro de 1953 em Valmaior, filho de José Marques da Silva e Maria Augusta Oliveira. Aqui fez os estudos primários ate à 4ª classe.

Ainda jovem, trabalhou por 2 anos servindo às mesas no Café Napoleão, em Albergaria-a-Velha, emigrando em 1968 para o Brasil, onde começou a trabalhar com familiares.

Brasil

No Brasil, participou, durante os anos da juventude, em vários grupos de voluntariado de apoio às crianças abandonas, o que provocou uma mudança de rota da própria vida e sente o chamado de Deus a se dedicar a esta causa como Padre.

Em 22 de Fevereiro de 1975, aos 21 anos, entrou para o Seminário da Congregação dos Pobres Servos da Divina Providência, na cidade de Porto Alegre, Congregação tem como objectivo especifico de trabalhar com crianças pobres e abandonadas.

Itália

Em 1980, foi enviado para Verona, Itália, para continuar os estudos teológicos, sendo ordenado sacerdote em 15 de Agosto de 1984, na Igreja Paroquial de Valmaior, pelo actual Bispo de Aveiro.

Regressou a Itália, para continuar os estudos de especialização em Teologia Espiritual, na Pontifícia Universidade Teresianum.

Terminado os estudos foi para Verona, como responsável da casa de formação da Congregação, onde se manteve por cerca de doze anos.


Racaciuni (Roménia)

Em 1997, foi enviado para a Roménia, a fim de se estabelecer na região Moldava, em Racaciuni, distrito de Bacau uma das mais pobres do país, abrindo uma nova obra da Congregação neste pais do leste.

No ano seguinte, deu início à primeira casa de acolhimento, a qual foi ampliada e modernizada, em 2002, por iniciativa deste sacerdote, contribuindo para ajudar famílias romenas mais carenciadas na promoção e educação das crianças e dos jovens.

A obra foi concluída em Outubro de 2004, tendo sido inaugurada com a presença de varias autoridades civis e religiosas Romenas, e com a presença de alguns representantes da Embaixada de Portugal na Roménia.

Nesta data foi agraciado pelo Presidente da Republica Portuguesa Dr. Jorge Sampaio com a Medalha Grau de Oficial da Ordem de Mérito, entregue nesta ocasião pelo Embaixador de Portugal na Roménia, Dr. Zózimo da Silva.

Roman (Roménia)

No ano 2007 deu inicio a uma nova casa na cidade de Roman a nordeste da Romenia, a 70 Km da primeira casa, a qual foi inaugurada em Outubro 2008, na presença de autoridades Romenas e de uma delegação da Embaixada de Portugal na Roménia encabeçada pelo Sr. Embaixador.

Fontes: Delfim Bismarck Ferreira (em “Valmaior ao longo dos séculos”) (adaptado, incluíndo subtítulos) / Padre Manuel Oliveira

quinta-feira, 11 de março de 2010

L.A. Medical


A L.A. Medical-Fabricantes de Instrumentos Cirúrgicos, Lda. foi fundada em 1993, tendo por objecto social o fabrico de instrumentos cirúrgicos.

Tendo por base o know-how adquirido nos Estados Unidos da América pelo seu fundador Lázaro Almeida, a empresa começou por funcionar no lugar de Casaldima, na freguesia da Branca, sendo deslocalizada em 1999 para a Zona Industrial de Albergaria-a-Velha.

A L.A Medical aplica todos os seus conhecimentos e experiência na concepção e desenvolvimento de Dispositivos Médicos para Ortopedia e Traumatologia.

Em 2002 a empresa introduziu a sua linha completa de Implantes para Osteossíntese e iniciou o fabrico de Instrumental para a Artroplastia Total da Anca e do Joelho.



Lázaro Almeida

Lázaro Almeida nasceu em 1946 no lugar de Relvas, freguesia da Branca. Com a idade de 14 anos, iniciou a aprendizagem no fabrico de instrumentos cirúrgicos como colaborador do Mestre Sr. Manuel Antão.

Em 1974, emigra para os Estado Unidos da América por contrato de trabalho com a empresa CODMAN (pertecente ao grupo Johnson & Johnson).

Acumulando os estudos com a carreira profissional (conclusão do liceu em 1980 e "Associates Degree" em Engenharia Mecânica, Ciência e Tecnologia com a classificação “With Honors" no ano de 1988), vai progredindo sucessivamente na carreira, sendo transferido, em 1983, para o Departamento de Engenharia, e posteriormente, em 1988, para o Departamento de R&D.

Possuidor de elevado know-how na implementação de Novos Processos de Produção e Desenvolvimento e Desenho de novos Instrumentos Cirúrgicos, inicia em 1993, após regressar a Portugal, a actividade industrial como Fundador e Sócio Gerente da empresa L.A. Medical.

Fonte: Página Internet (adaptado)

Agradecimento: Sr. Lázaro Almeida

terça-feira, 9 de março de 2010

Mestres do Instrumento Cirúrgico

A manufactura de cutelaria em Portugal surgiu à boleia da industrialização impulsionada pelo Marquês de Pombal, após o terramoto de 1755.

No século XX assistimos a um crescente número de sedes de fabrico nacional de instrumentos cirúrgicos tradicionais: O Instituto Pasteur de Lisboa (Anos 40), Manuel Valente dos Santos, a Casa "Mavas" (1947), Constantino da Costa Lopes (1942), A.J. Costa Irmãos, Lda. (1953), Eugénio Pereira (1955), Manuel Nunes Antão (1956) e a Eurocitel (1973).

Destes, a Revista UPortoAlumni (revista dos antigos alunos da Universidade do Porto) destacou cinco, dois dos quais localizados na freguesia da Branca (concelho de Albergaria-a-Velha): Manuel Valente dos Santos (Casa “Mavas”) e Manuel Nunes Antão.


MANUEL VALENTE DOS SANTOS (MAVAS)

Foi funcionário do Instituto Pasteur de Lisboa. Algum tempo depois, começou a trabalhar na zona onde nasceu, Soutelo da Branca, montando aí oficina.

Mais do que um fabricante, Manuel Valente dos Santos foi um criador e inventor, com patentes e instrumentos vendidos em vários países.

Mantinha contacto com cirurgiões e assistia às suas tarefas, controlando a funcionalidade dos objectos produzidos.

Depois de uma apresentação paralela a um Congresso de Urologia em Miami, abriu uma oficina, em 1968, em Newark, Nova Jersey. Nos EUA, trabalhou para a Weck, onde também formou outros técnicos e, já regressado a Portugal, produziu para a Stryker Surgical International Company, entre 1981 e 1989.

MANUEL NUNES ANTÃO (ANTÃO)



Foi um dos discípulos de Manuel Valente dos Santos e seu conterrâneo. Iniciou a produção de instrumentos cirúrgicos na sua casa, também em Soutelo da Branca, no final da década de 1940. Após 1956, criou a sua própria oficina.

Antão [falecido no passado mês de Outubro de 2009] produziu instrumentos para vários hospitais e instituições privadas e elaborou catálogos em várias áreas cirúrgicas. Por exemplo na área da Ginecologia, o catálogo era dominado pela Electrocirurgia e Cirurgia a Laser.

Apesar do equipamento diverso de que dispõe, a produção é fundamentalmente manual e, em muitos casos, a pedido do cliente e produzida especificamente para responder a cada pedido.

Fontes: João Correia em UPortoAlumni (Revista dos Antigos Alunos da Universidade do Porto, nº 4. Abril de 2008) (adaptado) / Facebook Junta de Freguesia da Branca (foto)

quinta-feira, 4 de março de 2010

Manuel Bastos Tavares de Oliveira, empresário em Recife (Brasil)

Manoel Bastos Tavares de Oliveira nasceu em 27 de Março de 1932, em Alquerubim.

Como o seu pai emigrara para o Brasil, foi criado pela sua mãe, Amélia, a qual morreu, quando Manoel tinha apenas 12 anos, de doença incurável.

Fica, então, a viver com os seus tios, acompanhando-os para Angola em 1947, onde seu tio conseguira um emprego numa fábrica de produção de Açúcar na Vila de Catumbela. Tem, assim, com 15 anos o seu primeiro emprego numa loja comercial, ficando a comer e a dormir na casa do patrão.

Em 1953, opta por fazer o serviço militar em Portugal Continental, servindo, durante dois anos, no Quartel de Cavalaria 5 em Aveiro, onde era rádio telegrafista.

Após o serviço militar, emigra para o Brasil em 1955, com 23 anos, começando o seu percurso profissional como vendedor da Casa Tigre, tendo rapidamente tornado-se sócio da empresa.

Posteriormente, adquire, com os seus sócios, uma participação na Medical, então um pequeno empreendimento, a qual se tornou na maior empresa na área da comercialização de equipamentos médicos na região Norte-Nordeste.

A 2 de Dezembro de 1998 foi-lhe atribuído, no decurso da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco, o "Título de Cidadão de Pernambuco".


Memórias de Infância

Eu nasci em 27/03/32, num domingo de Páscoa, numa Aldeia de nome Alquerubim [concelho de Albergaria-a-Velha], situada á margem direita do Rio Vouga, pertencente ao distrito de Aveiro cuja cidade fica a 18 Km.

Em Alquerubim cursei até o 4º ano primário e com 11 anos ingressei numa Escola Comercial e Industrial na Vila (hoje Cidade) de Águeda e que fica a 9 Km, de Alquerubim.

O percurso que era feito numa bicicleta de adulto na qual eu não conseguia sentar na sela já que era muito pequeno e não alcançava os pedais. Vocês não avaliam o quanto sofri nesses 4 anos já que me alimentava muito mal, o inverno era muito rigoroso, eu não tinha luvas nem agasalhos suficientes. (...)

Da minha aldeia só tinha mais um rapaz já mais velho do que eu, que estudava em Águeda na Escola de Sargentos e às vezes coincidia nós virmos juntos. (...)

Associativismo

(...) "tanto no Gabinete Português de Leitura, como no Clube Português, participei de alguns cargos de menor expressão. No Hospital Português onde fui Secretário da Assembléia, Mordomo Suplente e actualmente Director Secretário. Na igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Madalena, faço parte do Conselho Paroquial há [mais de] 35 anos e onde estou sempre presente procurando ajudar os mais necessitados."

Fonte/Mais informações: Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (1998)

Nota: Foto gentilmente cedida pelo Sr. Flavius Falcão (empresa Medical)


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Mário Silva, Padre e Director do CEPAC

O Padre Mário Silva nasceu em Albergaria-a-Velha em 1958. Após os estudos secundários, entrou em contacto com os Espiritanos onde experimentou a Missão. Gostou e sentiu que Deus o convidava a dar "uma volta à vida".

Depois de estudar Filosofia em Braga e Teologia em Lisboa, aprofundou estudos em Friburgo (Suíça). Após a Ordenação, em 1987, partiu rumo a Cabo Verde onde trabalhou na Paróquia de S. Domingos. Foi uma experiência curta, mas densa. Ainda hoje o podemos ouvir a falar crioulo com os muitos cabo-verdianos com quem se cruza no dia-a-dia.

De regresso a Portugal, deu o seu melhor na Formação dos jovens, sendo director dos Seminários da Silva (Barcelos) e Torre d’Aguilha (Cascais). E em 2001 esteve na origem do Centro Espírito Santo e Missão (CESM) que começou no Seminário do Fraião, em Braga.

CEPAC

O CEPAC (Centro Padre Alves Correira) é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (I.P.S.S.), com personalidade jurídica do foro canónico e civil, que nasceu por iniciativa dos Missionários do Espírito Santo, em 1992, que se dedica a apoiar imigrantes em Lisboa.

Director do Centro desde 2004, o Padre Mário ajudou a crescer o CEPAC, colaborando na sua reestruturação em ordem a um funcionamento mais eficaz, tendo inclusive frequentado o Curso de Serviço Social na Universidade Católica, em Lisboa.

Fontes: CEPAC / Jornal "Voz da Verdade"

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Eugénio Ribeiro (1879-1960)

Eugénio Ribeiro e Silva nasceu em Albergaria-a-Velha, em 1879, pertencendo à família da célebre “Loje Nova”, onde durante dezenas de anos se fabricaram os melhores doces da região.

Foi o primeiro poeta do nosso concelho a publicar livros de poesia, tendo sido editado, pelos conhecidos editores do começo do século XX, França & Arménio, de Coimbra, dois volumes de poesia que despertaram interesse, não só local, mas na imprensa: "Clarões da Serra " e "Toadas".

Colaborou nos jornais de Albergaria, desde o princípio do século, com poemas líricos, panfletários e gazetilhas, que foram não só largamente apreciados, como alguns recitados em festas e teatros onde entrava, interpretando figuras dramáticas com frequência, e é autor do "Hino de Albergaria".

Foi, de 1911 a 1914 e depois em 1921/22, durante a ausência de Albérico Ribeiro, director do “Jornal de Albergaria”, do qual fora um dos fundadores, sendo intransigente defensor dos interesses do concelho.

Desempenhou o cargo público de Tesoureiro de Finanças e Albergaria e noutras vilas, tendo regressado à sua terra, depois de aposentado, em 1945.

Faleceu em Dezembro de 1960, com 81 anos.

Fonte: "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha", António Homem de Albuquerque Pinho (adaptado)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

José Arnaldo da Quina Domingues Ferreira, médico (1910-1991)

O Dr. Quina nasceu a 20 de Junho de 1910, na freguesia da Glória, em Aveiro, filho do antigo Deputado e Governador Civil de Aveiro, Coronel Gaspar Inácio Ferreira – natural de Albergaria-a-Nova - e de D. Virgínia da Quina Domingues.

Fez curso liceal, com todo o brilhantismo, no liceu José Estevão, em Aveiro. Depois matriculou-se na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, onde terminou a sua licenciatura aos vinte e três anos, com alta classificação. Casou com D. Maria Eulália de Lima Freire Mourisca, de cujo casamento não houve filhos.

Após a licenciatura, o Dr. Quina fixou-se em Albergaria-a-Velha onde instalou consultório e sempre exerceu sua profissão. Também teve consultório em Angeja, Branca e Albergaria-a-Nova. Além disso foi director do Hospital da Misericórdia, Subdelegado de saúde deste concelho e perito médico-forense na nossa comarca.

Foi um médico muito distinto e sabedor, mas foi sobretudo um dedicado amigo dos mais carenciados, pois sempre estava ao seu dispor, pelo que se tornou uma figura muito popular. Estimado e respeitado em toda a região, foi-o particularmente nos lugares do Sobreiro, onde passou a viver após o seu casamento, e em S. Marcos que lhe fica adjacente.

Faleceu no dia 17 de Dezembro de 1991, na sua residência, na Quinta da Senhora do Amparo, no lugar do Sobreiro.


Homenagem

Em homenagem ao Dr. Quina Ferreira foi colocado, em frente à sua residência [na confluência da estrada de S. Marcos com a extensa rua principal do Sobreiro] um busto com a seguinte inscrição: "Homenagem ao Dr. Quina Ferreira - o Povo do Sobreiro e S. Marcos. 20/06/79".

Pela carreira profissional que teve a todos os títulos brilhante e pelo homem que foi, bem mereceu essas homenagens e, certamente ficou na história das personalidades desta localidade

Pela Câmara Municipal foi atribuído ao local o nome de Largo Dr. Quina Ferreira, associando assim a vila à homenagem que o prestante e dedicado médico mereceu ainda em vida; e, mais tarde, a Câmara municipal atribuiu, a título póstumo, a "Medalha de Mérito Municipal - Ouro".

Fontes: Alice Tavares / "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha", António Homem de Albuquerque Pinho (adaptado) / Foto disponibilizada por Rogério Policarpo no facebook

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Major Silvério Marques Pereira de Campos (1920-1996)

Natural de Valmaior, Albergaria-a-Velha, o Maestro Silvério Marques Pereira de Campos foi muito jovem para Lisboa e aqui fez a maior parte da sua carreira artística na Banda de Música da Guarda Nacional Republicana (G.N.R.), onde percorreu a hierarquia de furriel a tenente chefe de Banda de Música, tendo sido mais tarde colaborador extraordinário do Dicionário de Música de Tomás Borba e Fernando Lopes Graça.

Angola

Em 1960 foi colocado em Angola, tendo dirigido a Banda de Música do Regimento de Infantaria de Luanda e a Orquestra de Salão do Instituto de Angola, sendo ainda professor de Harmonia e Composição na Academia de Música de Luanda, cuja estruturação se lhe deve. Foi nesta cidade que o Maestro Silvério de Campos criou, desinteressadamente, a Banda da Casa Pia de Luanda composta por brancos, negros e mestiços, de idades compreendidas entre os 8 e os 13 anos.

Regresso a Portugal Continental

Regressando a Lisboa em 1962, ingressa novamente na Banda de Música da G.N.R. com a qual se desloca à Holanda em 1963 para tomar parte nos Festivais de Música da NATO, onde dirige conjuntamente as Bandas de Portugal, Holanda, Itália, Áustria e França (…)

De novo em Tomar – pois já ali servira em 1959/60 – volta a dirigir, de 1964 a 1967, a Banda do Regimento de Infantaria 15, acumulando com as funções de Inspector das Fanfarras da Força Aérea.

Clube Ferroviário de Portugal (C.P.)

É à frente da Banda do Clube Ferroviário de Portugal (C.P.) que em Junho de 1969 se desloca à Alemanha onde realiza uma audição no Palácio de Música dos Mestres Cantores de Nuremberga, a maior honra que um dirigente pode ter, regendo em conjunto todas as bandas das empresas Ferroviárias da Europa ali representadas.

Festival de Bandas Militares

É ainda sob a direcção do Major Silvério Campos que actuaram no Estádio do Restelo em Junho de 1978, no I Festival de Bandas Militares, em Évora, no IV Festival e finalmente no V Festival, em Lisboa em Agosto de 1982, as Bandas da Armada, Exército, Força Aérea, Guarda Nacional Republicana, Guarda Fiscal e Polícia de Segurança Pública, num total de 500 elementos.


Banda de Música da Polícia de Segurança Pública

Em Janeiro de 1979, por ter atingido o limite de idade no respectivo posto, deixa as funções que exercia na Força Aérea. Ingressando na P.S.P., onde consegue, dos seus chefes, a oficialização da Banda de Música na Polícia de Segurança Pública (…), ficando com um Quadro Orgânico modelar entre as Bandas Militares Portuguesas, com o efectivo de 114 elementos.

Colectividades Amadoras

A par da sua função artístico-militar, o Maestro Silvério de Campos dedicou uma intensa actividade a favor da música no meio amador do nosso País, tendo prestado a sua colaboração a [ínumeras] Filarmónicas (…)

Devido à sua excepcional actividade em prol de tantas Colectividades de amadores, em 17 de Dezembro de 1978, a Federação das Colectividades de Cultura e Recreio concedeu-lhe o Diploma e Medalha de “Instrução e Arte”, insígnia esta, que desde a sua criação em 1954, foi atribuída pela segunda vez a uma Individualidade por relevantes serviços prestados à causa da Música.

Condecorações Militares

- Das Campanhas de Ultramar
- De Assiduidade, de Prata, 2 Estrelas
- De Comportamento Exemplar Ouro;
- De Mérito Militar de 3ª Classe;
- De Mérito Militar de 2ª Classe;
- De Serviços Distintos;
- De Cavaleiro da Ordem de Aviz;
- De Mérito Cultural;
- De Cavaleiro da Ordem do Santo Sepulcro


Fonte: Banda de Música da Polícia da Segurança Pública (P.S.P.) (adaptado)

Actuação em Valmaior

Em 31 de Outubro de 1982, dirigiu a Banda de Música da Polícia de Segurança Pública no acto de inauguração da sede da Junta de Freguesia de Valmaior.



Nota: O Major Silvério Campos faleceu em Lisboa, no dia 9 de Junho de 1996.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Iracema Santos Clara, professora

Iracema Gomes da Silva Santos Clara nasceu em Albergaria-a-Velha, em 25 de Fevereiro de 1941, na residência dos avós maternos (Professores João Gomes e Joana Octávia Fernandes Leal), na rua Castro Matoso.

Feitos os estudos primários na terra natal, no então chamado regime de ensino doméstico, à excepção de um ano em que houve frequência da escola do Conde de Ferreira, prossegue os estudos liceais no Porto, em colégio privado, terminando no Liceu de José Estêvão em Aveiro.

Posteriormente ingressa nas Universidades do Porto e Coimbra, concluindo a Licenciatura em Ciências Matemáticas em 1963. Casou, em 1963, com Manuel Alberto Botelho dos Santos Clara, oficial do Exército. Não tem descendência.

Durante mais de 4 décadas, exerceu funções de docente de Matemática do ensino secundário em Vila Nova de Gaia, Porto, Angola (Moçâmedes e Luanda) e Timor-Leste (Dili e Baucau).

Durante o seu percurso profissional (e cívico) colaborou igualmente, de forma activa, na organização e condução/participação em conferências, debates, seminários, entrevistas e produção de opinião quer presencialmente quer através da TV ou da rádio.

Procurou, desde sempre, bater-se pelo cumprimento dos direitos/deveres humanos e pela assunção da importância do professor como actor/autor na senda da mudança, sendo de realçar a sua intervenção como Dirigente sindical, com a coordenação do departamento da Educação para o Desenvolvimento, entre os anos de 1997 e 2003.

Com uma intensa actividade ligada à formação de professores, foi igualmente co-autora de manuais escolares, para a prestigiada Porto Editora, bem como colaboradora permanente do Jornal mensal “A página de Educação – Educação e Culturas” durante o período de 1993/2003.

Co-organizadora e co-autora de "(Re)Viver Abril com Zeca Afonso", "Pedagogia para a Igualdade – uma escola não sexista" e "Por uma pedagogia da não violência – construir a paz hoje e sempre", publicou, mais recentemente, "Da cadeira inquieta", colectânea com as Vivências partilhadas emotivamente com os leitores do jornal a "Página da Educação".

Sinopse de “ Da cadeira inquieta”

Queria ter sido arquitecta mas, por circunstâncias várias, não o foi de diploma, não perdendo, apesar disso, a vontade de fazer esquissos de projectos na forma de palavras escritas. Ao longo do seu percurso, a autora conviveu com gentes e culturas diversas que enriqueceram o exercício de reflexão sobre problemas do mundo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

João Gomes, professor (1888-1956)

Natural de São Paulo de Frades, distrito de Coimbra, foi colocado em Albergaria na Escola Primária Masculina, após ter concluído o Curso do Magistério em Coimbra.

Na nossa terra se fixou para sempre ao casar-se, em 1914 com a professora da Escola Primária Feminina, D. Joana Octávia Fernandes Leal, senhora da sociedade albergariense (filha do pintor, fotografo e retratista Cristiano Vicente Leal e da professora primária Guilhermina Augusta Fernandes de Almeida Leal).

Do casamento nasceram três filhas: Maria do Céu Leal Gomes (1914-1914), Maria Idília Leal Gomes Vieira (1916-1980 aprox.) e Marília Orlanda Leal Gomes e Silva (1918-1990), todas naturais de Albergaria-a-Velha.

Ensinou durante quatro décadas, com rispidez e proveito, milhares de rapazes da nossa terra. Para além da sua vida profissional foi figura prestimosa, pois, durante anos, comandou os Bombeiros e mais tarde veio a pertencer à sua comissão reorganizadora. Foi presidente, durante anos difíceis, do Sporting Clube de Albergaria.

Por diversas vezes vereador da Câmara Municipal, foi proficiente vice-presidente quando da activa presidência de Américo Martins Pereira, a quem substituiu, após a sua morte, embora durante um curto período, como Presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha.

Após a passagem à reforma, foi residir com sua filha Maria Idília, no Porto, o mesmo acontecendo com sua mulher. João Gomes faleceu no Porto em 1956 e Joana Octávia faleceu na mesma cidade em 1959 (aprox.).

As filhas Maria Idília e Marília Orlanda, professoras do ensino primário, residiram, a primeira no Porto desde o seu casamento até à sua morte e a segunda exerceu a docência em Albergaria-a-Velha, Évora e Porto, cidade onde faleceu.

Maria Idília não teve descendência e Marília Orlanda teve, do seu casamento com Paio Silva, uma filha, Iracema Gomes da Silva Santos Clara (1941/…), professora do ensino secundário na situação de reformada e residente no Porto.

Fontes: "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha", António Homem de Albuquerque Pinho / Iracema Gomes da Silva Santos Clara (neta)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Maria Cândida Sousa Miranda, médica

Maria Cândida Sousa Miranda nasceu em 30 de Julho de 1952, em Alquerubim, concelho de Albergaria-a-Velha.

Em 1975 concluiu a licenciatura em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Iniciou o internato policlínico básico nos Hospitais Civis de Lisboa em 1975, tendo posteriormente pedido transferência hospitalar para a zona centro.

1981-1993

Ingressou no internato complementar de anestesiologia em 1981, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), tendo-o concluído em 1985 com a classificação de 18 valores.

Exerceu funções de assistente hospitalar de anestesiologia nos HUC de 1985 a 1988, tendo estado igualmente destacada no Hospital Distrital de Castelo Branco.

Posteriormente, foi colocada, por urgente conveniência de serviço, no Hospital de Nossa Senhora da Ajuda ─ Espinho, em 2 de Maio de 1988, exercendo funções de responsável do serviço de anestesia até 1991.

E entre Dezembro de 1992 e Junho de 1993 exerceu funções no Hospital Distrital de Estarreja, conforme protocolo entre os dois hospitais.

Adquiriu o título de especialista pela Ordem dos Médicos na área de anestesiologia em 25 de Novembro de 1993.

1994-2005

Obteve o grau de consultor da carreira médica hospitalar em 1994, tendo tomado posse como assistente hospitalar graduada em 1995.

Em 1996 retomou a responsabilidade do serviço de anestesia do Hospital Nossa Senhora da Ajuda ─ Espinho e foi também nomeada responsável pelo bloco operatório, tendo mantido o exercício destas funções até Novembro de 2005.

Nomeada adjunta do director clínico para a área do bloco operatório em 1996, exerceu até 2003.

Efectuou concurso de provimento para uma vaga de chefe de serviço de anestesiologia, no mesmo hospital, em 19 de Março de 1999, tendo obtido a classificação de 18,4 valores.

2005 - ...

Nomeada, por despacho de Sua Ex.ª o Ministro da Saúde, para exercer funções de Directora Clínica no Conselho de Administração do Hospital de Nossa Senhora da Ajuda ─ Espinho em 25 de Outubro de 2005, ocupou esse lugar até Março de 2007.

Ocupou o cargo de assessora do Director Clínico, para a unidade de Espinho, de Março a Outubro de 2007.

Foi nomeada, pelo director do serviço de anestesiologia do Centro Hospitalar V.N. de Gaia/Espinho, EPE, responsável pela área de anestesia na unidade de Espinho.

Nomeada Directora Clínica do Hospital Visconde de Salreu (Estarreja) em Abril de 2008, funções que exerce actualmente.

Fonte: Diário da República (adaptado)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

José dos Santos da Silva Azevedo, empresário (Manaus, Brasil)


José dos Santos da Silva Azevedo nasceu em 23 de Julho de 1933 em Albergaria-a-Velha, tendo emigrado, ainda bébé, com a sua família para Manaus (Brasil), onde reside desde 1934.

"Comecei bem cedo a minha luta e o objectivo era um só: tirar a minha avó [Maria Ferreira Bernardes] daquela vida sacrificada que era submetida para sustentar a mim e minha irmã. Ela lavava roupas todos os dias. Depois de engomá-las, mandava eu entregar a trouxa para o freguês. Cresci querendo tirá-la do serviço e consegui", recorda.

Jovem actor [contracenou no Teatro Amazonas, com o magistral e saudoso actor brasileiro Procópio Ferreira], técnico em electrónica e em contabilidade, começou a vida atrás do balcão no dia 6 de Fevereiro de 1946, numa pequena loja de componentes electrónicos e de conserto de aparelhos de rádio, localizada na rua Henrique Martins, bem próximo à sua antiga residência, hoje, a sede do grupo TV Lar.

Em pouco tempo, montou - em 1964 - a sua própria loja, especializando-se no comércio de componentes electrónicos e assistência técnica. E em 1967, com o surgimento da Zona Franca de Manaus, iniciou a importação de televisores e aparelhos electrónicos.

A empresa começou de forma pioneira, na década de 70, a importação de motores de popa, estabelecendo uma parceria com a Yamaha Motor que perdura até hoje. Ao comercializar produtos importados do Panamá, ofereceu como diferencial a garantia de manutenção aos produtos. "Vendíamos de tudo, desde rádios, ventiladores até geladeiras [frigoríficos]. O nosso lema era: a TV Lar vende, instala e dá garantia", conta José Azevedo.

Além de empresário, é consul honorário de Portugal, país do qual recebeu o título de Comendador, e dá a sua contribuição na Federação Amazonense do Comércio, no Sindicato do Comércio e na Associação Comercial do Amazonas.


Biografia

Numa análise sobre a sua vida, José Azevedo a resume em apenas duas palavras: trabalho e dedicação. A sua vida é exemplo para muitos e foi relatada em biografia da autoria do escritor Abrahim Base ("A saga de um imigrante Português").

Ao fazê-lo, Abrahim Baze quis mostrar que a vida do Comendador José dos Santos da Silva Azevedo poderá servir de exemplo às gerações futuras, como atestado eloquente de que os que se portarem com altivez, independência e dignidade, haverão de ter reconhecida a sua actuação e acabarão por serem premiados, pois as pessoas não valem só pelos privilégios de fortuna ou pelo poder de que eventualmente dispõem, mas também pelo trabalho que desenvolvem e pelos ideais que defendem em benefício da comunidade.

Fontes: Portal da Amazónia: Abrahim Baze, José Bernardo Cabral / TV lar / C.D.L. Manaus

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Padre Valdemar Magalhães Alves da Costa (1931-2009)

Filho de uma família numerosa, mas de raízes cristãs, nasceu na freguesia de Real, concelho de Braga, a 24 de Setembro de 1931, vindo depois para Aveiro onde fixou residência tal como toda a sua família [Era irmão do falecido padre Arménio].

Primeiro frequentou o Seminário da Arquidiocese de Braga. Terminados os estudos de Teologia no Seminário dos Olivais, em Lisboa, o Padre Valdemar é ordenado presbítero em 1 de Julho de 1956, na matriz de Albergaria-a-Velha. O ministério sacerdotal vai conduzi-lo aos Seminários de Santa Joana e de Calvão onde foi professor, Vice-Reitor e Reitor durante vinte anos. Foi também responsável dos escuteiros.

Assumiu as funções de pároco de Ponte de Vagos em 1974 e em 1975 viria para a Branca, no arciprestado de Albergaria-a-Velha, sucedendo no múnus pastoral ao falecido padre António Augusto Diogo. Durante alguns anos assumiu a responsabilidade pastoral de Ribeira de Fráguas. Foi igualmente professor, durante largos anos, da disciplina de Religião e Moral na Escola Secundária de Albergaria-a-Velha.

Alto, magro de postura erecta, fazia-se notar. Ao longo dos 34 anos em que foi responsável pela paróquida de S. Vicente da Branca foi um homem simples, zeloso, dinâmico e empreendedor, deixando obra feita.

Deve-se a ele o restauro e ampliação da Igreja Matriz, a ampliação do Salão Paroquial e a construção do Centro Social Paroquial, mas também da Capela de São Marcos, em Fradelos, onde trabalhava a par dos pedreiros e trolhas dando o exemplo de trabalho, simplicidade e dedicação.

Faleceu no passado dia 4 de Setembro, no Hospital de D. Pedro em Aveiro.

Fontes: Alírio Silva / Diocese de Aveiro (D. António Francisco dos Santos) / FNA-Esgueira

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pedro Martins Pereira, empresário

Pedro Manuel de Oliveira Martins Pereira nasceu em 15 de Janeiro de 1952, em Albergaria-a-Velha, tendo-se licenciado em 1977 em Engenharia Metalúrgica, pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Pedro Martins Pereira passou largos anos na fundição familiar - Fábricas
Metalúrgicas Alba - onde foi Chefe do Departamento de Fundição e, posteriormente, Director técnico até seguir o seu próprio caminho, primeiro como consultor industrial e depois lançando a sua própria empresa em 1988.

Em 1985 participou no 1º Projecto JEEP – Jovens Empresários de Elevado Potencial, criado e financiado pelo BPA-Banco Português o Atlântico a partir de uma ideia do Dr. Miguel Cadilhe, então Director do seu Gabinete de Estudos.

Fundou em 1988 a Larus-Artigos para Construção e Equipamentos, Lda., que se dedica ao projecto, fabrico e comercialização de mobiliário urbano.

Com a Larus, tem obtido diversos prémios a nível nacional e internacional, nomeadamente Prémio Nacional de Design de Mobiliário Metálico em 1991 e 1998-99.

Foi igualmente fundador e administrador da METAFALB que adquiriu, em 2003, as Fábricas Metalúrgicas ALBA, entretando desactivada em Albergaria-a-Velha, tendo fundado em Dezembro de 2008 a empresa ProjectoAlba (sociedade unipessoal), que visa recuperar a marca Alba e os seus produtos de catálogo.

Fontes: Notícias de Aveiro / CCT

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Virgílio Vasconcelos, Industrial (Esmoriz)

Virgílio Vasconcelos nasceu em 1938 em Albergaria-a-Velha. Não teve um berço de ouro. O pai fugiu para a Venezuela, deixando a mãe com três filhos pequenos nos braços.

Mas o seu jeito com as mãos e esperteza começaram logo a dar nas vistas na escola industrial. Aos 15 anos ganhou os prémios nacionais que distinguiam os melhores serralheiro artístico e torneiro mecânicos - e o qualificaram para concursos internacionais, que também venceu.

Foi desenhador e chefe de turno nos Amoníacos (Estarreja) e na ALBA, até que a tropa o chamou para Vendas Novas, de onde saiu sargento de artilharia e com guia de marcha para o GACA 3, perto de Espinho, onde conheceu e se apaixonou por Aida, com quem está casado há 44 anos.

A tropa uniu-os e separou-os, mas apenas provisoriamente. Ele fez o primeiro curso de Rangers e foi mobilizado para Angola, enquanto ela estudava secretariado de direcção em Guilford, Inglaterra.

Virgílio regressou da guerra, casaram-se, tiveram três filhos (André, Patrícia e João), mas como, para ele, "serem felizes para sempre" não contemplava trabalharem por conta de outrem, não descansou até montar o seu próprio negócio. Em 1977, com 39 anos, despediu-se e debutou como empresário a encher bisnagas de guaches e tubos de cola na garagem.

Aos poucos foi diversificando na produção de material escolar, começando a usar como matéria-prima a cortiça - ao fim e ao cabo estava no local onde bate o coração desta indústria.

Navegando à vista, ao sabor das oportunidades, comprou uma máquina de estampagem, que usou em T-shirts , mas não tardou até estar a estampar os logótipos da Taylors e da Corticeira Amorim em bases de cortiça para copos.

Foi quando se deu o clique. Virgílio achou por bem participar numa feira de artigos publicitários em Düsseldorf. A feira foi um sucesso estrondoso. Os clientes aguardavam em fila a vez de fazerem encomendas. Virgílio sabia que não tinha capacidade instalada para tanto pedido, mas aceitou-os todos. Comprou mais maquinaria, inventou uma maneira expedita de a desalfandegar a tempo de cumprir os prazos da enorme encomenda de bases de copos em cortiça com o logo do Deutsche Bank.

A Bi-Silque (em Esmoriz) foi crescendo ao sabor das necessidades de um mercado que recebeu bem os quadros de cortiça, para afixar recados e lembranças, que eles começaram a produzir. Em 1990, especializaram-se nos quadros. Primeiro só de cortiça, depois também de papel e de todos os materiais.

Em Esmoriz, a empresa detém duas unidades produtivas para os produtos de comunicação visual a operar em contínuo (tendo-se disponibilizado para receber funcionários que ficaram no desemprego devido ao encerramento da unidade da Yazaki de Gaia) e um armazém para os artigos da Hello Kitty.

A produção das fábricas deu origem a um volume de vendas de 42 milhões em 2008, sendo os restantes oito milhões de facturação consolidada oriundos da representação da marca Hello Kitty (empresa Bi-joy).

Este ano foi eleita a melhor PME de 2008, na categoria Madeira, Cortiça e Móveis, pela revista "Exame".

Fontes: DN / Ovar news / sapo / qmpresse / DN (Hello kitty)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Manuel Marques de Lemos (1863 - 1921)

Oriundo de uma antiga família de Albergaria-a-Velha - filho do reitor Manuel Pedro Ferreira e de Margarida Augusta Marques de Lemos - aqui nasceu e viveu sempre.

Depois do seu casamento com D. Hermínia Henriques de Castro, neta do célebre liberal Dr. José Henriques Ferreira, passou a residir na setecentista casa de Santo António pertencente à família da mulher.

Exerceu proficiente e dedicadamente a Medicina na vila e no Concelho, pois além de médico municipal foi-o ainda da Associação de Socorros Mútuos "A Operária Albergariense", da Fábrica do Caima, em Albergaria-a-Nova e da Companhia do Caminho de Ferro do Vale do Vouga.

Ainda estudante de Medicina, no Porto, tomou parte activa no grande movimento nacional contra a Inglaterra em consequência do "Ultimato", tendo-se distinguido particularmente, durante a grande manifestação anti-britânica que percorreu as principais ruas de Albergaria, pelos discursos inflamados que proferiu em desafrontamento da "Honra da Pátria".

Depois de ter sido vereador no regime monárquico, foi o primeiro Presidente da Câmara, após a implantação da República, ao fazer parte da Comissão Republicana Municipal nomeada pelo Governador Civil do Distrito, tendo tomado posse a 12 de Outubro de 1910.

Apesar da época de mudança, necessariamente conturbada, o seu curto mandato, de cerca de meio ano, foi moderado e a sua deliberação de rever a toponímia da Vila, apesar das radicais pressões políticas, fez-se, no cômputo geral, de forma criteriosa de modo que ainda se mantêm, na sua maior parte, os nomes dados então às ruas.

Foi ainda colaborador dos jornais locais, particularmente na sua juventude.

Faleceu na Casa de Santo António, em 31 de Agosto de 1921.

Fontes: António Homem Albuquerque de Pinho, Jornal de Albergaria e "Gente Ilustre em Albergaria" / Geneall

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

António Cunha, professor universitário (Suíça)

Natural de São João de Loure ("É uma terra mágica...porque é minha!"), António Cunha é Formado em Economia e Geografia, sendo professor universitário na Suíça onde dirige o Instituto de Geociências da Faculdade, em Lausanne.

Além de Docente na Faculdade é investigador, redactor de temas científicos e colaborador em jornais e revistas.

Ergue igualmente a bandeira do associativismo e bate-se pelos emigrantes – consagra meio dia por semana, ao Fórum dos Emigrantes, em Berna – lamentando-se não concretizar mais objectivos porque, socialmente, o peso da filiação partidária é maior que o peso da filiação associativa.

Apesar de ter mais anos de vivência helvética, refere com orgulho que:

"primeiro o meu coração bate por Portugal, totalmente, embora esteja aqui há mais de 35 anos, assumo a minha portugalidade. Até o meu filho de 24 anos, apesar da mãe ser suíça, diz-se português e sente-se portugalizado; embora eu pense que a identidade, que ele pensa revelar a todos, não seja a verdadeira. Ele é mais 'misturado'."

Fonte: “Pessoas”, António Pinheiro e Luz Neto (2005)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Martim Gonçalves Coelho (Séculos XVI - XVII)


O Professor Doutor Martim Gonçalves Coelho nasceu por volta de 1580, em Telhadela, Ribeira de Fráguas, filho de Martim Gonçalves e de sua mulher Maria Fernandes, naturais e moradores no referido lugar de Telhadela.

Matriculou-se em 16 de Outubro de 1597, na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, onde obteve o 1º Acto de Conclusões para Licenciado em Medicina a 16 de Fevereiro de 1605, Acto Régio em 7 de Julho de 1606, Exame Privado e Grau de Licenciado em 28 de Julho de 1606, concluindo Doutoramento em Medicina naquela faculdade em 30 de Julho de 1606.

Foi vereador da Câmara Municipal de Coimbra e Lente de Medicina na Universidade de Coimbra desde 1606. Publicou diversas obras sobre medicina (em destaque no III tomo da Biblioteca Lusitana): Tract. De Fontanellis, De Morbis repentinis ab anno 1626 ad 1637, Comment, super lib. Galmi quos quando purgare conveniat, Compendium locorum Hyppocratis & Galeni cum not, Comment. Sup. Fen. Primam Quarti Avicenae, entre outros estudos.

Casou com Dª Isabel de Almeida, natural de Ancião, sendo pais de D. Jorge de Santo Agostinho, nascido em Coimbra, que foi cónego regular no Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra.

Terá sido, muito provavelmente, o primeiro licenciado, doutorado e autor do concelho de Albergaria-a-Velha.

Fonte: Delfim Bismarck, Jornal de Albergaria nº 380 (adaptado)/ Books.google

Em algumas fontes é referido erradamente que Martim Gonçalves Coelho é natural de Ribeira de Frades:

segunda-feira, 29 de junho de 2009

António Henriques Ferreira (18-- - 1883)

Natural de Albergaria-a-Velha, foi, muito novo ainda, perseguido por pertencer a uma Família de Liberais, pois era irmão do Dr. José e de João Henriques Ferreira. O primeiro esteve exilado e foi depois deputado com a vitória do Liberalismo, enquanto o segundo foi enforcado como conspirador contra o absolutismo de D. Miguel.

António Henriques Ferreira foi o primeiro Administrador do novel concelho de Albergaria-a-Velha (1835) e voltou a sê-lo quando da sua reconstituição, após a derrota de Costa Cabral, pela extinção do de Paus (1846).

Foi nomeado em 1853 o 1º Director do Correio de Albergaria, cargo que desempenhou até 1881. Doou o terreno para a construção do cemitério, em 1871, cuja falta era preocupação antiga.

Durante a vida reuniu elementos para a história de Albergaria desde as Invasões Francesas até 1881, que se conservam num caderno manuscrito de notas históricas sobre Albergaria-a-Velha e que são elemento fundamental para o conhecimento do século XIX no Concelho.

Foi proprietário e principal modelador da Fábrica de Olaria da Biscaia, em Assilhó, onde modelou alguns excelentes bustos, entre 1844 e 1847, com destaque para o do Rei D. Pedro IV.

Faleceu em 1883, na sua casa da Travessa, hoje Rua José Henriques, não tendo deixado descendentes directos.

Fonte: António Homem de Albuquerque Pinho, “Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha”