terça-feira, 10 de julho de 2018
Metalusa - Fabrico e comercialização de soluções para a construção
A origem da Metalusa remonta aos anos 60 quando Fernando Abreu funda as Manufacturas Abreu (actual Cutbrick Tools), mas é, no início dos anos noventa, que é fundada a Metalo-Ibérica, sob a liderança de Alberto Cravo (genro de Fernando Abreu), que se irá dedicar ao fabrico e comercialização de equipamentos que visam promover a segurança e a produtividade nos trabalhos de construção civil e industria, nomeadamente andaimes multidimensionais, plataformas suspensas e estruturas especiais de engenharia.
A estratégia de crescimento da Metalusa foi orientada pela criação de filiais em países como Espanha (Metalo Ibérica SLU), França (Metalofrace), Marrocos (Patrimetal Maroc), Angola (Betadata), Moçambique (Axial), Chile (Sepco) e Reino Unido (Umetal UK). O mercado externo representa 85% da facturação da empresa e a presença da Metalusa nesses países surgiu como uma solução de recurso para combater a situação de crise, depois de, em 2008, terem visto a facturação descer 45%.
Em 2009 ocorre a cisão da Metalo-Ibérica, S.A. e incorporação dos seus activos produtivos na sociedade Metalusa, S.A. A partir deste momento a Metalusa fabrica os equipamentos e a Metalo-Ibérica S.A. cornercializa os mesmos equipamentos em Portugal e Espanha.
É igualmente efectuada a consolidação de todas as actividades desenvolvidas num Grupo Económico designado por "Grupo Patrilar, organizado em três áreas de actividade distintas: equipamentos, construção modular (Teketo e Modiko, ambas com sede em Aradas, Aveiro) e gestão imobiliária (Patrilar Imobiliária).
A Metalusa vence em 2011 o "Prémio Exportação e Internacionalização“ atribuído pelo jornal de Negócios e Banco BES.
O Grupo Patrilar iniciou em 2015 uma nova área de negócios de Produção Vinícola, na região da Bairrada, com a criação da PositiveWine e da Quatro Cravos.
Na época 2017-2018 a Metalusa patrocinou a equipa de ciclismo LA Alumínios-Metalusa-BlackJack liderada pelo albergariense Edgar Pinto.
O volume global de negócios do Grupo Patrilar atingiu em 2017 os 22 milhões de euros nas quatro áreas de negócios (Equipamentos. Construção Modular, Gestão Imobiliária e Produção Vinícola).
Fontes: Grupo Patrilar / Metaloibérica / Norgarante
quarta-feira, 20 de junho de 2018
Centro de Actividades Populares de Alquerubim (CAPA)
O C.A.P.A – Centro de Actividades Populares de Alquerubim tem como objectivo a promoção desportiva, cultural e recreativa da população da freguesia de Alquerubim.
Fundado em 15 de Junho de 1975, só em 20 de Dezembro de 1983 se tornou numa associação legalmente constituída, por escritura lavrada no Cartório Notarial de Albergaria-a-Velha, tendo-se dedicado ao atletismo, ténis de mesa, teatro, jornalismo, música e, nos últimos anos, essencialmente ao futebol.
Embora o seu historial seja modesto, tem participado e organizado em diversos campeonatos e torneios, onde já obteve classificações de realce, nomeadamente nos campeonatos distritais de atletismo do INATEL.
Na época de 1985/1986, filiou-se na Associação de Futebol de Aveiro, tendo participado no Campeonato Distrital de Juvenis e, na época seguinte, para além deste campeonato, participou pela primeira vez, com a equipa sénior, no Campeonato Distrital da III Divisão. Nas épocas seguintes, para além da sua equipa sénior, tem participado nos campeonatos de juvenis e juniores.
Em 26 de Junho de 1990, obteve o diploma de Instituição de Utilidade Pública, cujo despacho foi publicado no Diário da República n.º 145 – II Série.
O ponto alto de participação nos campeonatos distritais, em futebol, da Associação de Futebol de Aveiro é na época de 2000/2001, com a disputa do Campeonato Distrital da Divisão de Honra.
Na época de 2013/2014, sagrou-se vice-campeão distrital, em futsal, na categoria de Infantis da Associação de Futebol de Aveiro e ainda nesta categoria foi vencedor da Taça Distrital e finalista vencido na Supertaça Distrital.
Tem promovido diversos torneios e iniciativas em diversas modalidades: BTT, Trails/Caminhadas, 12 horas de Futsal ou Torneio de Futebol Luís Vasconcelos.
Luís Vasconcelos ou simplesmente o Gouveia, como jogador foi guarda-redes das equipas do Belenenses, Académica e Beira-Mar e como treinador treinou, entre outras equipas, o G.D. Beira-Vouga, o C.F. "Os Azuis do Fial" e naturalmente o CAPA.
Fontes: J.F.alquerubim (adaptado) / facebook / blog
domingo, 10 de junho de 2018
Fernando Corujo Pinto Perfeito, comerciante e dirigente associativo em Lisboa
Fernando Corujo Pinto Perfeito, filho de Manuel Pinto Perfeito e de Maria da Conceição Corujo, nasceu em 21 de Outubro de 1934 no então lugar da Branca, Albergaria-a-Velha.
Vive desde 1945 em Lisboa no Bairro da Encarnação, na freguesia dos Olivais, sendo dono da loja mais antiga do Bairro da Encarnação, que se dedica ao comércio de electrodomésticos e material eléctrico.
Já fez um pouco de tudo no movimento associativo. Tornou-se seccionista ainda menor, tanto que o seu pai até teve de assinar uma autorização especial, sancionada pelo Governo Civil.
Foi um dos "homens-fortes" da ADCEO [Associação Desportiva e Cultural da Encarnação e Olivais], deu muito ao Desporto, mas também à Cultura e associativismo lúdico, bem como, numa fase posterior, ao empresarial.
O Campo Fernando Perfeito, no Bairro da Encarnação, em Lisboa, assim baptizado em reconhecimento do seu empenho e dedicação, foi inaugurado em 23 de Junho de 2004.
Foi Presidente da Assembleia geral da Associação dos Comerciantes de Adornos e Utilidades do Distrito de Lisboa e foi homenageado recentemente pela União de Associações do Comércio e Serviços (UACS).
A distinção foi dupla: Fernando Perfeito recebeu o Emblema de Ouro pelos 50 anos de filiação na UACS e teve ainda o privilégio de ver o seu nome atribuído à Sala do Arquivo Histórico, uma honra justificada pelos mais de 20 anos como dirigente nas associações integradas e na própria UACS.
Fernando Perfeito recebeu igualmente a Medalha de Mérito Olivalense em 2016.
Mais informações: UACS / Expresso do Oriente / Facebook / Portal do Electrodoméstico
domingo, 20 de maio de 2018
Muncípio de Albergaria-a-Velha disponibiliza Serviço de Bilcicletas Gratuitas
A Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha inaugurou, no dia 10 de maio, um sistema de bicicletas partilhadas, de utilização gratuita, no centro da cidade. O novo serviço integra o MOB.A – Mobilidade Operação Bicicleta de Albergaria-a-Velha, um projecto que visa potenciar uma cultura diferente de mobilidade sustentável e que é desenvolvido em parceria com a Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha e Valmaior.
Com o sistema de partilha de bicicletas, o Município quer promover a utilização deste meio de transporte nas pequenas deslocações, contribuindo para a diminuição da poluição no centro urbano e o aumento da saúde e qualidade de vida dos munícipes, através da prática de exercício físico.
As bicicletas MOB.A, num total de 30, estão já disponíveis numa bOx própria, junto à Piscina Municipal de Albergaria-a-Velha. Podem ser utilizadas, de forma gratuita, por cidadãos maiores de idade, sendo apenas necessário fazer um registo no local e entregar um termo de responsabilidade. Os menores de idade só podem levantar uma bicicleta quando devidamente autorizados pelo seu representante legal.
A utilização das bicicletas está sujeita a um período máximo de quatro horas, salvo quando solicitado por escrito à Câmara Municipal e devidamente autorizado. O levantamento e entrega só podem decorrer durante o horário de abertura da bOx, que é o seguinte: segunda a sexta (excepto feriados), das 9h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00; sábado, das 9h00 às 13h00 e das 15h00 às 18h00; e domingo, das 9h00 às 13h00.
O sistema de bicicletas partilhadas é o terceiro e último vetor do projeto MOB.A, que arrancou no verão de 2017, com a criação dos “Patrulheiros”, um grupo de jovens voluntários que se deslocam pelo território, sobre duas rodas, reportando ocorrências nas áreas florestais e auxiliando os peregrinos do Caminho de Santiago e de Fátima na sua passagem pelo Concelho.
No Dia Mundial da Bicicleta, que decorreu a 19 de abril, foi apresentado o segundo vector, designado POP – Programa Operacional Pedalar, que visa ensinar as crianças dos jardins-de-infância e 1.º Ciclo a utilizarem, com segurança, a bicicleta. Na primeira actividade prática, que decorreu na Escola Básica de Albergaria-a-Velha, participaram cerca de 100 crianças.
Fonte: CMAAV (adaptado)
quinta-feira, 10 de maio de 2018
Pastel de Albergaria
O pastel de Albergaria, desenvolvido pela equipa criativa de pasteleiros da Confeitaria Framboesa, é composto por um recheio de ovos, amêndoa, açúcar e chila, tem uma textura macia e é envolvido numa massa tipo filó em formato de embrulho.
Foi esta particularidade que serviu de mote para a criação do seu nome: albergaria significa lugar onde alguém se alberga, da mesma forma que o pastel alberga o seu recheio.
Também a embalagem quis servir de montra da cidade ao ilustrar espaços emblemáticos como o Castelo da Boa Vista e a Biblioteca Municipal, a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, a Roseta e o Cruzeiro da Nossa Senhora do Socorro, a Capela de S. Sebastião, a Igreja Matriz, a Capela de Santa Cruz e o Cineteatro Alba.
Uma particularidade que confere um valor cultural a um produto regional e visa a promoção do turismo, uma vez que se trata de um local conhecido por acolher peregrinos dos caminhos de Santiago.
A marca Framboesa proporciona a todos os que visitam a cidade provar a iguaria ou levar consigo um pouco de Albergaria-a-Velha, seja para partilhar aqui ou noutro local.
Fonte: Litoral Magazine (adaptado)
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sexta-feira, 20 de abril de 2018
Inauguração do novo Mercado Municipal
Foi inaugurado no passado dia 14 de Abril o novo Mercado Municipal, agora denominado "A Praça". A obra contemplou um investimento de cerca de um milhão e setecentos mil euros, e teve financiamento dos fundos comunitários, através do Programa Operacional Centro 2020.
“É uma das obras mais aguardadas da população, que vai criar uma nova centralidade na cidade e potenciar a visita de pessoas de fora do Concelho”, afirma António Loureiro, Presidente da Câmara Municipal. “Será um espaço de referência, que vai de encontro às novas exigências, um local de convívio e de promoção do comércio tradicional e dos produtos endógenos, valorizando o contacto mais directo entre o produtor e o consumidor.”
O autarca acredita que A Praça tem todas as características para atrair um público mais jovem, enquanto mantém os clientes mais fiéis, não só através de novas áreas comercias e de restauração, mas também pela dinamização de actividades culturais e lúdica.
O projecto de requalificação foi realizado pelo arquitecto Luís Tavares Pereira, do gabinete "[A] ainda arquitectura", e respeita o projecto original do arquitecto Jorge Gigante, datado do princípio da década de 1970. Todo o recinto está coberto por uma estrutura metálica com iluminação natural proveniente de aberturas na cobertura e de uma extensa parede de vidro virada a sul. O projecto inclui soluções que melhoram a eficiência energética do equipamento e existem diversos pontos de acesso para pessoas com mobilidade reduzida e um cais de cargas e descargas.
Existem, ainda, dois espaços de restauração, um estabelecimento de bebidas, quatro lojas de comércio/serviços e nove bancas com abertura para a praça central, que vão vender gelados, crepes, chocolates, chás, conservas, compotas e outros produtos afins.
A praça central pretende ser um espaço de convívio, com actividades culturais, espaço de alimentação e área infantil. Um gabinete de atendimento, que não existia no antigo mercado, completa o recinto, que tem ligação à feira bissemanal que se realiza ao lado.
O mercado interior vai funcionar todas as quartas e sábados, das 8h00 às 13h00. A praça central, por seu lado, estará aberta toda a semana, com dois horários distintos. A zona de restauração funcionará das 8h00 às 2h00 e as bancas viradas para a praça central, das 8h00 às 22h00. As lojas abertas para a Rua 1.º de Maio continuarão a fazer o horário habitual do comércio.
Fontes/Mais informações: CMAAV / Novos Arruamentos
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terça-feira, 10 de abril de 2018
Manuel Francisco Arede (1920-2016)
Manuel Francisco Arede nasceu em 30 de Abril de 1920 em Albergaria-a-Velha. Cedo se tornou ferroviário da C.P., indo residir para Silvalde, Espinho, de onde reformou.
Emigrou em Junho de 1961, para Paris, sendo mais tarde indicado pelo Embaixador de Portugal em Paris, Dr. António Coimbra Martins (posteriormente Ministro da Cultura), para organizar o Cemitério Português na Flandres no seguimento das comemorações do aniversário da morte do general Charles de Gaulle.
Foi então o grande incentivador das primeiras Comemorações da Batalha de La Lys, em 1978, e da organização do Cemitério Português de Richebourg-La-Voué, e do monumento aos soldados portugueses erigido em La Couture, na Flandres, em 1982, o que o levou a ser agraciado com as seguintes condecorações e louvores:
- Grau de Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique, atribuído em 16 de Agosto de 1983 pelo Presidente da República, General Ramalho Eanes, composto de duas medalhas, “por haver prestado serviços relevantes no estrangeiro, serviços de expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, sua história e seus valores”.
- Medalha da Liga dos Combatentes da Grande Guerra;
- Medalha da Câmara Municipal de Lille (França);
- Louvor do Estado Maior do Exército Português,
- Louvor da Família do General Charles de Gaulle.
Foi candidato à Assembleia Municipal pelo PSN (Partido da Solidariedade Nacional), conhecido como Partido dos Reformados, em 1993.
Havia regressado a Portugal em 1980, indo residir para o lugar de Açores, Valmaior, terra natal de sua mulher. Depois de viúvo, transferiu residência para Albergaria-a-Velha, onde faleceu em Novembro de 2016.
Fonte: Dr. Delfim Bismarck em grupo do Facebook "Famílias de Albergaria" (adaptado)
Mais informações: Novos Arruamentos
terça-feira, 20 de março de 2018
"Jornal de Albergaria" - 3ª série (15-03-2018)
Foi com alguma surpresa que tomámos conhecimento (após um hiato de 7 anos) do relançamento do "Jornal de Albergaria" agora na sua 3ª série. Tem periodicidade quinzenal e o director é Paulo Simões, sendo Solange Ferreira a chefe de redacção.
No editorial, Paulo Simões afirma que "A aproximação com a população é uma condição e a busca da verdade é o nosso lema".
Tem vários pontos de interesse incluindo dois pequenos artigos que destacamos, um do Dr. Mário Jorge (que foi o único director do jornal na 2ª série que durou de 1993 a 2011), com o título "Faz sentido um novo Jornal de Albergaria ?", e outro do Padre Querubim Silva com o título "De Pé!".
Actualmente existem no concelho dois jornais regionais: o Correio de Albergaria e o Beira-Vouga, este último dividido entre o nosso concelho e o de Sever de Vouga.
sábado, 10 de março de 2018
Luís Sequeira e as memórias de sua mãe, Maria Zita, e de São João de Loure
Luís Manuel da Cruz Sequeira nasceu há 53 anos em Toronto, no Canadá, mas tem dupla nacionalidade e um grande orgulho nas suas origens portuguesas.
Vem a Portugal “pelo menos duas vezes por ano” e é em S. João de Loure que se instala para depois visitar cidades como “Porto, Espinho ou Lisboa”.
Candidato aos Óscares, os principais prémios de cinema do mundo, aos BAFTA, entregues pela academia britânica de cinema e vencedor de um "Costume Designers Guild Award" (na categoria de "Excelência em Filme de Época"), prémio atribuído pelo sindicato dos figurinistas dos EUA. E todas estas distinções são referentes ao trabalho feito por Luís Sequeira no filme do realizador mexicano Guillermo del Toro, "The Shape of Water" - traduzido para "A forma da água", em português.
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| Luís Sequeira à esquerda na foto aquando da celebração do Oscar para melhor filme |
"A forma da água" não ganhou o Oscar para melhor guarda-roupa, mas o filme de Guillermo del Toro, que era um dos favoritos aos prémios da academia de Hollywood, com um total de 13 nomeações, venceu em quatro categorias, incluindo as mais importantes de melhor filme e melhor realização.
A carreira de Luís Sequeira enquanto designer de Guarda-Roupa (Costume Designer) inclui séries de televisão como: "Code Name: Eternity", "Being Erica" ou "The Strain". No cinema assinou o figurino de obras como o filme juvenil "Charlie Bartlett" (2007) ou, mais recentemente, de dois filmes de terror: "Carrie" (2013), com Chloë Grace Moretz e Julianne Moore, e "Mamã" (2013), com Jessica Chastain.
Influência da Mãe
A mãe, Maria da Cruz Sequeira (conhecida por Maria Zita), nasceu no Estoril e apenas viveu quatro anos em São João de Loure, de onde são originais os avós de Luís Sequeira.
Quando era criança, Luís Sequeira costumava brincar aos pés da mãe enquanto ela costurava. Divertia-se com os tecidos, botões ou dedais. Apesar de trabalhar num hospital em Toronto, no Canadá, a mãe continuava a fazer roupa, relembrando os tempos em que tinha meia dúzia de mulheres às suas ordens num atelier em Lisboa. Ainda hoje, Luís Sequeira guarda os catálogos com os vestidos de noiva criados por ela, nos anos 50, na capital portuguesa.
"A minha mãe era uma senhora muito bonita, tinha uma grande paixão pela moda e também pelo cinema". "Queria que eu escolhesse uma profissão que desse dinheiro, em vez de ir para a área artística. Mas a minha escolha deu resultado...".
"Dizer que a carreira dela não me influenciou seria mentira, uma vez que as minhas primeiras lembranças são de estar a brincar com os pés enquanto a minha mãe pedalava na sua velha máquina de costura. Depois, um pouco mais tarde, comecei a mexer nas caixas de contas e misturava tudo. Não era muito útil. A minha mãe teve uma grande influência em mim e admiro-a muito. Uma mãe solteira da década de 60, a viver sozinha num país estrangeiro, a criar-me sozinha. Sempre foi uma mulher valente e honrada". "(...) pode parecer um cliché, mas aprendi com ela a não desistir".
Memórias de São João Loure
“Tenho muito boas memórias dos tempos em que íamos a Portugal quando era garoto. Os meus avós maternos viviam numa casinha em São João de Loure [Albergaria-a-Velha]”, recorda. “Ainda tenho essa casa e adoro ir lá”.
"A primeira recordação que guardo de S. João de Loure é estar deitado num ramo de eucalipto com a minha avó a arrastar-me pela aldeia. Lembro-me muito bem do sol nos olhos e daquele cheiro do eucalipto."
"Bem, já vou parecer um velhote… mas nessa altura não havia muitos carros na aldeia havia mais bois e vacas, mas tenho muitas saudades desse tempo".
"Lembro-me que, na altura, era uma aldeia que me dava muito medo à noite. Era muito sossegada, eu vinha de uma cidade grande e à noite não se via ali ninguém. Só se viam as luzinhas nas portas e aquilo dava-me pesadelos".
Fontes/Mais informações: Diário de Aveiro / Visão (1)(2) / Aveiro.co / Notícias Magazine / Expresso / Elle / Facebook
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| Obituário em Legacy.com |
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| Luís Sequeira na Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha |
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| São João de Loure 19-04-2018 |
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| Alvará para renovação da Casa de São João de Loure |
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S.João de Loure
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
Vicente Rodrigues Faca, comerciante e autarca (1864-1937)
Vicente Rodrigues Faca nasceu em Alquerubim em 8 de Outubro de 1864. Casou em Albergaria-a-Velha com D. Isaura da Silva Vidal. Residiram em Alquerubim, antes de emigrarem em 1899 para a Cutumbela, Benguela, Angola, de onde regressaram definitivamente, depois de 1904, instalando-se em Albergaria-a-Velha.
Foi proprietário da Pensão Faca e depois fundador e proprietário do Hotel Vouga (inaugurado em 15 de Setembro de 1910 no Largo do Chafariz), com restaurante, café e bilhar. E teve igualmente um armazém de calçado na Praça Ferreira Tavares.
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| Hotel Vouga |
Casou em Albergaria-a-Velha com D. Isaura da Silva Vidal. Residiram em Alquerubim, antes de emigrarem em 1899 para a Cutumbela, Benguela, Angola, de onde regressaram definitivamente, depois de 1904, instalando-se em Albergaria-a-Velha.
Faleceu em 3 de Agosto de 1937 na Praça Comendador Ferreira Tavares em Albergaria-a-Velha.
Fonte: "Albergaria-a-Velha 1910-da Monarquia à República" de Delfim Bismarck Ferreira e Rafael Vigário (adaptado)
sábado, 10 de fevereiro de 2018
Obras de Manuel Henrique Pinto (1853-1912) sobre Angeja e o Rio Vouga
Manuel Henrique Pinto e José Malhoa são dois pintores do primeiro naturalismo português, um menos conhecido e outro mais conhecido, os quais desenvolveram uma estreita amizade e companheirismo, que se manifesta nas suas obras.
Conheceram-se na Academia de Belas-Artes de Lisboa, tendo ambos pertencido e exposto na Sociedade Promotora de Belas-Artes, com o “Grupo do Leão”, no Grémio Artístico, na Sociedade Nacional de Belas-Artes e em diversos certames internacionais.
Durante o ano de 1883 viajaram entre Aveiro e Figueiró dos Vinhos (a convite do escultor Simões de Almeida) onde pintaram diversos quadros a óleo.
"Henrique Pinto e Malhoa terão ido juntos até Figueiró no tal Verão de 1883, no seguimento de uma longa jornada pelo Vale do Vouga, possivelmente já no regresso a Lisboa, e sabemos que a convite ou por indicação de José Simões d’Almeida Júnior, antigo professor de ambos"
"Esta ligação entre os dois pintores, irá perdurar até ao fim da vida de Pinto, trabalhando frequentemente em conjunto, com uma afinidade e proximidade de temas e imagens, demasiado evidente para ser ignorada."
Obras de José Malhoa
34 - “O Vouga em Angeja”, 36 - “O Cojo em Aveiro”, 41 - “No Cojo (Aveiro)", 47 - "Margens do Vouga" e 48 - “O Vouga próximo a Angeja” são alguns desses quadros.
Mais informações sobre "O Vouga em Angeja" de José Malhoa.
Obras de Manuel Henrique Pinto
Os Catálogos das Exposições de Arte Moderna do Grupo do Leão incluem reproduções (em fac-simile) de dois quadros de Manuel Henrique Pinto:
61 - "Margens do Vouga" e 62 - “O Vouga próximo a Angeja”
Fontes/Mais informações: Catálogos Ilustrados das Exposições de Arte Moderna do Grupo Leão / Blog "Lisboa e o Tejo" / Página do Facebook sobre Manuel Henrique Pinto / Nuno Saldanha (Livro "José Malhoa - Tradição e Modernidade" e Tese) / Aires B. Henriques (1-Blog "O Ribeiro de Pera") (2 - O Figueiroense) / Luís Borges da Gama (neto de M.H. Pinto) / wikipedia / Conferência Profª Dra Sandra Leandro / "Dei o teu nome às estrelas" (livro de Rui Conceição Silva sobre a chegada dos pintores a Figueiró dos Vinhos) / Provocando uma teima / Tese de António Trinidad Munoz / Flickr
Imagem de "O Vouga em Angeja" gentilmente cedida por Manuel de Bragança (editora Scribe)
Conheceram-se na Academia de Belas-Artes de Lisboa, tendo ambos pertencido e exposto na Sociedade Promotora de Belas-Artes, com o “Grupo do Leão”, no Grémio Artístico, na Sociedade Nacional de Belas-Artes e em diversos certames internacionais.
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| Quadro de Columbano Bordalo Pinheiro retratando o Grupo do Leão |
Durante o ano de 1883 viajaram entre Aveiro e Figueiró dos Vinhos (a convite do escultor Simões de Almeida) onde pintaram diversos quadros a óleo.
"Henrique Pinto e Malhoa terão ido juntos até Figueiró no tal Verão de 1883, no seguimento de uma longa jornada pelo Vale do Vouga, possivelmente já no regresso a Lisboa, e sabemos que a convite ou por indicação de José Simões d’Almeida Júnior, antigo professor de ambos"
"Esta ligação entre os dois pintores, irá perdurar até ao fim da vida de Pinto, trabalhando frequentemente em conjunto, com uma afinidade e proximidade de temas e imagens, demasiado evidente para ser ignorada."
Obras de José Malhoa
34 - “O Vouga em Angeja”, 36 - “O Cojo em Aveiro”, 41 - “No Cojo (Aveiro)", 47 - "Margens do Vouga" e 48 - “O Vouga próximo a Angeja” são alguns desses quadros.
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| "O Vouga em Angeja" de José Malhoa |
Obras de Manuel Henrique Pinto
Os Catálogos das Exposições de Arte Moderna do Grupo do Leão incluem reproduções (em fac-simile) de dois quadros de Manuel Henrique Pinto:
61 - "Margens do Vouga" e 62 - “O Vouga próximo a Angeja”
Fontes/Mais informações: Catálogos Ilustrados das Exposições de Arte Moderna do Grupo Leão / Blog "Lisboa e o Tejo" / Página do Facebook sobre Manuel Henrique Pinto / Nuno Saldanha (Livro "José Malhoa - Tradição e Modernidade" e Tese) / Aires B. Henriques (1-Blog "O Ribeiro de Pera") (2 - O Figueiroense) / Luís Borges da Gama (neto de M.H. Pinto) / wikipedia / Conferência Profª Dra Sandra Leandro / "Dei o teu nome às estrelas" (livro de Rui Conceição Silva sobre a chegada dos pintores a Figueiró dos Vinhos) / Provocando uma teima / Tese de António Trinidad Munoz / Flickr
Imagem de "O Vouga em Angeja" gentilmente cedida por Manuel de Bragança (editora Scribe)
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| Obras de José Malhoa |
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| Obras de Manuel Henrique Pinto |
sábado, 20 de janeiro de 2018
Habitação social em Albergaria-a-Velha
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| Bairro das Lameirinhas |
A autarquia albergariense era proprietária de 70 fogos de habitação social, todos na freguesia de Albergaria-a-Velha e Valmaior, e mais cinco em Alquerubim, no complexo de Quinta D’Alque, que estão atribuídos em regime de renda apoiada.
No Bairro das Lameirinhas, o maior conjunto de habitação social do concelho de Albergaria-a-Velha, situado no centro da Cidade, um apartamento no rés do chão, T3, foi requalificado e passou a dispor de uma rampa de acesso para pessoas com mobilidade reduzida e uma casa de banho com as mesmas condições. Um outro apartamento de tipologia T3 foi alvo de reparações, que consistiram em pinturas gerais, substituição de pisos, substituição de circuitos eléctricos e equipamentos de casa de banho e cozinha. A Câmara Municipal é proprietária de 32 fogos no Bairro das Lameirinhas, que é constituído por 88 de tipologias T1 a T4 duplex.
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| Bairro Napoleão (Alto da Assilhó) |
O Bairro das Lameirinhas é um conjunto habitacional construído pelo antigo Fundo de Fomento de Habitação, que passou para o município Albergariense em 2003. Os restantes fogos de habitação social da Câmara Municipal, na Rua Eugénio Ribeiro, na Rua das Flores, no lugar dos Açores e o Bairro Napoleão são os fogos do designado “Legado Napoleão”. Trata-se de Napoleão Luiz Ferreira Leão, um benemérito albergariense a viver em Moçambique, que doou à autarquia, em 1922, um fundo para construção de casas de Habitação Social.
Fonte: Região de Águeda (adaptado); Imagens: Google maps
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Património,
Património em Risco / Desaparecido,
Solidariedade
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
Misericórdia de Albergaria-a-Velha
Fundada em 1923, a Irmandade da Misericórdia de Albergaria-a-Velha passou a gerir na década de 1930 o Hospital de Albergaria-a-Velha localizado em Assilhó, na então vila e freguesia de Albergaria-a-Velha, o qual mais tarde seria demolido.
Em 1947 a Misericórdia, tendo como Provedor o Comendador Augusto Martins Pereira e com a ajuda de muitos benfeitores, construiu a “Cozinha e Sopa dos Pobres” - inaugurada em 18 de Abril de 1948.
Em 21 de Junho de 1948 teve inicio a construção do novo Hospital, no mesmo local do velho Hospital que entrou em funcionamento em 1951, tendo sido somente inaugurado a 3 de Maio de 1953.
Em 1954, ainda no mandato do Comendador Augusto Martins Pereira, ficou concluída a primeira fase da construção de um Bairro de 26 moradias para as classes mais pobres, comparticipadas pelo Estado e subsidiadas pelo Legado Napoleão. Em Janeiro de 1957 estavam já concluídas e ocupadas as 50 casas. Actualmente restam apenas 8 habitações em posse da Misericórdia.
Em 1974 o Hospital foi intervencionado pelo Estado, pelo que a Instituição esteve sem actividade até 1989, data em que deram entrada os primeiros utentes para o Lar de Terceira Idade, entretanto construído nas traseiras do Hospital, que entretanto fora desactivado, sendo nessa altura Provedor António Augusto Martins Pereira (neto do Comendador).
No sentido de dar resposta à população, a Misericórdia construiu o Serviço de Medicina Física e de Reabilitação inaugurado em Setembro de 2004.
A 15 de Março de 2011, com a comparticipação do PARES foi inaugurado um novo Lar com as seguintes respostas sociais: Lar, SAD (Serviço de Apoio Domiciliário) e Centro de Dia.
Actualmente a Misericórdia ocupa todo o edifício hospitalar, dispondo de dois Lares de Terceira Idade (com capacidade total de 112 utentes), Serviço de Apoio Domiciliário (com capacidade de 75 utentes), Centro de Dia (com capacidade de 30 utentes) e Serviço de Medicina Física e de Reabilitação.
Fontes: Misericórdia de Albergaria-a-Velha (adaptado) / CMAAV
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