Mostrar mensagens com a etiqueta Agricultura / Comércio / Serviços. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Agricultura / Comércio / Serviços. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Correios e telégrafos (século XIX)


Serviços de correio

Os primeiros serviços surgiram em 1830, tendo sido nomeado um correio-assistente que distribuía e recebia para expedir a correspondência em sua casa.

Em 1834, havia já um abridor, que recebia, carimbava e distribuía as cartas na sua loja, situada em frente ao Hospital.

No ano seguinte, tomou conta da casa e da avença do correio António A. Henriques Ferreira, o qual em 1853, com a entrada em circulação dos primeiros selos postais, com a efígie da Rainha D. Maria II, foi nomeado Director do Correio.

"Modus operandi"

Até esta data as cartas daqui saídas levavam a indicação da origem num carimbo "ALBERG. V. " e a quantia manuscrita do porte. Depois, os selos tinham aposto um carimbo de vinte barras juntas, com o nº79. Com a segunda Reforma Postal, de 1870, a Albergaria foi atribuído o nº80.

Em 1880, foi aqui criada a estação telégrafo-postal e o carimbo passou a ser redondo, com dois círculos concêntricos e , entre eles, em cima, a designação CORRºETELº [Correios e Telégrafos], e, em baixo, o nome da nossa terra apenas designada por ALBERGARIA. E manteve-se assim até meados do século XX.

Meios de transporte da correspondência

A correspondência era inicialmente transportada no dorso de muares [mulas e burros], com os inconvenientes que se podem imaginar.

Em meados dos anos cinquenta do século XIX começou a usar-se o serviço de mala posta.

Em 1864, a ligação ferroviária de Lisboa a Gaia deu rapidez e comodidade aos transportes. A correspondência saída ou chegada a Albergaria-a-Velha, passou a usar a estação de Estarreja.

Assim foi possível receber cartas e jornais de Lisboa, Coimbra e Porto a Albergaria em vinte e quatro horas bem como a expedição de cartas e jornais também de lá, o que representava uma notável melhoria.

A correspondência para o interior continuou a utilizar a diligência (Companhia de Omnibus) e os carreteiros e recoveiros.

Fonte: Dr. António Homem de Albuquerque Pinho (em Albergariacriativa) (adaptado, n/ intertítulos)

Imagem: Sobrescrito circulado de Albergaria-a-Velha (27.06.1895) para Vale Maior

Mais informações (selos): Novos Arruamentos

terça-feira, 27 de abril de 2010

Estalagem dos Padres (II)

Portugal Illustrated - Reverendo W. M. Kinsey (1829)

O Reverendo William Morgan Kinsey percorreu Portugal na primeira metade do século XIX, tendo ficado alojado na Estalagem dos Padres de Albergaria-a-Velha, conforme descreve no seu livro de viagens "Portugal Illustrated":

"Albergaria-a-Velha, onde existe uma boa estalagem dirigida por dois padres, com a assistência, ou melhor, sob o domínio, de sua irmã.

Um dos respeitáveis eclesiásticos é um entusiasta pela música e, muitas vezes, mitiga as horas de tédio do cansado viajante com a suave música da sua guitarra... e, se devidamente lisonjeado, pode acompanhar com uma modinha de sua lavra"...



"Roteiro do Viajante no Continente e nos Caminhos de Ferro de Portugal em 1865" de João António Peres Abreu

"Modernamente adquiriu Albergaria uma outra celebridade, e que por alguns annos fará recordar a muita gente os tempos passados, porque era alli que existia a célebre estalagem dos padres"

"Diccionário Chorographico" de J. A. de Almeida

J. A. de Almeida fala da estalagem dos padres como de coisa muito notável.

"Chorographia Moderna do Reino de Portugal", de João Maria Baptista (1875)

João Maria Baptista, coronel de artilharia reformado, também faz uma referência, ainda que menos elogiosa, à estalagem na sua obra "Chorographia Moderna do Reino de Portugal", de 1875:

"O ‘Diccionário Chorographico’ (D.C.) fala da estalagem dos padres de Albergaria-a-Velha como de coisa muito notável. Também ali estive em 1859 e 1861 e não sei as razões que teve Almeida para Ihe dar epíteto de famigerada. Era nesse tempo uma hospedaria decente e cómoda. Nada mais."

Fonte: Google books

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Estalagem dos Padres (I)

A “Estalagem dos Padres” ou “Hospedaria dos Curas” situava-se na Rua de Santo António (antiga Estrada Real) e terá sido mandada edificar, no início do século XIX, pelos irmãos Padre Manuel Gonçalves e Padre José Bernardino Gonçalves, os quais foram, durante largos anos, Curas e Encomendados (Párocos e Coadjuvantes) na freguesia de Santa Cruz de Albergaria-a-Velha.

Esta estalagem acolheu ao longo dos anos inúmeros viajantes que pela Estrada Real passavam, como foi o caso do Marquês de Alorna e de Fronteira, e sua comitiva, no início de 1841.

Em 1855, quando a cólera-morbus atacou mais de 25 % da população do nosso concelho, um dos três pontos de socorros médicos foi instalado na “Estalagem dos Padres”, onde medicava o Dr. José dos Santos Sousa.

A estalagem foi herdada primeiramente pelos irmãos Reverendo João Fortunato José D’Almeida e Padre João António José D’Almeida, que continuaram a ser conhecidos por “Padres da Estalagem”, e mais tarde pela sua irmã D. Emília Ermelinda de Jesus Almeida e seu marido José Coelho de Pinho.

Este casal mandou fazer obras na Estalagem no final do século XIX, ficando deste então substancialmente alterado este edifício, supondo-se ter sido acrescentado o último piso.

Fonte: Delfim Bismarck Ferreira, em Jornal de Albergaria de 16-05-1996 (extracto, adaptado)

Foto: Rogério Policarpo (Facebook)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Unimadeiras: 35 anos ao serviço da floresta e dos produtores florestais

35 anos de actividade

A Unimadeiras, com sede em Albergaria-a-Velha, foi constituída em 1974, por um conjunto de 39 empresários florestais, distribuídos pelos concelhos de Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga, Oliveira de Azeméis e Águeda.

Na altura, o espírito de associativismo uniu este grupo de empresários para, em conjunto, fundarem a maior empresa fornecedora de madeira em Portugal.

A importância da Unimadeiras

Com o gradual fortalecimento da fileira florestal Portuguesa, a Unimadeiras passou a ter um importante contributo na respostas às mais diversas imposições que iam sendo apresentadas, nomeadamente no que concerne às necessidades estratégicas dos seus clientes e fornecedores.

Assim, a Unimadeiras deixou de ser uma "mera intermediária" na colocação da matéria-prima, atingindo um patamar dianteiro no panorama nacional, sendo um dos principais vectores da sua estratégia a organização da ExpoFlorestal.

Neste momento, os mais de 600 Accionistas dispersam-se um pouco por todo o país, e geram, directa e indirectamente, mais de 2.000 postos de trabalho, contribuindo para cerca de 20% da quota de mercado, relativamente ao fornecimento de madeira para a indústria de celulose.

Aposta na Qualidade

A Qualidade dos seus serviços está afirmada nas certificações pela ISO 9001/2008 e, mais recentemente, na certificação da Gestão Florestal pelo FSC, onde o Grupo formalmente constituído foi desde o inicio integralmente apoiado pela Unimadeiras, beneficiando de apoio técnico e administrativo especialmente pensado para o efeito.

Ainda em 2008, foi premiada com o estatuto de Empresa PME Líder, pelo IAPMEI, no âmbito do programa FINCRESCE.

Fonte: ANEFA (adaptado)

Comendador Augusto Martins Loureiro

Nascido no Lugar de Senhorinha, em Sever do Vouga, cedo começou a acompanhar os familiares nos trabalhos florestais e agrícolas. Aos 19 anos, e já com uma larga experiência, tornou-se um Empresário de sucesso com a venda de rolaria para Celulose e para a Companhia de Caminhos de Ferro Portugueses e, aos 24 anos, abriu uma serração mecânica de madeiras na Cruz do Peso, Sever do Vouga.

A sua obra ao longo da vida foi reconhecida e ficará eternizada nos mais diversos agraciamentos que obteve:

- A Medalha de Honra da Agricultura, conferida por Sua Exª o Ministro da Agricultura;
- O grau de Comendador da Ordem de Mérito da Agricultura, conferido por Sua Exª, o Presidente da Republica;
- A Medalha de Ouro de Mérito Municipal, conferida pelo Município de Albergaria-a-Velha;
- A Medalha de Ouro de Mérito Municipal, conferida pelo Município de Sever do Vouga.

Fonte/Mais informações: Unimadeiras (adaptado)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Serviço inovador de multimédia no lugar de Nobrijo (Branca)

O lugar do Nobrijo, na Branca, tem 350 habitantes que, semanalmente, têm a oportunidade de descarregar gratuitamente para o telemóvel o seu jornal local em vídeo, através do sistema “bluetooth”.

A ideia pode parecer demasiado futurista para uma pequena aldeia, mas a verdade é que Nobrijo passou, desde Setembro, a ser a primeira povoação nacional a aderir à tecnologia “LigaoBluetoo”, criada pela empresa “Que Cena”.

Todas as semanas, um grupo, composto por três pessoas, produz um programa informativo sobre os principais acontecimentos da aldeia.

Falam da história, de educação, do poder público, de personalidades importantes da aldeia, entre outros temas. Depois de produzido, filmado e editado, o programa é distribuído via “bluetooth” para todos os telemóveis de Nobrijo, sem a necessidade de acesso à Internet.

Algumas notícias:

Festas da Senhora da Boa Hora
Capela de Nobrijo
Serviço Apoio ao Munícipe (SAM)
Obras na Escola de Laginhas
Pamela Figueiredo (descendente de Nobrijo é modelo e actriz em ascensão nos E.U.A.)

Video


Que Cena

A "Que Cena" nasceu, em Outubro de 2007, com a missão de comunicar e dar respostas imediatas e de qualidade em soluções multimédia nos mais variados modelos e suportes.

A empresa produz os conteúdos multimédia nos seus estudos próprios, em Albergaria-a-Velha, e, através de uma parceria com duas empresas norte-americanas, que disponibilizaram o emissor e o software de gestão e envio gratuito de dados, garante o acesso ao noticiário local por parte dos telemóveis com Bluetooth

Dado o interesse despertado por esta iniciativa, a "Que Cena" pretende difundir este projecto por todo o País, na medida em que considera ser um meio eficaz para as organizações transmitirem as suas informações de foram rápida, eficiente e não intrusiva.

Fontes: Diário de Aveiro; Portal de Albergaria; CMAV / Liga o bluetoo

Mais informações

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Adalberto Póvoa, produtor de leite


Hoje em dia já não é agricultor quem quer, mas quem sabe. Adalberto Póvoa, residente em Albergaria-A-Velha, tornou-se aos 37 anos um dos maiores produtores de leite da região de Aveiro.

Tudo começou há 20 anos com um pequeno estábulo familiar que foi erguido na freguesia rural de S. João de Loure para acolher 30 animais.

Adalberto Póvoa concluiu, na altura, o ensino secundário e rumou ao Instituto Superior Agrário de Santarém onde viria a tirar o bacharelato em produção agrícola e depois a licenciatura em engenharia agronómica.

Regressou à terra natal preparado para dar “continuidade” ao esforço dos pais, “sempre direccionado para a produção de leite”.

“Agarrei na exploração de uma forma empresarial”, recorda. Ampliou a área coberta, investiu em máquinas, equipamentos, animais e quotas leiteiras.

O resultado está à vista: 300 animais, dos quais 170 em ordenha (três vezes por dia) que produzem cerca de 150 mil litros por mês. O trabalho começa às 5:00 e termina pelas 22:00.

Para além das estruturas de apoio à actividade, preocupou-se em arranjar mão-de-obra qualificada. Entre os sete funcionários, contam-se vários técnicos formados pela Escola Agrícola e Desenvolvimento Rural de Vagos.

“Competividade e qualidade” são as palavras que resumem a sua aposta estratégica.

Apesar de recusar “dar passos atrás” perante os “muitos obstáculos” que a actividade enfrenta periodicamente, Adalberto Póvoa assume que “os tempos actuais são muito conturbados” no mercado do leite.

(...)

O leite nacional, mais caro, fica nas prateleiras. Os preços pagos ao produtor baixam e a rentabilidade das explorações fica posta em causa, com uma agravante: os custos de produção “não param de subir”. A soja, desde Janeiro 2007, subiu 55%. O preço do leite à produção de Novembro de 2007 a Agosto deste ano baixou 12,5% fixando-se actualmente nos 37 cêntimos.

Contas à parte, na casa agrícola Póvoa, que destina todo o leite à Proleite, associada da Lactogal, “o bem estar animal, o chamado maneio, é levado ao extremo”.

Ventoinhas arejam o ar e escovas onde as vacas se coçam, “tudo ajuda a melhor a produção”.

Produtos alimentares nutricionais avançados, com dietas para casos específicos, e tecnologias novas fazem parte do dia-a-dia. A informática é uma alfaia indispensável e a genética conheceu avanços muito significativos.

Não foi por acaso que uma das suas vacas venceu o grande prémio da Agrovouga em 2007 entre muitos outros concorrentes.

A exploração procura ser auto-suficiente em recria para evitar gastos com a aquisição de animais para renovar o efectivo. Uma vaca pode rondar 2.000 a 2.500 euros.

A base de alimentação, as forragens de milho, são produzidas em terrenos próximos, com um grande problema. Os 70 hectares encontram-se espalhados em vários locais, de pequena dimensão, que aumentam os custos. O processo de emparcelamento da região, considerado vital, “tem andado muito lentamente” mas vê-se finalmente “uma luz ao fundo do túnel”.

Selecção natural

Desde há 20 anos, muitos abandonaram a actividade, porque foram envelhecendo e não tiveram continuadores receosos de enveredar por uma actividade com muitos riscos.

“É uma selecção natural”, diz Adalberto Póvoa, salientando, ainda assim, a existência de “várias” explorações “de referência” na região. (...)

Fonte: Notícias de Aveiro

Foto: Ana Jesus Ribeiro

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Francisco Pires de Miranda Ferreira da Silva (1890-1957)

Francisco Pires de Miranda Ferreira da Silva foi baptizado, em 8 de Julho de 1890, em Albergaria-a-Velha (...)

Casou, em 20 de Abril de 1927, em Albergaria-a-Velha, com D. Alice Lidington da Silva, natural de Recife, estado de Pernambuco (...)

Francisco foi proprietário e comerciante, possuindo uma casa de comércio no rés-do-chão da sua habitação, no Largo do Chafariz (actual Largo 1º de Dezembro).

Em 24 de Março de 1913, foi sócio fundador da Associação de Socorros Mútuos "A Operaria Albergariense", de que foi membro do Conselho Fiscal.

Foi Secretário da Irmandade de Nossa Senhora do Socorro (1915/16) e Juiz da mesma Irmandade em (1925/26).

A nível autárquico, viria a ocupar os mais destacados cargos do concelho:

Vogal da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha de 7 de Janeiro de 1930 a 19 de Agosto do mesmo ano, sob a presidência de Jerónimo Gonçalves da Costa;

Por alvará do Governador Civil de Aveiro, foi nomeado em 13 de Agosto de 1931, Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, onde tomou posse em 19 do mesmo mês e se manteve até 9 de Agosto de 1932;

Foi Vogal da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha , presidida pelo Dr. Bernardino Corrêa Telles D’Araújo e Albuquerque, desde 1 de Maio de 1934, acumulando com o cargo de Administrador do Concelho de Albergaria-a-Velha que detinha desde 1933, até à extinção deste cargo, permanecendo como Vogal até 29 de Janeiro de 1946;

E ainda, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha desde Agosto de 1950, até 3 de Janeiro de 1957, tendo assumido a presidência por diversas vezes, em substituição do Presidente Augusto Martins Pereira.

Foi um dos membros de uma comissão criada em 1933 para reorganizar a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha, conjuntamente com Dr. Bernardino Correia Teles de Araújo e Albuquerque e Dr. Hernâni Ferreira de Miranda.

Faleceu em 25 de Março de 1957 em Albergaria-a-Velha.

Fonte: Delfim Bismarck Ferreira

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Electricidade no Concelho

A electricidade chegou à sede do concelho antes de 1928, tendo tido a Câmara Municipal como produtor e distribuidor. A partir de 1932 passa a receber da União Eléctrica Portuguesa(UEP).

A electricidade chega em 1935 a Angeja e Branca; em 1936 a Frossos; e em 1950 a Ribeira de Fráguas e Valmaior.

Centrais de serviço público

Em Albergaria-a-velha existia apenas a central da Câmara Municipal, termoeléctrica, com 30 kW de potência instalada, anterior a 1928 e que a partir de 1932 passa a apoio da UEP. É desactivada em 1935.

Centrais de serviço particular

Existiram 3 centrais de serviço particular, duas delas mistas:

- As do Palhal, da empresa Minas e Metalurgia. Tendo a componente hidroeléctrica, 838 kW de potência máxima, e estando instalada no rio Caima e a termoeléctrica, de apoio, com 584 kW de potência máxima, ambas instaladas em 1939.

- As da Quinta do Caima, da Caima Pulp Company. A componente hidroeléctrica, anterior a 1928, teve uma potência máxima de 83 kW, e esteve instalada no rio Caima, e a termoeléctrica com 244 kW de potência máxima, foi instalada em 1935.

- A de Valmaior, da Companhia do Papel do Prado, hidroeléctrica instalada no rio Caima, desde 1949, com 45 kW de potência.

Fonte: Wikienergia / Novos Arruamentos

Foto: Mário Martins (Central Eléctrica do Palhal)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

"Os Turcos"

Margarida Coutinho nasceu e cresceu no seio de uma família que se dedicava à confecção do doce regional Turco, uma especialidade centenária do concelho de Albergaria-a-Velha.

Uma herança deixada pelos pais e avós que não desperdiçou, tomando nas suas mãos as rédeas do negócio que mantém há 30 anos. "É um doce muito apreciado na região e com muita saída para todo o país", realça.

"Em eventos oficiais da Câmara Municipal, os Turcos marcam sempre presença na mesa", diz orgulhosa. Os Turcos apresentam três variedades: Rosquilhas, Raivas e Bolos de Gema.

São produtos feitos à base de manteiga, farinha, ovos, açúcar e sem corantes. "O Turco é um doce regional muito conhecido, no entanto, a divulgação em eventos deste género é sempre importante".

“É uma receita antiga de família, que vem desde a minha bisavó. Ela tinha a receita dos três biscoitos e passou os segredos”, explica Margarida Coutinho. O “negócio” dos biscoitos está na família há mais de 90 anos. Da receita, guardada a sete chaves, sabe-se apenas que leva ovos e manteiga. E porque o nome Turcos? “Meus bisavós eram muito introvertidos e havia quem achasse que eram parecidos com os turcos. Foi assim que o nome acabou por ficar”, recorda Margarida Coutinho.

D. Margarida pensa não ter ninguém interessado em continuar a confecção dos doces, deste modo, o futuro dos doces na vila não será risonho.

Fontes: Albercultura, Beira Vouga, Litoral Centro

Margarida Coutinho

Margarida Coutinho nasceu em Albergaria, na Rua do Pinheiro, na casa onde os seus avós e pais residiram e onde actualmente mora. Casou e esteve nove anos em África. Depois de ter ficado viúva, voltou para Portugal, onde começou a dedicar-se à confecção dos doces, no qual se destaca igualmente o famoso folar. O seu principal projecto é a confecção dos doces que nasceram com uma receita familiar. "Gostava que esta receita fosse perpetuada no tempo e pela minha família."

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Feira dos 26 (Angeja)

Feira mensal onde se negociava gado, louça de barro, tecidos e todos os outros bens de consumo.


Fonte: Angeja.no.sapo


 Fonte: Lavadeiras do Vouga

Curiosidade (jogo do pau):

Conta-se a história de um jogador de grande talento do Porto, chamado Carvalho, feirante de gado, que na Feira dos 26 em Angeja, perto de Aveiro, conseguiu aguentar-se sozinho contra um grupo que o atacava, até que tropeçou e caiu para o chão, e nessa altura o melhor jogador dos adversários saltou para o seu lado, pronto a defendê-lo, dizendo aos seus companheiros que quem pretendesse bater no valente caído tinha que lutar primeiro consigo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Garagem da Branca (actual "Petrobranca")


Foi fundada por Humberto Pereira, na primeira metade do Séc. XX sob a denominação de Garagem da Branca. Iniciou a sua actividade representando e vendendo, entre outros produtos, combustíveis e lubrificantes da marca SACOR, mantendo, também, uma oficina de reparação automóvel.

Mais tarde e com o seu aparecimento, inicia a comercialização do gás “GAZCIDLA” em garrafa, quer para utilização doméstica quer industrial.

Em 1976, fruto das alterações sociais e económicas que então aconteceram na sociedade portuguesa, fica a representar a PETROGAL – Petróleos de Portugal, S.A., cuja constituição resultou da fusão de várias companhias do ramo da indústria de produtos derivados do petróleo, nomeadamente Cidla, Sonap, Sacor e Petrossul.

Em Julho de 1985, por questões de operacionalidade e de mercado, abandonou a actividade de reparação automóvel, dedicando-se exclusivamente à comercialização de produtos derivados do petróleo.

O Posto de Abastecimento foi completamente renovado em 1991, tendo surgido uma nova obra de raiz, com novas ofertas ao público, que para além dos combustíveis e lubrificantes, da marca GALP, pode ainda usufruir de um ponto de venda de jornais e revistas, cafetaria, loja de conveniência, etc.

Já no decorrer do ano de 2006 e por questões relacionadas com o Marketing e numa aposta num maior incremento das vendas e racionalização de meios, decidiu-se transformar a empresa em Sociedade Anónima e alterar a sua denominação para PETROBRANCA – Combustíveis, S.A.

Fonte: Petrobranca 

Anos 50


 


sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Loja do Miguel (1915)



Fonte: “Albergaria-a-Velha – Oito Séculos do Passado ao Futuro”, António Homem de Albuquerque Pinho

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

António Marques Pereira (18-- - 1935)


Nascido numa família de medianos proprietários e agricultores, começou a sua actividade como pequeno comerciante. Graças à sua capacidade de trabalho, honestidade e inteligência não só desenvolveu o negócio, como entrou na construção civil e, abarcando os conhecimentos necessários, obtém o título de arquitecto e projecta alguns dos belos edifícios da vila, na viragem do século, como o que foi sua moradia e em cujos amplos baixos ficava o seu grande estabelecimento – A Central, que, na época, era um hipermercado, pela variedade, excelência e quantidade de produtos que vendia.

Por diversas vezes exerceu o cargo de vereador da Câmara Municipal e também era seu Presidente quando se realizou o alargamento da estreita e estrangulada rua de Campinho, da Igreja à Santa Cruz, com um subsídio concedido pelo Governo, graças ao empenhamento pessoal do Dr. Jaime Ferreira.

Conseguiu assim uma das mais reclamadas e necessárias obras da vila, sem quaisquer conflitos com os inúmeros proprietários que ao longo da rua viram parcelas maiores ou menores dos seus quintais e prédios cortados, os quais foram reconstruídos e murados com certa uniformidade.

António Marques Pereira foi alguém que por si próprio, pela sua personalidade, conquistou o respeito e a amizade dos seus conterrâneos, como dizia o “Jornal de Albergaria”. Pelo seu trabalho e conduta irrepreensíveis, de pequeno comerciante tornou-se no maior do Concelho e empenhou-se sempre no desenvolvimento da nossa terra.

Faleceu em Novembro de 1935.

Fonte: António Homem de Albuquerque Pinho, Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha (adaptado)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Antigo Palace-Garage Hotel (Garagem Vidal)


O Palace-Garage Hotel estava localizado em frente à Praça Dª Teresa (Torreão), na vila de Albergaria-a-Velha. O autor do projecto foi o Sr. João Gomes, então professor da Escola Industrial de Águeda. Casou e viveu em Alquerubim e era pai do Sr. António Oliveira (da empresa OMS). Nasceu em Eirol. Teve outros projectos no nosso distrito, incluindo em Aveiro.

O edificio (estilo Art Déco) serviu para Hotel, garagem [Garagem Vidal] e mesmo quartel dos Bombeiros.

Apesar do pedido de classificação ao IPPAR, o "Antigo Palace-Garage Hotel" foi demolido já neste século XXI.

O local, mesmo ao lado do actual quartel dos Bombeiros, está a ser usado para estacionamento de viaturas dos Bombeiros. Triste fim para um edificio emblemático de Albergaria-a-Velha.

Fontes: wikipedia / Duarte Machado (Jornal de Albergaria)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Casa da Alameda


Adega (antes da remodelação)

Numerosas dezenas de gigantescas pipas afiladas ao longo da sala, enorme, inebriam o ambiente. Antigos candelabros de ferro, várias garrafas que, pelo pó que acumulam, se percebe serem autênticas relíquias e os desenhos formados pela típica calçada portuguesa que forra o chão completam o cenário. (...)

Rusticidade presente nos mais ínfimos pormenores, como por exemplo a forma de servir o vinho: proveniente da região de Setúbal, este "néctar dos deuses" é servido directamente da pipa "comme il faut". A ementa é composta por pratos típicos da região, como os famosos e saborosíssimos rojões, e a dimensão das doses impressionam. As meias doses equivalem, por exemplo, a cerca de dose e meia no comum dos restaurantes. Graças a tudo isto, a Casa da Alameda promete encher as medidas ao mais exigente "gourmet".

Fonte: Netparque (17/10/2001)

Restaurante (início século XX)