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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Arte da Azulejaria na Capela de Nossa Senhora do Amparo (Sobreiro)


Por vezes, o bordado é transposto para a arte da azulejaria, como se vê na capela de Nossa Senhora do Amparo, em Albergaria-a-Velha, datada do século XVII (...)

Traz no centro um rótulo com a Virgem e o Menino, envolto em rica decoração à maneira dos bordados indianos, com hastes florais e pavões, motivos também associados tradicionalmente à Virgem.

Fonte: Artigo "O Império dos Mil Anos e a arte do “tempo barroco” (...)" de Jaelson Bitran Trindade (Brasil)

Extracto da foto


Capela de Nossa Senhora do Amparo (Sobreiro, Portugal)

Frontal de altar. Trata-se de uma capela particular.

Azulejo do século XVII.

Fotógrafo: João Miguel dos Santos Simões.

Data de produção da fotografia original: 1960-1970

Imagem arquivada na Biblioteca Digitile (Azulejaria e Cerâmica online) e no Biblarte (Flickr)  (Biblioteca de Arte / Art Library da Fundação Calouste Gulbenkian)


Mais informações sobre a capela

Na saída da povoação e dependente duma casa particular está a capela de Nossa Senhora do Amparo que, segundo Patrício Theodoro Álvares Ferreira, remontará ao séc. XVII. Esta capela tem aparência de ter sido ampliada no comprimento. É de realçar a frontaria baixa mas equilibrada, a porta de verga direita e de cornija, os postigos ao lado, a sineirita no vértice e um magnífico frontal de azulejos do séc. XVII.

São do séc. XVII e de fabrico de Lisboa, policromos, do tipo de tecidos; a frontaleira e os sebastos reproduzem os volumosos bordados a ouro, desenhando enrolamentos de encanto; o pano central contém a Virgem com o menino dentro dum rótulo recortado; os dois laterais, os bordados indianos de hastes florais e grandes aves; cercam o conjunto azulejos de ângulo, com o tema de rendas.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Joaquim Nunes Alves, empresário em Belém do Pará (1912-2010)


Joaquim Nunes Alves nasceu no lugar do Sobreiro, em Albergaria-a-Velha, em 29 de Maio de 1912, filho de António Nunes Alves e Gracinda Santiago Alves. Fez seus primeiros estudos em Albergaria-a-Velha e depois no Porto.

Saiu de Portugal ainda jovem, com 18 anos, para Belém, "chamado" pelo seu irmão mais velho, Augusto Nunes Alves, que já se encontrava aí emigrado. Nessa cidade concluiu o curso de Contabilidade e fez outros nas áreas de Comércio (no então Grémio Literário Português) e de Administração de Empresas.

Deixou em Portugal a mãe, Gracinda (o pai tinha falecido em 1914), e os irmãos Laura, João, funcionário da Fundição Alba, e José Nunes Alves, que foi Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha na década de 70.


Joaquim iniciou sua vida profissional como simples empregado da firma Silva Santos & Cia., da qual já era sócio seu irmão Augusto Nunes Alves, mas foi progredindo nas lides comerciais até se tornar sócio principal da referida firma,  alterando-lhe a razão social para Cosmorama Indústria e Comércio Ltda., com a admissão de seu sobrinho João Pedro e antigos colaboradores, no crescimento de uma empresa da qual foi Director-Presidente e sócio maioritário.

Foi igualmente fundador da Espelhorama Ltda. e da Vidrorama Ltda., que conseguiu fazer crescer ao longo de muitos desafios e dificuldades de todos os tipos.

Além de Industrial, Comerciante e Pecuarista, era conhecido também por sua dedicação às causas sociais, tendo presidido à Benemérita Sociedade Beneficente Portuguesa do Pará durante quatro mandatos. Dirigiu igualmente a Federação Brasileira de Hospitais e foi Conselheiro e Director da Fundação do Bem Estar Social, bem como presidiu à Consanpa, Fadesp e Cinbesa.  


Foi Presidente da Associação Comercial do Pará e do Rotary Club de Belém e dirigente da Assembleia Paraense, Pará Clube, Tuna Luso Brasileira e antigo Automóvel Clube. E integrou igualmente a comissão de festejos para Nossa Senhora de Nazaré por vários anos.

Pelo seu empreendimento empresarial recebeu as Comendas da Ordem da Benemerência concedida pelo Estado Português, Ordem do Mérito Grão Pará (com grau de Comendador, concedida pelo Governo do Estado do Pará) e o título de Cidadão de Belém.

Foi ainda agraciado como Comerciante do Ano, pela Associação Comercial do Pará, e recebeu várias medalhas e diplomas de Honra ao Mérito, concedidas pela Câmara Municipal de Belém, e recebeu a Palma Universitária da UFPA.

Faleceu no dia 3 de maio de 2010 em Belém, poucas semanas antes de completar 98 anos.

Fontes:  Who's who in Brazil / Portal ORM / Revista da Academia Paraense de Letras / Blog de J.A.Rodrigues / Personagens do Comércio / Familiares (*)

(*) Agradecimento especial: Profª Laura Maria (filha), Dra. Marcela Tostes (neta) e restante família

Casa do Sobreiro

(mais fotos ... )

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Arte Cristã em Albergaria-a-Velha - Site criado pelos professores e alunos de EMRC (AEAAV) 2015-2016


Os alunos de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) da Escola Secundária de Albergaria-a-Velha, desenvolveram um site com arte cristã do concelho.

A iniciativa surgiu como trabalho de projecto no âmbito do estudo da Unidade Lectiva "A Arte Cristã" proposta pelo programa da disciplina neste ciclo de ensino.

Em declarações ao EDUCRIS o professor de EMRC Luís Manuel, congratulou-se com "o empenho dos alunos na descoberta da arte cristã presente no concelho de Albergaria-a-Velha" e pela oportunidade dos discentes [alunos] "desenvolverem competências informáticas e de estudo em autonomia".

A proposta consta do próprio manual da disciplina e permite um contacto concreto "com o património cultural, religioso e artístico" das localidades onde os docentes aplicam esta Unidade lectiva.

Fonte: Educris

Coordenação dos professores Isabel Santos e Luís Silva (lista de autores)

Exemplos (infelizmente ainda não disponibilizaram imagens de Frossos):

Albergaria-a-Velha


Alquerubim


Angeja


Branca


Ribeira de Fráguas


São João de Loure


Valmaior
 

Link para a página

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Património Religioso da Paróquia de Santa Cruz de Albergaria-a-Velha























Fonte: "Património Religioso - Inventários da Paróquia de Santa Cruz de Albergaria-a-Velha" (Revista "Albergue" nº1, Hugo Calão) (online

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Gonçalo Eriz (1082-11--)


Gonçalo Eriz, Senhor de Aveiro, íntimo da Rainha, terá nascido no ano de 1082 fruto do casamento entre Ero Gonçalves de Marnel e Ildôncia Mendes Madredulce (existe a possibilidade de não ser esta a sua mãe mas sim Ausenda Honoriques).

Dentro também desta hipótese, terá tido duas irmãs: Condessa Eriz e Patrina Eriz (embora muitos pensem que Godinha Eriz – casada com Godesendo Cendreiro – possa também ser sua irmã). Neto de Gonçalo Viegas de Marnel e Chamoa Honorques e bisneto de Egas Eriz de Marnel.

Terá sido casado por duas vezes. No entanto, apenas o segundo casamento lhe é reconhecido pela Rainha, D. Teresa. Ainda assim, a primeira união está bem documentada. O seu primeiro casamento é com Matreona Ramires do qual nasceu Urraca Viegas de Marnel (casada mais tarde com Fernando Afonso de Toledo do qual nasceu Teresa Fernandes de Marnel e Henrique Fernandes de Toledo, “o Magro”); quanto a Paio Gonçalves, sabe-se apenas que, a 26 de fevereiro de 1133, vendeu aos beneditinos de Pedroso (ordem religiosa católica) metade de Assilhó e da albergaria (sinónimos: estalagem, pousada, albergue, abrigo…) que então afirmou ser herança deixada por seu pai, Gonçalo Eriz. Por essa razão, se pensa que este já teria morrido no início da década de trinta.

Teve então um segundo casamento com Onega Romarigues e dele terão nascido Fernando Gonçalves (casado com Maria [Nunes] e do qual nasceu Mem Fernandes) e Adosinda Gonçalves (casada com Soeiro Mendes do qual nasceram Fernando Soares e Maria Soares). Existe igualmente a referência a dois outros filhos: Paio Gonçalves de Marnel – associado ao casamento com Matreona Ramires (há a possibilidade de ser filho de uma das irmãs ao invés de ser de Gonçalo Eriz) – e Mendo Gonçalves – não se sabendo quem será a mãe.


Em 1117, D. Teresa, Rainha de Portugal e mãe de Afonso Henriques, viajava por terras da feira e, devido ao facto de ter necessitado de um lugar seguro para dormir, pediu ajuda ao Senhor de Aveiro e seu amigo, o fidalgo Gonçalo Eriz, que a deixasse passar a noite nos seus aposentos, pedido a que este acedeu.

Como reconhecimento por tão sincero gesto de hospitalidade, a Rainha doou ao fidalgo Gonçalo Eriz as vastas terras de Osseloa onde, por retribuição, o fidalgo se comprometeu a manter aberta uma albergaria para acolher os viajantes pobres. Naquele tempo, as pessoas eram todas muito religiosas e um gesto de bondade era hospedar os peregrinos. A albergaria era um chão com palha e sal para ajudar a cozinhar qualquer coisa.


Esta oferta aconteceu através da escrita da Carta de Couto de Osseloa, documento que é considerado o primeiro em que Portugal aparece com o título de reino e constitui a certidão de nascimento e de baptismo de Albergaria-a-Velha. Está guardada no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, onde se guardam os originais dos mais importantes documentos históricos desde o século IX até aos dias de hoje.

Após a sua morte, estas terras terão passado para os seus filhos e, após a morte destes (descendência directa), terão voltado para as mãos do Rei.

Fonte: PRAVE 

terça-feira, 20 de março de 2012

Padre Raul Domingues da Cruz (1909-1986)

Nasceu no Sobreiro, freguesia de Albergaria-a-Velha, a 21 de Janeiro de 1909, filho de José Domingues da Cruz e de D. Rosa Dias Pereira.

Fez os seus estudos primários na sede do Concelho e ingressou no Seminário do Porto. Foi ordenado Sacerdote pelo Bispo do Porto, D. António Augusto de Castro Meireles, a 6 de Agosto de 1933. A missa nova foi celebrada em Fátima, a 17 de Agosto de 1933.

De Agosto a Outubro de 1933 é encarregue interinamente da paróquia de Valmaior, sendo nomeado pároco da Ribeira de Fráguas em 31 de Outubro do mesmo ano, onde permaneceu até 1986.


Notabilizou-se pela força que dedicou na construção da nova igreja após o incêndio que destruiu a anterior, no dia 3 de Maio de 1953.

É nas dificuldades que se revela a têmpera dos homens, e o Padre Raul conseguiu-o. Entre outras iniciativa, enviou uma carta aos seus colegas padres:

“Não lanço mão de sorteios (…) Estamos todos saturados deles. Apelo antes para a compreensão e generosidade daqueles que sabem calcular bem o infortúnio dum padre que dum momento para o outro vê a sua igreja reduzida a um montão de brasas e de cinzas.”


Foi o grande mentor do Cortejo da Telha, no qual cada paroquiano participava com uma telha para a igreja.

Foi grande animador dos Cursos para Ministros, dos Cursos para Catequistas e dos Cursos de Formação de Leigos para Ministros Extraordinários de Comunhão e de muitas outras jornadas do apostolado.

Foi Vereador da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha entre 1946 e 1950, escrivão da Junta de Freguesia de 1942 a 1956 e Professor da Disciplina de Religião e Moral.


Curiosidade: foi um dos primeiros homens da Ribeira de Fráguas a possuir máquina fotográfica.

Veio a falecer em 21 de Maio de 1986 no lugar onde nasceu [Sobreiro].

Fonte: Adaptado de "Ribeira de Fráguas - a sua História" de Dra. Nélia Oliveira e Nuno Jesus; Fotos: Colaboração de Nuno Jesus

terça-feira, 3 de maio de 2011

Associação Cultural e Recreativa Sobreirense


A ACRS – Associação Cultural e Recreativa Sobreirense foi fundada em 20 de Junho de 1982, com o objectivo de realizar actividades de natureza cultural e desportiva, como é o caso do teatro, folclore e desporto.

Apesar de possuirem, na altura, instalações precárias teve como seus maiores feitos - a nivel desportivo - a participação em diversos campeonatos de Atletismo, ccm uma equipa federada), e Futebol de cinco, com que participavam em provas de fim-de-semana, tendo conquistado inúmeros Troféus, actualmente em exposição nas instalações da colectividade.

Contava também com um grupo de teatro e danças, grupo coral infantil, grupo de cavaquinhos, grupo de cantares sénior e teve inclusive uma Rádio local!

Em 1993 a ACRS passou para novas instalações na Rua da Escola, por trás da Escola Primária do Sobreiro, onde dispõe actualmente de um espaço amplo para a realização de espectáculos, bar, e infra-estruturas para prática de diversos desportos ao ar livre.

A ACRS tem, nos últimos anos, sido conhecida pela organização de um Presépio Vivo, com figurantes e Animais vivos representando várias passagens Bíblicas.

De forma a rentabilizar as instalações disponíveis e trazer novos sócios para a Associação, iniciaram-se modalidades como é o caso da Ginástica, Artes Marciais, torneios inter-sócios, grupo de jovens actores vocacionados para a musica, representações teatrais e Internet num espaço aberto ao público, patrocinado pela Junta de Freguesia.

Realiza ainda, anualmente, um Jantar para comemorar o Dia Dos Namorados, o 1º de Maio - Dia do Trabalhador, a Comemoração do Aniversário com entrega de medalhas aos sócios que completem 25 anos de associados, a Comemoração do dia da Criança com a realização de gincana de bicicletas, Noite de Fados, um Passeio para a 3ª Idade e Festa de Natal com a realização de espectáculo e distribuição de lanche às crianças.

Fonte: ACRS (adaptado)

Agradecimento: Manuel Bernardino Terceiro

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

José Nunes Alves (1903-1981)

Era natural do lugar do Sobreiro, na freguesia de Albergaria-a-Velha, oriundo de famílias modestas. Tendo, muito novo, ficado órfão de pai, com 13 anos foi colocado na Fábrica de Papel de Vale Maior, por influência de um tio que era guarda-livros da Companhia.

Nos anos de 1930/32, aproveitando uma interrupção na laboração da fábrica, entrou como Ajudante de Notário para o Cartório do Dr. Silvino Gonçalves de Sousa, em Albergaria, e isso valeu-lhe uma sólida amizade com esse Advogado e Rotário a qual veio a permitir a sua entrada nos círculos do mais elevado estrato social da vila. Regressado à Fábrica, aí acabou, após tirado o curso de guarda-livros por correspondência, por assumir as funções de guarda-livros e depois de Adjunto da Direcção.

Entrou para a Câmara como vereador aquando da Presidência do Dr. Flausino Correia e, após a saída deste, foi nomeado pelo Governo, em 1969, Presidente do Município. Geriu a Câmara com empenho e conseguiu ver realizadas obras que anteriormente estavam preparadas, mas retardadas no emperramento burocrático do Terreiro do Paço. Entre elas contam-se a Escola Preparatória e, por arrastamento a Escola Secundária, a Casa da Justiça, o Bairro Social das Lameirinhas, a remodelação de vias de comunicação, etc.

Em 1973, foi homenageado com um jantar, presidido pelo Governador Civil do Distrito, em que estiveram cerca de 500 pessoas. Após o 25 de Abril, porque foi sempre considerado um democrata e era um homem simples, bom e tolerante, conseguiu manter-se, no período revolucionário, como Presidente da Comissão Administrativa e venceu depois as primeiras eleições autárquicas.

Faleceu, ainda Presidente da Câmara, em Janeiro de 1981.

Fonte: "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha", António Homem de Albuquerque Pinho

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Moinho renasce nas Frias

Graças ao sonho, ao querer e ao esforço do seu actual proprietário, Hernâni de Almeida Valente, um dos moinhos das Frias pôde voltar a moer ao fim de cerca de 35 anos de abandono e destruição.

De um monte de ruínas, envoltas num silvado denso, pasto das chamas de um dos grandes incêndios do Verão de 2005, renasceu, qual Fénix das cinzas, mais um exemplar do património molinológico do concelho de Albergaria-a-Velha.

Estamos perante uma reconstrução completa, desde o edifício até ao mecanismo de moagem, onde se procurou obedecer às suas características originais. Destaque-se o mecanismo de moagem, o rodízio, a moenga e todos os outros componentes e acessórios, os quais foram totalmente construídos em madeira, segundo os antigos métodos tradicionais, por Manuel dos Santos Branco e Arménio Simões, uns dos últimos mestres nesta arte ancestral, a qual corre o sério risco de se vir a perder. (...)

Fonte/Mais informações: Moinhos de Portugal

Foto: AF (Armando Ferreira)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

José Arnaldo da Quina Domingues Ferreira, médico (1910-1991)

O Dr. Quina nasceu a 20 de Junho de 1910, na freguesia da Glória, em Aveiro, filho do antigo Deputado e Governador Civil de Aveiro, Coronel Gaspar Inácio Ferreira – natural de Albergaria-a-Nova - e de D. Virgínia da Quina Domingues.

Fez curso liceal, com todo o brilhantismo, no liceu José Estevão, em Aveiro. Depois matriculou-se na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, onde terminou a sua licenciatura aos vinte e três anos, com alta classificação. Casou com D. Maria Eulália de Lima Freire Mourisca, de cujo casamento não houve filhos.

Após a licenciatura, o Dr. Quina fixou-se em Albergaria-a-Velha onde instalou consultório e sempre exerceu sua profissão. Também teve consultório em Angeja, Branca e Albergaria-a-Nova. Além disso foi director do Hospital da Misericórdia, Subdelegado de saúde deste concelho e perito médico-forense na nossa comarca.

Foi um médico muito distinto e sabedor, mas foi sobretudo um dedicado amigo dos mais carenciados, pois sempre estava ao seu dispor, pelo que se tornou uma figura muito popular. Estimado e respeitado em toda a região, foi-o particularmente nos lugares do Sobreiro, onde passou a viver após o seu casamento, e em S. Marcos que lhe fica adjacente.

Faleceu no dia 17 de Dezembro de 1991, na sua residência, na Quinta da Senhora do Amparo, no lugar do Sobreiro.


Homenagem

Em homenagem ao Dr. Quina Ferreira foi colocado, em frente à sua residência [na confluência da estrada de S. Marcos com a extensa rua principal do Sobreiro] um busto com a seguinte inscrição: "Homenagem ao Dr. Quina Ferreira - o Povo do Sobreiro e S. Marcos. 20/06/79".

Pela carreira profissional que teve a todos os títulos brilhante e pelo homem que foi, bem mereceu essas homenagens e, certamente ficou na história das personalidades desta localidade

Pela Câmara Municipal foi atribuído ao local o nome de Largo Dr. Quina Ferreira, associando assim a vila à homenagem que o prestante e dedicado médico mereceu ainda em vida; e, mais tarde, a Câmara municipal atribuiu, a título póstumo, a "Medalha de Mérito Municipal - Ouro".

Fontes: Alice Tavares / "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha", António Homem de Albuquerque Pinho (adaptado) / Foto disponibilizada por Rogério Policarpo no facebook

quarta-feira, 22 de julho de 2009

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Memorial às Vítimas das Invasões Francesas


Colaboração: Mário Martins

O “Memorial às Vítimas das Invasões Francesas em 1809” está localizado junto à estrada de acesso a Vale Maior.

Mais informações

"A arquitecta Ana Maio explicou a ideia por trás da sua escultura de metal, onde constam os nomes daqueles que foram mortos, e definiu o projecto como um jogo dinâmico de Luz e Sombras, Sol e Escuridão, Vida e Luta" (Fonte: CMAV)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Homenagem às mulheres

No âmbito do Dia da Freguesia foi inaugurado, junto à rotunda de Assilhó, o Lavadouro-Museu, através do qual a Junta de Freguesia homenageia as mulheres do passado que ali lavavam a roupa.

Cinco quadros gigantes ostentando as fotografias de outras tantas lavadeiras, duas das quais ainda vivas e que marcaram presença, ilustram as paredes, tendo o presidente da Junta referido que a história destas mulheres “confunde-se com a própria vida da comunidade albergariense”.

O projecto foi idealizado por Lara Roseiro, José Torres e Menezes e Manuel Gonçalves e foi executado nos dois últimos anos a partir da requalificação dos tanques de Assilhó.

Daí fazer sentido a frase inscrita no espaço interior, onde é referido que “a mulher que faz a escalada da montanha da vida, desenvolvendo a pedra e plantando flores, merece fazer parte da história de Albergaria-a-Velha”.

Fonte: Jacinto Martins (Diário de Aveiro)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Clube Desportivo de Campinho


O Clube Desportivo de Campinho foi fundado em 24 de Março de 1981 no popular bairro de Albergaria-a-Velha, por nomes como Augusto Pinto da Silva ou António Bastos Marques.

Na presidência estiveram nomes como Eduardo Gonçalves ou o actual Presidente da Direcção, Eugénio Gonçalves Daniel.

A sede social foi erguida num espaço totalmente degradado onde antes funcionou o quartel dos bombeiros de Albergaria-a-Velha, na rua Eng. Duarte Pacheco. O prédio cedido pela Câmara Municipal foi recuperado, ao longo de 3 anos, por duas direcções, tendo a sede sido inaugurada em fins de 1993.

Ao longo da sua história tem promovido modalidades tão diversas como o Atletismo, o Basquetebol, o Futebol de Cinco, a Natação, o Campismo, o Karaté e o Culturismo. Em 1994 o grupo tinha 1300 sócios e era a colectividade desportiva concelhia com maior número de associados.

Promove anualmente uma Excursão à torreira e o Grande Prémio de Atletismo de larga tradição na região.

Fonte: CDC; Mário Martins (foto)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Clube de Albergaria

O Clube de Albergaria é a mais antiga associação da vila de Albergaria-a-Velha e um dos mais antigos clubes do país.

Ao longo de mais de 125 anos de vida, a associação possuiu diversas designações: Club Albergariense, Club D`Albergaria, Grémio Albergariense, Grémio Recreativo Albergariense e, finalmente, Clube de Albergaria.

Fundação

Tem sido considerada a data de fundação do Clube de Albergaria o dia 11 de Agosto de 1890, mas esse dia apenas corresponde à data da primeira acta do Grémio Albergariense. Através de diversos jornais mais remotos e de outras fontes documentais, estamos hoje habilitados a afirmar que o `Club Albergariense` foi fundado em 13 de Outubro de 1882.

Entre os seus fundadores contavam-se ilustres albergarienses: Patrício Theodoro Alvares Ferreira, Jose Luiz Ferreira, Joaquim A. de Novaes, o Prior José Simões Chuva e Ernesto Levy Maria Corrêa.

Em Assembleia Geral de 11 de Agosto de 1890, reuniu pela primeira vez o Grémio Albergariense. Nessa reunião, aprovaram a mudança de sede (para a Avenida da Liberdade - hoje Napoleão Luiz Ferreira Leão), a aquisição de alguns objectos e o aumento das `(...) mensalidades e jogos de bilhar e de vaza. (...)`.

Fusões e alterações de denominação

Em Fevereiro de 1939, ocorreu a fusão entre o `Grémio Albergariense` e o `Ténis Clube de Albergaria`, daí resultando o `Grémio Recreativo Albergariense`.

É nesta época que o Grémio se torna também uma associação de caracter desportivo, pois até então detinha um pendor eminentemente cultural, recreativo e social. Estas vertentes acabariam, com o passar dos anos, por se inverter completamente.

O referido Grémio teve, em 11 de Junho de 1939, uma Assembleia Geral com o objectivo de alterar o seu nome de `Grémio Recreativo Albergariense` para `Clube de Albergaria`.

Principais feitos

Ao longo da sua história, o Clube desenvolveu uma acção muito meritória, sendo de realçar os campeonatos de Ténis na década de 40, o Ténis de Mesa das décadas de 60 e 70, as duas organizações da Expo-Clube (durante anos, o maior evento realizado em Albergaria-a-Velha), o Andebol, o Ténis na década de 80 e, mais recentemente pelo Futebol Feminino (várias épocas na primeira divisão Nacional, sendo uma referência no panorama Português com várias atletas a representar as selecções) e pelo BTT que conquistou uma medalha de bronze e a medalha de prata no Campeonato Nacional e ainda a representação de um atleta deste Clube na selecção de Portugal no Campeonato da Europa, em 2000 na Holanda e 2001 na Alemanha.

O Clube de Albergaria sempre foi muito ecléctico, tendo-se dedicado igualmente às actividades de Aeromodelismo, Automobilismo, Badminton, Bilhar, Caça e Pesca, Ciclismo, Futebol de Salão, Ginástica, Motorismo, Pesca Desportiva e Tiro.

Sede

Após estar sedeado cerca de um século na Avenida Napoleão Luiz Ferreira Leão, o Clube de Albergaria inaugurou em 6 de Abril de 2001, novas instalações na Avenida 25 de Abril, junto aos Courts de Ténis, para onde transferiu a sua sede.

Actuais modalidades

Actualmente, esta centenária colectividade possibilita a prática desportiva e cultural a centenas de praticantes, de todas as idades, nas seguintes modalidades:

Andebol, Badminton, Ballet, BTT, Campismo e Caravanismo, Dança Clássica, Futebol Feminino, Futsal, Lutas de Defesa Pessoal, Ténis, etc.

Medalha de Mérito Municipal

O Clube de Albergaria é a mais antiga e ecléctica associação desportiva do concelho de Albergaria-a-Velha e, como tal, viu já reconhecido o seu serviço à comunidade ao ser-lhe atribuída, em Junho de 1995, a Medalha de Mérito Municipal (grau prata) pela Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha presidida pelo Dr. Rui Marques.

Fonte: Clube de Albergaria (adaptado)