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quinta-feira, 4 de março de 2010

Manuel Bastos Tavares de Oliveira, empresário em Recife (Brasil)

Manoel Bastos Tavares de Oliveira nasceu em 27 de Março de 1932, em Alquerubim.

Como o seu pai emigrara para o Brasil, foi criado pela sua mãe, Amélia, a qual morreu, quando Manoel tinha apenas 12 anos, de doença incurável.

Fica, então, a viver com os seus tios, acompanhando-os para Angola em 1947, onde seu tio conseguira um emprego numa fábrica de produção de Açúcar na Vila de Catumbela. Tem, assim, com 15 anos o seu primeiro emprego numa loja comercial, ficando a comer e a dormir na casa do patrão.

Em 1953, opta por fazer o serviço militar em Portugal Continental, servindo, durante dois anos, no Quartel de Cavalaria 5 em Aveiro, onde era rádio telegrafista.

Após o serviço militar, emigra para o Brasil em 1955, com 23 anos, começando o seu percurso profissional como vendedor da Casa Tigre, tendo rapidamente tornado-se sócio da empresa.

Posteriormente, adquire, com os seus sócios, uma participação na Medical, então um pequeno empreendimento, a qual se tornou na maior empresa na área da comercialização de equipamentos médicos na região Norte-Nordeste.

A 2 de Dezembro de 1998 foi-lhe atribuído, no decurso da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco, o "Título de Cidadão de Pernambuco".


Memórias de Infância

Eu nasci em 27/03/32, num domingo de Páscoa, numa Aldeia de nome Alquerubim [concelho de Albergaria-a-Velha], situada á margem direita do Rio Vouga, pertencente ao distrito de Aveiro cuja cidade fica a 18 Km.

Em Alquerubim cursei até o 4º ano primário e com 11 anos ingressei numa Escola Comercial e Industrial na Vila (hoje Cidade) de Águeda e que fica a 9 Km, de Alquerubim.

O percurso que era feito numa bicicleta de adulto na qual eu não conseguia sentar na sela já que era muito pequeno e não alcançava os pedais. Vocês não avaliam o quanto sofri nesses 4 anos já que me alimentava muito mal, o inverno era muito rigoroso, eu não tinha luvas nem agasalhos suficientes. (...)

Da minha aldeia só tinha mais um rapaz já mais velho do que eu, que estudava em Águeda na Escola de Sargentos e às vezes coincidia nós virmos juntos. (...)

Associativismo

(...) "tanto no Gabinete Português de Leitura, como no Clube Português, participei de alguns cargos de menor expressão. No Hospital Português onde fui Secretário da Assembléia, Mordomo Suplente e actualmente Director Secretário. Na igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Madalena, faço parte do Conselho Paroquial há [mais de] 35 anos e onde estou sempre presente procurando ajudar os mais necessitados."

Fonte/Mais informações: Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (1998)

Nota: Foto gentilmente cedida pelo Sr. Flavius Falcão (empresa Medical)


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Memórias de Alquerubim de Augusto de Miranda (1956)

A velha igreja

A velha igreja de Alquerubim – a que eu conheci quando era menino e moço e que foi restaurada por volta de 1912 – erguia-se, naquele tempo, menos elegante, menos airosa do que hoje, mas mais vulnerável no seu aspecto vèlhinho com seus musgos, suas soleiras desgastadas por séculos de uso, os tufos de hortênsias na ilharga voltada ao Norte, lado de onde ficava a residência paroquial, a uma dezena de passos da porta da sacristia.

A residência

A residência era para mim qualquer coisa participante da veneração que eu tributava à Igreja. Entre esta e a residência havia a mesma identidade que eu estabelecia entre Deus e o Prior.

Este vivia no 1.º andar, para onde se subia por uma escada de pedra, que ainda existe, de construção mais recente do que a edifício, que foi profanado pela revolução de 1910, a qual o pôs à venda com o passal.

O edifício, onde durante alguns anos depois funcionou o Correio, está hoje desabitado e, por isso, e atendendo a que é um edifício velho, está em pouco menos que ruínas.

Pequena "figueiroa"

À esquerda de quem sobe ficava uma pereira "figueiroa", casta portuguesa de grande fama, a qual ainda lá está, também vèlhinha, mas dando ainda daqueles saborosos frutos que eram, e hoje mais do que nunca, a tentação da garotada. Naquele tempo quase se lhes tocava com a mão.

Hoje, só trepando à árvore os rapazes conseguem colhê-los, sem terem a quem guardar respeito, visto a casa estar vaga. Por baixo era o celeiro e a adega, bem como os aposentos do sacristão e pessoal agrícola.

Parreira

Paralela à residência, ocupando toda a área entre a casa e a igreja, cobrindo o terreno tapetado de relva espontânea, estendia-se uma parreira, alta à moda da região, desentranhando-se numa dupla abundância de sombra e de cachos – no Verão, já se vê.

Debaixo desta parreira, junto à parede da residência, na face voltada à Igreja, ficava um banco, simples mas venerável pelas pessoas que ali costumavam sentar-se ao cavaco enquanto esperavam pela missa, pelo que aquele banco tinha para mim mais importância do que a poltrona de um ministro: três ou quatro séries de estacas fincadas no chão, e sobre elas uma tábua de pinho, e eis tudo.

Pessoas respeitáveis da freguesia

Ali vinham sentar-se as pessoas mais respeitáveis da freguesia (não falando do prior, que ficava no topo da pirâmide social), pessoas todas de elevados méritos mentais e morais.

Era o Dr. José Pereira de Lemos, médico distinto, dotado de rara intuição no diagnóstico de uma doença e competentíssimo na medicação, figura bíblica nas suas barbas patriarcais emoldurando um rosto prazenteiro que, era, só de vê-lo à cabeceira, o melhor remédio para levantar as forças do doente.

Era o Dr. João Eduardo Nogueira e Melo, cérebro robusto mixto de jurisconsulto e de agricultor, advogado de fama nestas comarcas da redondeza e figura de alto relevo na política do distrito.

Era o Professor Leal – Manuel Maria Mendes Leal, de seu nome por inteiro – que aliava as mais afectuosas qualidades de pai às de carinhoso professor, que deixou em cada aluno um amigo e que tinha numa gaveta da secretária a palmatória, a qual servia mais para meter susto do que para castigar e que, apesar dos seus cinco olhos, não conhecia os alunos, porque raras vezes os via.

Era Manuel Maria Amador, o zeloso chefe de Conservação das estradas desta zona, as quais andavam sempre que era um primor, incansável funcionário em que se aliavam, de uma forma rara, qualidades de tipo popular e do diplomata, figura invulgar pela sua dedicação ao serviço público, grande conversador e relacionado com toda a gente.

Mais madrugador que o melro, metia no estômago, de manhã cedo, uma terrina de sopas de café e , ala, ele aí vai, sentado à boleia do seu trem de 4 rodas. Não havia temporal que detivesse nem geada que bloqueasse este homem doente que, se parasse, morria, e se lhe entorpecesse a língua, emparvecia.

Fonte: A. de Miranda / Boletim Mensagem - 15/01/1956 (adaptado, incluindo subtítulos)

(em Novos Arruamentos)

Mais informações

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Proclamação da "Monarquia do Norte" (III) - Derrota das Forças Monárquicas

A Junta Governativa era optimista e em notas oficiosas aos jornais e conversações com jornalistas, não cessava de armar a sua confiança no êxito final. (...)

Em 27, informava que as forças republicanas tinham sido desalojadas de Albergaria, pela coluna Corte Real Machado retirando em completa desordem e que o governo de Lisboa "estava em completa desorganização, tendo-se manifestado a favor da restauração monárquica algumas guarnições que a principio se mantinham neutras".

A verdade, no entanto, era outra, tendo as Tropas republicanas ultrapassado Angeja e Albergaria-a-Velha no dia 31 de Janeiro de 1919.

Toponímia

A Rua do Hospital foi crismada, temporariamente, de Tenente Roby após a derrota da Monarquia do Norte, em 1919. O então alferes Roby foi o responsável pela detenção do chefe dos “trauliteiros” Bento Garrett


Angeja

A ponte de Angeja sobre o Rio Vouga foi destruída pelas tropas fieis à República, tendo-se estas concentrado durante três dias na margem esquerda, encontrando as forças couceiristas na margem direita.

São João de Loure

A coluna, comandada pelo capitão sr. Gonzaga, conhecida pela "Legião Voluntária Scalabitana", repeliu os revoltosos junto à Ponte de S. João de Loure.

Alquerubim

Os revoltosos monárquicos, que fugiram à aproximação das forças republicanas, avançaram até Alquerubim.

Fontes: Revista Ilustração Portuguesa (1919) / Portal da História / Clichés do sr. Manuel d’ Abreu


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Casa da Fontoura, Alquerubim

A Casa da Fontoura é uma das mais antigas casas da freguesia de Alquerubim.

O imóvel, de rés-do-chão, datado do século XVIII, situa-se na Rua de São Brás, no lugar de Beduído, freguesia de Alquerubim, e foi alvo de obras, de modo a tornar-se num espaço de turismo rural.

O imóvel é actualmente da propriedade de Alberto Nogueira de Lemos, médico de cirurgia torácica no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Parte da casa foi destruída por um violento incêndio em Dezembro de 2007.

Fonte: Em Aveiro (in "Novos Arruamentos")

Ligações: Quinta da Fontoura / Família Nogueira de Lemos (geneall.net)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

"Alquerubim" em poesia experimental portuguesa

A escritora Salette Tavares nasceu em 1922, em Moçambique, tendo-se mudado aos onze anos, com a sua família, para Sintra, e viveu em Lisboa até 1994, ano em que morreu aos 72 anos.

Uma das suas obras, datada de 1979, intitula-se "Alquerubim" e consiste num poema gravado em alumínio que nos permite ler "Alquerubim" em várias direcções numa sucessão de onze linhas:


Opinião de Rui Torres (site: po-ex.net)

"Alquerubim" é outro poema gravado em alumínio que, com todo o seu brilho e luminosidade, esgrime pelo seu lugar entre as fronteiras das artes. Mas é na leitura anagramática que propõe que a sua poeticidade melhor se exprime.

Na dobra da repetição da palavra, Salette Tavares promove um arranjo visual combinatório com a palavra "ALQUERUBIM" em maiúsculas que nos permite lê-la em várias direcções numa sucessão de onze linhas, criando uma estrutura viva de leituras circulares.

Fonte: Novos Arruamentos (adaptado)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Maria Cândida Sousa Miranda, médica

Maria Cândida Sousa Miranda nasceu em 30 de Julho de 1952, em Alquerubim, concelho de Albergaria-a-Velha.

Em 1975 concluiu a licenciatura em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Iniciou o internato policlínico básico nos Hospitais Civis de Lisboa em 1975, tendo posteriormente pedido transferência hospitalar para a zona centro.

1981-1993

Ingressou no internato complementar de anestesiologia em 1981, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), tendo-o concluído em 1985 com a classificação de 18 valores.

Exerceu funções de assistente hospitalar de anestesiologia nos HUC de 1985 a 1988, tendo estado igualmente destacada no Hospital Distrital de Castelo Branco.

Posteriormente, foi colocada, por urgente conveniência de serviço, no Hospital de Nossa Senhora da Ajuda ─ Espinho, em 2 de Maio de 1988, exercendo funções de responsável do serviço de anestesia até 1991.

E entre Dezembro de 1992 e Junho de 1993 exerceu funções no Hospital Distrital de Estarreja, conforme protocolo entre os dois hospitais.

Adquiriu o título de especialista pela Ordem dos Médicos na área de anestesiologia em 25 de Novembro de 1993.

1994-2005

Obteve o grau de consultor da carreira médica hospitalar em 1994, tendo tomado posse como assistente hospitalar graduada em 1995.

Em 1996 retomou a responsabilidade do serviço de anestesia do Hospital Nossa Senhora da Ajuda ─ Espinho e foi também nomeada responsável pelo bloco operatório, tendo mantido o exercício destas funções até Novembro de 2005.

Nomeada adjunta do director clínico para a área do bloco operatório em 1996, exerceu até 2003.

Efectuou concurso de provimento para uma vaga de chefe de serviço de anestesiologia, no mesmo hospital, em 19 de Março de 1999, tendo obtido a classificação de 18,4 valores.

2005 - ...

Nomeada, por despacho de Sua Ex.ª o Ministro da Saúde, para exercer funções de Directora Clínica no Conselho de Administração do Hospital de Nossa Senhora da Ajuda ─ Espinho em 25 de Outubro de 2005, ocupou esse lugar até Março de 2007.

Ocupou o cargo de assessora do Director Clínico, para a unidade de Espinho, de Março a Outubro de 2007.

Foi nomeada, pelo director do serviço de anestesiologia do Centro Hospitalar V.N. de Gaia/Espinho, EPE, responsável pela área de anestesia na unidade de Espinho.

Nomeada Directora Clínica do Hospital Visconde de Salreu (Estarreja) em Abril de 2008, funções que exerce actualmente.

Fonte: Diário da República (adaptado)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Larus - Design Urbano

A LARUS - empresa especializada na concepção e fabrico de mobiliário urbano (ver portfolio) - iniciou a sua actividade em 1988, em Alquerubim, sendo o seu sócio fundador Pedro Martins Pereira, engenheiro metalúrgico de formação e com larga experiência como Director Técnico da Fundição ALBA (fundada pelo seu bisavô em Albergaria-a-Velha) e como consultor.

A LARUS obteve grande visibilidade aquando da Expo 98 de Lisboa. A facturação duplicou e surgiram novos clientes. No entanto, para Pedro Martins Pereira, "foi igualmente muito importante trabalhar com excelentes profissionais e abriu as portas a outras colaborações".

É que a LARUS passou a ser uma marca associada aos mais reputados arquitectos e designers nacionais, como Manuel Salgado, Sidónio Pardal, Daciano da Costa, Francisco Providência, Henrique Cayatte ou Jorge Trindade. Aliás, a empresa foi pioneira na criação de um gabinete de design próprio.

Vários dos colaboradores da LARUS, incluindo Pedro Martins Pereira, tinham experiência na criação de novos produtos, pelo que desde o seu início, o departamento de design integrou designers de produto, designers gráficos e projectistas.

Os resultados estão patentes nas inúmeras distinções coleccionadas nos últimos anos, com destaque para a atribuição, por duas vezes, do Prémio Nacional de Design (1991 e 2000), a representação de Portugal no Prémio Europeu de Design (1994), menção honrosa na primeira edição do Concurso Design Management Europe Award – 2007 e red dot, prémio internacional de design, na Alemanha.

O início da actividade foi com a encomenda para projectar e produzir uma série de quiosques a instalar na cidade de Aveiro. Depois surgiram equipamentos para esplanadas.

Da colaboração com a Expo 98, concorrendo com outros fabricantes de maior dimensão, resultou o sistema de sinalética e os quiosques multimédia, bem como estruturas de ensobramento.

Entretanto deslocalizada para a sede do concelho, as actuais linhas de mobiliário urbano integradas englobam uma diversidade de equipamentos (bancos de jardim, floreiras, papeleiras, iluminação pública, abrigos, etc.).

Fontes: notícias de aveiro / Marcas e patentes / CCT

segunda-feira, 25 de maio de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Queima do Judas no Fial

“É uma brincadeira antiga que vale a pena ser divulgada. No sábado de Aleluia, há a Queima do Judas e no fim uma descarga de fogo preso termina a festa”, explica António Frutuoso, que em conjunto com um grupo de jovens organiza a tradição.

(...) António Frutuoso faz parte da tradição, participada por crianças, adultos e idosos, que ao longo dos anos vai falando as verdades a brincar.

“Há brincadeiras, há teatros e no fim o Tribunal do Carvalhal com as suas duas advogadas, “Metolaminha” e “Aquinaracha”, onde uma defende e outra acusa”, explica António Frutuoso que foi o juiz do Tribunal.


Sábados de Aleluia

Às 21.30 o espéctaculo
Vai começar e temos
todos os condimentos
para vos agradar

Pois é aqui no Fial
Neste pequeno lugar
Que Judas vai ser julgado
Por crimes e rebeldias que andou a praticar

Faça frio ou calor
Ou até esteja a chover
O que é certo é que você
Esta tradição não pode perder

Nesta Queima de Judas
Todos queremos animar
Mesmo aos que venham de fora
E não só ao povo do lugar

E para acabar em beleza
Toda esta animação
O fogo preso e de artificio
Conclui mais uma tradição

Temos comédia, música
Luz, calor e alegria
Agora para tudo corra bem
Só precisamos da vossa companhia

Durante a noite
temos tasquinhas a trabalhar
Onde o bom vinho, as feveras e o caldo verde
também não vão faltar

Fontes: Beira Vouga (Fernanda Ferreira) / Novos Arruamentos

Foto: net

segunda-feira, 6 de abril de 2009

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Henrique Vaz Velho, Médico

Henrique Vaz Velho nasceu em Pardos, Alquerubim, em 3 de Agosto de 1943.

Frequentou o ensino primário em Alquerubim e o secundário, até ao 6º ano, inclusivé, no Liceu José Estevão, em Aveiro, tendo concluído o 7º ano no Colégio de Albergaria.

Depois matriculou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, onde se manteve até ao 4º ano, inclusivé, tendo concluído a licenciatura na Faculdade de Medicina de Lisboa, em 1968.

Entretanto, especializou-se em cirurgia cardiotorácica, passando a exercer a sua actividade nos Hospitais Civis de Lisboa, sendo efectivo e chefe de serviços no Hospital de Santa Marta de Lisboa (Chefe do Serviço de Cirurgia Cardio Torácica).

Em 2002 foi responsável por um transplante pulmonar duplo, acontecimento amplamente divulgado, nomeadamente através da televisão.

Desde Fevereiro de 2007 é responsável pelo sector de Cirurgia Cardio Torácica no Hospital da Luz em Lisboa.

Fontes: João Nogueira de Sousa e Melo, Jornal de Albergaria (26.11.2002) / Hospital da Luz

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

João Eduardo Nogueira e Melo (1844-1915)

Nasceu em Alquerubim em 1844. Seu pai era de uma família de proprietários e lavradores ricos e sua mãe era de uma destacada família de Angeja.

Habituado desde muito novo à vida do campo e dela conhecedor, foi, no entanto, por determinação paterna, fazer o Curso de Direito na Universidade de Coimbra, o qual concluiu em 1870.

Regressado à sua terra, de início repartiu a sua actividade entre a agricultura e a advocacia onde depressa veio a criar nome pela sua argúcia e saber.

Atraído para a política pelas amizades que foi criando em Aveiro, veio a ser nomeado Admnistrador do Concelho de Albergaria-a-Velha e, pouco tempo depois, concorreu à Câmara, tendo vencido as eleições. Foi Presidente entre o começo de 1893 e finais de 1895, mostrando sempre grande empenhamento na continuidade das obras em curso, como a dos Paços do Concelho e a das vias de comunicação.

Contribuiu igualmente para dotar a freguesia de Alquerubim de uma boa rede de estradas bem como para pacificar as provocações alarmadas com as constantes provocações, desacatos e violências do chamado Rei de Paus.

Fez dividir os baldios paroquiais em lotes, distribuindo-os para aforamentos e aproveitando o produto do seu rendimento para melhoramentos locais.

Por força das excelentes relações políticas foi eleito Procurador à Junta Geral do Distrito, na qual se manteve largos anos, batendo-se por maiores benefícios para a Região do Baixo Vouga. (...)

Faleceu em Outubro de 1915, na sua casa de Alquerubim, depois de longa e penosa doença.

Fonte: António Homem de Albuquerque Pinho, “Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha” (adaptado)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Alexandre de Sousa Melo, Conselheiro (1847-1926)

Era natural de Paus, freguesia de Alquerubim, onde nasceu em 1847, no seio de uma família que teve longa influência na região. Fez o curso de Direito na Universidade de Coimbra e seguiu a carreira da magistratura.

Em 1881 foi promovido a Juíz e, após ter desempenhado com relevo esse cargo em várias comarcas, foi promovido a Desambargador e colocado na Relação do Porto, em 1905.

Conservando a sua residência no palecete que fora do Comendador Ferreira Tavares, aqui vinha não só passar férias, mas em visitas frequentes pelo que pertencia a todos os organismos associativos locais e tomava parte em todas as tertúlias albergarienses que animava com a sua cultura assim como nos carnavais em que, no início do século, desfilava com a família no seu automóvel engalanado, objecto raro na época.

Em 1912 foi promovido a Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, tendo sido o primeiro albergariense a alcançar o posto mais alto da magistratura.

Aposentado cinco anos mais tarde, fixou-se definitivamente no seu palacete, no Largo que hoje tem o seu nome. Colaborou com alguma frequência nos semanários locais “Correio d’ Albergaria” e “Jornal de Albergaria”, sobretudo em artigos de interesse local.

Faleceu em Agosto de 1926.

Fonte: António Homem de Albuquerque Pinho, “Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha”

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

António Augusto Miranda (1886-1964)


António Augusto Miranda nasceu em Aveiro no dia 28 de Janeiro de 1886 mas cedo passou a viver em Alquerubim na companhia de sua Mãe.

Nos anos de 1912 e 1913 foi director do jornal "O Concelho de Albergaria" (que a partir do nº 14 mudou de nome para "Progresso de Alquerubim"). De 1915 a 1917 colaborou no jornal "A Democracia do Vouga".

Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra optou, a partir de 1921, pela Magistratura nas Colónias tendo sido juiz em Angola, India, Moçambique e Macau.

Regressou à Metrópole e foi colocado na Relação de Lisboa, em 1948. Após a aposentação passou a viver em Alquerubim. Entre Janeiro de 1956 e Janeiro de 1962 colaborou no Boletim "Mensagem" da freguesia de Alquerubim (fundado pelo Padre Miguel da Cruz).

Faleceu em 26 de Janeiro de 1964, na Vila da Feira, em casa de familiares. Foi sepultado em Alquerubim no dia em que completaria 78 anos de idade.

Obras Publicadas

Publicou os livros "Scenas da Aldeia" (1909),"Os Meus Ídolos" (1914), "Manual Teórico e Prático dos Juizes Municipais, Instrutores e Populares" (1928) e "Posse e tutela possessória: ensaio sobre a posse e os remédios possessórios" (1945).

Foi igualmente autor da opereta "Pérolas do Mar".

Mais informações

Fernando Almeida de Miranda, um dos filhos do Dr. António Augusto Miranda, coligiu alguns dados biograficos que recentemente foram colocados na internet pela neta Emilia. Na página http://recordando.wikispaces.com é possível saber mais sobre a vida do Dr. Miranda e ler algumas das suas crónicas.

Família

O Dr. António Augusto Miranda era segundo sobrinho do Dr. José Correia de Miranda, neto de sua irmã Joana Rita, Bisneto do Capitão Francisco Correia de Melo e segundo primo de Maria Rita [avó de Laudelino Miranda Melo], Margarida [mãe da Dra. Domitila e do Dr. Herculano Miranda] e restantes irmãs.

Fonte: Fernando Almeida de Miranda

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Antigo Palace-Garage Hotel (Garagem Vidal)


O Palace-Garage Hotel estava localizado em frente à Praça Dª Teresa (Torreão), na vila de Albergaria-a-Velha. O autor do projecto foi o Sr. João Gomes, então professor da Escola Industrial de Águeda. Casou e viveu em Alquerubim e era pai do Sr. António Oliveira (da empresa OMS). Nasceu em Eirol. Teve outros projectos no nosso distrito, incluindo em Aveiro.

O edificio (estilo Art Déco) serviu para Hotel, garagem [Garagem Vidal] e mesmo quartel dos Bombeiros.

Apesar do pedido de classificação ao IPPAR, o "Antigo Palace-Garage Hotel" foi demolido já neste século XXI.

O local, mesmo ao lado do actual quartel dos Bombeiros, está a ser usado para estacionamento de viaturas dos Bombeiros. Triste fim para um edificio emblemático de Albergaria-a-Velha.

Fontes: wikipedia / Duarte Machado (Jornal de Albergaria)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

José Bastos, Guarda Redes de Futebol

José Bastos nasceu em Alquerubim em 17 de Outubro de 1929, tendo-se notabilizado como um dos mais importantes guarda-redes portugueses da década de 50.

Ainda jovem foi lançado por Cândido Tavares como titular do Sport Lisboa e Benfica.

Entrou no Benfica numa época dourada. Que o foi também pelo seu inestimável contributo. A Taça Latina passava a ser objecto de culto na sala de troféus do clube. Foi em 49/50. Era o primeiro grande titulo internacional. Com Jacinto e Fernandes; Moreira, Félix e José da Costa; Corona, Arsénio, Julinho, Rogério e Rosário.

Intocável no seu posto, assim percorreu os quatro anos seguintes. Com três Taças de Portugal. Académica (5-1), Sporting (5-4) e FC Porto (5-0).

Já o Campeonato, esse, foi-se escapando. Por algum motivo, ainda na actualidade, badalados são os méritos dos Cinco Violinos do Sporting. “O Zé era um guarda-redes muito calmo, nada o perturbava, nada lhe causava intimidação; sem grande elasticidade, era sóbrio, abominava dar espectáculo, fazer defesas para a fotografia; não me lembro de ter sofrido um golo após ressalto, ele adivinhava a trajectória da bola”, no raio x do jornalista Alfredo Farinha.

Nas épocas de 54/55 e 55/56, perdeu a titularidade para o novo recruta Costa Pereira. No biénio imediato, a sub-rogação, outra vez primeiro foi. As hostes benfiquistas dividiam-se. Para uns, Bastos; para outros, Costa Pereira. Ganharia a juventude à experiência. Assim aconteceu no termo da década de 50, vivia-se o limiar das subjugantes exposições internacionais do Benfica.

José Bastos ainda hoje integra a meia centena de jogadores mais utilizados na vida do clube. Aproximou-se dos 200 jogos oficiais, com saldo de três Campeonatos, cinco Taças de Portugal e uma Taça Latina. E aquele pequeno-grande detalhe, da humildade. Que mais valorizava o aprumo e a categoria com que subiu a escadaria principal de acesso ao salão nobre das glórias benfiquista.

Benfica: 48/49 - 59/60 (11 épocas, 196 jogos)
Atlético: 60/61
Beira-Mar: 61/62 (*)

(*) Bastos foi o guarda-redes titular da primeira equipa do Beira-Mar na 1ªa Divisão

Fonte: Memorial Benfica, 100 Glórias (adaptado), Cromo dos Cromos, Ser Benfiquista

1949-50


1956-57

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Maria de Lourdes Resende

Maria de Lourdes Resende é uma conhecida cantora portuguesa, que nasceu no Barreiro, em 29 de Janeiro de 1927, tendo-se iniciado nas cantigas na freguesia de Alquerubim (conforme é referido na "Enciclopédia da Música Ligeira Portugal" coordenada por João e Luís Pinheiro de Almeida).

Alcunhada de "a feia-bonita", Maria de Lurdes Resende daria uma resposta digna do seu carácter, popularizando a cantiga "A Feia".

Mas "Alcobaça" foi o seu grande êxito em Portugal e além fronteiras. "Quem passa por Alcobaça, não passa sem lá voltar...". Quem não se lembra das palavras desta canção?

E foi justamente em Alcobaça que Maria de Lurdes Resende foi homenageada por ocasião dos seus 50 anos de carreira, no Cine-Teatro daquela cidade, que reuniu inúmeras vedetas contemporâneas, autores e compositores, amigos e familiares. Maria de Lurdes imortalizara Alcobaça e esta imortalizou-a dando-lhe o nome a uma das suas principais ruas.


Prémios

Prémio de cançonetista no Concurso de Artistas Ligeiros da Rádio (1948).

Prémio da Canção de Sucesso, realizado em Génova, com a canção "Alcobaça", com letra de Silva Tavares e música do maestro Belo Marques (1955).

"Rainha da Rádio" num concurso promovido pela revista Flama (1955).

"Rainha do Espectáculo" num concurso da revista Plateia (1956).

"Rainha da Rádio" e Prémio de Imprensa (1962).

1º e 2° prémios do Festival Internacional da Canção, em Toronto, Canadá (1966).

"Maior Cançonetista Portuguesa" pela Imprensa de Angola (1967).

Homenagens

Em 1970 recebe a Comenda da Ordem de Benemerência, por ocasião dos seus 25 anos de carreira. Protagoniza ainda a peça "Um Chapéu de Palha de Itália" do TEC.

Recebeu as Medalhas de Prata das Câmaras Municipais do Barreiro, Alcobaça e Lamego e também a Medalha de Ouro da Câmara Municipal do Barreiro.



Diversos

Em 1957 participa na primeira emissão da RTP.

Em 1964 estreia-se como apresentadora de TV num concurso com Artur Agostinho.

Em 1970, protagonizou a peça "Um Chapéu de Palha de Itália" do TEC.

Fontes/Mais informações: Macua, Wikipedia / Informa02