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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Memórias da Alba no âmbito da Oficina de Tapeçaria "Tecer as Memórias"


Integrado no festival de fazedores de artes "Dos Modos Nascem Coisas", a AlbergAR-TE promoveu, em parceria com o CEARTE, uma residência artística têxtil nos dias 8 a 12 de Agosto: Oficina de Tapeçaria "Tecer as Memórias" com Guida Fonseca.

Pretendeu-se através do trabalho criativo, desenvolvido durante a residência, realizar uma instalação/objectos sobre a memória do património imaterial que estará patente ao publico no Cineteatro ALBA até 25 de Outubro.



Fundição Lisbonense (Açores) onde tudo começou









Fonte: facebook (Tucha Martins e Guida Fonseca)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

"Lugares Múltiplos" por Ana Aragão


"Lugares Múltiplos" é um projeto sobre a identidade da Região de Aveiro, reinventada através do imaginário gráfico de Ana Aragão. Uma história aos quadradinhos que retrata uma viagem pessoal por 11 municípios: Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do Vouga e Vagos.

Sempre à mão e de memória, a autora vai desenhando, um a um, os 99 azulejos que compõem o seu mapa, cabendo ao visitante a colocação da última peça para completar o puzzle.

"Lugares Múltiplos" com as ilustrações do mapa mental da Região de Aveiro vão estar de 3 a 5 de de Outubro junto ao Cineteatro Alba.

03 A 05 OUTUBRO 2014 | SEXTA-FEIRA A DOMINGO | 10H00
Exposição | CTAlba – Exterior
LUGARES MÚLTIPLOS
Gratuito

Agradecimento: Ana Aragão 








quinta-feira, 14 de julho de 2011

Marta Real - outro carro da co-autoria de Francisco Corte Real

Francisco Corte Real Pereira concebeu e projectou - em colaboração com Emílio Marta - um carro denominado "Marta Real".

O Marta-Real 2 litros foi desenhado por Corte Real e fabricado nas oficinas do Team Irmãos Unidos em Angola nos finais dos anos 60, ainda o Corte Real era vivo.

Corte Real não chegou, no entanto, a ver o seu sonho realizado que era ver o carro em competição. Só o viu a fazer testes no autódromo de Benguela em 1970 antes da tragédia de Sá da Bandeira que o vitimou.


O carro não oferecia segurança. Tinha que ser equilibrado com uns pesos à frente e estava equipado com o motor BMW 2002 transformado pelo alemão Schneider e tinha uma caixa ZF. O chassi era dum Lotus Elan e a estrutura em chapa de alumínio.

O carro não foi muito bem sucedido. Não há registos de ter ganho nenhuma corrida.

Fonte: Portal dos Classicos

terça-feira, 12 de julho de 2011

Carro Alba em destaque no programa Auto Esporte (Brasil)



A viagem era só para ser até Portugal mas, quando chegou lá, a Millena acabou por se aventurar no tempo. (...) Sabemos que Portugal não tem tradição de carros desportivos, mas o Alba é uma menção honrosa. (*)

Assim começa um destaque sobre o Alba exibido no programa Auto Esporte, da TV Globo (Brasil), onde o carro Alba é apresentado de forma descontraída, leve e divertida, mas sem perder rigor ou cansar o espectador.

Na reportagem, da autoria de Millena Machado, podemos ver António Augusto Martins Pereira (apresentado como "idealizador, construtor e piloto" do Alba) falando do seu envolvimento com o Alba e mostrando as fotos do motor que foi construído de raiz para equipar este automóvel.

Mas o vídeo não se fica por aqui, são ainda apresentados vários pormenores, tanto do veículo, como do seu funcionamento.

Fontes: gi.globo.com / Rodas de Viriato

Video: Globo.com

Dica: Fernando Chaló (Facebook)



(*) O Alba não foi o único carro desportivo produzido em Portugal nos anos 50.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Da Bicicleta ao Automóvel

A posição estratégica do concelho fez com que as novas máquinas aqui chegassem cedo. Os Jornais de Albergaria e Angeja, do séc. XIX já trazem anúncios de lojas e centros velocípedes que vendem e fazem “consertos rápidos e garantidos em bicyclettes e motocyclettes”.

E anúncios do género mantêm-se pelas primeiras duas ou três dezenas de anos do século seguinte, demonstrando a importância e aceitação, sobretudo das primeiras, numa zona aplanada como esta.

Os automóveis que começaram a surgir na última década do séc. XIX e foram uma das grandes atracções da Exposição de Paris de 1898, onde ainda eram conhecidos por viaturas sem cavalos, não existiam em numero superior a mil, nessa altura.


Pois, em 9 de Junho desse mesmo ano esteve e parou em Albergaria-a-Velha o primeiro carro movido a gasolina, perante o pasmo de todos.

E a partir dai, o jornal “Correio d’Albergaria dá conta de muitas mais passagens e de acidentes com automóveis no concelho onde o primeiro de propriedade local era de um emigrante regressado do Brasil.

Pouco depois, já havia garagens e carros de aluguer (foto 1), na década de 20 havia o Palace-Hotel-Garage-Vidal (foto 2), bombas de gasolinas e a primeira carreira de camionetas para o Porto


Nos Anos cinquenta era fabricado nas Fabricas Metalúrgicas Alba, sob a orientação de António Augusto Martins Pereira e a colaboração de técnicos da empresa, um carro de sport (foto 3) que em 1952 ganhou o circuito da Boavista, no Porto.

Fonte: Junta de Freguesia / "Albergaria-a-Velha – Oito Séculos do Passado ao Futuro", António Homem de Albuquerque Pinho

terça-feira, 21 de setembro de 2010

José Luís Martins Pereira (Zé Lu)

Nasceu em Albergaria-a-Velha em 1948. Frequentou o 5.º ano de Engenharia Mecânica na Universidade do Porto e Engenharia e Gestão Industrial na Universidade de Aveiro.

Em meados de 80, ligado à indústria metalomecânica (Fábricas Metalúrgicas Alba), construiu o seu próprio carro ("Jupiter").


Fotografia

Estudou Fotografia em Coimbra (67 e 69) e Lisboa (70) e depois de vários prémios em concursos, começou a expor no País e no Estrangeiro, nomeadamente nos E.U.A., Itália, Inglaterra, França, Espanha, Canadá, China, Venezuela, Coreia (Seul) e Macau.

Expôs no Brasil (Belém, São Paulo e Rio de Janeiro), deixando diversas obras e continua a expor em Portugal.

Foi galadoardo em 1994 com o troféu "Aveiros - 1993", como melhor Artista Plástico, no campo da Fotografia.

Foi distinguido em 1996 pelo Semanário "O Litoral", com "A melhor foto de 1995".

Associativismo

É membro do grupo "Aveiro-Arte", da "Confraria Gastronómica de São Gonçalo", como Vice-Presidente da Direcção, da "Confraria Gastronómica de Sever do Vouga", onde é Presidente da Direcção, da Confraria da Água e preside a Associação de Amizade Portugal-França desde 1988.

Actividades artísticas e culturais diversas

A convite da Câmara Municipal de Aveiro, pertenceu à sua Comissão Consultiva de Cultura, até à sua dissolução em 1998.

Criou as Comendas de algumas Confrarias Gastronómicas (...) e diversos troféus e medalhas para eventos artísticos e desportivos.

Imprensa

Manteve em 2000 um artigo semanal de Análise e Crítica Gastronómica, no Semanário "Campeão das Províncias", em Aveiro. Colabora com vários jornais e revistas, nacionais e estrangeiros, a nível de imagem e opinião.

Pontualmente escreve um artigo de opinião "Culturas e Desculturas" no "Diário de Aveiro".

Cinema e TV

Como actor participou nos filmes "Hors Saison" de Daniel Schmidt, em 1993, "Maigret - L'improbable Monsieur Owen" de Pierre Koralnik, em 1998, e "Joana, a Louca" de Vicente Aranda, em 2000. (...)

Companhia de Dança

É Presidente da Direcção do GEMDA - Grupo Experimental de Música e Dança de Aveiro, de que foi fundador em 1983, e Director Executivo da Companhia de Dança de Aveiro , desde a sua fundação em 1986.


Automóveis

"Estive a um passo de ser piloto da Subaru em Portugal", lembra, com orgulho. Da sua admiração pelas máquinas nasceu também a ideia de criar o seu próprio automóvel.

"É o meu calhambeque", atesta, ao mesmo tempo que mostra a fotografia do carro que construiu com as suas próprias mãos.

Fonte: Ze-lu.blogspot (adaptado)

Jupiter

Este é o Jupiter; o carro do amigo Zé Lu com chassis e mecanica VW e carroçaria de fibra entre outras com a particularidade de ter umas jantes em aluminio bipartidas desenhadas pelo próprio e feitas na Alba, essas jantes eram usadas por alguns Porsches da Garagem Aurora e pelo na altura campeão Manuel Fernandes

Fonte: Orlando Patrício (em Portal dos Clássicos)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Excertos de entrevista ao sr. António Augusto Martins Pereira

Formação específica

O único curso que tenho é o curso geral dos liceus. Mas a minha família tinha a fábrica de metalurgia, o que foi fundamental para eu adquirir conhecimentos de mecânica e de metalurgia.

Conhecimentos que depois fui aperfeiçoando nas minhas viagens ao estrangeiro. Além disso, fui ficando com umas noções do que era preciso e mais essencial, ao longo da minha carreira como piloto, em que, apesar de não ter sido muito longa, consegui recolher a sensibilidade necessária para levar por diante a ideia que vinha amadurecendo.

Como surgiu a ideia de fazer um carro de competição ?

Bom, decidi fazer um carro meu, por pura distracção e divertimento. Nunca me passou pela cabeça dar início a uma indústria séria de automóveis.

Simplesmente, um dia lembrei-me: "Porque não fazer eu mesmo um carro ? Posso fazê-lo, tenho o que é preciso…" E foi o que fiz! O meu primeiro carro demorou quatro meses a ser feito.

Mas não tinha capacidades para bater os [Porsche] 356 e os Denzel, pois não tinha motor para isso, apesar de eu estar constantemente a evoluí-lo. Foi então que me lembrei de outra coisa: “Porque não fazer um motor, que pudesse ombrear com os meus adversários?” E nasceu assim o meu motor de 1500cc.

Fonte/Mais informações: AutoanDrive


Fotos: Rodas de Viriato / Museu do Caramulo

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

"Alba - Uma Marca Portuguesa de Automóveis" de José Barros Rodrigues (2010)

Em Portugal, nos anos de 1950, surgiu um fenómeno de criação de inúmeras marcas nacionais dedicadas à competição. Se o número já é surpreendente, o que se poderá dizer da sua qualidade de construção, que lhe permitia enfrentar com dignidade o que de melhor se fazia então na Europa, sobretudo em Itália e França – que eram os países onde se produziam os melhores “specials” de pequena cilindrada do pós-guerra.

A ALBA nesse conjunto de marcas portuguesas de competição, foi uma das mais importantes. António Augusto Martins Pereira [neto do fundador das fábricas metalúrgicas ALBA de Albergaria-a-Velha], o líder da equipa, e o seu amigo, Francisco Corte Real Pereira, contribuíram com a sua dedicação e o seu entusiasmo para o êxito deste projecto, e os resultados são, nesse domínio, indesmentíveis e conclusivos: as dez vitorias e o facto de mais de metade dos seus resultados serem lugares de pódio mostra a qualidade da construção e o cuidado na preparação de automóveis ALBA.

Apresentação (ACP)

O ACP Clássicos e José Barros Rodrigues, têm o prazer de o convidar para a Apresentação e Sessão de Autógrafos do Livro "ALBA – Uma Marca Portuguesa de Automóveis" que decorrerá nas instalações do ACP nas seguintes datas:

ACP Porto no dia 11 de Fevereiro pelas 18H00
ACP Sede no dia 23 de Fevereiro pelas 18H00

Apresentação (Livraria Ascari)

O livro será também lançado na Livraria Ascari, dia 13 de Março, pelas 11 horas, no âmbito dos pequenos almoços temáticos Ascari, que ocorrem uma vez por mês na livraria Ascari (Rua da Constituição, 267 4200-198 Porto).

O programa contará com:

· serviço de pequeno almoço - café e bolinhos - oferecido pela ASCARI;
· presença de Jose Barros Rodrigues para autografos nos livros;
· passagem de filme sobre o livro e sobre outras marcas portuguesas que fizeram historia no Autmobilismo Português, bem como fotos que marcaram o período deste icon do automobilismo português
· presença de pilotos sonantes do automobilismo português.

Além destes pontos já agendados, esperamos contar com uma pequena surpresa para os nossos leitores ...

Não é necessário confirmar, basta aparecer

Fontes: Portal dos Clássicos / Clássicos mania

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Alba LNA FF-11-83 de 1954

Construído em Lisboa, com carroceria Alba encomendada a Martins Pereira, inicialmente chamou-se Alba LNA e mais tarde LNA e o seu mentor foi o Dr.Francisco Rodrigues Luzes (de Lisboa) que corria com o pseudónimo de Constantino.

Com base Alba o LNA tinha carroceria em alumínio fabricada na Fábrica de Albergaria-a-Velha com chassis tubular com as suspensões independentes ás quatro rodas.

A carroçaria foi encomendada a António Augusto Martins Pereira, o que levou o LNA a ser muitas vezes confundido com o Alba OT-10-54. Surge como factor de diferenciação exterior a ausência da barra cromada horizontal com o simbolo alba no centro ao longo da entrada de ar frontal.

LNA

O Nome LNA teve por base os componentes do carro da marca italiana Nardi e Alba, assim:

L=Luzes + N=Nardi + A= Alba

Fonte: Albaportugal (Francisco Lemos Ferreira)

Foto: Francisco Ferreira in Museu do Caramulo

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

ALBA LA-11-18 da autoria de Francisco Corte-Real Pereira (1955)


O LA é o 3º Alba a ser concebido quase na sua totalidade por Francisco Corte-Real Pereira na Fábrica de Albergaria-a-Velha.

O seu desenho é em tudo similar ao TN, este teve duas carrocerias, na segunda Corte Real Pereira, após vender o LA adquiriu o TN e redesenhou a frente à imagem daquele que tinha concebido.

Existe igualmente a teoria que Corte Real Pereira teria colocado a carroceria do LA no TN, mas que carece de fundamento dado a familia afirmar que o LA foi vendido com motor Alfa Romeo, ficando o TN com motor Peugeot.

Fonte: Albaportugal (Francisco Lemos Ferreira)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Automóvel ALBA em Albergaria-a-Velha

O automóvel ALBA, que actualmente está no Museu do Caramulo, irá participar, na manhã do próximo dia 23 de Maio, em mais uma edição do Rali da Automobilia, organização conjunta do Clube Aveirense de Automóveis Antigos e Classic Clube de Portugal, em colaboração com a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha.



Foto: Orlando Patrício / Portal dos Clássicos

Alba em destaque na revista "Motor Clássico" e brevemente em livro da autoria do historiador José Barros Rodrigues



Contributo do historiador José Barros Rodrigues (fonte: Portal dos clássicos)

São apenas três: o OT-10-54 que foi desenvolvido ao longo de 1952, pintado em amarelo claro; o TN-10-82, que surgiu em 1953, também pintado em amarelo claro; e, finalmente, o último Alba – exclusivamente desenvolvido por Francisco Corte Real Pereira – com a matrícula LA-11-18 e que foi construído em 1955, com uma carroçaria vermelha.

O motor 1500 Alba nunca correu em circuitos, pelo que é falso que tenha participado na Boavista ou em Vila Real. O motor 1500 que aparece nas listas de inscritos da Boavista em 1955, nos treinos da Boavista em 1956 (onde o Alba de Corte Real teve um aparatoso acidente) ou em Vila Real, em 1958 é o «seis cilindros» de origem Alfa Romeo. O motor Alba 1500 era um projecto fantástico mas nunca teve oportunidade (sobretudo financiamento) para ser desenvolvido – tinha, por exemplo, problemas de lubrificação (...)

Há casos em que não há possibilidade de determinar com rigor o motor utilizado por cada um dos Alba nas diferentes provas mas em conversa quer com o António Augusto Martins Pereira quer com a família de Corte Real Pereira é possível estabelecer alguns princípios de utilização: o Alba 1500 foi sempre utilizado por AAMP, o motor Peugeot e o bloco Alfa Romeo foram sempre exclusivo do Francisco – há uma única excepção em que o mecânico electricista Carlos Miranda, por impossibilidade de Corte Real, utiliza o Alba LA-11-18 com o motor 6C. Os blocos Fiat/Simca (1089, 1099 e 1360) foram utilizados pelos dois em várias provas e pelos outros pilotos dos Alba, a saber: Elísio de Melo, Noémio Capela, Baltazar Vilarinho, Castro Lima, Manuel Nunes dos Santos e Alves Barbosa.

Do recenseamento que eu efectuei durante a pesquisa para o livro, os Albas inscreveram-se em 38 provas, participaram em 37 e obtiveram 43 resultados desportivos, entre os quais se contabilizam dez vitórias (à classe e absolutas). A mais extraordinária vitória foi, sem dúvida, a da I Taça Cidade do Porto, que teve efectivamente repercussão nacional, mas a vitória no Rali Vinho do Porto em 1955 é um marco no automobilismo nacional por ter sido a primeira obtida por um automóvel com um motor de concepção nacional. Há apenas uma única prova, a II Volta ao Minho, disputada em Setembro de 1955 em que a equipa Alba contou com a participação de três veículos para Corte Real Pereira, Martins Pereira e Baltazar Vilarinho.

Quanto aos gansos, eles terão sido desenhados por um amigo do Ângelo Costa – que teve algum protagonismo a nível do desenvolvimento dos motores – e Martins Pereira, que gostou do viu, adoptou-os no seu automóvel.

Dos três Albas que foram construídos, dois (o OT-10-54 e o TN-10-82) foram desenvolvidos pela dupla Martins Pereira/Corte Real Pereira em colaboração com o Ângelo Costa. O terceiro Alba (LA-11-18) foi feito por iniciativa do Corte Real, tendo o António Augusto colaborado pouco neste modelo.

A partir de 1955, o CRP participa em diversas provas apenas com o LA. Antes, entre 1952 e finais de 1954, o CRP faz provas apenas no OT. Em geral, até 1955, sempre que AAMP participava usava o OT e o Corte Real não corria. Em 52, 53 e 54 CRP apenas fez provas de circuito para a Alba e sempre usando o OT: Vila do Conde por duas vezes em 52; Boavista e Monsanto, em 53; Boavista e Monsanto em 54. Ou seja, até 1958, CRP nunca fez qualquer prova no segundo Alba, o TN – ou, melhor dizendo, eu não conheço nenhuma prova em que CRP tenha usado o TN, até 1958.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

António Augusto Martins Pereira

António Augusto Martins Pereira, nascido em 1927, filho de Américo Martins Pereira e neto do Comendador Augusto Martins Pereira, representantes de uma das famílias que mais marcaram, de forma positiva, o século XX do concelho de Albergaria-a-Velha.

António Augusto Martins Pereira é uma lenda viva do desporto albergariense. Desde muito novo, ainda estudante, começou a praticar voleibol no Sport Clube do Porto, jogando também futebol nos júniores do Infesta, dado que estudava no Colégio Almeida Garret, no Porto.

Foi igualmente praticante de motonáutica e o automobilismo foi outra das suas grandes paixões da juventude. O célebre carro Alba, uma relíquia que faz parte do seu espólio pessoal, acelerou pelo país inteiro, ganhando várias provas de âmbito, como a 2ª Taça Cidade do Porto e vários rallys, o mais importante de todos o do Vinho do Porto-Régua. O lendário carro Alba, da sua autoria, era vencedor habitual da categoria Sport, conduzido pelas mãos hábeis e pela perícia de António Augusto Martins Pereira.

Até que chegou a altura do futebol a sério e no renascer do Sport Clube Alba, no começo dos anos 50, após uma interrupção das actividades do clube que o seu pai e avô haviam fundado a 1 de Janeiro de 1941. Logo ficou patente o empenhamento e a dedicação sem limites de António Augusto Martins Pereira. Primeiro como jogador, nas posições de extremo-direito e avançado-centro, e até esporadicamente como defesa direito, sob a orientação de outro dos “monstros sagrados” do futebol albergariense, o inesquecível Carlos Alves, o homem das luvas pretas.

Jogou até aos 32 anos e deixou o seu nome ligado a uma fase histórica e heróica do futebol do Sport Clube Alba. Passou a dirigente e foi presidente da direcção e da Assembleia Geral até 1993. Ao todo, são 52 dos 57 anos de vida do Sport Clube Alba que ligaram o exemplar cidadão ao clube do seu coração.

António Augusto Martins Pereira pode ser considerado o mais completo e dedicado desportista do nosso concelho, pois foi ainda presidente do Sport Clube Beira Mar, durante dois anos e quatro como vice-presidente. Foi igualmente membro das direcções do Sporting Clube de Aveiro, do Clube Naval de Aveiro e do Clube de Albergaria, do qual é (tal como do Sport Clube Alba) sócio número um.

É ainda provedor da Misericórdia de Albergaria-a-Velha, onde, juntamente com os restantes mesários, tem desenvolvido uma obra social notável.

Em Março de 1998 foi alvo de homenagem pela sua contribuição para o desporto, tendo, entre outras iniciativas, sido baptizado o actual Estádio Municipal com o seu nome.

Fonte: Adaptado de Jornal de Albergaria de 24-03-1998 (Organização da Homenagem)

Em entrevista recente ao Portal dos Clássicos, referiu que a construção do ALBA - o automóvel integralmente português - foi "uma diversão e distracção" não tendo "a ideia de criar uma fábrica de automóveis".

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Tiago Monteiro com raízes em Albergaria-a-Velha


O famoso piloto de automóveis Tiago Monteiro nasceu no Porto, a 24 de Julho de 1976, contudo tem raízes raízes familiares em Albergaria-a-Velha.

O seu bisavô foi o Sr. Costa, dono da loja conhecida com o seu nome, e que há dezenas de anos vem funcionando no largo 1º de Dezembro, na vila de Albergaria-a-Velha.

O seu avô paterno foi Sérgio Costa, pessoa distintíssima, de uma simpatia inexcedível e de um trato afável, que foi o dono do Mercadinho Central, naquele mesmo largo 1º de Dezembro, mas que deixou memória imorredoura sobretudo por ter sido comandante dos Bombeiros Voluntários na década de setenta.

Foram pessoas, já falecidas, que muito se dedicaram a Albergaria, ao seu comércio e às suas causas filantrópicas.


Tiago Monteiro em Albergaria-a-Velha

Tiago Monteiro esteve no dia 14/01/2006 pela primeira vez em Albergaria-a-Velha (Aveiro), a fim de homenagear o seu falecido avô, entregando as luvas com que correu na época de 2005 aos Bombeiros Voluntários desta mesma Vila.

Tiago Monteiro entregou as suas luvas autografadas aos bombeiros locais, em sinal de carinho pelo homem por quem tinha uma grande paixão. «Com este gesto queria homenagear o meu avô, em particular, bem como os bombeiros de Albergaria-a-Velha e de todo o país». Tiago Monteiro aproveitou para sublinhar a importância dos bombeiros, dizendo: «Os riscos da minha profissão, são menores face aos perigos que estes homens enfrentam diariamente».

Tiago Monteiro é descendente de uma família muito acarinhada na vila de Albergaria. O condutor de Fórmula 1 recordou ao Diário de Aveiro que se lembra das férias que passava na sede de concelho com os primos. O avô de Tiago foi comerciante, comandante dos bombeiros de Albergaria e um dos impulsionadores da construção do actual quartel.

António Vinhas lembrou a obra realizada pelo homem que Tiago Monteiro fez questão de homenagear. «Sérgio Costa foi uma figura muito especial, não só para a vila de Albergaria, mas para todo o concelho. Ele batalhou pelo desenvolvimento desta terra».

Fontes: Jornal de Albergaria; Diário de Aveiro (Carmen Martins); Tugaf1; Nélson Santos

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Francisco Corte-Real Pereira (1914-1970)


Francisco Augusto de Quadros Vidal Corte-Real Pereira nasceu em 17 de Novembro de 1914 na Branca, Albergaria-a-Velha, tendo-se destacado como piloto de automóveis quer em Portugal, quer mais tarde em Angola, onde se radicou.

Piloto e mecânico de bom nível, foi um dos co-criadores do Carro Alba conjuntamente com António Augusto Martins Pereira.

 

O carro com matrícula OT-10-54 que foi desenvolvido ao longo de 1952, pintado em amarelo claro; o TN-10-82, que surgiu em 1953, também pintado em amarelo claro; e, finalmente, o último Alba – exclusivamente desenvolvido por Francisco Corte Real Pereira – com a matrícula LA-11-18 e que foi construído em 1955, com uma carroçaria vermelha.



Vencedor em 1951 e 52 da classe 1.100 c.c., no Circuito da Boavista, ajudou a desenvolver o Alba e a torná-lo num carro ganhador. 

Com três automóveis produzidos, a Alba tinha então uma estratégia clara de abordagem às provas nacionais: Corte Real tinha a seu cargo os circuitos e Martins Pereira dedicava-se às provas de regularidade.


Francisco Corte Real Pereira foi igualmente um dos impulsionadores, conjuntamente com Emílio Marta, de um outro automóvel de produção nacional, o Marta Real

Corte Real Pereira ao volante do Alba na Taça da Cidade do Porto de 1954 (Imagem disponibilizada por Cougar/Bélgica a Francisco Lemos Ferreira)


Vencedor do I Grupo (até 750 cc) no VIII Circuito de Vila Real em 1949 (14º na classificação geral)


Vencedor da I Taça Cidade do Porto, tripulando um dos nossos ALBA (1953)


2º lugar no circuito automóvel das Festas do Mar em Angola (1969)


Em 1970, Corte Real Pereira esteve, pela última vez, nas “6 Horas de Nova Lisboa”. Oito dias depois, em 15 de Agosto de 1970, viria a falecer em, vítima de acidente, em Sá da Bandeira (Huíla) quando tripulava o seu Lótus nas “3 Horas da Huila”.

No ano seguinte, foi instituída em sua homenagem a Taça Corte Real Pereira, troféu a ser disputado na prova de iniciados de Nova Lisboa. Em 1974 foram realizadas duas provas denominadas Taça Corte-Real Pereira: uma em Nova Lisboa, para iniciados, realizada a 27 de Julho; outra a 3 de Agosto, em Benguela, para a fórmula TC-A.

Segundo Armando Lacerda, "A sua criação teve em mente não só homenagear a memória deste piloto como, também, servir de exemplo aqueles que se iniciavam na modalidade como um exemplo de espírito desportivo de um grande Senhor."

Fontes: Armando de Lacerda / Ancestry.com / Carlos Corte-Real / Portal dos Clássicos / Francisco Lemos Ferreira / Museu do Caramulo