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terça-feira, 20 de agosto de 2019

VALART - de Albergaria-a-Nova para o mundo


A Valart - Metalúrgica Central do Vouga, Lda. foi fundada em 1978 em Albergaria-a-Nova, freguesia da Branca, por dois engenheiros, Valdemar Coutinho e Artur Martins, tendo-se dedicado inicialmente ao fabrico de caixas basculantes e cisternas e, posteriormente, alargado a sua actividade para o fabrico de Gruas hidráulicas industriais e florestais e viaturas polivalentes para bombeiros.

O Eng. Valdemar Coutinho, natural do concelho de Sever do Vouga, foi técnico da prestigiada Metalurgia Casal, em Aveiro, onde se destacou como professor da "Escola de Aprendizes", uma das pioneiras na formação profissional no nosso país, nas décadas de 60 e 70, e, mais recentemente, Presidente da Associação Industrial do Distrito de Aveiro (AIDA) durante 15 anos, sendo ainda Presidente da Assembleia Geral.


A Valart é o primeiro fabricante nacional certificado de Gruas Hidráulicas Industriais e Florestais e um dos poucos construtores em todo o Mundo de Semi-Reboques Porta-Contentores Marítimos, designados internacionalmente por SideLoaders (VALARTLIFTS).

A empresa canaliza mais de 90 % da sua facturação para o mercado internacional, o que é resultante da sua especialização na produção de equipamentos especiais de movimentação de cargas, destinados a um segmento de mercado muito especifico - os transportes.

A Valart tem actualmente três sócios, após a entrada no capital, e na direcção técnica da sociedade, da segunda geração da família Coutinho, com os filhos Sandra Coutinho e Flávio Coutinho.

Fontes: Site oficial / Sever do Vouga – o concelho e suas gentes / Relatório de estágio de Joana Vinhas Coelho / Acepi / Aicep / Portal d'Aveiro

 

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Quinta do Caima - Casa de Hóspedes e Casa Velha


A Quinta do Caima foi o local escolhido para instalar a primeira unidade fabril de celulose do Caima, a The Caima Timber Estate & Wood Pulp Company, Limited. Fundada em 1888, a empresa adquiriu os terrenos da Quinta do Caima, uma grande extensão de terras entre as freguesias de Branca e Ribeira de Fráguas, em Novembro de 1889.

Foi aí que instalou a sua fábrica de pasta de papel, conhecida como Fábrica do Caima, ou Companhia de Celulose do Caima, que se tornou a mais importante unidade fabril do género em Portugal, sendo igualmente construídos casas para o director, o engenheiro Erik Daniel Bergqvist, de nacionalidade sueca, e uma Casa de Hóspedes.


Casa de Hóspedes

A Casa de Hóspedes foi construída entre os finais do século XIX e inícios do século XX nas imediações da Fábrica do Caima, que procedia ao fabrico de pasta de papel. A moradia servia para albergar os técnicos especializados estrangeiros e os sócios da Fábrica do Caima que residiam no Porto ou fora do país, quando estes se deslocassem à unidade em trabalho.

O edifício integra-se no espaço da quinta, onde foram edificadas outras treze habitações, destinadas a vários empregados da fábrica (Casa do Motorista, Casa dos Montadores, Casa do Electricista, etc.), formando um complexo habitacional, rodeado por uma área de bosque murada.

De planta rectangular, a casa divide-se em dois pisos, com fachadas rasgadas por janelas. No frontispício foi edificada uma escadaria de cimento, que permite o acesso externo ao piso superior. Interiormente, está despojada de qualquer elemento decorativo.

Categoria de Protecção - Classificado como MIM - Monumento de Interesse Municipal
Edital n.º 846/2016, DR, 2.ª série, n.º 175, de 12-09-2016


Casa Velha

A Casa Velha era o mais importante edifício habitacional da quinta, servindo para albergar, durante décadas, o director da mesma. O edifício integra-se no espaço da quinta, onde foram edificadas outras treze habitações, destinadas a vários colaboradores da fábrica.

O imóvel sofreu obras de remodelação em 1939, durante as quais se instalou um inovador sistema de caldeiras e radiadores a água.

De planta rectangular irregular, o imóvel servia de habitação ao director da fábrica e respectiva família, dividindo-se em dois pisos, com alçados marcados pela abertura de janelas e corpo central destacando-se através do remate em empena triangular, recriando os modelos de casas de campo inglesas.

No conjunto, de linhas despojadas, destaca-se o telheiro alpendrado, em madeira, que precede a entrada principal da casa, e uma bay window no alçado posterior da casa; esta fenestração, de tipologia tipicamente anglo-saxónica, ornamentava originalmente a fachada lateral esquerda.

Categoria de Proteção - Classificado como MIM - Monumento de Interesse Municipal
Edital n.º 845/2016, DR, 2.ª série, n.º 175, de 12-09-201

Fontes: DGCP (1)(2) / CMAAV (1)(2) / Remax

sábado, 20 de abril de 2019

Da Moagem tradicional à Industrial no Concelho de Albergaria-a-Velha


Reportando-se às informações estatísticas de 1867, sobre indústrias e profissões, Gerardo A. Pery, refere a existência de 10.984 moinhos em todo o país.

O distrito de Aveiro tinha então 1273 moleiros, que trabalhavam nos 1251 "moinhos de água". O maior número foi registado na Feira (342) e em Macieira de Cambra (121). Destacando-se igualmente Águeda (83), Albergaria-a-Velha (69), Estarreja (68) e Vagos (65).

Recentemente, Armando Carvalho Ferreira e Delfim Bismark Ferreira inventariaram, no concelho de Albergaria-a-Velha, ruínas e vestígios de 354 moinhos. Este extraordinário número, que dá uma média de 2,27 moinhos por quilómetro quadrado, denuncia a preponderância da pequena exploração e atesta a persistência dos fenómenos económicos, sociais e culturais que os sustentaram.

Segundo o Inquérito Industrial de 1890, no concelho de Albergaria-a-Velha, havia 840 pares de mós de moinhos: 33 de laboração permanente, no rio Caima (freguesias da Branca e de Valmaior), com "118 rodas de milho e 11 de trigo", e 103 "moinhos de regato", com 188 "rodas de milho e 15 de trigo", nas restantes seis freguesias deste, que "laboram apenas seis meses".

Aníbal G. Ferreira Cabido refere, a propósito da moagem tradicional, no concelho de Albergaria-a-Velha, de 1910: "A indústria da moagem é caseira e exerce-se em moinhos de tipo ribeirinho para a grande maioria da população, sobretudo para a que se alimenta de pão de milho ou de centeio".

Francisco Augusto da Silva Vidal

Indústria Moageira

No início do Séc. XX surge um significativo número de (pequenas) unidades moageiras em todo o país. Segundo o Correio de Albergaria em meados de Maio de 1910, andava em construção, junto à avenida da estação do caminho-de-ferro "um edifício que se destina a uma fábrica de moagens que o nosso conterrâneo, Sr. Francisco Augusto da Silva Vidal, tenciona montar após a conclusão da nova casa". Aquele semanário via no empreendimento um engrandecimento considerável da terra, "que dia a dia progride de uma forma admirável, graças ao arrojo de alguns dos seus filhos que não vacilam em se arriscarem a empresas da natureza desta".

Em 6 de Julho de 1920 é criada a "Empresa União Industrial de Albergaria-a-Nova, Limitada", com um capital social de 55 000$00. Os seus "gerentes" eram dois proprietários» da freguesia da Branca [possivelmente Gerónimo Gonçalves da Costa e Adelino Augusto de Faria - que ainda eram sócios aquando da dissolução da Sociedade], mas o "gerente técnico", Francisco Rosa da Luz, referido como "industrial", era de Mortágua.


Estes indivíduos são indicados no Anuário Comercial de Portugal como "negociantes» de madeiras ou de cereais. O objecto social era igual ao de outras fábricas, que, a par da moagem, englobavam a serração de madeiras e o comércio de cereais. As razões destes procedimentos prendem-se, por certo, com as dificuldades dos anos da Guerra, nomeadamente com o encarecimento do carvão e do ferro e com a escassez de cereais panificáveis que provocam uma geral carestia.

Se inicialmente a conjuntura interna favorecera o desenvolvimento da moagem e a conjuntura externa, criada pela I Guerra Mundial, suscitou o aparecimento de maior número de moagens e a difusão de moderno equipamento técnico, a partir de 1924 abranda o movimento de criação de sociedades para a moagem de cereais pelo facto da capacidade das fábricas existentes ter ultrapassado as necessidades do consumo.

O trabalho dos moinhos, tradicionalmente explorados por acordos informais ou por contratos de arrendamento, foi objecto de constituição de sociedades no final da década de 20 do Século XX, tendo surgindo duas sociedades ditas "civis particulares" para a exploração de dois moinhos, na Branca e em S. João de Loure, ambas no concelho de Albergaria-a-Velha.

Fonte: "Empresas e Empresários das Indústrias Transformadoras, na sub-região da Ria de Aveiro, 1864-1931" de Manuel Ferreira Rodrigues (adaptado)

Imagens: Publicidade na Gazeta dos Caminhos de Ferro (1944 e 1946)

Nota: O Estudo de Manuel Ferreira Rodrigues não faz referência à Fábrica de Serração e Moagem e ao empresário Joaquim Domingues S. Bento contudo esta empresa foi constituída em 1920  (podendo inclusive ser resultante da criação da "Empresa União Industrial de Albergaria-a-Nova, Limitada")

Publicidade (1944) 


Publicidade (1958)

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Grupo Desportivo e Recreativo de Soutelo

Fundado em 21 de Fevereiro de 1989, começou por se chamar Souto-Alba, por ser composto maioritariamente por atletas de Soutelo (Branca) e Albergaria-a-Velha. No início, na altura dos jogos de futebol entre solteiros e casados, utilizavam o campo de Palmaz, em Oliveira de Azeméis.

Depois, o Salazar Gomes lançou a ideia de se formar uma colectividade e participar nos campeonatos promovidos pelo INATEL. Nessa altura, no início da década de 90, já jogavam no Campo do Beira Vouga, em Frossos. Fizeram 4 ou 5 épocas mas acabaram por desistir devido aos custos. Tinham de requisitar os serviços da GNT, fazer marcação do campo, levar lenha para a cadeira ... era muito dispendioso. Os apoios eram muito poucos e acabaram por desistir.


Começaram, então, a participar nos torneios de Futebol de Cinco. E, logo de seguida, criaram a equipa de Cicloturismo, já com a denominação de Grupo Desportivo e Recreativo de Soutelo.  Organizaram várias Voltas ao Concelho de Albergaria-a-Velha, trazendo participantes de vários pontos do país, e participaram em vários eventos nacionais, como a Rota do Vinho do Porto, Oliveira de Azeméis, Fátima, Circuito de Moimenta da Beira, Leiria, entre outros.

Entretanto a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha construiu o Campo Desportivo na Branca. Esteve 3 anos sem utilização e, ao fim desse tempo, o Presidente da Autarquia, Dr. Rui Marques, desafiou o Grupo Desportivo e Recreativo de Soutelo a ocupar o espaço e arrancar com o futebol de formação na freguesia da Branca.


 O clube organiza anualmente o Torneio de Futebol Infantil da Vila da Branca, este ano já na 16ª edição, em que participam entre 24 e 28 equipas nacionais repartidas por 2 dias.

O futebol de veteranos surgiu da iniciativa de alguns pais, tendo o clube já participado, por duas ocasiões, no Torneio Internacional de Albufeira, obtendo um 4º e um 3º lugar.


Fonte: Jornal de Albergaria (adaptado)

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Reconhecer a relevância da Caima na história de Portugal


A historiografia portuguesa desprezou a análise do papel da Caima na economia nacional. O trabalho desenvolvido por Jorge Custódio, Sara Costa Macedo e Susana Pacheco outorga à Caima o papel de destaque que merece na história de Portugal.

A possibilidade de estudar uma empresa que esteve presente em todos os momentos mais significativos da transformação da sociedade portuguesa desde o fim do século XIX é de uma grande relevância. A Caima começou a existir durante o reinado de D. Luís, cresceu durante a Primeira República, esteve sempre activa na I Guerra Mundial, na ditadura militar, na II Guerra Mundial, no 25 de Abril de 1974, na integração de Portugal na Comunidade Económica Europeia (CEE) – agora União Europeia –, na adopção da moeda única e no fim do escudo.


De Albergaria (1888-1993) a Constância (1960-2018)

A fundação da Caima data de 17 de Maio de 1888. A Fábrica de Albergaria [mais concretamente em Carvalhal, na actual freguesia da Branca] está construída em meados de 1891. Para construir uma fábrica para produzir pasta de papel, por processo químico inovador, no interior de Portugal, nos finais do século XIX, foi necessário trazer o equipamento completo e uma equipa da Alemanha para montar a fábrica. “Imagine o que era constituir uma fábrica em Portugal, têxtil ou metalomecânica, para as quais a formação técnica era baixa nessa época e não existia mão-de-obra especializada. Quanto mais não seria quando esta unidade era uma indústria química à base de bissulfito de cálcio.”, diz Jorge Custódio, responsável pela coordenação do trabalho de investigação da Caima.

“Ao fazer a história desta empresa [a primeira fábrica de produção de pasta química em Portugal], estamos a falar da história da própria sociedade da região e do País”, afirma Sofia Costa Macedo.


Ponto de partida

O ponto de partida da investigação foi uma arca existente na empresa que tinha cerca de 150 documentos sobre a "The Caima Timber Estate & Wood Pulp Company, Limited" [activa entre 1888-1921]. Para desenvolver o trabalho consultaram vários arquivos diferentes. Os existentes na fábrica de Constância e na fábrica de Albergaria – de que grande parte se encontra no arquivo municipal de Albergaria-a-Velha –, assim como arquivos estatais, municipais e distritais, entre os quais os do antigo Ministério das Obras Públicas e do Ministério da Economia, nos quais encontraram bastante informação.

Recorreram também a arquivos estrangeiros, nomeadamente ao National Archives, em Inglaterra. Foi em Londres que encontraram os estatutos originais da criação da "The Caima Timber Estate & Wood Pulp Company, Limited", a informação mais antiga da Caima. Só de Inglaterra pesquisaram e trouxeram mais de 300 documentos.

Ao todo, encontraram mais informação do que esperavam. Informação que teve de ser analisada e validada para saber se era relevante para a investigação. No arquivo de Albergaria encontraram mais de 200 itens, com vários documentos integrados em cada item. São volumes de cartas. Só para se ter uma noção: num volume, um item possui 600 cartas.


Matriz científica e histórica

O responsável pelo projecto conta que vão escrever um livro de matriz científica. “Não é um discurso ideológico, é científico.”

Outro aspecto muito relevante deste trabalho foi dar uma dimensão humana à história. “Quem foram as pessoas, o seu papel, como se destacaram, que influência tiveram nas medidas adoptadas pela empresa e quais foram os seus resultados práticos para o negócio”, diz Sofia Costa Macedo. Um sentimento reforçado por Jorge Custódio, ao referir que este aspecto é “interessante e deu origem a mapas que vão estar na exposição e no livro, mostrando a universalidade da Caima”.

Uma mostra da universalidade da Caima foi a sua relação com o diário britânico The Daily Telegraph. Este importante jornal fundado em 1855, continua a ser um dos mais relevantes do Reino Unido e durante muito tempo utilizou papel produzido com pasta da Caima.


Tecnologia utilizada

“Encontrámos toda a tecnologia utilizada nas fábricas. No início, nunca pensei que fosse possível recriar uma fábrica como a de Albergaria que está em ruínas e saber que máquinas existiram”, explica Susana Pacheco. Os investigadores conseguiram encontrar diversas plantas de tecnologia, com as dimensões da época e a forma como se instalavam esses equipamentos. Quem foram os construtores, os tamanhos de cada peça e as máquinas em causa. “Há um grande conhecimento e detalhe de todo o processo evolutivo da tecnologia utilizada pela Caima”, diz Susana Pacheco.


Meios de divulgação (livro, exposição, conferências, arquivo digital)

O trabalho que os investigadores estão a desenvolver é a produção de um livro que conte a história da Caima, uma exposição para levar este conhecimento às pessoas e conferências temáticas a iniciar em Novembro. Desde o início do projecto a equipa pensou na importância de tratar e disponibilizar o arquivo do material encontrado. Uma ideia que acabou por ganhar eco dentro da própria Caima, abrindo a possibilidade de “se fazer a localização do arquivo digital numa drive onde consta tudo o que investigámos”, diz Jorge Custódio. Para o responsável deste ambicioso projecto, esta situação vai permitir que uma pessoa pesquise o que quiser nesse espaço, tendo em conta que toda a informação está tratada e organizada.

O livro será uma síntese de tudo o que foi analisado. “Vamos fazer análises correctas que contribuirão para um melhor conhecimento da Caima.” (...)


Percurso

1888 (17 de Maio) - Fundação da Sociedade The Caima Timber Estate & Wood Pulp Company, Ltd. [com instalações industriais no concelho de Albergaria-a-Velha]

1891 - Inauguração da Fábrica de Pasta de Papel da The Caima Timber Estate & Wood Pulp Company, Ltd., instalada mas margens do rio Caima, produzindo pasta pelo processo do bissulfito de cálcio a partir de madeira de pinheiro.

1892 - Exportação da pasta de papel da Caima para a fábrica Star Paper C.º, em Inglaterra.

1907 - Início da produção experimental de pasta de papel a partir de eucalipto, promovida pelo inovador E. D. Bergqvist, sobrinho do pioneiro sueco, Carl Ekman.

1921 - Inicio da comercialização da pasta de papel de eucalipto fabricada na Fábrica do Caima.

1922 (19 de Abril) - O nome da sociedade passa a ser Caima Pulp C.º, Ltd.

1945 - Data em que se deixou de fabricar, na fábrica do Caima, pasta de papel a partir do pinheiro.

1956 - Instalação da concentração de licor na fábrica de Albergaria.

1956 - A holding Eucalyptus Pulp Mills Ltd decide construir uma nova fábrica em Portugal, em Constância, Distrito de Santarém. O processo selecionado é bissulfito de cálcio.

1957 - Arranque da produção de pasta branqueada de eucalipto em Albergaria.

1959 - Reorganização da holding.

1960 - Construção da Fábrica de Constância, da Caima Pulp C.º, Ltd. Instalação das Caldeiras de Recuperação.

(...)

1973 - Alteração da designação social para Companhia da Celulose do Caima, S.A.R.L.

(...)

1992 - Alteração do processo da Fábrica de Albergaria para o fabrico da pasta pelo bissulfito de magnésio, como tinha já acontecido em Constância.

1993 - A laboração em Albergaria-a-Velha é suspensa de forma permanente.

1994 - As instalações da fábrica, no rio Caima, são adquiridas pela papeleira REFICEL – Sociedade e Recuperação de Fibras Celulósicas.

(...)

2002 - Constituição da Caima – Indústria de Celulose, S.A. e transformação da Companhia de Celulose do Caima em S.G.P.S.

(...)

2005 - Fundação da ALTRI, em resultado da reestruturação da Cofina, através de um spin-off dos activos industriais.

Fontes: Altrinews (adaptado) / Caima (percurso) / Facebook

sábado, 20 de outubro de 2018

70 anos de actividade da "João de Almeida Oliveira, Lda."


João de Almeida Oliveira (1910-1997) iniciou a sua actividade empresarial em 1948, ainda como empresário em nome individual, com 5 colaboradores, para se dedicar à reparação automóvel com serviço e venda de pneus, produção de alfaias e máquinas agrícolas e revenda de combustíveis, na Branca, freguesia de Albergaria-a-Velha.

Em Dezembro de 1989 é constituída a sociedade por quotas "João de Almeida Oliveira, Lda.", mantendo a mesma designação e dando continuidade às actividades existentes.

Em 1991, a empresa fez a aquisição de terrenos e construiu de raiz uma nova unidade de revenda de combustíveis na Branca.


Amplia a sua actividade em 1992, passando a Agente de Vendas e Serviços da marca Citroën, serviço que mantém até aos dias de hoje, juntando-lhe posteriormente a certificação como Reparador Autorizado da marca.

A partir do ano de 2001 inicia um processo de expansão contínua na revenda de combustíveis líquidos (gasolinas e gasóleos), com a entrada de novos postos de abastecimento, nomeadamente nas Quintãs (Aveiro), Torreira (Murtosa), Cacia (Aveiro), Calvão (Vagos), Quintã (Vagos) e Cucujães (Oliveira de Azeméis), com modernas lojas de conveniência na Branca, Torreira e Calvão.

Em 2017 faz a aquisição de uma unidade de revenda de Galp gás para o concelho de Vale de Cambra, juntando à que já detinha para o concelho de Albergaria-a-Velha.

Fonte: www.jaol.pt (adaptado) 

Anos 50
8º Serviço Premium GALP (2015)
 


sexta-feira, 20 de julho de 2018

Rota dos Moinhos - Moinho do Porto de Riba (Soutelo)


Moinho de rodízio com dois casais de mós accionados pelas águas do Rio Jardim, cuja construção remonta, pelo menos, ao século XIX. O Rio Jardim nasce no concelho de Albergaria-a-Velha, desaguando no Esteiro de Canelas, já no Baixo Vouga Lagunar.

Este é um moinho de consortes ou de herdeiros, originalmente pertencente a várias famílias da aldeia, pequenos e médios lavradores, que no passado o utilizavam de forma regular e mediante uma escala de horas previamente acordada.


Mais recentemente, foi adquirido e recuperado pela APPACDM, integrando-se num aprazível parque de lazer propriedade desta associação local.

Nas imediações deste moinho, curtia-se o linho ficando este submerso em poços que eram abastecidos pelas águas desperdiçadas da levada, compartilhados pelos habitantes da aldeia.


Além da moagem do milho, aqui também se moía a “brença”, nome por que são conhecidos os “cachuços” (caroços) mais pequenos do milho que eram recolhidos à saída do escarlador, à qual se juntava depois o milho e a aveia, sendo o conjunto mais uma vez moído para a alimentação dos animais de criação.

Finalmente, tendo em conta a proximidade dos campos do Baixo Vouga, esta também é uma terra de produtores de arroz, o qual era por vezes descascado neste moinho, utilizando-se para tal uma forra de cortiça entre as suas mós.


Descrição

Moinho de rodízio com dois casais de mós, sendo um deles para moagem de cereal e o outro adaptado a descasque de arroz cultivado no Baixo Vouga.

Morada

Lugar de Porto de Riba, na margem direita do Rio Jardim.

Como chegar

Tomando a estrada que liga o IC2 / N1 na povoação de Albergaria-a-Nova à N 109 emSalreu, encontra poucos quilómetros depois a povoação de Soutelo. Depois de entrar napovoação, corte à esquerda na segunda transversal, junto a um snack-bar. Siga em frente até chegar a uma curva apertada à direita, de onde parte um caminho de terra batida para aesquerda, o qual deve tomar para chegar ao moinho na margem do Rio Jardim.

GPS: N 40º 44 30.75" O 8º 30 ́56.67"


Telefone: 234529300- Geral CM Albergaria-a-Velha
964852743-Sandra Figueiredo
918795674-Isabel Fonseca (APPACDM)

E-mail: turismo@cm-albergaria.pt  appacdm.albergaria@gmail.com

Proprietário

APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental) de Albergaria-a-Velha

Para visitar (todo o ano)

Mediante marcação. Contactar antecipadamente os serviços de Turismo da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha ou a APPACDM.

Fontes: Rota dos Moinhos / Ribeirinhas TV (07-04-2014) / Moinhos de Portugal


domingo, 10 de junho de 2018

Fernando Corujo Pinto Perfeito, comerciante e dirigente associativo em Lisboa


Fernando Corujo Pinto Perfeito, filho de Manuel Pinto Perfeito e de Maria da Conceição Corujo, nasceu em 21 de Outubro de 1934 no então lugar da Branca, Albergaria-a-Velha.

Vive desde 1945 em Lisboa no Bairro da Encarnação, na freguesia dos Olivais, sendo dono da loja mais antiga do Bairro da Encarnação, que se dedica ao comércio de electrodomésticos e material eléctrico.
 


Já fez um pouco de tudo no movimento associativo. Tornou-se seccionista ainda menor, tanto que o seu pai até teve de assinar uma autorização especial, sancionada pelo Governo Civil.

Foi um dos "homens-fortes" da ADCEO [Associação Desportiva e Cultural da Encarnação e Olivais],  deu muito ao Desporto, mas também à Cultura e associativismo lúdico, bem como, numa fase posterior, ao empresarial.

O Campo Fernando Perfeito, no Bairro da Encarnação, em Lisboa, assim baptizado em reconhecimento do seu empenho e dedicação, foi inaugurado em 23 de Junho de 2004.


Foi Presidente da Assembleia geral da Associação dos Comerciantes de Adornos e Utilidades do Distrito de Lisboa e foi homenageado recentemente pela União de Associações do Comércio e Serviços (UACS).

A distinção foi dupla: Fernando Perfeito recebeu o Emblema de Ouro pelos 50 anos de filiação na UACS e teve ainda o privilégio de ver o seu nome atribuído à Sala do Arquivo Histórico, uma honra justificada pelos mais de 20 anos como dirigente nas associações integradas e na própria UACS.

Fernando Perfeito recebeu igualmente a Medalha de Mérito Olivalense em 2016.


Mais informações: UACS / Expresso do Oriente / Facebook / Portal do Electrodoméstico

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Probranca - Associação Para o Desenvolvimento Sócio-Cultural da Branca


A Probranca foi constituída em 21 de Fevereiro de 1987 com a missão principal de servir as pessoas da Branca e de apoiar a Autarquia Local, nos projectos estratégicos de desenvolvimento da Freguesia, e as Associações, já constituídas, na concretização das suas principais aspirações.

Tirar a Branca do marasmo foi o propósito da Probranca, que fez convergir para o interesse da comunidade todas as forças vivas: autarquia, paróquia, associações culturais, personalidades e empresas. Como era urgente começar, decidiu-se arrancar mesmo sem sede e em condições precárias de funcionamento no edifício-sede da Junta de Freguesia.


Foram posteriormente construídas instalações próprias, em terreno também cedido pela autarquia local e com projeto elaborado pela Câmara Municipal. Esta obra esteve parada durante muitos meses por falta do prometido e atempado apoio da Câmara Municipal e só foi possível concluí-la com um novo projecto, que contemplou a ampliação e adequação das novas instalações às suas múltiplas actividades entretanto implementadas, financiado com recurso a fundos comunitários, ao abrigo do qual se edificou o Centro Comunitário.

Para fazer face ao crescimento e expansão futuros, foi necessário adquirir os terrenos confinantes a sul do Centro Comunitário, nele tendo sido investidos meios financeiros de montante assinalável, obtidos por recurso a financiamentos bancários.


A instituição, que deu os primeiros passos com três ou quatro idosos numa sala emprestada pela Junta de Freguesia, é hoje um “centro” de prestação de serviços a todas as gerações. Acolhe diariamente cerca de 150 crianças e cerca de 100 idosos, contando para isso com mais de meia centena de colaboradores.

A Probranca possui respostas sociais dirigidas às faixas etárias da infância - Creche, Jardim de Infância e CATL, até à terceira idade - Centro de Dia e Centro de Convívio, Serviço de Apoio Domiciliário e Serviço de Apoio Domiciliário Integrado. Possui a resposta social de Atendimento/Acompanhamento Social para a comunidade em geral. Também tem ao dispor da comunidade a Loja Social “De Mão para Mão”.

Fontes/Mais informações: Videos institucionais (1)(2) / Página oficial

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Rota dos Moinhos - Moinhos da Freirôa


Para além de ser um dos moinhos de maiores dimensões, o núcleo de moinhos de rodízio da Freirôa é também um dos mais antigos existente nas margens do Rio Caima, no concelho de Albergaria-a-Velha, remontando, pelo menos, ao início do século XIX.

No auge da sua actividade, o núcleo era composto por 14 casais de mós distribuídas por várias casas de moinho e anexos. Estes últimos usados como arrecadações e currais, que tanto podiam guardar os sacos de grão ou de farinha, como servir para abrigar os animais que eram utilizados como meio de transporte pelos moleiros. Trata-se por isso de um complexo moageiro de características ímpares a nível regional.


Graças ao empenho e dedicação de alguns dos seus proprietários, foi possível a partir de 2003 iniciar um lento processo de recuperação de todo este património. A iniciativa partiu do Sr. António Marques Almeida, residente nas Frias, o qual se empenhou a fundo na reabilitação das casas de que é proprietário.

No ano de 2005 coube a vez a outro dos proprietários, Sr. Firmino Ribeiro Valente, residente no Sobreiro, proceder ao início da recuperação da parte do conjunto que lhe pertence.

2006

Durante o ano de 2006 foram dados grandes passos com vista à recuperação de todo este complexo moageiro. Outro dos proprietários, Sr. José de Almeida, residente no Fontão, um dos últimos moleiros em actividade no nosso concelho e na nossa região, deu início à recuperação da sua parte.

Posteriormente, outro dos proprietários dos moinhos da Freirôa, Sr. Joaquim Almeida, residente em Salreu, iniciou também os trabalhos com vista à recuperação da sua parte. Os rodízios dos moinhos foram executados segundo os métodos tradicionais, um dos quais pelo Sr. José de Almeida, um dos proprietários, e outro pelo Sr. Augusto Santa, moleiro de Canelas que no passado também moeu em outro dos moinhos do rio Caima.


Coordenadas GPS: N 40º 43´25.46” W 8º 28´03.51”

Local: Margem direita do Rio Caima - Branca

Acesso: O acesso a este núcleo molinológico deve fazer-se preferencialmente a pé, de bicicleta ou em veículo com tracção, pois terá de percorrer alguns caminhos florestais que partem das imediações do Santuário da Nossa Senhora do Socorro, em Albergaria-a-Velha, tomando o troço principal do antigo Caminho dos Moleiros em direção ao vale do Rio Caima.

Moleiros: José Almeida e Firmino Oliveira.

Proprietários: José Almeida, Firmino Oliveira, Joaquim Almeida e António Almeida.

Fontes: Rota dos Moinhos / Geocaching / Moinhos de Portugal  (AF) /  Moinhos Abertos

Alguns dos proprietários dos moinhos em 2007  (AF)