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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha


No âmbito da criação da Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha, que visa disponibilizar um produto turístico e cultural que alie a preservação e a valorização deste património a um maior conhecimento das gentes e História do Município por parte de residentes e visitantes, a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha celebrou protocolos de parceria com os proprietários de vários moinhos espalhados por cinco freguesias do Município.

Com esta colaboração pretende-se articular e potenciar os recursos e possibilidades dos parceiros, particularmente no que diz respeito à uniformidade e potenciação do património molinológico integrado na Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha. O protocolo de parceria é válido por cinco anos, sendo renovado automaticamente se não houver oposição à sua renovação.

Moinho do Maia (GB)

Moinhos abrangidos pelo protocolo

Moinho do Ti Miguel (Azenha – Angeja);
Moinho do Maia (Fial de Baixo – Alquerubim);
Moinho da Quingosta (Regatinho – Vilarinho de S. Roque);
Moinhos da Freirôa (Rio Caima – Branca);
Moinho do Chão do Ribeiro (Mouquim – Valmaior); e:
Moinho do Silva (Regatinho – Vilarinho de S. Roque).

Moinho da Cova do Fontão (GB)
 O papel da Câmara como dinamizador da Rota dos Moinhos

De acordo com o protocolo, a Câmara Municipal compromete-se a conceber, em conjunto com os agentes locais, um Guia de Boas Práticas para a reabilitação urbana dos moinhos e dos elementos a ele pertencentes; fornecer apoio técnico nas intervenções de recuperação, restauro e acessibilidades; desenvolver um projecto de difusão da informação de carácter patrimonial e turístico; desenvolver uma marca comercial para a farinha de moagem tradicional com respectiva embalagem; e desenvolver um conjunto de material publicitário sobre a Rota dos Moinhos e dos seus produtos subsidiários (farinha, pão, doçaria,…), bem como promover eventos para a divulgação deste património.


O papel dos proprietários no âmbito deste protocolo

(...) os proprietários dos moinhos deverão abrir os mesmos e colocá-los em funcionamento para as visitas do público em geral uma vez por mês ou aquando da realização de eventos e iniciativas de divulgação e promoção do património de Albergaria-a-Velha.

Os proprietários comprometem-se, ainda, a autorizar a colocação de sinalética e de suporte comunicacional da Rota dos Moinhos, a efectuar a venda da farinha produzida artesanalmente através de embalagens uniformizadas concebidas para o efeito e a efectuar todas as reparações ou alterações dos moinhos de acordo com o Guia de Boas Práticas.

Moinho do Maia (AF)

Sandra Figueiredo, técnica responsável pelo desenvolvimento do projecto, considera que o trabalho de parceria com os proprietários é muito proveitoso, pois são estes que possuem “a arte e o amor aos moinhos, são eles que têm as histórias e os saberes que podem transmitir aos visitantes”.

Na verdade, a Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha vai muito para além da simples promoção do património edificado; o fundamental é preservar o património imaterial, as tradições, as vivências, e quem melhor que os donos dos moinhos, muitos deles moleiros ou descendentes de moleiros, para transmitir o saber, adquirido através de pais e avós, às novas gerações.

Moinho da Cova do Fontão (GB)
Importância do projecto para a economia local

(...) A Câmara Municipal irá trabalhar toda a parte da publicitação e divulgação da Rota (flyers, cartazes, internet, sinalética,...) para atrair novos visitantes a Albergaria-a-Velha, que, por sua vez, levam a farinha de moagem tradicional e outros produtos associados; a receita será para os proprietários que poderão, depois, reinvestir em melhorar as condições dos moinhos”.

A receptividade dos proprietários dos moinhos a este projecto tem sido muito positiva e Sandra Figueiredo acredita que mais irão aderir no futuro. “Existem outros proprietários a requalificar os moinhos para entrar na Rota e tem existido uma dinâmica e partilha muito importante que fará a consolidação e sucesso deste projecto”.
Chão do Ribeiro (AF)

Para Armando Ferreira, a Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha constitui uma forma de preservar os saberes e tradições, aliando-os ao turismo e ao desenvolvimento local. O moinho, para muitos, simboliza o passado e é posto de lado; por isso, é fundamental mostrar o seu valor. “Há saberes que não se devem perder, mas não se pode só copiar! É preciso transformar o que existe numa perspetiva de modernidade e futuro”, defende Armando Ferreira.

Fonte: adaptado de CMAAV 

Fotos: Glorybox / Carlos Lopes / Armando Ferreira / Localvisão TV 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Minas de Telhadela


Fazendo jus ao importante papel que desempenhou na exploração mineira da região, Diederich Mathias Feuerheerd viria a descobrir também, em 1854, a mina de Telhadela, situada nas freguesias de S. Tiago da Ribeira de Fráguas e de S. Vicente da Branca, no concelho de Albergaria-a-Velha.

A mina obteve diploma de descobrimento legal, em 19 de Abril de 1859, e alvará de concessão definitiva em 2 de Abril de 1861, numa altura em que Mathias Feuerheerd havia já cedido os direitos sobre a concessão a seu filho Hermann Lourenço Feuerheerd.

Em 2 de Dezembro de 1865, constituía-se, em Lisboa, a Companhia das Minas de Telhadela, que viu aprovados os seus estatutos por Decreto de 7 de Novembro de 1865 e instituída a transmissão de propriedade mineira, em 20 de Fevereiro de 1866.



As minas de Telhadela iniciaram a sua exploração em 1866, produziam cobre, prata e há quem diga que também algum ouro. A exploração mineira é ancestral na freguesia, tendo sido no século XIX que ela se intensificou, designadamente as minas do Coval da Mó e Volta de Telhadela, nas quais se extraía cobre e chumbo. A mina era inicialmente formada pela concessão da Volta e Lomba, vindo, mais tarde, a juntar-se-lhe as concessões de Esperança e de Samuel.


Iniciados os trabalhos de exploração junto à povoação de Telhadela, nas margens do rio Caima, desde logo se reconheceu a necessidade de aumentar o campo de lavra, na direcção em que se estendiam os filões mais importantes. Em 25 de Outubro de 1867, o engenheiro da companhia, Arménio Breithaupt, registava a mina da Esperança, a Norte, e em 28 de Outubro de 1868 a de Samuel, a Oeste, cedendo depois à companhia esses manifestos. As concessões definitivas seriam obtidas em 1 de Março de 1875. Os minérios aqui explorados foram a calcopirite, a galena e blenda e a niquelina.

O dinamismo revelado no andamento dos trabalhos durante os primeiros anos de laboração e as boas condições de transporte, em que a mina se encontrava – próxima da estrada que ligava o Palhal à estação de caminho -de-ferro de Estarreja –, faziam augurar um futuro promissor para esta concessão.


Após a constituição da sociedade anónima Companhia das Minas de Telhadela, as pesquisas e o desmonte do minério conheceram um significativo incremento. Foram instalados aparelhos de concentração e de lavagem, a respectiva oficina de preparação mecânica dos minérios e um conjunto avultado de infra-estruturas de apoio à extracção e transporte.

Os trabalhos de investigação e desmonte produziram, no ano de 1869, 226.741 toneladas de cobre e 6.609 de niquel, sendo o mineral, na sua totalidade, exportado para Inglaterra. Apesar do incremento verificado na exploração durante os primeiros anos, a baixa do preço dos metais e o empobrecimento gradual do jazigo, levaram à paralisação definitiva dos trabalhos, no final da década de 80 do século XIX.

Fontes: Francisco Vitorino (Estruturas empresariais e investimento estrangeiro nas minas do distrito de Aveiro: o caso das Minas do Vale do Vouga) (adaptado) / wikipedia

Imagens: Nuno Jesus / internet

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Minas do Palhal

Estruturas da mina
As minas do Palhal foram descobertas em 1744 por ingleses. Diz a tradição que continham vestígios de indústria metalúrgica, do tempo dos mouros.

Em 1769 foram abandonadas devido a uma cheia do Caima. Em meados do século XIX passaram a ser exploradas pela Companhia Lusitana de Mineração. Produziam cobre, galena de chumbo, blenda, níquel, cobalto e alguma prata. Os seus poços eram de grande profundidade, as galerias extensas e os filões chegavam a atingir um metro de espessura.

Velho edifício

A 12 de Outubro 1847, onze anos depois da publicação da legislação setembrista que pôs termo ao monopólio régio sobre o sector, era concedida a Sebastião de Gargamala (cidadão espanhol) a mina de Cobre do Palhal, no concelho de Albergaria-a-Velha. (…)

Para proceder aos investimentos necessários aos seus empreendimentos [Palhal e S. João do Deserto, em Aljustrel] , associou-se a José Ferreira Pinto Basto a quem viria a ceder, decorridos seis anos, os seus direitos sobre a mina do Palhal.

Entrada da mina

Sebastião Gargamala requereu licença para lavrar este jazigo que, alegadamente, se encontrava abandonado desde meados do século XVIII, em 3 de Abril de 1846, tendo-lhe sido concedida a licença de exploração a 9 de Abril de 1847 e a concessão definitiva a 12 de Outubro do mesmo ano.

A cedência dos direitos de exploração a Pinto Basto terá ocorrido a 20 de outubro de 1853, tendo este obtido a aprovação da transmissão e a concessão provisória a 13 de Abril de 1858. A 3 de Maio do ano seguinte era-lhe atribuída a concessão definitiva, tendo a respectiva área sido ampliada em 4 de Outubro de 1871.

Casa dos Mineiros

Durante alguns anos a mina foi explorada pela sociedade anónima The Lusitanian Mining Company, constituída por Pinto Basto associado a capitais ingleses, como arrendatária, tendo adquirido a propriedade da concessão em de 6 de Março de 1879.

Em 4 de Agosto de 1883 a propriedade da concessão foi adquirida pela sociedade anónima, de capitais ingleses, The Palhal Mining Company, cuja transmissão foi aprovada por alvará de 23 de Junho de 1884.

Poço da mina

Depois de S. Domingos, era a mina do Palhal a única que exportava minério para Inglaterra - 1.098 toneladas com lei média de 15 %, equivalentes a 165 toneladas de cobre, para o ano económico de 1860-1861. Bem longe de S. Domingos, que por sua vez exportara 51.572 toneladas de minério equivalentes a 2.062 toneladas de cobre, à razão de 4 % desse metal.

Entre os minérios de cobre aqui extraídos, o explorado em maior quantidade foi a calcopirite, associado a minérios de chumbo e de zinco, como a galena e a blenda, sulfuretos bastante argentíferos. O pessoal empregado nesta mina – com orientação técnica e metodologia de lavra de influência inglesa – rondava, em 1887, as 123 pessoas, distribuídas pela administração, trabalhos subterrâneos e superficiais e tratamento mecânico.

Ponte em ruína

Segundo Neves Cabral, em 1858 trabalhavam na mina cerca de 300 pessoas, incluindo o trabalho de carreiros que faziam o transporte.

As condições de exploração da mina pareciam ser, no último quartel do século XIX, bastante promissoras, pois encontrava-se ligada por uma estrada de MacAdam à estrada do Porto e, daí, à estação de caminho-de-ferro de Estarreja.

Fonte: Francisco Vitorino (Estruturas empresariais e investimento estrangeiro nas minas do distrito de Aveiro: o caso das Minas do Vale do Vouga)

Fotos: Luigi Chiappino

segunda-feira, 20 de maio de 2013

"Memória sobre o grande filão metalifero que passa ao nascente de Albergaria-a-Velha e Oliveira de Azeméis" (1859)

Carlos Ribeiro (1813-1882)

Em 1859, Carlos Ribeiro [um dos fundadores da geologia portuguesa], membro director da Comissão Geológica, publicou "Memoria sobre o grande filão metalífero que passa ao nascente de Albergaria-a-Velha e Oliveira de Azeméis".

A missão dessa Comissão era elaborar o mapa geológico de Portugal continental que só viria a ser publicado em 1876. A riqueza do seu subsolo foi largamente evidenciada por Carlos Ribeiro que refere nesse estudo que: “o distrito da Beira que encerra maior número de filões e oferece os caracteres de uma verdadeira região metalífera é, sem dúvida, a parte ocidental do distrito de Aveiro que compreende os cinco concelhos de Vila da Feira, Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga e Cambra”.

Trata-se de uma faixa mineralizada de cerca de 40 km de comprimento por 10 a 20 km de largura, orientada de Norte para Sul entre o Douro e o Vouga, mais propriamente entre a Feira e Albergaria-a-Velha.

De entre os muitos jazigos metalíferos existentes nesta zona do país, pôde encontrar-se um significativo conjunto de afloramentos pertencentes a um só jazigo, cujas explorações deram origem a minas de maior nomeada, como Telhadela, Palhal, Braçal, Carvalhal e Talhadas.



Não obstante o facto de alguns destes empreendimentos terem despertado, durante a segunda metade do século XIX e os primeiros anos do século XX, o interesse de algumas figuras de proa das burguesia portuguesa, foram essencialmente investidores estrangeiros os grandes responsáveis pela dimensão que obtiveram, num sector onde os capitais, as estruturas empresariais e os saberes técnicos nacionais eram francamente débeis. (…)

Em 1879 estavam em franca actividade as minas de cobre do Palhal e Telhadela.

Fontes: Francisco Vitorino (Estruturas empresariais e investimento estrangeiro nas minas do distrito de Aveiro: o caso das Minas do Vale do Vouga) / e-book


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Celulose do Caima (III)


Em 1888 a família anglo-sueca Bergvist, residente na Cidade do Porto, funda a empresa “The Caima Timber Estate & Wood Pulp Company, Limited”. No ano seguinte a empresa adquire a quinta do Carvalhal, localizada nas margens do rio Caima das freguesias Ribeira de Fráguas e Branca (junto ao lugar de Fradelos), que pertencia ao director das Minas do Palhal, William Cruikshank. O objectivo inicial seria montar uma fábrica de fiação de tecidos e outra de moagem de madeira para o fabrico de pasta de papel.


As instalações da fábrica de celulose seriam abertas pelo engenheiro químico Erik Daniel Bergvist, edificando assim a primeira fábrica de produção de pasta química em Portugal. A “Fábrica do Caima”, como era popularmente conhecida, viria a tornar-se na mais importante produtora de pasta de papel do nosso país, sendo durante dezenas de anos a maior fonte de rendimento de centenas de famílias da Branca e Ribeira de Fráguas, quer como entidade empregadora, quer como compradora de matéria-prima.


No dia 19 de Abril de 1922 a empresa, sociedade por quotas, reduz o seu nome para “Caima Pulp Company, Limited”. Depois de implementarem a plantação de eucaliptos, iniciaram em 1925 a comercialização da pasta dessa matéria-prima, que, substituindo pouco a pouco o pinheiro, transformar-se-ia na fábrica de pasta de papel de eucalipto mais antiga da Europa.

Em meados do séc. XX a multinacional anglo-americana Hibstock Jhonson Breaks compra cerca de 500 acções na bolsa de Londres, adquirindo assim a Caima Pulp Company, Limited. Na década de 1960 construiu-se a segunda fábrica, em Constância, tornando-se pioneira, a nível mundial, no processo de branqueamento de pasta de papel sem cloro (TCF – Totally Chlorine Free).


 Por escritura lavrada a 29 de Junho de 1973, a empresa adapta a sua designação para Companhia de Celulose do Caima, S.A.R.L. e, em 1981, abre o respectivo capital à subscrição pública.

No dia 9 de Julho de 1993 a fábrica do Carvalhal, ainda pertencente à multinacional Hibstock Jhonson, deixa de laborar, atirando para o desemprego cerca de 200 operários. A crise internacional (descida do preço da pasta celulósica e diminuição drástica do preço da madeira), a poluição do rio Caima, o atraso na instalação de equipamentos de depuração dos efluentes e a administração do uso de transportes, foram algumas das razões apontadas para o seu desmantelamento. Toda a actividade da empresa ficaria concentrada na fábrica de Constância Sul.


Em 1994, as antigas instalações do Carvalhal são adquiridas pela papeleira REFICEL – Sociedade e Recuperação de Fibras Celulósicas. No entanto, o arranque da actividade industrial da REFICEL só aconteceria 5 anos mais tarde.

Em 1998 o Grupo Cofina adquire uma participação minoritária no capital da Companhia de Celulose do Caima, S.A.. Em Dezembro de 2000, na sequência de uma oferta pública de aquisição (OPA) a Cofina passa a deter uma posição de controlo da empresa, garantindo a grande maioria do capital social.


Em 1999, a REFICEL receberia finalmente o financiamento para o projecto industrial associado à compra da fábrica do Carvalhal, no entanto, a sociedade acabaria por falir pouco tempo depois. Após falência da REFICEL, em 2001, as instalações da Fábrica do Carvalhal passam para os respectivos bancos credores (Comissão de Credores da REFICEL), encontrando-se até hoje desactivadas.

No início de 2002 dá-se um processo de reestruturação do Grupo Caima, nesta altura composto por três fábricas de pasta de papel e uma fábrica de papel. A “Companhia de Celulose do Caima, S.A.” é convertida em sociedade gestora de participações sociais (“Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A.”) e é constituída a “Caima – Industria de Celulose, S.A.”, para a qual foram transferidos todos os activos e passivos afectos à actividade operacional de fabrico e comercialização de pasta de papel.


Em 2005 dá-se um projecto de separação de negócios do grupo COFINA, criando a ALTRI, S.G.P.S., S.A. para integrar os activos industriais, nomeadamente a Caima, na produção de pasta de papel e exploração florestal de produção de energia a partir de recursos renováveis. Em 2008, a ALTRI já detinha a totalidade do capital social da Celulose do Caima.

Fonte: PRAVE


quarta-feira, 20 de março de 2013

"Auranca e a vila da Branca" de Nélia Oliveira (1997)


Fazer um estudo sobre a Vila da Branca foi sempre um objectivo que esteve sempre presente ao longo da minha vida. Sendo filha de pai natural desta terra, neta de avós paternos e bisneta de bisavós maternos e paternos também daqui, naturalmente que guardo no meu espírito, com carinho e orgulho, a terra que me viu nascer e crescer.

Desde muito cedo interrogava-me acerca do passado histórico e lendário da minha terra natal, recolhendo as lendas e tradições que ouvia. Mais tarde, já durante o meu percurso académico, quando me era permitido realizar trabalhos de investigação a temática era sempre a vida da Branca (..)



Índice

Prefácio
Agradecimentos
Nota Prévia
Introdução
I – Enquadramento geográfico
II – Toponímia e Arqueologia

A toponímia na freguesia da Branca;
À procura da Talábriga;
A cidade Romana em Cristelo ?;
O Castelo de S. Julião

III – A raiz histórica
IV – Da chanceleria régia do século XIII ao Séc. XVI
V – Do Pinheiro da Bemposta para Albergaria-a-Velha
VI – Cemitérios
VII – Património Artístico e Arquitectónico

A. Do Património Religioso
B. Outros Templos
C. Do Património Rural

A Quinta do Outeiro
Quinta das Cavadas
Quinta das Relvas ou do Alferes
Casa da Barroca

VIII – A evolução populacional
IX –Aspectos sociais da vida Branquense
X – Branquenses que dignificaram a vila
XI – A instrução
XII – Na viragem do século XX
XIII - Actualidade


Sinopse:

Trabalho de investigação e identificação documental sobre a Vila da Branca, da qual a historiografia local é quase inexistente. A obra reflecte a singularidade dos factos, a primazia dos acontecimentos e também dos costumes e atitudes mentais do grupo social a apresenta a Freguesia da Branca nas várias perspectivas: Geográfica, Histórica, Social, Artística, Cultural e Económica.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Jaime Inácio Ferreira (1887-1966)


Jaime Inácio Ferreira, advogado, magistrado e proprietário, nasceu em 2 de Maio de 1887 em Albergaria-a-Nova. Casou em 1921 com D. Mariana Corrêa Telles de Araújo e Albuquerque, tendo residido na sua Quinta da Santa Cruz. Foi bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra (1910), advogando desde então em Albergaria-a-Velha durante 13 anos.

Com a implantação da República foi o primeiro Presidente eleito para a Câmara, no novo regime, em 1911 e reeleito três anos depois. No seu mandato (1911-1917) desenvolveu uma intensa acção contra a desanexação da freguesia de Fermelã na nossa comarca, travando mesmo violenta polémica com o Presidente da Câmara de Estarreja em defesa dos interesses dos povos dessa freguesia.

Bateu-se também pela integração de parte do concelho de Sever do Vouga na nossa comarca em conformidade com os desejos das Autoridades Municipais e da grande maioria das populações daquele concelho. Ainda durante o seu mandato se concluiu a Praça Ferreira Tavares, se construiu o Matadouro e se fez o primeiro projecto de uma avenida ligando o centro da Vila à Assilhó.

Em 1917 entrou para a carreira da Magistratura, tendo vindo a aposentar-se como Desembargador. Foi Delegado do Procurador da República em Fornos de Algodres, Niza (1918) e Vila Nova de Ourém (1921); Juíz de Fora em Castro Daire; sub-director da da Polícia de Investigação Criminal do Porto (1935-1940); Juíz auditor da Secção do Supremo Tribunal Militar Especial (1940-1947); Desembargador da Relação (desde 1948);  Chefe do Gabinete do Ministro do Interior; e Director da Polícia Judiciária do Porto. 

A nível local, foi presidente da Direcção do Clube de Albergaria; presidente da Assembleia Geral da Associação de Socorros Mútuos "A Operaria Albergariense" (1917); co-fundador da Misericórdia de Albergaria-a-Velha (1923).

Servindo-se das suas largas relações, conseguiu o alargamento da Rua de Campinho com vastos subsídios do Estado, transformando-a, de uma viela estreita e atravancada que era, desde a Igreja ao Largo da Santa Cruz, na rua que hoje é, na qual ainda se notam muitas das fachadas regularizadas da época.

Faleceu em 1 de Setembro de 1966 em Albergaria-a-Velha.

Fontes/Mais informações: "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha", António Homem de Albuquerque Pinho / "Albergaria-a-Velha 1910-da Monarquia à República" de D. Bismarck Ferreira e R. Vigário / Geneall

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Gaspar Inácio Ferreira (Coronel Gaspar Ferreira) (1885-1966)

Nasceu em 6 de Janeiro de 1885 em Albergaria-a-Nova, freguesia da Branca. Feitos os estudos liceais em Aveiro, concluiu o Curso da Escola do Exército e seguiu a carreira militar como Oficial de Infantaria nº 24, tomando parte na I Grande Guerra.

Republicano convicto, desde muito cedo se envolveu na vida política, mesmo a nível concelhio, colaborando no "Jornal de Albergaria" na defesa dos interesses do Concelho e do novo regime a que aderiu prontamente.

Foi figura proeminente na região pois desempenhou o cargo de Governador Civil do Distrito de Aveiro (1932-1936), 2º Comandante do Regimento de Infantaria nº 19 em Aveiro; Presidente da Comissão Distrital da União Nacional (1947-1957), Comandante do Regimento de Infantaria 10, em Aveiro; e Presidente da Junta Autónoma do Porto de Aveiro durante cerca de 35 anos.

Foi deputado à Assembleia Nacional em várias legislaturas (1945-1957) e Chefe de Gabinete do Ministro do Interior (1932) e, já aposentado, foi Presidente da Direcção do Clube de Albergaria (1955-1956) e Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha (1957-1963).

Tinha as seguintes condecorações: Medalhas de Ouro e de Prata de comportamento exemplar e medalhas da Vitória, para além das Comendas das Ordens Militares de Avis, de Cristo e do Infante.

Faleceu em Albergaria-a-Velha em 28 de Dezembro de 1966.

Fontes/Mais informações: "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha", António Homem de Albuquerque Pinho / "Albergaria-a-Velha 1910-da Monarquia à República" de D. Bismarck Ferreira e R. Vigário / APP.Parlamento

 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Bruno Moreira distinguido em Concurso Nacional de Composição

Bruno Moreira, músico na Banda da ARMAB, foi distinguido com uma menção honrosa no I Concurso Nacional de Composição da Banda Sinfónica Portuguesa (BSP), tendo a estreia mundial da obra decorrido num concerto da BSP na tarde de 11 de Dezembro, na Casa da Música, no Porto.

A obra “A Vida de uma Fada”, com duração de 13 minutos, é inspirada no livro “A Fada Oriana”, de Sophia de Mello Breyner Andresen. O compositor, natural de Nobrijo, pretendeu criar atmosferas musicais para várias cenas do enredo, apostando na experimentação para aproveitar as potencialidades de cada instrumento para gerar novas sonoridades.

Tirando partido do facto das bandas sinfónicas serem agrupamentos bastante versáteis, Bruno Moreira concebeu uma obra em que os instrumentos são utilizados de forma menos convencional e, como tal, capazes de suscitar assombro no público que, neste concerto, ascendia a mais de 600 espectadores.

Esta foi a primeira vez que o jovem músico de 34 anos recebeu uma distinção pelo seu trabalho de composição, mas mais marcante do que o prémio, foi ouvir a sua obra tocada numa sala tão emblemática como a Casa da Música. “A grande dificuldade de um compositor é ter as suas obras tocadas!”, confessou Bruno Moreira, acrescentando que não é usual a música contemporânea, que é muito experimentalista, ser tocada por bandas.

Não obstante os obstáculos, é este tipo de música que gosta de compor, bebendo inspiração dos compositores americanos David Dzubay e David Maslanka, bastante conhecidos pela sua ousadia em termos musicais.

Fonte: CMAV

Foto: Carlos Lopes (concerto dos Chão Nosso)/ Facebook

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Transbranca e Transportes Humberto

Humberto Pereira (proprietário da Garagem da Branca) iniciou a sua actividade na área dos transportes, na década de 40, como empresário em nome individual sob a designação de Transportes Humberto, tendo mais tarde, já nos anos 60, sido assumida a forma de sociedade comercial por quotas, com o nome de Transportes Humberto, Lda.

O alargamento do leque de serviços, carteira de Clientes e raio de acção, fizeram com que ao longo dos tempos se fossem adquirindo várias pequenas empresas que, com a vontade de concretizar uma velha aspiração - o Transporte Internacional - fez com que em Outubro de 1986 se procedesse à sua fusão , dando lugar ao aparecimento da Transbranca - Transportes de Carga da Branca, Lda.


Posteriormente, em Julho de 2000, a Transbranca – Transportes de Carga da Branca, Lda. foi transformada em sociedade anónima, sendo alterada a sua denominação social para Transbranca – Transportes, S.A.

As duas "empresas" (Transbranca e Transportes Humberto) empregam actualmente mais de uma centena de trabalhadores, entre pessoal administrativo, motoristas, mecânicos e outros.

Fonte: Página Oficial da Transbranca

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Aveicellular - Um Universo em Comunicação


A Aveicellular é uma empresa sediada em Soutelo, freguesia da Branca e concelho de Albergaria-a-Velha, que se dedica ao comércio e reparação de produtos de electrónica e telecomunicações.

Carlos Aguiar criou a Aveicellular em 1998. A primeiro loja foi inaugurada em Estarreja, tendo-se expandido posteriormente para Oliveira de Azeméis e Aveiro.

Vendeu o primeiro telemóvel há mais de dez anos. Era um Motorola 1000 "transportável" que custava 600 contos. O que começou por ser “uma brincadeira”, acabaria por tornar-se, entretanto, num grande negócio.

O grupo Aveicellular englobava as empresas Aveicellular, Via Celular II e Via Celular, actuando igualmente sob a marca Aveidigital.

Além da venda directa nas lojas próprias (Aveicellular), a distribuição dos seus produtos é igualmente efectuada por outras lojas e grandes cadeias, como são os casos do grupo Sonae (Worten, Modelo, Vobis), do El Corte Inglês ou do Staples, entre outras.


Marcas

Possuidora de uma marca exclusiva de telemóveis, ZTC, a Aveicellular tem expandido o seu negócio e a missão de cada vez melhor servir os seus clientes, com as parcerias efectuadas com as conhecidas marcas: LG e Samsung.

Para além disso, tem alcançado mais presença no mercado, por se ter tornado uma das distribuidoras oficiais de reconhecidas marcas (LG, Samsung, NDrive, Acer, Belkin e TopCom) e das principais cadeias comerciais, como também a recente expansão da actividade da empresa para o mercado espanhol. (...)


ZTC B2 Dual Sim

A Aveidigital sempre se empenhou em expandir o universo das Comunicações e da Tecnologia Wireless, sendo a sua missão a expansão da indústria das comunicações pelo mundo.

A Aveidigital desenvolveu o ZTC B2 Dual Sim, um equipamento de tecnologia inteiramente portuguesa capaz de suportar dois operadores móveis em simultâneo.

Fontes: www.aveicellular.eu / Hotfrog

Videos: CeBIT2008 / Exame Informática

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

José Dias Sobral, empresário (1862-1938)

José Dias Sobral nasceu no lugar da Escusa, na freguesia da Branca, a 8 de Outubro de 1862. Foi grande comerciante de solas e cabedais na cidade de Lisboa para onde migrou com apenas 10 de idade. Aí fez grande fortuna e era o elo de ligação entre os branquenses e a capital.

Era nesta casa que os branquenses tinham guarida quando se deslocavam à capital. Foi também nesta cidade que exerceu o cargo de Director do Albergue dos Inválidos do Trabalho, Tesoureiro da Irmandade do Santíssimo Sacramento e igualmente da Junta de Freguesia de São Paulo.

Fez também diligências no sentido de a Branca vir a receber a primeira Estação de Telefone Postal, instalada no Souto, bem como um distribuidor rural.

Faleceu a 27 de Novembro de 1938.

Fonte: "Auranca e a Vila da Branca: perspectivas" de Nélia Maria Martins de Almeida Oliveira (adaptado)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Joana Pangaio, tenista


Joana Pangaio Pereira nasceu em 27 de Dezembro de 1987, na freguesia da Branca, e é uma das melhores tenistas portuguesas da actualidade.

Joana estuda Gestão numa Universidade no Porto e é igualmente treinadora das camadas jovens do seu clube, o Clube de Ténis do Porto.

Clubes

Clube de Ténis do Porto (treinador: Nuno Marques)
Clube de Ténis da Nazaré (treinadora: Ana Nogueira)
Escola de Ténis de Espinho (entre os 16 e os 20 anos, treinador: André Lopes)
Clube de Ténis de Oliveira de Azeméis

Ranking WTP

2009: 812 (no final da época)
2008: 962 (no final da época)
2006: 1079 (no final da época)
2005: 1241 (no final da época)

Melhor posição em singulares: 731 (em 05.10.2009)
Melhor posição em pares: 763 (em 26.11.2007)

Campeonatos nacionais (alguns destaques)

Campeã nacional de infantis em 2001
Vice-campeã nacional de Juniores
Campeã nacional Pares 2005 (Clube de ténis da Nazaré)
Campeã nacional em pares femininos (com Kátia Rodrigues)
Campeã nacional em pares femininos 2009 (com Maria João Koehler)

Fez parte da selecção nacional da Fed Cup

Torneios de 10 mil dólares

Vale do Lobo (2006) - Quartos-de-final
Porto Open (2008) - Quartos-de-final
Cantanhede Ladies Open (2009) - Meias-finais
Alcobaça (2009) - Meias-finais

5 Medalhas nos Jogos da Juventude Ásia-Europa, Bangkok 2005

2 Medalha de prata em Singulares e Equipas Femininas (com Maria Guerreiro)
2 Medalhas de bronze em Pares Mistos (com Alexandre Cardoso) e Pares Femininos (com Maria Guerreiro)

Fontes: Lusotenis / Comité Olímpico Português / TennisResultados / Região da Nazaré

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Fábrica de Cerâmica da Branca (1918-1980s)


Em 1908, inicia-se a construção do primeiro lanço da Linha Férrea do Vale do Vouga, entre Espinho e Oliveira de Azeméis numa extensão cerca de 33 Km e em 1909 esta via chega ao Carvoeiro. É portanto, um ano antes da implantação da Républica que a Branca beneficia da Linha Férrea do Vale do Vouga.

Instalada esta Via, a Branca surge como um excelente ponto estratégico para a construção de uma filial da Empresa Cerâmica do Fojo, a Fábrica da Branca - 1918.

Empresa Cerâmica do Fojo

Esta Fábrica era uma Sociedade Anónima por Quotas, já com uma certa projecção nacional, e na qual muitos branquenses investiram as suas economias sem nunca terem visto quaisquer lucros.

Dizia-se na gíria que, "o fumo que saía das chaminés era proveniente das quotas".

Nesta empresa produzia-se essencialmente tijolo, que era transportado por esta linha para os mais diversas locais do país. Por aqui transportava-se também o minério das Minas do Palhal para Espinho que seria depois exportado para o estrangeiro pelo porto de Leixões.

Aquisição da fábrica por emigrantes no Brasil

No ano de 1940, um grupo de homens abastados e ilustres vindos do Brasil deslocaram-se ao Fojo na expectativa de realizarem o negócio que acabou por se concretizar. Os Srs. Manuel Ferreira Ribeiro, José Dias Marques e Joaquim Nunes da Silva adquiriram a Fábrica da Branca pela quantia de 240 contos.

Cinco anos após a compra procedeu-se à primeira remodelação da fachada, compra de máquinas para a Fábrica e melhoramentos consecutivos.

Esta Fábrica desde o seu início até ao seu declínio (década de 80) empregou grande parte da população branquense.

Fonte: "Auranca e a Vila da Branca: perspectivas" de Nélia Maria Martins de Almeida Oliveira (adaptado, n/ intertítulos)


Depois do encerramento da empresa apenas sobrou a chaminé.

(em "Novos arruamentos"; Foto da chaminé: Mário)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

São Martinho de Soure (? - 1145)

A Branca foi berço de São Martinho de Soure, um grande mártir religioso que viveu no tempo de D. Afonso Henriques.

D. Martinho foi oferecido, ainda jovem, pelos seus pais, Aires Manuel e Árgio, à dependência do bispo D. Maurício, que terá ficado na sua casa (em Fradelos, actual freguesia da Branca, concelho de Albergaria-a-Velha) quando passou por Auranca a caminho de Coimbra.

Conforme em sua Vita se diz: Fuit itaque progenitus in vico qui dicitur Auranca, qui, ut fertur, ab urbe Colimbriensium XXVIº distat miliario. Na tradução de Aires do Nascimento (1998, p. 229): “Nasceu ele, pois, numa aldeia chamada A-Branca que, como é sabido, dista vinte e seis milhas da cidade de Coimbra”.

As milhas aqui indicadas não correspondem às romanas de 1480 m, mas às francesas de 2222 m, que teriam sido introduzidas na região de Coimbra no tempo do conde D. Henrique. S. Martinho de Soure morreu em 1145 e a sua Vita terá sido escrita, por Salvado, no mosteiro de Santa Cruz por volta de 1150.

Soure

Envolto em lenda e mistério, o herói da reconquista cristã e do povoamento de Soure, Martinho Árias ou S. Martinho de Soure, na invocação popular, apesar de não ser natural de Soure, foi para essa localidade quando já era cónego da Sé de Coimbra, com seu irmão Mendo, também eclesiástico do mesmo cabido.

Supõe-se que, após a investido muçulmana e a destruição do castelo de Soure, Martinho Árias foi encarregado de ali restaurar a igreja e de prestar assistência religiosa aos moradores. Esta missão tornava-se ingrata e perigosa porque Soure se situava no limite do território cristão e a população era composta de cristãos e de mouros, que coexistiam na diversidade dos seus cultos e costumes.

Segundo o cronista, em 1144, o governador de Santarém Abu-Zakaharia ocupou Soure, que destruiu e levou cativa parte da população para Santarém, com excepção de Martinho Árias, que foi conduzido a Córdova, onde viria a morrer anos mais tarde (em cativeiro).

Fontes/Mais informações: Escolas de Soure / Leitura.Gulbenkian / Igespar (pág.11) / "Auranca e a Vila da Branca: perspectivas" de Nélia Maria Martins de Almeida Oliveira / wikipedia

terça-feira, 6 de julho de 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010

L.A. Medical


A L.A. Medical-Fabricantes de Instrumentos Cirúrgicos, Lda. foi fundada em 1993, tendo por objecto social o fabrico de instrumentos cirúrgicos.

Tendo por base o know-how adquirido nos Estados Unidos da América pelo seu fundador Lázaro Almeida, a empresa começou por funcionar no lugar de Casaldima, na freguesia da Branca, sendo deslocalizada em 1999 para a Zona Industrial de Albergaria-a-Velha.

A L.A Medical aplica todos os seus conhecimentos e experiência na concepção e desenvolvimento de Dispositivos Médicos para Ortopedia e Traumatologia.

Em 2002 a empresa introduziu a sua linha completa de Implantes para Osteossíntese e iniciou o fabrico de Instrumental para a Artroplastia Total da Anca e do Joelho.



Lázaro Almeida

Lázaro Almeida nasceu em 1946 no lugar de Relvas, freguesia da Branca. Com a idade de 14 anos, iniciou a aprendizagem no fabrico de instrumentos cirúrgicos como colaborador do Mestre Sr. Manuel Antão.

Em 1974, emigra para os Estado Unidos da América por contrato de trabalho com a empresa CODMAN (pertecente ao grupo Johnson & Johnson).

Acumulando os estudos com a carreira profissional (conclusão do liceu em 1980 e "Associates Degree" em Engenharia Mecânica, Ciência e Tecnologia com a classificação “With Honors" no ano de 1988), vai progredindo sucessivamente na carreira, sendo transferido, em 1983, para o Departamento de Engenharia, e posteriormente, em 1988, para o Departamento de R&D.

Possuidor de elevado know-how na implementação de Novos Processos de Produção e Desenvolvimento e Desenho de novos Instrumentos Cirúrgicos, inicia em 1993, após regressar a Portugal, a actividade industrial como Fundador e Sócio Gerente da empresa L.A. Medical.

Fonte: Página Internet (adaptado)

Agradecimento: Sr. Lázaro Almeida