Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Armando Vidal, músico e maestro


Armando Vidal nasceu em Albergaria-a-Velha em 23-01-1947. Iniciou muito cedo os seus estudos musicais, concluindo no Conservatório Regional de Aveiro o Curso Superior de Piano com grande distinção. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian fez estudos de aperfeiçoamento com os professores Croner de Vasconcellos, Karl Engel, Paul von Schillawsky, Melina Rebelo e Lígia Ebo.

Fez uma carreira de pianista colaborando com grandes nomes nacionais e internacionais do canto, sobretudo no campo da Ópera, uma vez que foi Maestro assistente durante largos anos no Teatro Nacional de S. Carlos. Começou por se apresentar com o barítono Oliveira Lopes em concertos, tendo gravado para a RDP e RTP vários ciclos de Schubert, Schumann, Beethoven.


Tocou em Portugal, Madeira, Açores, Macau, Angola, Marrocos, Espanha, França, Bélgica, Alemanha e Roménia, com os mais reputados cantores portugueses de várias gerações. Acompanhou em concerto nomes como Elsa Saque, Joy Bogen, Mara Zampieri, Fiorenza Cossotto, Ivo Vinco, Carlo Bergonzi.

Dirige orquestras em variados programas de Concerto, Oratória e Ópera, desde 1980. Além do Teatro Nacional de S. Carlos, dirigiu concertos e espectáculos do Real Teatro de Queluz, Companhia Portuguesa de Ópera, Orquestra do Norte, Teatro Ibérico, entre outros.


Foi professor no Conservatório Nacional de Lisboa, na classe de Música de Câmara, e na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe de Competição. Exerceu igualmente funções de professor em diversas cadeiras nos Conservatórios Regionais de Aveiro, Ponta Delgada e Braga.

E colaborou em diversos Cursos de Interpretação com Paul Tortelier, Karene Giorgian, Ludwig Streicher, Regina Resnick, Ileana Cotrubas e Mara Zampieri.


Colaborou em várias edições discográficas e programas para a Rádio e Televisão. Das suas gravações mais recentes contam-se “A Canção Portuguesa” com Carlos Guilherme e “Casablanca – Os Êxitos da Broadway” com o Real Teatro de Queluz.

Gravou música para os filmes de Manoel de Oliveira "Mon Cas" ("O meu caso") e "Os Canibais", interpretando obras originais de João Paes, e colaborou na música do filme “Amor de Perdição”, igualmente de Manoel de Oliveira.

Fontes/Mais informações: Facebook / Youtube / Teatro Ibérico / Câmara Municipal de Guimarães

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Fausto Xavier (1909-1995), médico com alma de artista


Fausto Tavares Xavier Lopes Rodrigues nasceu em 25 de Maio de 1909 no lugar das Azenhas, em S. João de Loure e era filho do Juiz de Direito António Tavares Xavier, natural de Macinhata de Vouga, e de D. Maria Rodrigues da Costa Lopes Xavier, a conhecida D. Maria das Azenhas, que foi presidente da Junta de freguesia de S. João Loure.

Fez a instrução primária na escola de S. João de Loure, na Rua do Cabo, tendo sido aluno dos professores Matias, de Ílhavo e, depois, Joaquim Baeta, de Pinheiro. Frequentou o Liceu José Estevão de Aveiro, concluindo o curso com alta classificação.

Ingressando na Faculdade de Medicina de Coimbra em 1926, aí terminou a sua licenciatura em 26 de Julho de 1932 também com alta classificação. A menor nota que obteve, durante todo o curso, foi de 15 valores a Bactereologia.


Ainda em 1932 foi exercer a sua profissão para Lisboa, pois em S. João de Loure não tinha qualquer hipótese de 'governar a sua vida' visto sua mãe lhe ter implorado que nunca levasse dinheiro pelos seus serviços a pessoas de S. João de Loure.

No exercício da sua vida profissional, com várias especialidades, nomeadamente Medicina Tropical e Hidrologia, desenvolveu a sua actividade como Interno dos Hospitais Civis de Lisboa, cirurgião do Hospital do Rego, em Lisboa, director dos Serviços de Estomatologia do Hospital Militar da Estrela, pediatra no Hospital de D. Estefânia, assistente no Hospital Sanatório da Ajuda, além de ter o seu consultório particular, que nunca abandonou. Como foi médico militar possuía a patente de capitão.

Foi concertista de guitarra de Coimbra com formação musical, multi-instrumentista, autor de repertório próprio e executante do repertório de Artur Paredes, violino na Tuna Académica da Universidade de Coimbra e Presidente desta agremiação no ano lectivo de 1931-1932.


É autor, entre outras obras, dos hinos das Bandas Musicais da sua freguesia, a de S João e a de Pinheiro, letra e música, os quais estão registados na Sociedade Portuguesa de Autores (S.P.A.). Era poeta de um lirismo de recorte bucólico.

Além de médico, poeta e músico, também foi desportista de mérito, tendo sido campeão nacional e recordista do salto à vara, entre 1931 e 1937.

Casou em 1937, em Santarém, com a Dra. Paulina Canova de Magalhães, natural de Cantanhede, licenciada em Farmácia aos 21 anos, também com alta classificação. Tem dois filhos, Nuno António e Fausto Jorge, ambos distintos médicos, o primeiro especialista em Geriatria e o segundo em Otorrinolaringologia.

Fontes: Dr. Sousa e Melo (em Jornal de Albergaria) (adaptado) / Blog "Guitarra de Coimbra" (1) (2)


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Coro Paroquial Litúrgico da Paróquia de Albergaria-a-Velha


Embora o Grupo Coral Paroquial Litúrgico de Albergaria-a-Velha tenha existência anterior, este é objecto de uma profunda reestruturação em 1999. É nesta data que António Mendes, o actual Director,  assume também a sua coordenação. O Grupo adopta a designação genérica de Coro Paroquial Litúrgico de Albergaria-a-Velha.

A sua formação conta actualmente com 30 coralistas, inseridos numa estrutura organizacional bem definida e que conta, também desde 1999, com a importante colaboração da Odete Teixeira como responsável máxima.

O Coro Paroquial Litúrgico de Albergaria-a-Velha assenta numa estrutura e numa organização que lhe permite usufruir do profundo reconhecimento que lhe é conferido pela Comunidade Cristã de Albergaria-a-Velha, sempre generosa nos seus gestos

Face ao nível de exigência do seu director, António Mendes e também ao empenho dos coralistas, o Grupo passou a ter outra visibilidade e começou a ser solicitado para outras localidades do país, para assim dinamizarem algumas das suas festividades religiosas.



O grupo tem-se empenhado em animar algumas celebrações realizadas, quer no Lar da Misericórdia de Albergaria, quer na Casa de saúde de Santo António. Isto sem esquecer a participação, no primeiro domingo de cada mês, nas Celebrações Marianas levadas a cabo na Capela do santuário de Nossa Senhora do Socorro.



Fonte/Mais informações: Paróquia de Albergaria 

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

"Inquietudes" de Miguel Rodrigues & Claminus



Em Agosto de 2014, aproveitando o final do ano lectivo e a pausa na sua actividade como docente, Miguel Rodrigues dedica a Fernando Pessoa o seu trabalho como compositor. Assim, nasce o álbum “InQuietudes” sobre 7 poemas da "Mensagem" e do "Cancioneiro".

Mensagem

1. Ulisses
2. O Infante
3. Mar portuguez
4. Nevoeiro

Cancioneiro

5. Ao longe ao luar
6. Autopsicografia
7. Andei léguas de sombra

Contando com o apoio da Fundação Dionísio Pinheiro, o álbum pretende aproximar o grande público da obra do maior poeta português do Século XX, sendo "Inquietudes" caracterizado por uma fusão de vários estilos musicais que, de algum modo, tem marcardo o percurso do jovem compositor albergariense, que ainda recentemente participou, como intérprete, no programa de Talentos da TVI "Rising Star".


Ao ouvir o álbum reconhecem-se influências do Jazz ou mesmo do Rock ou do Pop, sem abandonar a erudição e academismo típicas da  ainda curta carreira de Miguel Rodrigues como compositor, em que se destaca a oratória de Natal "Porque o Profeta Escreveu" para coro infantil e orquestra, estreada em 2006, em Albergaria-a-Velha, no III Concerto de Natal do Grupo Coral Infantil.


Ficha técnica:

Gravação, mistura e masterização: Covil estúdios
Produção: Miguel Rodrigues e Hugo Pereira
Composição e arranjos: Miguel Rodrigues
Gestão de projecto: José Gouveia
Design gráfico, fotografia e tratamento de imagem: Rodolfo
Assistência técnica/afinação de piano: Márcio Monteiro (Piano Dream)

Voz: Miguel Rodrigues
Piano e sintetizadores: Cláudio Vaz e Miguel Rodrigues
Saxofone soprano e tenor: Tiago Martins
Guitarra: Luís Carvalho
Viola Baixo: Fábio Rocha
Bateria: Luís Fernandes

Mais informações: página oficial

Video: "Ulisses"  (oficial) /  Excertos

 

sexta-feira, 14 de março de 2014

Quarteto de bolso rocks a lot com o tema "Avelhas"


O Quarteto de Bolso, é um grupo de música moderna formado em Aveiro em 2007 por antigos e actuais alunos da Universidade de Aveiro, com raízes em diversas localidades do concelho de Albergaria-a-Velha (Telhadela, Carvalhal, Branca, e Albergaria-a-Velha), que se intitula embaixador do Rock Moliçal.

Não editam discos nem EP, mas antes Bolsos, feitos pelo costureira Marina, um a um. E já lá vai o primeiro bolso editado em 2010, segundo bolso de 2011, terceiro bolso disponibilizado o ano passado (no qual está incluído o tema “Avelhas”, com ligação ainda que implícita a Albergaria-a-Velha) e o quarto bolso que está previsto sair em meados do mês de outubro deste ano.


Dentro do bolso cabe igualmente o primeiro lugar em prestigiados concurso nacionais, como o Concurso de Bandas de Garagem de Ílhavo e o “Hard Rock Battle of the Bands”, promovido pelo Hard Rock Café, a participação na colectânea “Novos talentos Fnac 2011” com o tema “Elefante”, e a actuação em palcos como os de Paredes de Coura, “Optimus Alive”, “Festa do Avante” e nas semanas académicas, entre outras actuações num total superior a 100 concertos.


Tema "Avelhas" integra colectânea "Aveiro Rocks a Lot" (18-03-2014)

"Aveiro Rocks a Lot" – a tradução é difícil de fazer… podia ser qualquer coisa como “muito rock em Aveiro”. Mas para bom entendedor… Não importa traduzir, mas sim explicar o que vem a ser o “Aveiro Rocks a Lot”. Focada no objectivo de apoiar os projectos musicais aveirenses, a "Associação Cultural e Recreativa Recreio do Castor" uniu 12 bandas locais – não a uma só voz, mas a 12 – para juntar num CD 12 músicas com “carimbo” de Aveiro.

E assim surgiu o ARAL – “Aveiro Rocks a Lot”- Colectânea de Música Aveirense – volume 1, que será lançado no dia 18 de deste mês de Março. “Assim como temos os ovos-moles, que são um dos símbolos da cidade, teremos também uma colectânea que reúne a música aveirense e que funcionará como um cartão-de-visita da cidade.

É uma forma de mostrar que existem bandas que desenvolvem músicas originais”, explica Pedro Silva, mentor do projecto e vocalista da banda Quarteto de Bolso.

Fontes/Mais informações: Página Oficial / ARAL / Diário de Aveiro / UA / Tertúlia Castelense / Wikipedia   A Trompa / Palco Principal   / Cineteatro Alba 

 



Videos: "Avelhas" / "Elefante" (versão 1º bolso) / "Elefante" (com Emmy Curl) / "Cão"

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

GDCRF - Grupo Desportivo e Cultural de Ribeira de Frágua


O Grupo Desportivo e Cultural da Ribeira de Fráguas foi fundado por um grupo de amigos a 10 de Junho de 1987. Os seus principais impulsionadores foram Manuel Bastos Martins, Manuel Martins da Silva, Manuel Silva Coutinho e António Augusto Bastos.

Nasceu da vontade de criar um novo dinamismo entre a população local com a introdução de novas actividades, promoção de eventos e uma aposta acérrima na cultura.

Primeiramente, funcionou no edifício da Junta de Freguesia de Ribeira de Fráguas. Mais tarde, adquiriu um imóvel antigo, que com grande espírito de sacrifício e boa vontade por parte de todos os que se envolveram neste projecto, foi restaurado sendo para aí transferida a sua sede, inaugurada a 12 de Julho de 1999.


As primeiras actividades desportivas a serem desenvolvidas foram o futebol de cinco, o atletismo e a pesca desportiva. Na área cultural, participou variadas vezes no carnaval de Albergaria-a-Velha. Paralelamente, foi criada a escola de música, que estreou com apenas um professor, mas rapidamente surgiu a necessidade de aumentar o número de docentes dado o afinco com que este projecto foi abraçado.

Actualmente a GDCRF é uma associação completamente direccionada para a cultura, fazendo parte da sua estrutura uma Orquestra de Sopros, uma Banda Filarmónica e uma Escola de Música.


A Orquestra de Sopros do GDCRF surgiu em 1988, após um grande desenvolvimento em termos de formação de alunos, e teve como primeiro maestro o professor Nelson Aguiar.

Inicialmente, a orquestra realizava apenas concertos em sala ou ao ar livre, com um reportório direccionado para a música ligeira. Contudo, a partir de 2001, começou a efectuar serviços de cariz religioso, como procissões e romarias, dando origem à Banda Filarmónica do GDCRF. Foi também nesse ano que editou o seu primeiro CD.

Presentemente, o tipo de reportório interpretado pela orquestra é escrito para o tipo de formação que apresenta, passando pela música erudita, pelas músicas de bandas sonoras e também pela música ligeira. A realização de intercâmbios com associações congéneres, principalmente a nível distrital, é uma prática constante. Fazem parte dos quadros da Orquestra de Sopros do GDRCF cerca de 45 elementos jovens.

Fontes: GDCRF (facebook) / "Ribeira Fráguas - a sua história" de Nélia Oliveira e Nuno Jesus

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Hino de Albergaria




A nossa terra nasceu
Dum albergue por sinal,
Na beira de Portugal
onde é mais azul o céu.

Onde cantam mais as aves
têm os jardins mais flores,
as canções são mais suaves
e noivam mais os autores.

REFRÃO

Albergaria, eia avante,
Nossa terra muito amada
Linda como uma alvorada
de rouxinóis em descante.

Para te ver mais erguida
e mais nobre o teu brazão:
daremos a nossa vida,
Se for pouco o coração.

Letra de Eugénio Ribeiro
Música de E. Eliseu
 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mafalda Portela brilha em "Morangos com Açucar"


Mafalda Portela é uma jovem cantora e actriz que interpreta o papel de Tatiana na IX série dos "Morangos com Açucar" (Segue o teu Sonho).

Mafalda, que irá lançar brevemente o seu primeiro disco, com o nome artístico de Missy M, nasceu em Mirandela (considera-se uma "mulher do Norte"), mas vivia, até integrar o elenco da série da TVI, em Albergaria-a-Velha, onde estudava no Colégio de Albergaria.


O produtor musical, João Barbosa, adicionou o guitarrista, da sua banda na altura, no facebook, e viu fotos da banda e da Mafalda. E adicionou-a também. Falou com ela e perguntou-lhe se estaria interessada em participar num casting musical. Na altura, achou estranho que o contacto fosse via facebook. Trocaram e-mails. Fez o casting no dia 11 de Junho. E no dia 15 já estava em Lisboa.



Como surgiu a ideia de participares num casting para os MCA9? Foi um acontecimento espontâneo ou ponderado ?

Surgiu-me a oportunidade de fazer o casting praticamente de um dia para o outro. Foi espontâneo, nem pensei duas vezes. Apanhei um comboio e lá me aventurei sozinha por Lisboa. (...)


Como tudo começou ?

Eu não fiz o percurso normal que o resto do elenco fez. Nem sei muito bem como funciona. Sei que há castings, workshops e depois vão sendo escolhidos para o elenco. O elenco já estava todo escolhido, mas faltava a pessoa para fazer de Tatiana Branco. A duas semanas de começarem as gravações fui contactada para fazer um casting musical... passado dois dias soube que me tinham escolhido e aqui estou eu.



Sobre o percurso no Colégio de Albergaria

Tudo começou quando comecei a participar num evento chamado "Escoliadas" através do colégio que eu frequentava, o Colégio de Albergaria. Nas Escoliadas as escolas participavam com provas de teatro, música/dança, pintura, claque, etc ....

Comecei a fazer teatro e a cantar pelo colégio, durante os anos que estudei lá. As Escoliadas despertaram o bichinho das artes de espectáculo em mim.

(...) naquele colégio tudo marca. Sejam professores sejam colegas. Não se pode classificar o Colégio de Albergaria como um colégio/escola normal. Ali dentro somos uma grande família.

Tenho grandes recordações dos anos que estudei lá. Estávamos sempre envolvidos em projectos fora da escola, organizávamos festas e saraus brutais. Era fantástico. Alunos e professores trabalhavam em conjunto para diversas actividades e nunca estávamos parados ! Posso mesmo dizer que foram os melhores anos da minha vida.

Fontes: Entrevista MaisTVI.blog (adaptada) / facebook / Entrevista MCA

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Bruno Moreira distinguido em Concurso Nacional de Composição

Bruno Moreira, músico na Banda da ARMAB, foi distinguido com uma menção honrosa no I Concurso Nacional de Composição da Banda Sinfónica Portuguesa (BSP), tendo a estreia mundial da obra decorrido num concerto da BSP na tarde de 11 de Dezembro, na Casa da Música, no Porto.

A obra “A Vida de uma Fada”, com duração de 13 minutos, é inspirada no livro “A Fada Oriana”, de Sophia de Mello Breyner Andresen. O compositor, natural de Nobrijo, pretendeu criar atmosferas musicais para várias cenas do enredo, apostando na experimentação para aproveitar as potencialidades de cada instrumento para gerar novas sonoridades.

Tirando partido do facto das bandas sinfónicas serem agrupamentos bastante versáteis, Bruno Moreira concebeu uma obra em que os instrumentos são utilizados de forma menos convencional e, como tal, capazes de suscitar assombro no público que, neste concerto, ascendia a mais de 600 espectadores.

Esta foi a primeira vez que o jovem músico de 34 anos recebeu uma distinção pelo seu trabalho de composição, mas mais marcante do que o prémio, foi ouvir a sua obra tocada numa sala tão emblemática como a Casa da Música. “A grande dificuldade de um compositor é ter as suas obras tocadas!”, confessou Bruno Moreira, acrescentando que não é usual a música contemporânea, que é muito experimentalista, ser tocada por bandas.

Não obstante os obstáculos, é este tipo de música que gosta de compor, bebendo inspiração dos compositores americanos David Dzubay e David Maslanka, bastante conhecidos pela sua ousadia em termos musicais.

Fonte: CMAV

Foto: Carlos Lopes (concerto dos Chão Nosso)/ Facebook

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

António Santos, Padre (1835-1910)

António Augusto de Oliveira Santos nasceu em 29 de Junho de 1835 em Angeja, filho de António José dos Santos, que foi secretário da administração do concelho e escrivão de direito em Estarreja, e de sua mulher Ana Marques de Oliveira, moradores em Angeja.

Estudou em Aveiro e depois de ordenado padre foi durante longos anos administrador da "Casa de Oliveirinha", da família Côrte-Real, e dai passou para a "Quinta de Taboeira", da família Valente, de onde saiu para vir paroquiar para Angeja.


Aqui, paroquiou desde 1887 a 1895. Foi membro activo do Partido Progressista e dinamizador de tudo quanto acontecia na sua terra natal, colaborou em alguns jornais e revistas católicas, foi co-fundador da Philarmonica Angejense em 1867, da qual foi regente por diversas vezes e protector.

Para além de músico e cantor de bastante qualidade, o Padre António Santos foi também poeta e caricaturista e regente da Música Velha, em Aveiro, nos seus tempos mais novos.

Foi pároco em Frossos desde Janeiro de 1908 até à sua morte em Abril de 1910.

Fonte: Delfm Bismarck Ferreira in jornal "D' Angeja" (adaptado)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Skypho lançam primeiro álbum "Same Old Sin"

O primeiro álbum dos Skypho, "Same Old Sin", será editado no próximo dia 15 de Outubro.

O disco é composto por 13 temas e conta com a participação especial de alguns amigos da banda: Diana Costa, Osga e Escola de Samba Unidos da Vila.

É de realçar a utilização da lingua portuguesa em alguns temas.


Para celebrar o lançamento do álbum, a banda albergariense irá dar um concerto de apresentação do novo disco no salão dos bombeiros voluntários.

Extracto de entrevista ao blog "Abcdemonivm"

"Com este novo trabalho quisemos dar continuidade aquilo que nos define em termos musicais. Não nos sentimos bem a tocar só um estilo de música e como tal juntamos as nossas influências na música que fazemos. Este "Same old sin" define a música que temos vindo a fazer nos últimos 6 ou 7 anos. É por isso que regravámos alguns temas antigos para fazerem parte deste disco."

Alinhamento

01 – S.D.S.
02 – Sleeping in the monster’s bed
03 – A última caminhada
04 – My insomnia
05 – Your love, my cage, my prison, my rage
06 – Spirit
07 – Nowhere neverland
08 – Demons’ party
09 – Darkness of the soul
10 – My last words
11 – Re_nasce
12 – Jungle syndrome
13 – White bird

Videos: "Your love, my cage, my prison, my rage” / "Same Old Sin" / "Sleeping in the Monster's bed"

Fontes/Mais informações: facebook oficial / página oficial / abcdemonivm / Portal de Albergaria

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Órgão de Tubos Virtual

O Órgão de Tubos Virtual foi concebido para estar ao serviço da comunidade, apresentando uma inegável potencialidade ao nível de ensino, da interpretação de grande repertório sinfónico e da divulgação de uma cultura musical profundamente rica e centenária.

“Nascido de um esforço comum, este projeto resulta num instrumento pioneiro, permitindo reproduzir o som que podemos ouvir em grandes catedrais e auditórios mundiais”, sublinha a Direção do CMJ.


O Órgão de Tubos Virtual tem conceção do Professor António Mota que dedicou os últimos anos a este trabalho, com intensa investigação, pesquisa e paixão. “Este é um projeto inovador a nível mundial, porque pela primeira vez a esta escala de espaço, um auditório de aproximadamente 200 lugares, se ter replicado, por processos eletroacústicos, um órgão de tubos já existente e concreto”, explica António Sá Mota.

“Este projeto não seria de todo possível sem o apoio da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha (CMAV), que consegue também hoje enriquecer o Município com este instrumento inovador. O Órgão de Tubos é mais uma prova das imensas boas práticas de parceria e envolvimento entre o CMJ e a CMAV têm vindo a desenvolver em prol da arte, da cultura e da educação”, realça a Direção do CMJ.

Fonte: Jobra

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Nuno Filipe (pseudónimo de José Manuel Barros), cantor e compositor

Nuno Filipe chamava-se José Manuel Souto Guerra de Barros. Nasceu a 27 de Janeiro de 1947, em Angeja, e faleceu em 2002, em Lisboa.

Começou a interessar-se pela música ainda estudante e enfileirou, desde logo, no grupo dos jovens que procuravam novos rumos para a canção portuguesa. De colaboração com a poeta Maria Teresa Horta.

Deixou apenas quatro discos (3 EP's e 1 single), e ainda 3 canções suas que constituem um EP de Teresa Paula Brito. Sempre a partir de poesia de Maria Teresa Horta.


O seu EP “Nossas Canções” é um exemplo da qualidade que Nuno Filipe desejava para o seu trabalho. É considerado um trabalho notável dentro do rock português (com aproximações ao psicadelismo e prenunciando já algum hard rock, em "As Barcas") da década de 1960 pela destreza e talento com que combinou excelentes poemas de Maria Teresa Horta com a música inspirada de Nuno Filipe.

Na altura, gerou controvérsia a letra de "Cantiga da Manhã", mas passados mais de 40 anos bem precisamos de lavar "os olhos com a sua lã". Ou, como se pergunta em "Canção à Maneira de Saudade” com base em poema de El-Rei D. Diniz": "Notícias aqui do meu país / novas daquilo que se não diz?"


Discografia a solo:

EP "Tema para um Discurso", Philips, 1967
EP "A Feira", Philips, 1968
EP "Nossas Canções/1", 1969, Sonoplay
Single "Nossas Canções/2", 1970, Movieplay

Escrita conhecida para outros artistas:

- Teresa Paula Brito, 3 canções no EP "Minha Senhora de Mim", 1971, Movieplay
- Sexteto Vocal Garvaya, canção "Deserto", 3º lugar no XI Festival da Figueira da Foz, em 1971 (não editada em disco)


Opinião de João Carlos Callixto:

Os 4 discos que ele gravou são de facto algo de muito especial na música portuguesa, e não só à luz da época em que surgiram.

Hoje em dia, surgem perfeitamente enquadrados no cenário pop rock internacional e bem distantes de quase tudo o que cá se fazia.

Curiosidades:

Todas as canções, quer a solo quer para outros, têm poema de Maria Teresa Horta e música de Nuno Filipe.

José Manuel Barros era irmão do jornalista Luís de Barros e cunhado da famosa jornalista e escritora Maria Teresa Horta.

O EP de 1971 de Teresa Paula Brito encontra-se integralmente reposto em CD no volume dos "Clássicos da Renascença" dedicado à cantora.


"Videos" (Youtube)

"Vida, velhice e morte de um fidalgo de Lisboa"
"Ao Rapaz"
"A Feira"
"Retrato de senhora"
"Os Gatos"
"Cantiga a Mulher e a Criança"
"Tema para um Discurso"
"Tema para os Meus Amigos"

Fontes: João Carlos Callixto - Nas Terras do Fim do Mundo / Os Reis do Yé Yé (blog, facebook) / contracapa de EP / Luís Futre / GonçaloMoreno66

Agradecimento especial: João Carlos Callixto

quinta-feira, 17 de março de 2011

Maria de Lourdes Resende na Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX

Maria de Lourdes Resende (Barreiro, 08-03-1927) começou por cantar na igreja de Santa Cruz (Barreiro) onde seu pai era organista amador. Após a sua morte mudou-se para Alquerubim [freguesia do concelho de Albergaria-a-Velha], onde viveu com os seus tios, tendo cantado e participado em várias peças de teatro e festas organizadas na Casa do Povo.

Em 1945, quando se deslocou a Lisboa por ocasião do casamento da sua irmã, prestou provas na Emissora Nacional, tendo sido ensaiada por Etelvina Marinho, pianista e esposa do cantor lírico Paulo Amorim.

Estreou-se no mesmo ano num programa [radiofónico] onde foi apresentada por Lança Moreira, com o nome de Maria de Lourdes, tendo adoptado posteriormente o nome artístico de Maria de Lourdes Resende.

Fonte: Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX

Mais informações

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Coro Despertar

O Coro Despertar, constituído no âmbito da Gala Despertar Talentos 2009, tem cerca de 40 jovens cantores com idades compreendidas ente os 8 e os 12 anos.

Sob a orientação dos professores de música Pedro Teixeira, Cristiana Pinto e Bruno Moreira, estes pequenos coralistas já têm no currículo alguns momentos marcantes, tais como a participação nas Comemorações do Centenário na Linha do Vale do Vouga, a actuação ao vivo, com o grupo "Táxi", nas Festas da Cidade de Coimbra e a gravação de um tema para o novo livro de contos do humorista Fernando Mendes.

"Despertar Talentos 2009"

Na sequência do trabalho que se tem vindo a desenvolver com os alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico do Município, designadamente no âmbito do Projecto "Música na Escola", a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha organizou em 2009 o Concurso "Despertar Talentos 2009", que pretendeu distinguir as crianças que se destacam pela sua aptidão musical e vocal.

A Câmara Municipal recebeu cerca de centena e meia de candidaturas de jovens ansiosos para mostrar o seu valor, tendo sido seleccionados nove finalistas, que estiveram presentes na "Gala do Concurso Despertar Talentos 2009", integrada no programa do Albergaria conVIDA. O grande vencedor foi Leonardo Borda.


Concerto 16 de Janeiro

Na tarde de 16 de Janeiro (16h30), a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha apresenta o Concerto de Coros "2011 a Despertar" que junta, no palco do Centro Cultural da Branca (CCB), duas gerações de coralistas: o Coro de Música Polifónica Alva Canto (de Alvaiázere) e o Coro Despertar.


Fontes: Boletim Municipal / Facebook / CMAV

Facebook: Clube de Fâs do Coro Despertar

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ano Novo Ídolo Novo

A concorrente de Albergaria-a-Velha [com origens em Dornelas, Sever do Vouga] está orgulhosa por ter vencido um concurso que não faz o seu "estilo" e por ter-se mantido fiel à sua identidade. Sandra Pereira emocionou-se na final de Ídolos e agradeceu a todos os portugueses. Agora, parte para Londres.

Desta vez a vitória cantou-se no feminino. Sandra Pereira sagrou-se vencedora da 4.ª edição do programa "Ídolos" (SIC), realizado na noite de passagem de ano na Praia dos Pescadores em Albufeira, Algarve. A explosão de alegria da concorrente de Albergaria-a-Velha aconteceu em cima do palco e prolongou-se durante toda a noite.

Identidade

E ainda houve tempo para recordar o percurso no programa de caça-talentos, que nem sempre foi linear. "Estou feliz porque entrei num concurso que não era bem o meu estilo, no entanto o meu desejo de fazer uma carreira na música falou mais alto. Mantive a minha identidade e consegui fazer com que os portugueses gostassem de mim", afirmou Sandra aos jornalistas.

Conselho de mãe

Na plateia, além dos amigos e dos apoiantes, a vencedora da 4.ª edição do "Ídolos" contou com uma presença especial: a da mãe. Entre beijos e abraços, Sandra ouviu alguns conselhos. "A minha mãe ficou muito feliz, ela é uma pessoa muito simples e reservada, não está habituada a estas euforias. E sofreu imenso. No fim abraçou-me e deu-me um conselho de mãe. Disse-me 'Parabéns, mereceste, mas faz as coisas com juízo. Aproveita tudo com calma'", contou a concorrente.

Competição com Martim

O "duelo" com Martim Vicente, o outro finalista da competição, foi renhido ao ponto de a votação ter sido decidida por apenas três por cento. Sandra garante que tanto ela como Martim mereciam a vitória e que ficaria feliz se o desfecho tivesse sido outro.

"Antes de entrar em palco eu disse ao Martim que ia ficar feliz se ele ganhasse. Ele tem uma voz extraordinária, uma energia muito forte. Nunca houve rivalidade entre nós, somos muito amigos", salientou. Conhecido o desfecho, Sandra Pereira quer agora saborear a vitória com calma e pensar no futuro.

Fonte: Márcia Gurgel em JN (adaptado)

Entrevista SIC.Sapo



Companhia das Manhãs