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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Casa Turco

 

A Casa Turco teve origem na atividade de doceira de Margarida Ferreira (1872-1950), que inicialmente se localizava na Avenida da República, em Albergaria-a-Velha.

A D. Margarida casara em 1912 com José Marques Lourenço (1854-1925) que foi comerciante até 1914 e capataz das Minas de São Domingos, no Alentejo, entre final de 1914 até 1922.


Uma senhora onde estivera a trabalhar em Aveiro ter-lhe-à dado a receita para a ajudar a criar o filho, quando ficou viúva, tendo começado a fazer doces e a vender pelas portas.

O filho de Margarida, Manuel Marques Ferreira (1914-1990), conhecido por Manuel Turco, abriu a primeira loja no Torreão. Inicialmente não era café. Vendia vinho que ia comprar na “Serra”.


A “Casa Turco” perdeu alguma da sua clientela com a abertura da Estrada Nacional, o que motivou a sua mudança, a partir dos anos 60, da zona central de Albergaria para a Rua Primeiro de Dezembro, mais próximo da nova estrada.

A actual herdeira destes afamados doces regionais é a D. Margarida Ferreira (mais conhecida por Margarida Coutinho), neta da “fundadora”, que vende para o Café Turco, que continua com outros donos, em mercearias locais e em feiras e outros certames.


O nome

Os antepassados eram muito introvertidos e havia quem achasse que eram parecidos com os turcos. Foi assim que o nome acabou por ficar.

A fundadora não gostava do nome, mas o nome Turco acabou por se perpetuar como apelido da família e no nome da Casa Turco e Doces Turco.


Os Doces

Os Turcos apresentavam três variedades: Rosquinhas, Raivas e Bolos de Gema.

O “negócio” dos biscoitos está na família há mais de 90 anos. Da receita, guardada a sete chaves, sabe-se apenas que leva ovos e manteiga.

Os folares da Páscoa, as raivas e biscoitos já eram uma tradição de Albergaria-a-Velha, com a abertura da Loja Nova nos finais do Século XIX, que perdurou até ao início da década de 60.

Fontes: Jornal Beira Vouga / Grupo do facebook “Amo a minha terra” / "Albergaria-a-Velha 1910-da Monarquia à República" de D. Bismarck Ferreira e R. Vigário

Informações complentares

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Festival "Pão de Portugal" (16, 17 e 18 de Maio de 2014)


Durante três dias a Quinta do Torreão receberá dezenas de produtores de Trás-os-Montes ao Algarve, passando por Portalegre e Viseu, e os visitantes poderão provar diferentes qualidades, formas e sabores de pães típicos de cada zona do País.

Sendo este um evento onde se pretende agregar todos os pães não esquecemos obviamente os mais doces como o Pão de Ló, a Regueifa Doce, entre outras especialidades. Mas não só de pão se faz este festival, uma vez que teremos ainda os mais variados complementos que os acompanham como compotas, queijos, enchidos, vinhos, entre outros.

O Festival nasce este ano em Albergaria-a-Velha, cidade de muitas tradições ligadas ao fabrico deste alimento e berço da Rota dos Moinhos de Portugal. Este é o primeiro festival nacional dedicado à celebração deste alimento tão presente na cultura gastronómica portuguesa.


Muito mais que um evento gastronómico, o evento destaca-se pela sua vertente cultural, lúdica e pedagógica. Como tal, será possível assistir à exposição que retrata o Ciclo do Pão com a curadoria do Museu do Pão, às apresentações de showcooking conduzidas pelo chef Hélio Loureiro, às Conversas com o Pão à Mesa com ilustres convidados, aos espectáculos musicais, ao Ciclo de Cinema sobre a temática para os mais novos, recriações históricas, música entre muitas outras animações para miúdos e graúdos.

Os mais novos terão ainda oportunidade de visitar o Camião Lúdico-Pedagógico do Museu do Pão, participar em várias actividades e pôr mesmo as “mãos na massa”.

O certame contará ainda com um espaço dedicado ao fabrico de pão ao vivo, com vários fornos e mesas de trabalho, onde todos os presentes poderão conhecer todos os passos para a confecção deste alimento.


História e Tradição

Albergaria-a-Velha tem uma grande tradição no fabrico do pão, sendo um dos concelhos que mais moinhos, moleiros e padeiros teve e tem. A Rota dos Moinhos permite conhecer melhor a história desta herança e a intemporal Regueifa continua a fazer as delícias de quem por ali passa.

Foi com base neste historial e saber que nasceu a vontade de dinamizar as raízes de Albergaria-a-Velha através da celebração do pão com os melhores e mais variados pães nacionais. De norte a sul do País existem diversíssimas variedades e qualidades de pão, o que demonstra que ao longo dos tempos este alimento se foi reinventando e adequando aos vários gostos e paladares.

Reunindo os melhores padeiros, cozinheiros e chefs portugueses, este festival foi pensado para as famílias e para os amantes de pão e seus acompanhamentos.

Fonte: Qi Porto de Ideias (em Portal de Albergaria)

Mais informações: página oficial  / facebook

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Recuperação do Moinho do "Ti Miguel" no Fontão (2010)


O restauro do velho moinho, situado no fundo do vale de Azenhas do Fontão, surgiu por iniciativa de Joaquim Almeida, neto do “Ti Miguel”, o antigo proprietário e “patrono” desse velho moinho de água, não com o objectivo de se dedicar à moagem mas “por carolice”.

Como também nasci nisto, o moinho está no sangue”, diz Joaquim Almeida, até porque “nos dias de hoje já não compensa moer temos outras actividades”. O actual proprietário do Moinho do Ti Miguel sublinha que a recuperação obedeceu às “normas de antigamente”, ainda que o número de “casais de mós” (pares de mós: a de baixo e a de cima) tenha sido reduzido de quatro para dois, o que mesmo assim dá “para manter viva esta tradição dos moinhos e dos moleiros no Fontão”, que era a actividade dos seus antepassados e familiares.

Assinatura do protocolo (Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha) (2009) (AF)
 Antigamente, e como afiança Joaquim Almeida, neste moinho, que “era um moinho alveiro e três rodas normais”, com quatro rodas e os respectivos pares de mós, “moía-se de tudo: trigo, milho e, inclusive, descascava-se arroz. Fazia-se aqui o que normalmente se fazia em todos os moinhos de antigamente”.

Ao lado do moinho e do tanque de água que abastece as rodas do moinho, erguem-se as ruínas da antiga casa de habitação do “Ti Miguel”, imóvel que Joaquim Almeida também pretende restaurar, de acordo com a construção original, ainda que “não haja subsídios de lado nenhum para restaurar estes imóveis”.
 

Na Ribeira do Fontão já só restam dois ou três moinhos ainda a funcionar, o resto está degradado, realça Joaquim Almeida, que possui um levantamento de todos os moinhos que existiam ao longo desse curso de água.

Para montante, ainda havia pelo menos mais dois “casais de mós”, um dos quais foi destruído e o outro é “do Dr. Jorge França”.

Para além destes moinhos, Joaquim Almeida possui outros, que também pertenceram a familiares, situados nas margens do Rio Caima, na Freirôa.



Ainda há moinhos na Cova do Fontão 

Na Cova do Fontão, lugar situado no fundo de um vale, a “meio caminho” entre a estrada principal e o lugar da Azenha do Fontão, a jusante do moinho do “Ti Miguel”, ainda existem alguns moinhos, incluindo os do Sr. José, junto à recuperada “Quinta do Moinho”, que Joaquim Almeida pensa serem os únicos que ainda funcionam como antigamente, uma vez que “ele ainda é moleiro a tempo inteiro, é a sua profissão. Ainda mói para fora”.

Para recuperar o seu moinho, Joaquim Almeida teve de recorrer a “algumas pessoas de idade que ainda vão fazendo alguma coisa nesta área. Já não são muitos, mas os que há vão fazendo isto com muito gosto e dedicação”. Como Joaquim Almeida nasceu no seio de uma família de moleiros, também sabe fazer alguns trabalhos de restauro de rodas e de picagem de mós.

Esquema de Azenhas

Foi assinado em Maio de 2009 o protocolo de entrega de um valioso documento à guarda do Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha. Trata-se de um esquema representando os açudes, as levadas e os moinhos então existentes ao longo da Ribeira do Fontão, com a sua localização, proprietários, moleiros e número de rodas (casais de mós), o qual nos ajuda a traçar o retrato do que seria esta comunidade no inicio do século XX.

Este importante e raro documento, que se presume datado do início do século XX, terá pertencido a Miguel da Silva, proprietário e moleiro de um dos moinhos aí referenciados. Actualmente encontrava-se na posse de sua filha, Maria Alice Santos da Silva (mãe de Joaquim de Almeida), moleira, residente na freguesia de Salreu, concelho de Estarreja.

Fontes/Mais informações: Cardoso Ferreira em Correio do Vouga  / Moinhos de Portal.no.sapo (Armando Ferreira) / Cagaréus.blogspot / Moinhos do Fontão (curta metragem)
  
 

sábado, 5 de abril de 2014

Inauguração da Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha


No fim de semana de 5 e 6 de abril, a Câmara Municipal vai celebrar o Dia Nacional dos Moinhos com a inauguração da Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha, um percurso turístico que engloba dez engenhos restaurados, onde é possível apreciar como se moía o cereal no passado e conhecer as histórias dos antigos moleiros.


Pelas 14h00, no dia 5 de abril, vai ter lugar a sessão oficial de inauguração da Rota dos Moinhos no Arquivo Municipal. Nesta cerimónia serão celebrados protocolos para a integração de dois moinhos - Moinho de Baixo (Rancho Folclórico da Ribeira de Fráguas) e Moinho do Porto de Riba (APPACDM) – seguindo-se a inauguração da Exposição Fotográfica “Moinhos de Albergaria-a-Velha”, composta por imagens dos fotógrafos do Albergariótipos – núcleo de fotografia do Clube de Albergaria.

Às 15h00, em frente ao Edifício dos Paços do Município, partirão autocarros para um percurso por três núcleos de moinhos da Rota: Moinho do Maia (Fial de Baixo), Moinho do Ti Miguel (Fontão) e Moinho do Chão do Ribeiro (Mouquim). As visitas aos moinhos de autocarro são gratuitas, mas carecem de inscrição prévia pelo endereço electrónico turismo@cm-albergaria.pt.


No domingo, logo pelas 9h30, será dinamizado um percurso pedestre aos Moinhos da Freirôa, no Rio Caima. Autocarros partirão do Edifício dos Paços do Município até ao estradão florestal junto à Senhora do Socorro. A partir daqui, os participantes poderão percorrer troços do antigo Caminho dos Moleiros que, no passado, era uma das vias mais utilizadas na região.

À tarde, pelas 14h00, serão efectuadas visitas a outros moinhos da Rota, desta vez, ao Moinho do Porto de Riba (Soutelo), ao Moinho de Baixo (Ribeira de Fráguas) e aos Moinhos do Regatinho (Vilarinho de S. Roque). Nos vários locais, para além de conhecer o núcleo molinológico, os visitantes poderão participar em inúmeras actividades promovidas pelas colectividades da terra - workshops de broa de milho e pão doce, recriações etnográficas, exposições, não faltando, igualmente, a música tradicional.

Fonte: CMAAV (via "Novos Arruamentos")

Imagens/Mais informações: Armando Ferreira (Moinhos de Portugal) / Glorybox




Dia Nacional dos Moinhos 2014

05/sábado/14h00

14h00 – Sessão Oficial de Inauguração da Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha, no Arquivo Municipal
14h30 – Inauguração da Exposição Fotográfica Moinhos de Albergaria-a-Velha, no Arquivo Municipal
15h00 – Visita a três núcleos de moinhos da Rota: Moinho do Maia (Fial de Baixo); Moinho do Ti Miguel (Fontão); e Moinho do Chão do Ribeiro (Mouquim)


06/domingo/09h30

09h30 – Percurso Pedestre aos Moinhos da Freirôa
14h00 – Visita a três núcleos de moinhos da Rota: Moinho do Porto de Riba (Soutelo); Moinho de Baixo (Ribeira de Fráguas); e Moinhos do Regatinho (Vilarinho de S. Roque).

Moinhos abrangidos pelo protocolo

Moinho do Ti Miguel (Azenha – Angeja); Moinho do Maia (Fial de Baixo – Alquerubim); Moinho da Quingosta (Regatinho – Vilarinho de S. Roque); Moinhos da Freirôa (Rio Caima – Branca); Moinho do Chão da Ribeira (Mouquim – Valmaior); e o Moinho do Silva (Regatinho – Vilarinho de S. Roque).




sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Porfírio Dias da Conceição, empresário em Fortaleza (1925-2013)


Porfírio Dias da Conceição era natural de Frossos, onde nasceu a 2 de junho de 1925.

Ainda jovem emigrou para Fortaleza, estabelecendo-se no ramo de panificação. Em 10 de Janeiro de 1946 foi constituída a firma "J. Pinho & Companhia Ltda", encabeçada pelo seu pai  José Rodrigues de Pinho e Silva, que começou por gerir a Padaria Vitória, na Rua Ana Neri, em Porangabuçu.

O seu pai, José Rodrigues de Pinho e Silva, era cunhado de Manuel da Silva Praça, igualmente nascido em Frossos, em 1911,  que consta da "Cronologia Ilustrada de Fortaleza" por se ter estabelecido, em 1935, com a Padaria Globo na rua Padre Mororó em Fortaleza.

Após gerir a Padaria Vitória, Porfírio Dias da Conceição fundou, em 1959, com Manoel Valente, a Padaria Central, ainda hoje instalada no endereço de origem, na Avenida Treze de Maio, que continua a ser um referencial de qualidade na área da panificação em todo o Estado do Ceará.

Sempre foi uma figura muito actuante junto à Comunidade, tendo desempenhado inúmeros cargos de direcção  na Sociedade Beneficente Portuguesa Dois de Fevereiro.

Faleceu em Dezembro de 2013, deixando viúva a Sra. Maria de Lourdes Conceição Valente e dois filhos: Porfirio e Mário

Fontes: O Povo / Olaides Duarte Ferreira / Portal do Ceará / Sr. Porfírio Valente (filho)


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha


No âmbito da criação da Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha, que visa disponibilizar um produto turístico e cultural que alie a preservação e a valorização deste património a um maior conhecimento das gentes e História do Município por parte de residentes e visitantes, a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha celebrou protocolos de parceria com os proprietários de vários moinhos espalhados por cinco freguesias do Município.

Com esta colaboração pretende-se articular e potenciar os recursos e possibilidades dos parceiros, particularmente no que diz respeito à uniformidade e potenciação do património molinológico integrado na Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha. O protocolo de parceria é válido por cinco anos, sendo renovado automaticamente se não houver oposição à sua renovação.

Moinho do Maia (GB)

Moinhos abrangidos pelo protocolo

Moinho do Ti Miguel (Azenha – Angeja);
Moinho do Maia (Fial de Baixo – Alquerubim);
Moinho da Quingosta (Regatinho – Vilarinho de S. Roque);
Moinhos da Freirôa (Rio Caima – Branca);
Moinho do Chão do Ribeiro (Mouquim – Valmaior); e:
Moinho do Silva (Regatinho – Vilarinho de S. Roque).

Moinho da Cova do Fontão (GB)
 O papel da Câmara como dinamizador da Rota dos Moinhos

De acordo com o protocolo, a Câmara Municipal compromete-se a conceber, em conjunto com os agentes locais, um Guia de Boas Práticas para a reabilitação urbana dos moinhos e dos elementos a ele pertencentes; fornecer apoio técnico nas intervenções de recuperação, restauro e acessibilidades; desenvolver um projecto de difusão da informação de carácter patrimonial e turístico; desenvolver uma marca comercial para a farinha de moagem tradicional com respectiva embalagem; e desenvolver um conjunto de material publicitário sobre a Rota dos Moinhos e dos seus produtos subsidiários (farinha, pão, doçaria,…), bem como promover eventos para a divulgação deste património.


O papel dos proprietários no âmbito deste protocolo

(...) os proprietários dos moinhos deverão abrir os mesmos e colocá-los em funcionamento para as visitas do público em geral uma vez por mês ou aquando da realização de eventos e iniciativas de divulgação e promoção do património de Albergaria-a-Velha.

Os proprietários comprometem-se, ainda, a autorizar a colocação de sinalética e de suporte comunicacional da Rota dos Moinhos, a efectuar a venda da farinha produzida artesanalmente através de embalagens uniformizadas concebidas para o efeito e a efectuar todas as reparações ou alterações dos moinhos de acordo com o Guia de Boas Práticas.

Moinho do Maia (AF)

Sandra Figueiredo, técnica responsável pelo desenvolvimento do projecto, considera que o trabalho de parceria com os proprietários é muito proveitoso, pois são estes que possuem “a arte e o amor aos moinhos, são eles que têm as histórias e os saberes que podem transmitir aos visitantes”.

Na verdade, a Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha vai muito para além da simples promoção do património edificado; o fundamental é preservar o património imaterial, as tradições, as vivências, e quem melhor que os donos dos moinhos, muitos deles moleiros ou descendentes de moleiros, para transmitir o saber, adquirido através de pais e avós, às novas gerações.

Moinho da Cova do Fontão (GB)
Importância do projecto para a economia local

(...) A Câmara Municipal irá trabalhar toda a parte da publicitação e divulgação da Rota (flyers, cartazes, internet, sinalética,...) para atrair novos visitantes a Albergaria-a-Velha, que, por sua vez, levam a farinha de moagem tradicional e outros produtos associados; a receita será para os proprietários que poderão, depois, reinvestir em melhorar as condições dos moinhos”.

A receptividade dos proprietários dos moinhos a este projecto tem sido muito positiva e Sandra Figueiredo acredita que mais irão aderir no futuro. “Existem outros proprietários a requalificar os moinhos para entrar na Rota e tem existido uma dinâmica e partilha muito importante que fará a consolidação e sucesso deste projecto”.
Chão do Ribeiro (AF)

Para Armando Ferreira, a Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha constitui uma forma de preservar os saberes e tradições, aliando-os ao turismo e ao desenvolvimento local. O moinho, para muitos, simboliza o passado e é posto de lado; por isso, é fundamental mostrar o seu valor. “Há saberes que não se devem perder, mas não se pode só copiar! É preciso transformar o que existe numa perspetiva de modernidade e futuro”, defende Armando Ferreira.

Fonte: adaptado de CMAAV 

Fotos: Glorybox / Carlos Lopes / Armando Ferreira / Localvisão TV 

sábado, 30 de junho de 2012

Ivens Dias Branco em Angeja para descerrar placa de Rua Manuel Dias Branco (21-06-2012)


Francisco Ivens Dias Branco nasceu no dia 3 de Agosto de 1934, em Fortaleza (Ceará), filho de Manuel Dias Branco e Maria Vidal de Sá Branco.

Ivens Dias Branco tem uma história de vida empresarial que começa na infância, quando começou a, nas festas juninas,  a venda de “loterias de fogos” e, noutras ocasiões, a venda de cromos de artistas e equipas de futebol daqueles antigos álbuns que faziam sucesso com as crianças da época.


Apaixonado pela leitura, diz que aprendeu praticamente tudo na vida através dos livros, exercício que ainda hoje pratica, ao lado da leitura diária dos jornais, com foco na política e na economia, sem se despregar dos movimentos sociais que suas indústrias sempre apoiam quando procuradas por pessoas dedicadas a esse mister.

É no segmento industrial que o Grupo M.Dias Branco é hoje destaque mundial. Em 2011 eram doze fábricas em sete estados, com cerca de 17 mil funcionários. Ocupava o primeiro lugar em massas e biscoitos da América Latina, sendo o quarto lugar do mundo em massas e o sexto lugar do mundo em biscoitos. São maiores que a Nestlé na América Latina.



Chegando ao ápice de uma carreira repleta de êxito, Ivens Dias Branco informou que estava na hora de passar o comando de suas empresas aos seus herdeiros. Mas, pelo visto, permanecerá atento e activo.

Com Consuelo – esposa, amiga, companheira – Ivens voou para Portugal onde tem, também, raízes – pelo lado paterno. Mas ninguém se engane: mesmo “de longe” ficará atento ao que se passa no Brasil com a família e com as empresas que agigantou ao longo de honrada e admirável existência


Há um empresário luso-brasileiro entre os mais ricos do mundo

O empresário luso-brasileiro Ivens Dias Branco, presidente do Grupo M. Dias Branco, entrou para o ranking dos homens mais ricos do mundo, publicado pela revista norte-americana “Forbes”.

As origens do empresário escaparam, porém, à imprensa portuguesa. Ivens Dias Branco é filho de um emigrante português do distrito de Aveiro e é o primeiro cidadão do Nordeste brasileiro a constar da lista dos mais ricos do mundo.


Ivens Dias Branco, que lidera o mercado brasileiro de massas e bolachas, o que levou a revista “Isto É Dinheiro” a considerá-lo “O Rei do Macarrão”, ocupa a 290ª posição entre os mais ricos no mundo e o nono lugar no Brasil, com uma fortuna avaliada em 3,8 mil milhões de dólares.

Segundo a “Forbes”, está mais bem colocado na lista mundial que grandes empresários brasileiros como Abílio Diniz (Grupo Pão de Açúcar), António Luiz Seabra (Natura) ou os irmãos Moreira Salles, sócios do Banco Itaú.



Origens portuguesas

Ivens Dias Dias Branco regista a particularidade de ser filho do português Manuel Dias Branco (1904-1995), que construiu um império na indústria alimentar, a partir do estado nordestino do Ceará, onde chegou com apenas 18 anos, na primeira metade do século XX, oriundo de Angeja, no concelho de Albergaria-a-Velha e distrito de Aveiro.


A sua importância na economia de Fortaleza foi distinguida recentemente com uma homenagem pública que não está ao alcance de todos: Manuel Dias Branco tem a sua estátua numa praça da cidade que tem o seu nome.


Alguns prémios e homenagens
 
Agraciado com a Medalha do Mérito Industrial/FIEC em 1992.

Recebeu, em Dezembro de 2011, da "Câmara Municipal" de Salvador-Bahia o título de Cidadão Honorário da Cidade.

A Confederação Nacional das Câmaras de Dirigentes Lojistas escolheu Ivens Dias Branco como Personalidade Lojista Nacional de 2011, tendo em conta a invejável posição de liderança latino-americana das indústrias de massas e biscoitos do Grupo M.Dias Branco.

A Revista Época escolheu o industrial luso-brasileiro como um dos cem brasileiros mais influentes de 2011, também por ser o maior fabricante de massas e biscoitos da América Latina.


Fontes: Portugal sem Passaporte / Liga de Amigos da Creche de Angeja (no facebook) / Isto é Dinheiro / Fortaleza em fotos

Mais informações sobre Manuel Dias Branco: Blog de Albergaria

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Manuel Dias Branco, empresário (Fortaleza, Brasil) (1904 - 1995)

Manuel Dias Branco saiu de Angeja rumo a Lisboa com 16 anos de idade. O primeiro emprego que conseguiu foi numa loja de ferragens, onde ficou cerca de quatro anos.

Era início dos anos 20. Inicialmente pensou em emigrar para os Estados Unidos, devido às dificuldades económicas e sociais que se vivia na Europa, mas o pai convence-o a seguir para o Brasil, pois tinha a vantagem de se falar o mesmo idioma e não ter tantas divergências culturais, além de poder contar com um amigo bem sucedido que poderia ajudá-lo por lá.

Desembarcou no Brasil no ano de 1926, em Belém. Não se adaptando ao clima, apanhou uma forte gripe e, por recomendações médicas, foi tratar-se em Guaramiranga, no Ceará, mudando-se, em seguida, para o Cedro (região Centro-Sul do Ceará).


Primeiros negócios no Brasil

Começou como corretor de algodão no Cedro. Viajava pelo interior fazendo financiamento para os plantadores de algodão e depois recolhia a safra. Percebendo a oportunidade, montou em Cedro um pequeno armazém de secos e molhados ("mercearia"), paralelamente à sua actividade de corretor.

Encontrando-se com um amigo em Fortaleza, de nome José Pinho, foi induzido por ele a montarem uma padaria em sociedade, ainda na cidade de Cedro. O ano era 1936 e em sua padaria, Dias Branco produzia pães, biscoitos e (a partir de 1939) o macarrão da marca Imperial para a população de Fortaleza. A Padaria Imperial ficava na movimentada Avenida Visconde do Rio Branco.


Os produtos eram comercializados em todo o interior do Estado. Devido a falta de estrutura da cidade de Cedro, Manuel Dias Branco muda-se para Fortaleza, onde constrói a Padaria Fortaleza (na foto em cima), na Rua João Cordeiro, vendendo todos os negócios que possuía em Cedro.

Em 1940 moderniza a empresa, instalando máquinas para produção do macarrão Imperial e expande seus negócios, formando uma sociedade com seus irmãos José e Orlando, que foram desafiados a vir de Portugal para o ajudar nos novos empreendimentos, criando a empresa M. Dias Branco & Irmãos (O "M." vem de Manoel, o primeiro nome do fundador).

Padaria Fortaleza

Em 1951 a padaria muda de endereço e de nome. A "Padaria Fortaleza" foi transformada numa fábrica de biscoitos e massas, que recebeu o nome de "Fábrica Fortaleza" em 1953 quando Francisco Ivens de Sá Dias Branco entra na sociedade (após uma cisão no negócio entre Manuel Dias Branco e os irmãos), mudando o nome da empresa para "M. Dias Branco & Cia.ltda.".

No ano seguinte a empresa investe em máquinas pesadas e começa a trabalhar em três turnos, lançando em 1954 a bolacha Pepita que foi o seu primeiro grande sucesso.

(Mais informações sobre a empresa no wikipedia, "O Bom Cearense" ou "Biscoitos e Massas Fortaleza")


A aposta na indústria com o filho Ivens Dias Branco

Manuel Dias Branco actuara sempre no comércio. Foi Ivens quem decidiu apostar na indústria. A empresa importou um equipamento novo para produção de biscoitos em outubro de 1953. No ano seguinte, foi lançada a bolacha pepita que foi um enorme sucesso. Trabalharam dia e noite, e foram comprando mais equipamentos e ampliando as actividades de fabricação de bolachas.

Actualmente já não possuem padarias, elas se tornaram clientes do grupo M. Dias Branco com a expansão da fabricação para indústria de alimentos. No início de 2010, o grupo empregava directamente mais de 11 mil profissionais.


Liderança no segmento de biscoitos e massas

O grupo M. Dias Branco foi comprando fábricas que já existiam. Com a aquisição do Grupo Adria em 2003, assumiu a liderança nacional no segmento de biscoitos e massas.

A compra da Vitarella, em 2008, consolidou ainda mais a liderança no mercado, passando a ser líder na fabricação de massas e biscoitos na América Latina (quarto lugar do mundo em massas e o sexto lugar do mundo em biscoitos).

E em Dezembro de 2012 comprou 100% do controle accionista das empresas cearenses Pelágio Participações S/A e J. Brandão Comércio.

Pelágio Brandão, criador da Estrela, e Manuel Dias Branco, fundador de M. Dias Branco, vieram de Portugal [respectivamente de Frossos e Angeja, no concelho de Albergaria-a-Velha] e aqui implantaram seus negócios.

Concorrentes, os dois grupos e as duas famílias mantiveram sempre relações amistosas e isso foi determinante na escolha do comprador.



Ivens Dias Branco distinguido como Personalidade Lojista Nacional 2011

Francisco Ivens Dias Branco recebeu, em Dezembro de 2011, da "Câmara Municipal" de Salvador-Bahia o título de Cidadão Honorário da Cidade.

A Confederação Nacional das Câmaras de Dirigentes Lojistas escolheu Ivens Dias Branco como Personalidade Lojista Nacional de 2011, tendo em conta a invejável posição de liderança latino-americana das indústrias de massas e biscoitos do Grupo M.Dias Branco.

A Revista Época escolheu o industrial luso-brasileiro como um dos cem brasileiros mais influentes de 2011, também por ser o maior fabricante de massas e biscoitos da América Latina. São doze fábricas em sete estados e um dos mais sólidos capitães de indústria do País, sensível à realidade que o cerca.

(Mais informações sobre Ivens Dias Branco em "Portugal sem Passaporte")

Fontes: O Estado (entrevista a Ivens Dias Branco) / Macário Batista / Embaixada-Portugal-Brasil (blog)/ Portugal sem Passaporte / Coisa de Cearense / Fortaleza Nobre / Jocilene Roseo (SAC - M. Dias Branco) / Município de Fortaleza

Outras informações

Manuel Dias Branco recebeu, em 1989, do Estado Português a Ordem do Mérito Agrícola e Comercial, com grau de comendador.

Faleceu em Portugal, em Aveiro, em 25 de Junho de 1995.

Em 2004 foi atribuído o nome de uma Rua e de uma Praça em seu nome na cidade da Fortaleza. E em 2005 passou a ser denominado Bairro Manuel Dias Branco a área anteriormente conhecida por Castelo Encantado em Fortaleza.

Em Junho de 2012 foi descerrada em Angeja, na presença de Francisco Ivens e familiares, uma placa toponímica em nome de Manuel Dias Branco.



terça-feira, 16 de novembro de 2010

Profissões antigas em Albergaria-a-Velha



Moleiros: José e Rosa Almeida



Tecedeira: Manuela Abrantes


Estereira: Natália de Jesus


Fundição: Manuel Neves (Fundição Penedo Beira)


Doçaria: Margarida Coutinho (Turcos)


Fonte: Localvisão

Colaboração: Dr. Delfim Bismarck Ferreira