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sábado, 20 de julho de 2013
Francisco António de Miranda (1863-1934)
Nasceu em Assilhó, a 16 de Abril de 1863. Pertencia a uma antiga família do Concelho em que se distinguiram os homens do foro. Não fugindo a essa tendência familiar, fez os estudos secundários no Liceu de Aveiro e o Curso de Direito na Universidade de Coimbra, aos 25 anos.
Ainda cursava o último ano quando fundou em Albergaria, com Patrício Teodoro e outros, o único bissemanário da história da imprensa local - "O Movimento", periódico de excelente nível.
Tendo-se fixado em Albergaria, onde casou com D. Maria da Pureza Correia Teles de Araújo e Albuquerque, cedo se integrou na vida local, quer como autarca, quer como advogado e notário, cargo que exerceu durante longos anos e de que foi demitido por motivos políticos.
Eleito vereador por diversas vezes, foi também Administrador do Concelho, tendo assumido esse cargo pela última vez aquando do movimento revolucionário que instaurou a "Monarquia do Norte", em 1919, da qual foi um dos mais destacados aderentes no nosso Concelho.
Era um político firme nas suas convicções, mas tolerante e respeitado pelos adversários.
Faleceu em 1934, com 71 anos, depois de uma vida intensa de bondade e brilhante advocacia no Cível e no Comercial que considerava muito mais aliciantes que a advocacia criminal.
Fonte: "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha" de António Homem de Albuquerque Pinho
Era pai de Armando Albuquerque de Miranda
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Armando de Albuquerque Miranda (1902-1968)
Nasceu em Albergaria-a-Velha em 01 de Setembro de 1902, descendente de famílias ilustres locais. Fez o ensino secundário no Liceu de Aveiro e formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, seguindo uma tradição familiar.
Enquanto estudante universitário, aproveitando uma certa tendência musical pertenceu à Tuna Académica como violino e com ela viajou em recitais por todo o país e no estrangeiro, destacando-se uma célebre viagem ao Brasil onde os seus espectáculos causaram enorme sucesso.
Terminado o curso aos 22 anos, chegou a ser Delegado do Ministério público em Vouzela, mas depressa regressou a Albergaria e aqui exerceu a advocacia a par de uma actividade municipal intensa. Foi Presidente da Câmara (entre 13 de Dezembro de 1927 e 31 de Dezembro de 1929 e, posteriormente, entre 02 de Janeiro e 17 de Dezembro de 1946) e Vice-Presidente da Câmara, tendo-se regularizado, durante a sua primeira presidência, a distribuição de energia eléctrica à freguesia de Albergaria. Depois, por largos anos, foi Director dos Serviços Municipalizados de Electricidade, contribuindo de forma empenhada para a electrificação de todo o Concelho.
Deveu-se à sua iniciativa o estudo do brasão do Concelho.
Foi um dos animadores e pertenceu à Sociedade que fez erguer o primeiro Cine-Teatro que houve em Albergaria. Durante muitos anos dirigiu a "Creche Helena Albuquerque", com sede em Angeja.
Foi ainda Director do Grémio da Lavoura de Albergaria-a-Velha (entre 1943 e 1945) e cronista da imprensa local tendo colaborado assiduamente na primeira fase do "Beira Vouga".
Faleceu com 65 anos, em 1968.
Fontes: "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha" de António Homem de Albuquerque Pinho (adaptado) / "Casa e Capela de Santo António" de Delfim Bismarck Ferreira
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domingo, 10 de fevereiro de 2013
David Marques Melo, empresário (1908-2000)
David Marques Melo nasceu em 28 de Dezembro de 1908 em S. João de Loure. Com 12 anos, migrou para a Ericeira para trabalhar numa padaria situada na Lapa da Serra.
Mais tarde, chegou a gerente dos estabelecimentos Galrão. Em 1936, fundou a taberna do David, que se situava na rua da Boavista, na Ericeira. À medida que o negócio prosperou abriu uma mercearia, pensão e restaurante. Tinha também uma carvoaria e cocheira na Rua do Paço.
David Melo abriu igualmente uma indústria de salsicharia. Fabricava, vendia e comercializava os seus produtos para os concelhos de Cascais, de Sintra e de Mafra, possuindo para isso uma frota de duas camionetas Bedford que faziam a respectiva distribuição.
Durante o tempo em que possuiu a actividade de mercearia, importava loiça da “Vista Alegre” e da região de Ílhavo, adquirindo experiência nesse ramo comercial, que terá estado na origem da abertura, no final da década de 1960, de uma loja de loiças no Largo do Conde da Ericeira, no nº 17B.
Em 1984, passou o negócio a Afonso Camarão (actual supermercado "Camarão" e "O Retiro do Camarão"). Faleceu em 31 de Dezembro de 2000.
Fonte: Henrique Neves em www.jagoz.com (adaptado)
Colaboração (foto): Luísa Marques
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Gonçalo Eriz (1082-11--)
Gonçalo Eriz, Senhor de Aveiro, íntimo da Rainha, terá nascido no ano de 1082 fruto do casamento entre Ero Gonçalves de Marnel e Ildôncia Mendes Madredulce (existe a possibilidade de não ser esta a sua mãe mas sim Ausenda Honoriques).
Dentro também desta hipótese, terá tido duas irmãs: Condessa Eriz e Patrina Eriz (embora muitos pensem que Godinha Eriz – casada com Godesendo Cendreiro – possa também ser sua irmã). Neto de Gonçalo Viegas de Marnel e Chamoa Honorques e bisneto de Egas Eriz de Marnel.
Terá sido casado por duas vezes. No entanto, apenas o segundo casamento lhe é reconhecido pela Rainha, D. Teresa. Ainda assim, a primeira união está bem documentada. O seu primeiro casamento é com Matreona Ramires do qual nasceu Urraca Viegas de Marnel (casada mais tarde com Fernando Afonso de Toledo do qual nasceu Teresa Fernandes de Marnel e Henrique Fernandes de Toledo, “o Magro”); quanto a Paio Gonçalves, sabe-se apenas que, a 26 de fevereiro de 1133, vendeu aos beneditinos de Pedroso (ordem religiosa católica) metade de Assilhó e da albergaria (sinónimos: estalagem, pousada, albergue, abrigo…) que então afirmou ser herança deixada por seu pai, Gonçalo Eriz. Por essa razão, se pensa que este já teria morrido no início da década de trinta.
Teve então um segundo casamento com Onega Romarigues e dele terão nascido Fernando Gonçalves (casado com Maria [Nunes] e do qual nasceu Mem Fernandes) e Adosinda Gonçalves (casada com Soeiro Mendes do qual nasceram Fernando Soares e Maria Soares). Existe igualmente a referência a dois outros filhos: Paio Gonçalves de Marnel – associado ao casamento com Matreona Ramires (há a possibilidade de ser filho de uma das irmãs ao invés de ser de Gonçalo Eriz) – e Mendo Gonçalves – não se sabendo quem será a mãe.
Em 1117, D. Teresa, Rainha de Portugal e mãe de Afonso Henriques, viajava por terras da feira e, devido ao facto de ter necessitado de um lugar seguro para dormir, pediu ajuda ao Senhor de Aveiro e seu amigo, o fidalgo Gonçalo Eriz, que a deixasse passar a noite nos seus aposentos, pedido a que este acedeu.
Como reconhecimento por tão sincero gesto de hospitalidade, a Rainha doou ao fidalgo Gonçalo Eriz as vastas terras de Osseloa onde, por retribuição, o fidalgo se comprometeu a manter aberta uma albergaria para acolher os viajantes pobres. Naquele tempo, as pessoas eram todas muito religiosas e um gesto de bondade era hospedar os peregrinos. A albergaria era um chão com palha e sal para ajudar a cozinhar qualquer coisa.
Esta oferta aconteceu através da escrita da Carta de Couto de Osseloa, documento que é considerado o primeiro em que Portugal aparece com o título de reino e constitui a certidão de nascimento e de baptismo de Albergaria-a-Velha. Está guardada no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, onde se guardam os originais dos mais importantes documentos históricos desde o século IX até aos dias de hoje.
Após a sua morte, estas terras terão passado para os seus filhos e, após a morte destes (descendência directa), terão voltado para as mãos do Rei.
Fonte: PRAVE
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sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Luís de Brito Guimarães (1877-1950)
Nasceu em 1877 e fez o curso de Direito na Universidade de Coimbra, tendo igualmente concluído o curso do Magistério na Escola Normal Superior. Ainda chegou a ser Juiz de Direito, mas preferiu o ensino e foi professor do Liceu de Aveiro.
Envolvendo-se na política e na vida aveirense, foi aí Presidente da Câmara, Governador Civil e membro da Junta de Obras da Barra de Aveiro. Como membro do Partido Unionista foi Ministro dos Negócios Estrangeiros e depois Ministro dos Abastecimentos e Transportes.
Seu pai, Delfim Guimarães, tinha organizado em 1875 a Companhia do Papel do Prado à qual associou em 1889 a Fábrica de Papel de Vale Maior. Em 1925, o Dr. Brito Guimarães ascende à Administração da Companhia do Papel do Prado, então a maior empresa do ramo no País.
A partir da sua actividade profissional e política em Aveiro e da sua ligação à Fábrica de Vale Maior, apaixonou-se pela terra, pela sua tranquilidade e beleza, pela afabilidade das pessoas e mandou então construir uma ampla moradia, sobranceira à ladeira da Fábrica, num sítio aprazível.
Aí vinha passar largas temporadas, durante as quais convivia com numerosos amigos, tendo ocasião de se inteirar de dificuldades e aspirações pelas quais se empenhava. Foi assim que, entre outras instituições, contribuiu generosamente para a Misericórdia de Albergaria, quando se iniciava a construção do primeiro hospital e da Sopa dos Pobres.
Foi uma figura política de relevo, com boa presença, de palavra fácil, um tanto pomposo, mas agradável e benemérito.
Faleceu em 1950, com 73 anos.
Fonte: "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha", António Homem de Albuquerque Pinho
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domingo, 30 de setembro de 2012
José da Silva Carvalho e Lemos, magistrado (1744-18xx)
Nasceu em 30 de Junho de 1744, em Albergaria-a-Velha, onde foi baptizado em 5 de Julho do mesmo ano na Igreja Paroquial de Santa Cruz, pelo Padre Gabriel de Almeida (...)
Era filho dos 3.ºs Senhores da “Casa do Agro”, Matias da Silva Agro e D. Maria Nunes Tavares de Carvalho (..)
Formou-se em Direito Canónico e Civil pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, com Louvor e honra, em 30 de Junho de 1769.
Dedicou-se à Magistratura, tendo sido Juiz de Fora em Recardães (onde seu sobrinho Dr. Constantino, que segue, já havia sido Juiz de Fora) por carta de 30 de Maio de 1810, e em 13 de Junho de 1810 El Rei D. João VI fez uma provisão para a Câmara da Vila de Recardães lhe dar posse de Juiz de Fora.
Foi depois também Juiz de Fora em Olivença e, mais tarde em Santa Marta de Penaguião, onde seu tio-avô Dr. João Luiz de Carvalho também havia já ocupado o mesmo cargo. Aí veio também a ser Ouvidor. Foi ainda, Provedor em Ourique e Corregedor em Trancoso, onde não chegou a tomar posse devido a falecer, solteiro e sem geração.
Foi tutor de suas duas sobrinhas órfãs por morte de seu irmão Dr. Jerónimo da Silva Agro.
Fonte: Dr. Delfim Bismarck Ferreira (adaptado)
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terça-feira, 31 de julho de 2012
Jaime Inácio Ferreira (1887-1966)
Jaime Inácio Ferreira, advogado, magistrado e proprietário, nasceu em 2 de Maio de 1887 em Albergaria-a-Nova. Casou em 1921 com D. Mariana Corrêa Telles de Araújo e Albuquerque, tendo residido na sua Quinta da Santa Cruz. Foi bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra (1910), advogando desde então em Albergaria-a-Velha durante 13 anos.
Com a
implantação da República foi o primeiro Presidente eleito para a Câmara, no
novo regime, em 1911 e reeleito três anos depois. No seu mandato
(1911-1917) desenvolveu uma intensa acção contra a desanexação da freguesia de Fermelã na
nossa comarca, travando mesmo violenta polémica com o Presidente da Câmara de
Estarreja em defesa dos interesses dos povos dessa freguesia.
Bateu-se também pela integração de parte do concelho de
Sever do Vouga na nossa comarca em conformidade com os desejos das Autoridades
Municipais e da grande maioria das populações daquele concelho. Ainda durante o
seu mandato se concluiu a Praça Ferreira Tavares, se construiu o Matadouro e se
fez o primeiro projecto de uma avenida ligando o centro da Vila à Assilhó.
Em 1917 entrou para a carreira da Magistratura, tendo vindo
a aposentar-se como Desembargador. Foi Delegado do Procurador da República em Fornos de Algodres, Niza (1918) e Vila Nova de Ourém (1921); Juíz de Fora em Castro Daire; sub-director da da Polícia de Investigação Criminal do Porto (1935-1940); Juíz auditor da Secção do Supremo Tribunal Militar Especial (1940-1947); Desembargador da Relação (desde 1948); Chefe do Gabinete do Ministro do Interior; e Director da Polícia Judiciária do Porto.
A nível local, foi presidente da Direcção do Clube de Albergaria; presidente da Assembleia Geral da Associação de Socorros Mútuos "A Operaria Albergariense" (1917); co-fundador da Misericórdia de Albergaria-a-Velha (1923).
Servindo-se das suas largas relações, conseguiu o alargamento da Rua de Campinho com vastos subsídios do Estado, transformando-a, de uma viela estreita e atravancada que era, desde a Igreja ao Largo da Santa Cruz, na rua que hoje é, na qual ainda se notam muitas das fachadas regularizadas da época.
Fontes/Mais informações: "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha", António
Homem de Albuquerque Pinho / "Albergaria-a-Velha 1910-da Monarquia à
República" de D. Bismarck
Ferreira e R. Vigário / Geneall
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domingo, 10 de junho de 2012
Ernesto Tavares da Silva (1890-1972)
Ernesto Tavares da Silva, também conhecido por "Ernesto Pisco", nasceu em 20 de Setembro de 1890 na Rua da Cruzinha, em Albergaria-a-Velha, filho de Matias Tavares da Silva, jornaleiro e proprietário, e de sua mulher Maria de Jesus, jornaleira e doméstica, naturais de Albergaria-a-Velha, moradores na Rua da Cruzinha.
Casou em 14 de Fevereiro de 1912 em Albergaria-a-Velha, com Maria da Conceição de Oliveira Gata. Residiram na Rua dos Salgueirinhos, em Albergaria-a-Velha, onde tiveram filhos.
Ernesto foi inicialmente carpinteiro e mais tarde mestre de obras, tendo sido grande responsável, no plano prático, das grandes obras promovidas pelas Fábricas Metalúrgicas Alba, como as instalações da fábrica Alba, Cine-Teatro Alba (de Albergaria-a-Velha e Sever do Vouga), Hospital, Casa da Criança,
casas dos seus
proprietários (ver fotos), entre outras.
Faleceu em 19 de Dezembro de 1972 em Albergaria-a-Velha.
Fontes/Mais informações: "Albergaria-a-Velha 1910 - da Monarquia à República", de Delfim Bismarck Ferreira e Rafael Marques Vigário, p. 369 / Eng. Duarte Machado (em grupo do facebook / "Amo a minha terra")
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Gaspar Inácio Ferreira (Coronel Gaspar Ferreira) (1885-1966)
Republicano convicto, desde muito cedo se envolveu na vida política, mesmo a nível concelhio, colaborando no "Jornal de Albergaria" na defesa dos interesses do Concelho e do novo regime a que aderiu prontamente.
Foi figura proeminente na região pois desempenhou o cargo de Governador Civil do Distrito de Aveiro (1932-1936), 2º Comandante do Regimento de Infantaria nº 19 em Aveiro; Presidente da Comissão Distrital da União Nacional (1947-1957), Comandante do Regimento de Infantaria 10, em Aveiro; e Presidente da Junta Autónoma do Porto de Aveiro durante cerca de 35 anos.
Foi deputado à Assembleia Nacional em várias legislaturas (1945-1957) e Chefe de Gabinete do Ministro do Interior (1932) e, já aposentado, foi Presidente da Direcção do Clube de Albergaria (1955-1956) e Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha (1957-1963).
Tinha as seguintes condecorações: Medalhas de Ouro e de Prata de comportamento exemplar e medalhas da Vitória, para além das Comendas das Ordens Militares de Avis, de Cristo e do Infante.
Faleceu em Albergaria-a-Velha em 28 de Dezembro de 1966.
Fontes/Mais informações: "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha", António Homem de Albuquerque Pinho / "Albergaria-a-Velha 1910-da Monarquia à República" de D. Bismarck Ferreira e R. Vigário / APP.Parlamento
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sexta-feira, 30 de março de 2012
Os Souto de Angeja
O livro "Angeja e a Região do Baixo Vouga" de Ricardo Nogueira Souto (1937) apresenta um conjunto de pequenas biografias, nomeadamente da família Souto:Francisco Ferreira Souto (17nn – 1835)
Francisco Ferreira Souto (que faleceu em 21 de Maio de 1835) era o tronco familiar desta família. Era pessoa muito abastada e de destaque nesta região.
Possuía companhas de pesca na Torreira e era o proprietário ou empresário da Barca de Transportes entre Angeja e Cacia, pois não existia ainda a estrada e a Ponte sobre o Vouga.
Manuel Maria Ferreira Souto (1800-1865)

Filho mais velho de Francisco Ferreira Souto. Formado em Direito. Desempenhou as funções de Juiz de Fora em Oliveira de Azeméis. Terá conhecido D. Miguel, quando este foi hóspede de D. João de Noronha Camões, Marquês de Pombal, que o fez promover e despachar Desembargador da Relação de Goa (entre Dezembro de 1828 e Março de 1835).
Por lealdade com D. Miguel, reformou-se, não querendo servir com os liberais. Foi Agraciado, apesar de Miguelista, com a Cruz de Cristo que, naquela época, era graça concedida a poucos.
António Ferreira Souto
2º Filho de Francisco Ferreira Souto. Formado em Direito e agraciado com a Cruz de Cristo. Viveu sempre em Angeja, dedicando-se à administração da sua casa e exerceu por muitos anos as funções de Administrador do Concelho de Angeja. Teve numerosos filhos.
Um dos seus netos foi o bem conhecido aveirense Dr. Alberto Souto, antigo Presidente da Câmara de Aveiro, que por sua vez é avô do anterior Presidente da Câmara da mesma cidade Alberto Souto.
Alberto Souto (1888-1961)

Neto de António Ferreira Souto. "De Angeja eram filhos distintos sua mãe, seu avô materno e seu bisavõ. (...) Mas é em Aveiro, onde nasceu e reside, o teatro principal dos seus trunfos."
Director do Museu Regional de Aveiro durante 33 anos. Autor de diversos livros sobre Aveiro. Presidente da Câmara de Aveiro entre 1957 e 1961.
Eduardo Henrique de Almeida Souto

Bisneto de Francisco Ferreira Souto. Neto de Maria Augusto de Souto e Silva, casada em Sarrazola com o Dr. Manuel Rodrigues Simões (o Dr. Vigairinho).
Eng.º Agrónomo. Oficial de Artilharia, tendo feito parte de um corpo expedicionário a Moçambique, durante a I Guerra Mundial. Responsável pela vinda da luz eléctrica para Angeja.
Francisco Ferreira Souto (filho)
Filho de Francisco Ferreira Souto. Destinado a ser o administrador e dirigente da vida rural da casa. Casando oportunamente formou a bem conhecida “Casa da Pereira”, posteriormente engrandecida pelo labor e administração de seus filhos.
Um dos seus filhos, Manuel Maria, embarcou para o Rio de Janeiro. Ali se dedicou ao comércio e fundou a o melhor estabelecimento e fábrica de calçado naquela época, que passado largos anos ainda girava na Praça com o nome do seu fundador “Ferreira Souto”. Regressado a Angeja, aqui faleceu.

António Ferreira Souto Alves (faleceu em 07.06.1932)
Bisneto de Francisco Ferreira Souto e neto de Francisco Ferreira Souto (filho). Filho de Francisco Ferreira Souto Alves.
Bacharel Formado em Medicina (Coimbra). Cirurgião Sub-delegado de saúde em Estarreja, durante cerca de 50 anos.
José Ferreira Souto, Alferes da Barca
Filho de Francisco Ferreira Souto. Seu pai educando superiormente quatro filhos, e destinando o quinto filho para dirigir a vida agrícola, destinou o sexto filho, José, à Administração da “Empresa ou Barca de Transportes” entre Angeja a Cacia sobre o Vouga, pois não havia ainda a estrada e a Ponte sobre o Vouga, pelo que ficou conhecido como o “Alferes da Barca”.
António Augusto Nogueira Souto (1850-1920)

Filho do Alferes da Barca e Maria Nunes Nogueira e Silva, formou-se com altas classificações em Direito em Coimbra em 1872. Foi nomeado Administrador do Concelho de Albergaria-a-Velha. Desempenhou funções durante apenas um ano, sendo a seguir eleito Presidente da Câmara (1874-1887).
Posteriormente seguiu a magistratura. Foi Juiz em Vila Verde, Barcelos (1908) e Braga (1910). Desembargador da Relação de Lisboa. Faleceu na sua residência em Lisboa, tendo o corpo sido trasladado para Angeja no primeiro aniversário da sua morte.
Ricardo Nogueira Souto

Bisneto do Alferes da Barca. Neto de António Augusto Nogueira Souto.
Formado em medicina. Autor do livro “Angeja e a Região do Baixo Vouga”. Redactor do primeiro jornal do concelho "O bouquet d'Angeja" (1887). Director e Proprietário do "O Despertar de Angeja" (1924)
Outros
A árvore genealógica dos Soutos teve origem em terras de Águeda, fixando-se depois em Angeja e posteriormente em Aveiro.
Uma ramificação da família fixou-se na zona de Braga, tendo dado origem à conhecida família Souto Moura.
Mais informações: "Angeja e a Região do Baixo Vouga" / geneall / Em aveiro
terça-feira, 20 de março de 2012
Padre Raul Domingues da Cruz (1909-1986)
Nasceu no Sobreiro, freguesia de Albergaria-a-Velha, a 21 de Janeiro de 1909, filho de José Domingues da Cruz e de D. Rosa Dias Pereira. Fez os seus estudos primários na sede do Concelho e ingressou no Seminário do Porto. Foi ordenado Sacerdote pelo Bispo do Porto, D. António Augusto de Castro Meireles, a 6 de Agosto de 1933. A missa nova foi celebrada em Fátima, a 17 de Agosto de 1933.
De Agosto a Outubro de 1933 é encarregue interinamente da paróquia de Valmaior, sendo nomeado pároco da Ribeira de Fráguas em 31 de Outubro do mesmo ano, onde permaneceu até 1986.

Notabilizou-se pela força que dedicou na construção da nova igreja após o incêndio que destruiu a anterior, no dia 3 de Maio de 1953.
É nas dificuldades que se revela a têmpera dos homens, e o Padre Raul conseguiu-o. Entre outras iniciativa, enviou uma carta aos seus colegas padres:
“Não lanço mão de sorteios (…) Estamos todos saturados deles. Apelo antes para a compreensão e generosidade daqueles que sabem calcular bem o infortúnio dum padre que dum momento para o outro vê a sua igreja reduzida a um montão de brasas e de cinzas.”

Foi o grande mentor do Cortejo da Telha, no qual cada paroquiano participava com uma telha para a igreja.
Foi grande animador dos Cursos para Ministros, dos Cursos para Catequistas e dos Cursos de Formação de Leigos para Ministros Extraordinários de Comunhão e de muitas outras jornadas do apostolado.
Foi Vereador da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha entre 1946 e 1950, escrivão da Junta de Freguesia de 1942 a 1956 e Professor da Disciplina de Religião e Moral.

Curiosidade: foi um dos primeiros homens da Ribeira de Fráguas a possuir máquina fotográfica.
Veio a falecer em 21 de Maio de 1986 no lugar onde nasceu [Sobreiro].
Fonte: Adaptado de "Ribeira de Fráguas - a sua História" de Dra. Nélia Oliveira e Nuno Jesus; Fotos: Colaboração de Nuno Jesus
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Evocação da memória de Jacinto Martins (1944-2011) (por Dr. Mário Jorge Lemos Pinto)

Lembro-me do Jacinto era ele, ainda rapaz, aprendiz de barbeiro, em Campinho, na barbearia do Manuel, ali quase em frente ao que hoje é a pastelaria Chaimite.
“Reencontro-o” bem mais tarde, em 1973, quando comecei a dar aulas nos cursos nocturnos de Comércio da Secção de Albergaria-a-Velha da Escola Industrial e Comercial de Oliveira de Azeméis, que então funcionava nuns edifícios toscos do que fora o Bairro Napoleão (e onde hoje está o edifício da Secundária). O Jacinto foi meu aluno de História, um bom aluno.
Já não me recordo se antes ou depois do 25 de Abril de 1974 (mas se foi depois, pouco foi), o Jacinto foi o primeiro a colocar-me questões sobre a luta de classes e o marxismo, assuntos que, embora me fossem familiares na Universidade de Coimbra que eu então frequentava, estava longe de suspeitar que pudessem ser aflorados num curso nocturno, em Albergaria.

Associação ao Movimento de Esquerda Socialista
Por isso não foi de admirar que logo então o Jacinto Martins aparecesse militantemente associado ao MES (Movimento de Esquerda Socialista), um partido conotado com uma certa esquerda intelectual e bem pensante, onde se destacavam figuras como Jorge Sampaio e Ferro Rodrigues.
O Jacinto, o Alberto Gonçalves, de Angeja, e o Celso Cruzeiro, de Aveiro, foram os cabeças de cartaz de alguns comícios (no Ciclo Preparatório e no salão dos Bombeiros) do MES, nomeadamente na campanha para a Assembleia Constituinte.
Entretanto, o Jacinto Martins foi eleito para a Comissão Directiva (já não sei se a designação era esta) da Secção da Escola Industrial e Comercial de Albergaria, como representante dos alunos dos cursos nocturnos. Faziam ainda parte Alberto Soares Pereira, Damião, Olga Andrade e eu próprio, pelos professores, o Manuel Gomes, pelos funcionários, e um representante dos alunos de dia, que não me recordo quem foi.

Adesão ao Partido Socialista
Com o esfriamento dos ardores revolucionários, após o 25 de Novembro de 1975, o MES entrou em balanço, encerrou actividades festivamente, com um almoço nacional, e o Jacinto aparece no Partido Socialista, como aliás muitos dos seus compagnons de route, integrando a sua ala esquerda, e cujos principais corifeus foram precisamente Sampaio e Ferro.
Foi como militante do PS que Jacinto Martins passou a assumir um papel muito interventivo nas nossas autarquias, primeiro como membro da assembleia municipal, depois como membro da junta e da assembleia de freguesia. Fê-lo continuamente, creio bem que por 20 anos, pelo menos.

Intervenções cívicas
A par da sua intervenção partidária e autárquica, que sempre sobraçou de forma voluntariosa e empenhada, nunca ele descurou intervenções cívicas para que foi solicitado, e muitas elas foram, seja nos órgãos directivos dos clubes e associações, seja em qualquer comissão de pessoas de boa vontade que se tivesse de formar para uma festa, ou um evento.

O jornalismo
Entretanto, uma outra mais passou a ser a sua actividade, a escrita nos jornais. O Jacinto tornou-se correspondente de grande parte dos jornais, embora mais associado ao Jornal de Notícias. Em virtude da sua rede de informadores e dos seus conhecimentos pessoais, ele estava em cima dos acontecimentos do nosso concelho, dando deles notícia rápida, pronta e fiel.
Esta sua faceta de jornalista (jornalista com carteira profissional) proporcionou-nos um contacto mais amiúde, pois o Jacinto passou a ser o principal colaborador do Jornal de Albergaria desde a sua (re)fundação, em 1993, chegando a ser o seu sub-director. Números houve do jornal, que eram praticamente todos escritos por ele, para desagrado (injusto) de uns quantos, que nunca lhe apreciaram a sua dinâmica e a energia.

Voluntarismo
É extraordinário como o Jacinto estava sempre pronto para qualquer actividade ou iniciativa! Fosse no PS, na UGT, nas autarquias, nos clubes e associações de Albergaria, fosse nos jornais, escrevendo algumas linhas apressadas sobre algum acontecimento, cobrindo este ou aquele evento, do desporto ou da política – para isso, e como eu lhe disse algumas vezes, com a confiança e à vontade que havia entre nós, ele de facto não tinha “perna manca”. Tinha, aliás, na sua Mulher uma companheira desvelada e constante.

Homem de paixões
A política (incluo aí o PS, a UGT, as autarquias), os jornais e as coisas da sua terra eram a suas grandes paixões.
Mas eram paixões que ele cultivou, e para as quais se preparou culturalmente, estudando e lendo. Fez-se a si próprio, certamente com muito esforço, mas com muito mérito. Sabia ouvir, e por isso tinha opiniões bem estruturadas e fundamentadas. (...)
Fonte: Dr. Mário Jorge Lemos Pinto (em facebok) (n/ intertítulos)

Mensagem do jornal Soberania do Povo
Jacinto Martins, de 67 anos, colaborador assíduo da Soberania do Povo, faleceu ontem, vítima de enfarte do miocárdio.
Antigo funcionário da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, era dirigente da Associação de Futebol de Aveiro, secretário-geral do Sindicato do Comércio, Serviços e Escritórios de Aveiro e jornalista há várias décadas.

Extracto de depoimento de Pedro Neves (antigo colega no Diário de Aveiro)
Durante uma década em que tive o privilégio de trabalhar para o Diário de Aveiro, pude contactar com o Jacinto e não tenho duvidas em afirmar que morreu o jornalista mais versátil da nossa região!
O desporto era uma área em que se sentia completamente à vontade, mas Jacinto Martins era muito mais abrangente como comprova o facto de colaborar com jornais como o Soberania do Povo, Jornal de Albergaria, Diário de Aveiro ou Comércio do Porto, por exemplo.
Sempre tive para com Jacinto Martins, uma relação de muito respeito. Por tudo aquilo que ele sabia do futebol aveirense, pela quantidade impressionante de contactos que ele tinha para poder desenvolver a actividade jornalista como só ele conseguia, mas acima de tudo, pela lealdade e generosidade que sempre revelava para com os colegas.
Homem dos jornais
Durante mais de 25 anos, foi colaborador do jornal Soberania de Povo. Colaborou também nos jornais Arauto de Osseloa, Beira-Vouga, Jornal de Albergaria, Jornal de Notícias, Diário de Aveiro, Gazeta dos Desportos, entre outros. Também foi autor de programas na extinta Rádio Osseloa.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Manuel Dias Branco, empresário (Fortaleza, Brasil) (1904 - 1995)
Manuel Dias Branco saiu de Angeja rumo a Lisboa com 16 anos de idade. O primeiro emprego que conseguiu foi numa loja de ferragens, onde ficou cerca de quatro anos. Era início dos anos 20. Inicialmente pensou em emigrar para os Estados Unidos, devido às dificuldades económicas e sociais que se vivia na Europa, mas o pai convence-o a seguir para o Brasil, pois tinha a vantagem de se falar o mesmo idioma e não ter tantas divergências culturais, além de poder contar com um amigo bem sucedido que poderia ajudá-lo por lá.
Desembarcou no Brasil no ano de 1926, em Belém. Não se adaptando ao clima, apanhou uma forte gripe e, por recomendações médicas, foi tratar-se em Guaramiranga, no Ceará, mudando-se, em seguida, para o Cedro (região Centro-Sul do Ceará).

Primeiros negócios no Brasil
Começou como corretor de algodão no Cedro. Viajava pelo interior fazendo financiamento para os plantadores de algodão e depois recolhia a safra. Percebendo a oportunidade, montou em Cedro um pequeno armazém de secos e molhados ("mercearia"), paralelamente à sua actividade de corretor.
Encontrando-se com um amigo em Fortaleza, de nome José Pinho, foi induzido por ele a montarem uma padaria em sociedade, ainda na cidade de Cedro. O ano era 1936 e em sua padaria, Dias Branco produzia pães, biscoitos e (a partir de 1939) o macarrão da marca Imperial para a população de Fortaleza. A Padaria Imperial ficava na movimentada Avenida Visconde do Rio Branco.

Os produtos eram comercializados em todo o interior do Estado. Devido a falta de estrutura da cidade de Cedro, Manuel Dias Branco muda-se para Fortaleza, onde constrói a Padaria Fortaleza (na foto em cima), na Rua João Cordeiro, vendendo todos os negócios que possuía em Cedro.
Em 1940 moderniza a empresa, instalando máquinas para produção do macarrão Imperial e expande seus negócios, formando uma sociedade com seus irmãos José e Orlando, que foram desafiados a vir de Portugal para o ajudar nos novos empreendimentos, criando a empresa M. Dias Branco & Irmãos (O "M." vem de Manoel, o primeiro nome do fundador).
Padaria FortalezaEm 1951 a padaria muda de endereço e de nome. A "Padaria Fortaleza" foi transformada numa fábrica de biscoitos e massas, que recebeu o nome de "Fábrica Fortaleza" em 1953 quando Francisco Ivens de Sá Dias Branco entra na sociedade (após uma cisão no negócio entre Manuel Dias Branco e os irmãos), mudando o nome da empresa para "M. Dias Branco & Cia.ltda.".
No ano seguinte a empresa investe em máquinas pesadas e começa a trabalhar em três turnos, lançando em 1954 a bolacha Pepita que foi o seu primeiro grande sucesso.
(Mais informações sobre a empresa no wikipedia, "O Bom Cearense" ou "Biscoitos e Massas Fortaleza")

A aposta na indústria com o filho Ivens Dias Branco
Manuel Dias Branco actuara sempre no comércio. Foi Ivens quem decidiu apostar na indústria. A empresa importou um equipamento novo para produção de biscoitos em outubro de 1953. No ano seguinte, foi lançada a bolacha pepita que foi um enorme sucesso. Trabalharam dia e noite, e foram comprando mais equipamentos e ampliando as actividades de fabricação de bolachas.
Actualmente já não possuem padarias, elas se tornaram clientes do grupo M. Dias Branco com a expansão da fabricação para indústria de alimentos. No início de 2010, o grupo empregava directamente mais de 11 mil profissionais.

Liderança no segmento de biscoitos e massas
O grupo M. Dias Branco foi comprando fábricas que já existiam. Com a aquisição do Grupo Adria em 2003, assumiu a liderança nacional no segmento de biscoitos e massas.
A compra da Vitarella, em 2008, consolidou ainda mais a liderança no mercado, passando a ser líder na fabricação de massas e biscoitos na América Latina (quarto lugar do mundo em massas e o sexto lugar do mundo em biscoitos).
E em Dezembro de 2012 comprou 100% do controle accionista das empresas cearenses Pelágio Participações S/A e J. Brandão Comércio.
Pelágio Brandão, criador da Estrela, e Manuel Dias Branco, fundador de M. Dias Branco, vieram de Portugal [respectivamente de Frossos e Angeja, no concelho de Albergaria-a-Velha] e aqui implantaram seus negócios.
Concorrentes, os dois grupos e as duas famílias mantiveram sempre relações amistosas e isso foi determinante na escolha do comprador.

Ivens Dias Branco distinguido como Personalidade Lojista Nacional 2011
Francisco Ivens Dias Branco recebeu, em Dezembro de 2011, da "Câmara Municipal" de Salvador-Bahia o título de Cidadão Honorário da Cidade.
A Confederação Nacional das Câmaras de Dirigentes Lojistas escolheu Ivens Dias Branco como Personalidade Lojista Nacional de 2011, tendo em conta a invejável posição de liderança latino-americana das indústrias de massas e biscoitos do Grupo M.Dias Branco.
A Revista Época escolheu o industrial luso-brasileiro como um dos cem brasileiros mais influentes de 2011, também por ser o maior fabricante de massas e biscoitos da América Latina. São doze fábricas em sete estados e um dos mais sólidos capitães de indústria do País, sensível à realidade que o cerca.
(Mais informações sobre Ivens Dias Branco em "Portugal sem Passaporte")
Fontes: O Estado (entrevista a Ivens Dias Branco) / Macário Batista / Embaixada-Portugal-Brasil (blog)/ Portugal sem Passaporte / Coisa de Cearense / Fortaleza Nobre / Jocilene Roseo (SAC - M. Dias Branco) / Município de Fortaleza
Outras informações
Manuel Dias Branco recebeu, em 1989, do Estado Português a Ordem do Mérito Agrícola e Comercial, com grau de comendador.
Faleceu em Portugal, em Aveiro, em 25 de Junho de 1995.
Em 2004 foi atribuído o nome de uma Rua e de uma Praça em seu nome na cidade da Fortaleza. E em 2005 passou a ser denominado Bairro Manuel Dias Branco a área anteriormente conhecida por Castelo Encantado em Fortaleza.
Em Junho de 2012 foi descerrada em Angeja, na presença de Francisco Ivens e familiares, uma placa toponímica em nome de Manuel Dias Branco.
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011
António Santos, Padre (1835-1910)
António Augusto de Oliveira Santos nasceu em 29 de Junho de 1835 em Angeja, filho de António José dos Santos, que foi secretário da administração do concelho e escrivão de direito em Estarreja, e de sua mulher Ana Marques de Oliveira, moradores em Angeja.Estudou em Aveiro e depois de ordenado padre foi durante longos anos administrador da "Casa de Oliveirinha", da família Côrte-Real, e dai passou para a "Quinta de Taboeira", da família Valente, de onde saiu para vir paroquiar para Angeja.

Aqui, paroquiou desde 1887 a 1895. Foi membro activo do Partido Progressista e dinamizador de tudo quanto acontecia na sua terra natal, colaborou em alguns jornais e revistas católicas, foi co-fundador da Philarmonica Angejense em 1867, da qual foi regente por diversas vezes e protector.
Para além de músico e cantor de bastante qualidade, o Padre António Santos foi também poeta e caricaturista e regente da Música Velha, em Aveiro, nos seus tempos mais novos.
Foi pároco em Frossos desde Janeiro de 1908 até à sua morte em Abril de 1910.
Fonte: Delfm Bismarck Ferreira in jornal "D' Angeja" (adaptado)
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
José Oliveira Leite, futebolista (anos 60 e 70)

Natural de Albergaria-a-Velha, Zé Leites foi na década de 60 o artilheiro do S.C. Alba, cujas capacidades foram de tal maneira reconhecidas que chegou a prestar provas no Sporting Clube de Portugal, numa época em que Carvalho era o guarda-redes e o seu amigo Osvaldo Silva era uma referência no ataque.
Foi campeão pelo Alba em 1961/62 - quando conquistaram a "promoção" - em 1968/69 na histórica subida à 3ª divisão nacional, tendo sido o melhor marcador com 38 golos. Zé Leites era exímio no jogo aéreo e rematava com os dois pés com uma precisão admirável.

Entrou para os séniores aos 18 anos - numa equipa onde jogavam nomes como Arménio Crespo, Baixinho, Zé da Áurea, Bala, Delfim, entre outros - e terminou no início da década de 70 numa equipa cheia de valores da terra, como Serafim, Alfredo, Antunes e Quintas. Em 1973/74 ainda fez uma época no Valonguense.
Na opinião de muitos admiradores seus na época, se o Zé aparecesse hoje ganhava a vida com o futebol ... e o Zé está de acordo.
Fonte: Adaptado de artigo de Manuel Lopes (disponibilizado no facebook por Rogério Policarpo)
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
António Fortunato de Pinho (1874-1958)
Nasceu em Albergaria-a-Velha, em 15 de Abril de 1874, filho de famílias tradicionais, pois um ascendente da parte de sua mãe foi morto pelos Franceses da 2ª Invasão na luta de guerrilhas travada pelos albergarienses contra os invasores, e um ascendente da parte de seu pai participou nas "Lutas Caseiras" como membro das milícias da Companhia de Ordenanças.Estudos
Fez estudos secundários no Liceu de Aveiro e o Curso de Direito na Universidade de Coimbra. Iniciou a sua longa e densa vida de advogado em 1897, profissão em que, durante mais de meio século serviu as populações da Comarca de Albergaria-a-Velha e confinantes.
Também durante esse tempo foi orador oficial em numerosíssimas cerimónias públicas, graças à sua palavra serena, à sua cultura e à sua voz timbrada e sonora.
Cargos públicos
Por três vezes, e em curtos períodos, desempenhou o cargo de Presidente da Câmara, tendo sido no seu último mandato, em 1926, que se deliberou a instalação da energia eléctrica na vila, a qual, no ano seguinte foi inaugurada.
E foram os únicos cargos públicos e gratuitos que desempenhou por nunca ter querido deixar Albergaria onde sempre viveu e onde mandou construir a sua bela residência, em "Arte Nova" no centro da vila.
Perseguições políticas
Apenas em duas ocasiões, deixou a sua terra, por perseguição política: uma porque foi preso sem culpa formada até ser devolvido à liberdade, juntamente com outros presos políticos, o que lhes valeu uma recepção calorosa em Albergaria, a outra teve mesmo de abandonar o Pais por mais de um ano para não ser de novo preso.
Associação dos Bombeiros Voluntários
Foi o fundador, o animador e o sustentáculo durante bastantes anos da Associação dos Bombeiros Voluntários, aos quais, logo de início fez equipar e organizar como os melhores do Distrito. Tendo-a abandonado face a desentendimentos diversos com a construção do Quartel, voltou, uma dezena de anos depois, para a revitalizar a convite e na companhia de Américo Martins Pereira e Evaristo Ferreira.
Colaboração com os Jornais locais
Foi um jornalista local em contínua actividade, quer em artigos de opinião, polémicas e críticas, quer em crónicas da vida local ou da história do Concelho.
Durante 60 anos colaborou em diversos jornais, desde o "Correio de Albergaria", ainda no final do século passado e que dirigiu de 1901 a 1908, até ao "Jornal de Albergaria", passando pela "Gazeta", "Vouga" e "Brisa".
Monografia "Albergaria-a- Velha e o seu Concelho"
Tendo-se dedicado ao estudo da história da nossa terra, publicou a erudita monografia "Albergaria-a- Velha e o seu Concelho", em 1944 a qual, ainda hoje é fundamental repositório de elementos para o conhecimento do nosso passado comum.
Publicou ainda outros estudos de divulgação do Concelho em diversas publicações, nomeadamente no "Arquivo do Distrito de Aveiro".
Falecimento
Faleceu, serenamente, a ler o jornal da manhã, no seu escritório, com 84 anos.
Fonte: "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha", António Homem de Albuquerque Pinho (n/ intertítulos)
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Jovens albergarienses de quem se fala(rá) (Série de artigos do Jornal de Albergaria/2011) (II)
Luís Loureiro (Edição 418 do JA)
Nasceu em 01/02/1973 em Albergaria-a-Velha
Licenciatura em Arquitectura pela Universidade Lusíada do Porto (1996)
Arquitecto no Porto
Mário Nuno Branco (Edição 417 do JA)
28 anos
Natural de Albergaria-a-Velha
Licenciado pela Faculdade de Medicina de Buenos Aires (Universidade del Salvador)
Médico em Buenos Aires (Argentina) e agora Granada (Espanha)
Goreti Marreiros (Edição 415 do JA)
Nasceu em 08/06/1972 em Mouquim
Licenciada em Matemática Aplicada (Ciência de Computadores) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
Doutoramento pela Universidade Minho (2008)
Investigadora no GECAD (Grupo de Engenharia do Conhecimento e Apoio à Decisão)
Luís Lau Ching (Edição 414 do JA)
Natural de Albergaria-a-Velha
Licenciatura/Doutoramento pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto
Trabalhou na Qimonda, Ficosa Internacional e Yazaki
Actualmente no Reino Unido
Sónia Fiuza (Edição 413 do JA)
Nasceu em 28/02/1980 em Nelspruit (Àfrica do Sul) com origens no Carvalhal
Licenciatura em Bioquimica pela Universidade do Porto (2002)
Doutoramento em Bioquimica
Investigadora na UID Quimica-Física Molecular (da Universidade de Coimbra)
Hugo Conceição (Edição 412 do JA)
Nasceu em 23/03/1985 em Albergaria-a-Velha
Licenciado em Ciência de Computadores pela Universidade do Porto (2008)
Doutoramento em curso em Pittsburg (EUA)
Lígia Carinha Gomes (Edição 411 do JA)
28 anos
Natural de Albergaria-a-Velha
Licenciada em Bioquimica pela Univ. Porto
Doutoramento em curso em Pádua (Itália)
Nasceu em 01/02/1973 em Albergaria-a-Velha
Licenciatura em Arquitectura pela Universidade Lusíada do Porto (1996)
Arquitecto no Porto
Mário Nuno Branco (Edição 417 do JA)
28 anos
Natural de Albergaria-a-Velha
Licenciado pela Faculdade de Medicina de Buenos Aires (Universidade del Salvador)
Médico em Buenos Aires (Argentina) e agora Granada (Espanha)
Goreti Marreiros (Edição 415 do JA)
Nasceu em 08/06/1972 em Mouquim
Licenciada em Matemática Aplicada (Ciência de Computadores) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
Doutoramento pela Universidade Minho (2008)
Investigadora no GECAD (Grupo de Engenharia do Conhecimento e Apoio à Decisão)
Luís Lau Ching (Edição 414 do JA)
Natural de Albergaria-a-Velha
Licenciatura/Doutoramento pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto
Trabalhou na Qimonda, Ficosa Internacional e Yazaki
Actualmente no Reino Unido
Sónia Fiuza (Edição 413 do JA)
Nasceu em 28/02/1980 em Nelspruit (Àfrica do Sul) com origens no Carvalhal
Licenciatura em Bioquimica pela Universidade do Porto (2002)
Doutoramento em Bioquimica
Investigadora na UID Quimica-Física Molecular (da Universidade de Coimbra)
Hugo Conceição (Edição 412 do JA)
Nasceu em 23/03/1985 em Albergaria-a-Velha
Licenciado em Ciência de Computadores pela Universidade do Porto (2008)
Doutoramento em curso em Pittsburg (EUA)
Lígia Carinha Gomes (Edição 411 do JA)
28 anos
Natural de Albergaria-a-Velha
Licenciada em Bioquimica pela Univ. Porto
Doutoramento em curso em Pádua (Itália)
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