quarta-feira, 29 de junho de 2011

Albergaria-a-Velha na história da Medicina em Portugal

Uma lápide velhinha, cópia de uma outra com muito mais idade, testemunha, em Albergaria-a-Velha, Aveiro, o que foi a Medicina portuguesa nos quatrocentos anos que antecederam o ciclo dos Descobrimentos:

«ALBERG.RA D.POBRES.E.PASAGEIROS.DA
RAINHA.D.TAREJA.COM.4.CAMAS
E.2.ENXARGOIS.EESTEIRAS.LVME.AGOA
SAL.FOGO.ECAVALGADVRAS.E.ESMOLA
E.OVOS.OVFRANGOS.AOS.DOENTES»

D.Tareja (1080? –1130), filha segunda de Afonso VI de Leão, casada com o conde D. Henrique (1094), mãe de Afonso Henriques (1108-1185), fundou Albergaria em 1120. Destinou-a a pobres, e pessoas menos pobres, de passagem.

Albergarias, hospedarias e hospitais eram casas despidas de conforto. Surgiam nas «estradas de Santiago», tinham duas a «quatro camas, enxergões, esteiras, lume, ovos e frangos» e foram muito úteis quando Clérigos, de vestes compridas, deixaram a Cirurgia, e as Cavalgaduras, aos Aprendizes, de saias curtas, que lhes raspavam as barbas.

Fontes: Portal da Ordem dos Medicos (Extracto) / Luis Graça



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