sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Visitas guiadas no 1º aniversário do Arquivo Municipal

No dia 21 de Novembro, o Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha comemora o seu primeiro aniversário com um dia aberto à comunidade, em que os munícipes podem conhecer “os cantos à casa”.

Através de visitas guiadas (10h30 e 14h30), os técnicos do Arquivo vão partilhar um pouco da História do edifício (que já albergou a cadeia local), bem como explicar o trabalho que aí se desenrola e os tipos de documentos guardados.

Para além de passar pelas áreas públicas, tais como a Recepção, Sala de Leitura e Sala Polivalente, os visitantes vão poder conhecer os “bastidores” e entrar em divisões normalmente vedadas ao público: Sala de Quarentena, Sala de Tratamento e o Depósito, com os seus quase 1.000 metros de estantes.

Neste dia, também será possível apreciar uma mostra de imagens antigas de Albergaria-a-Velha, que fazem parte da colecção de fotografias do Arquivo, e alguns documentos, plantas e actas, nunca antes expostas.

As visitas guiadas ao Arquivo Municipal são gratuitas, não sendo necessário fazer marcação.

Fontes: Portal de Albergaria / CMAV

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Beira Vouga no "Liga dos Últimos" (RTP)

O programa da RTP "Liga dos Últimos", que se propõe mostrar o que valem as pequenas equipas de todo o país, esteve em Frossos, durante o jogo Beira Vouga - Eixense:









Fonte/Mais informações: Portal de Albergaria / RTP

Link: Video (cerca de 30' após o início do programa)

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Alfredo Esteves, futebolista internacional pela Selecção de Timor

Alfredo Mousinho Esteves nasceu em Lisboa em 1976, tendo aí vivido até 1994, ano em que os pais optaram por viver em Angeja, lugar que frequentemente visitavam em muitos fins-de-semana e em todos os períodos de férias da escola (Natal, Páscoa e Verão).

Quando se mudou em 1994, Alfredo já tinha varios amigos em Angeja, pelo que não lhe foi díficil a sua adaptação. Começou por jogar futsal, nos muitos torneios que se realizam por todo o concelho. E pouco mais tarde assinou pelo Estrela Azul de Cacia para jogar futebol de 11.

Após um período de lesões, fica parado por uns meses, tendo ingressado durante uma época na equipa de futsal da AJA (Associação Juvenil de Angeja). Na época seguinte assina pelo Gafanha, onde joga durante 5 anos.

Após o Gafanha joga, durante uma época, pelos New Hampshire Phantoms (E.U.A.), tendo, no regresso a Portugal, actuado no Tocha, Oliveira do Bairro e Desportivo das Aves da Liga de Honra.

No Aves fizeram um campeonato excelente, tendo subido à I Liga, mas pouco antes de terminar o campeonato recebe uma proposta para voltar aos Estados Unidos, desta vez para jogar pelo Minnesota Thunder da USL (1st Division) onde permanece durante 2 anos.

Selecção de Timor-Leste

Filho de pai português e mãe timorense, que se conheceram durante o serviço militar do pai (em Timor), o jogador luso-timorense teve assim a oportunidade de ser internacional pela jovem selecção de Timor-Leste (desde 2004), tendo inclusivé sido capitão num dos jogos.

"Fundação Figo"

Uma das suas maiores alegrias foi ter sido escolhido para jogar, em 2005, pela selecção da "Fundação Figo" juntamente com alguns dos maiores jogadores do mundo, num jogo que opôs, em Espanha, as selecções escolhidas por Luís Figo e pelo brasileiro Ronaldo, tendo repetido a façanha em 2008 (num jogo em Bucareste, Roménia).

Austrália

Alfredo Esteves decide apostar no futebol australiano para estar perto da Selecção, tendo assinado pelo Wollongong Wolves (curiosamente, um clube patrocinado por um emigrante português com fortes e conhecidas ligações a... Timor Leste). E em 2008 contribui para que o clube se sagre campeão australiano da NSW Premier League (2ª divisão).


Percurso futebolístico

2010 - Minnesota Thunder (E.U.A.)
2007/09 - Wollongong Community (Austrália)
2006/07 - Minnesota Thunder (E.U.A.)
2005/06 - Desp. Aves (Liga de Honra)
2004/05 - Oliveira do Bairro (2ª divisão-B)
2003/04 - UD Tocha (3ª divisão)
2003 - New Hampshire Phantoms (E.U.A.)
1998/03 - Gafanha

Origens angenjenses

A Bisavó paterna, Melânia, era de Angeja, bem como o avô Benjamim Nunes Esteves que se mudou para Lisboa aos 13 anos à procura de trabalho e por lá ficou e casou.

Em 1944 nasce em Lisboa o pai, Alfredo Gameiro Esteves. Mas quando chegou a altura de ir para a escola, o avô Benjamim achou que o Colégio de Albergaria seria o local ideal para o filho estudar, tendo ficado como aluno interno no colégio.

Fontes: Alfredo Esteves / ZeroZero / Janela de Contraste / Australian news

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Igreja do Fontão (Angeja)



Colaboração: Mário Martins

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

As memórias de infância de Augusto de Castro (in prefácio a livro de Ricardo Souto - 1937)

O livro que o meu velho amigo Dr. Ricardo Souto acaba de me enviar em provas e para o qual, afectuosamente, deseja algumas palavras minhas de introdução, é sobretudo para mim uma evocação dos doces, frescos e cantantes vergeis do Vouga, em que meus primeiros anos decorreram.

Recordações de Infância (I)

O túnel de Angeja, a pateira de Frossos, as estradas e as tricanas, a ria, as fontes, os cômoros, os milharais ao vento, o ar lavado dos montes, os adros floridos, os pinhais e as eiras - todo o horizonte da minha infância e da minha adolescência revive, a meus olhos, nesta tarde pálida da Belgica em que escrevo. Oiço os rebanhos nos campos, revejo o milho doirado ao sol, contemplo de novo sobre as areias claras, as águas do Vouga que brincam com os salgueiros e as codornizes - e, de longe, à distância de tantos anos, eu vos bemdigo, oh bemfazejas saüdades! (...)

"Soutos da Barca"

Ricardo Souto, o autor deste livro, que tenho a honra de prefaciar, foi um dos amigos dessa minha remota infância e creio que é a este facto, para mim inolvidável, que devo o prazer de ligar, nesta obra, o meu nome ao seu. Meu Pai, cuja memória, querida e ilustre, para mim está ligada a esta região falava constantemente dos "Soutos da Barca". Os Soutos da Barca eram Ricardo Souto, então jovem e distinto médico e seu irmão, estreitamente afeiçoado à minha família, e que foi um eminente magistrado.

Do Porto para o Fontão

Nascido no Porto, tripeiro de origem, foi nas terras do Vouga que passei, posso dizer, a minha infância. De lá, espiritualmente, parti. Quando meus Pais vinham passar as férias do Natal, da Páscoa ou as férias grandes ao Fontão, a pouco mais de três quilómetros de Angeja, começava para mim a grande evasão rústica da aldeia que foi a primeira e a melhor escola do meu espírito. Se mais tarde, a vida me separou dessas primeiras afeições, nunca, na realidade, as esqueci.

Recordações de Infância (II)

Como as païsagens, as figuras que conheci nesse tempo vivem na minha memória como se as tivesse ainda visto ontem: o Padre Santos, alto e espaduado, bom como uma criança, a reger a charanga de Frossos com o seu grosso bengalão de marmeleiro; o Padre José Luiz, o "Padre Zézinho", que tinha e, felizmente, ainda hoje tem talento e graça às carradas; o Castanheira, o Laranjeira, grandes amigos de meu Pai, o Manuel Maria de Angeja, em cuja casa, durante a festa da Senhora das Neves, se comiam os melhores leitões assados da região; os Lemos de Alquerubim (para onde a vida os dispersou?) e tantos outros que povoam ainda hoje de recordações, de pitoresco e de estima o meu espírito.

Ilustres visitantes

Todos eles vinham - uns de longe, outros de perto - assistir à festa da Senhora do Carmo, na Capela da nossa casa - festa que, ao som das músicas ao desafio e dos morteiros - missa, arraial, fogo preso - se prolongava por três numerosos dias de danças e descantes.

Lá estiveram, o poeta João Lúcio, o grande cantor do Algarve, meu companheiro de Coimbra, morto pouco depois, Júlio Dantas, descido do seu Olympo de Lisboa e Carlos Malheiros Dias que lá começou o primeiro capítulo dum romance, nunca concluído, sobre as tricanas de Aveiro, as lindas tricanas cujo encanto fenício conta entre os mais belos tipos de beleza feminina do mundo.

Esse capitulo de Malheiro Dias, que nunca foi conhecido, que eu saiba, descrevia uma pescaria no Vouga e era uma obra prima. Onde pára hoje e porque não publicá-lo? (...)

Livros regionais

Os livros regionais não são frequentes em Portugal - é pena. Eles constituem um dos mais úteis e significativos géneros literários - depósitos muitas vezes preciosos, de conhecimentos, de investigações e de documentação para a história geral do País.

O livro do Dr. Ricardo Souto, vai figurar, com um brilho especial, nessa galeria de estudos e de aspectos nacionais. E eu sinto-me feliz de aqui deixar a minha homenagem ao autor, com o tributo de estima ao amigo, e a evocação, para mim sempre saudosa, das memórias e das perspectivas que estas páginas, entre tantas figuras e coisas vivas e mortas, ressuscitam no meu espírito fiel ao passado e diante dos meus olhos exilados.

Fonte: Prefácio de Augusto de Castro* no livro "Angeja e a Região do Baixo Vouga" de Ricardo Nogueira Souto (in Novos Arruamentos)


Augusto de Castro

Augusto de Castro foi político, escritor e diplomata e ainda director dos jornais "O Século" e "Diário de Notícias". Era filho do Conselheiro Augusto Maria de Castro que possuía uma casa no Fontão . [A Quinta do Fontão].

Benemérito de Angeja, Augusto Maria de Castro era filho da nobre "Casa da Oliveirinha", tal como os Conselheiros José Luciano de Castro e Castro Matoso.

Texto integral: Novos Arruamentos

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Fundação Creche Helena Albuquerque Quadros

Já em 1945 existia SOLIDARIEDADE, pois com a boa vontade de D. Helena Quadros e seu marido Capitão Barbosa de Quadros foi construída a "fundação Helena Albuquerque Quadros" conforme vontade deste casal e por disposição testamentária, era vontade deles que a fundação albergasse filhos dos trabalhadores rurais, que quando fossem para a faina os deixassem protegidos.

Com avançar dos anos e os poucos rendimentos financeiros, pois em Angeja a sobrevivência das famílias era a agricultura, a fundação acabou por ficar inactiva.

Em 1989, a fundação reabriu já com outros projectos, em colaboração com a junta de freguesia de Angeja. Manteve-se, no entanto, o objectivo principal, o “apoio à criança e à família”, tendo-se tornado numa IPSS.

Presentemente encontra-se em pleno funcionamento com as várias valências: Creche; Jardim; Serviço de Apoio domiciliário; Intervenção Comunitária. De futuro, o sonho da Fundação é a construção de um Lar de Idosos.



D. Helena Quadros

Tudo começou quando José Maria Albuquerque Tavares Lobo, por não ter filhos, tornou a sua sobrinha, herdeira de todo o seu património. Sua sobrinha, D. Helena de Quadros, era casada com o capitão de artilharia Bernardo Barbosa de Quadros que, por motivos de saúde (era tuberculoso), resolveu vir morar para Rocas do Vouga.

Também este casal não tinha filhos e, depois de morrer D. Helena de Quadros, o capitão legou por testamento o seu património no concelho de Sever do Vouga à Junta da Paróquia de Rocas do Vouga. Morre dois anos depois, tendo sido sepultado junto de sua esposa, no cemitério de Mafamude, em Vila Nova de Gaia.

[a Fundação Bernardo Barbosa de Quadros foi fundada em 1960 em Sever do Vouga]

Fontes: J.F. Angeja (adaptado) / Incluinet

Sítio: creche-angeja

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Major Silvério Marques Pereira de Campos (1920-1996)

Natural de Valmaior, Albergaria-a-Velha, o Maestro Silvério Marques Pereira de Campos foi muito jovem para Lisboa e aqui fez a maior parte da sua carreira artística na Banda de Música da Guarda Nacional Republicana (G.N.R.), onde percorreu a hierarquia de furriel a tenente chefe de Banda de Música, tendo sido mais tarde colaborador extraordinário do Dicionário de Música de Tomás Borba e Fernando Lopes Graça.

Angola

Em 1960 foi colocado em Angola, tendo dirigido a Banda de Música do Regimento de Infantaria de Luanda e a Orquestra de Salão do Instituto de Angola, sendo ainda professor de Harmonia e Composição na Academia de Música de Luanda, cuja estruturação se lhe deve. Foi nesta cidade que o Maestro Silvério de Campos criou, desinteressadamente, a Banda da Casa Pia de Luanda composta por brancos, negros e mestiços, de idades compreendidas entre os 8 e os 13 anos.

Regresso a Portugal Continental

Regressando a Lisboa em 1962, ingressa novamente na Banda de Música da G.N.R. com a qual se desloca à Holanda em 1963 para tomar parte nos Festivais de Música da NATO, onde dirige conjuntamente as Bandas de Portugal, Holanda, Itália, Áustria e França (…)

De novo em Tomar – pois já ali servira em 1959/60 – volta a dirigir, de 1964 a 1967, a Banda do Regimento de Infantaria 15, acumulando com as funções de Inspector das Fanfarras da Força Aérea.

Clube Ferroviário de Portugal (C.P.)

É à frente da Banda do Clube Ferroviário de Portugal (C.P.) que em Junho de 1969 se desloca à Alemanha onde realiza uma audição no Palácio de Música dos Mestres Cantores de Nuremberga, a maior honra que um dirigente pode ter, regendo em conjunto todas as bandas das empresas Ferroviárias da Europa ali representadas.

Festival de Bandas Militares

É ainda sob a direcção do Major Silvério Campos que actuaram no Estádio do Restelo em Junho de 1978, no I Festival de Bandas Militares, em Évora, no IV Festival e finalmente no V Festival, em Lisboa em Agosto de 1982, as Bandas da Armada, Exército, Força Aérea, Guarda Nacional Republicana, Guarda Fiscal e Polícia de Segurança Pública, num total de 500 elementos.


Banda de Música da Polícia de Segurança Pública

Em Janeiro de 1979, por ter atingido o limite de idade no respectivo posto, deixa as funções que exercia na Força Aérea. Ingressando na P.S.P., onde consegue, dos seus chefes, a oficialização da Banda de Música na Polícia de Segurança Pública (…), ficando com um Quadro Orgânico modelar entre as Bandas Militares Portuguesas, com o efectivo de 114 elementos.

Colectividades Amadoras

A par da sua função artístico-militar, o Maestro Silvério de Campos dedicou uma intensa actividade a favor da música no meio amador do nosso País, tendo prestado a sua colaboração a [ínumeras] Filarmónicas (…)

Devido à sua excepcional actividade em prol de tantas Colectividades de amadores, em 17 de Dezembro de 1978, a Federação das Colectividades de Cultura e Recreio concedeu-lhe o Diploma e Medalha de “Instrução e Arte”, insígnia esta, que desde a sua criação em 1954, foi atribuída pela segunda vez a uma Individualidade por relevantes serviços prestados à causa da Música.

Condecorações Militares

- Das Campanhas de Ultramar
- De Assiduidade, de Prata, 2 Estrelas
- De Comportamento Exemplar Ouro;
- De Mérito Militar de 3ª Classe;
- De Mérito Militar de 2ª Classe;
- De Serviços Distintos;
- De Cavaleiro da Ordem de Aviz;
- De Mérito Cultural;
- De Cavaleiro da Ordem do Santo Sepulcro


Fonte: Banda de Música da Polícia da Segurança Pública (P.S.P.) (adaptado)

Actuação em Valmaior

Em 31 de Outubro de 1982, dirigiu a Banda de Música da Polícia de Segurança Pública no acto de inauguração da sede da Junta de Freguesia de Valmaior.



Nota: O Major Silvério Campos faleceu em Lisboa, no dia 9 de Junho de 1996.

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Plaggio lançam EP de estreia (15 de Abril de 2009)


Os Plaggio surgiram nos finais de 2005 com vontade de criar um rock alternativo sedento nas novas tendências de modulação algures no universo Rock e Electrónica, vingando-se numa lírica intensa, por vezes intimista, em português obviamente.

Todos os membros da banda deambulam pela Invicta embora cada qual venha de locais distintos como: Vila Real, Guarda, Macedo de Cavaleiros, Albergaria-a-Velha (o guitarrista David Nunes é oriundo de Valmaior) ...

Contam desde já com um currículo vasto de concertos por todo o país, dos quais se destacam a abertura da Queima das Fitas do Porto com Blasted Mechanism, Queima das fitas de Viana do Castelo com Hands on Aproach e Rock in Rio Lisboa 2008 no palco Sunset com Clã, Pato fu, Buraka Som Sistema, entre outros.

O seu Ep de estreia " Criança de Bigode" está disponível desde 15 de Abril.


Crítica ao Ep de estreia " Criança de Bigode" (A Trompa)

Impressivo; despretensioso; com emoção…

É mais ou menos assim, o recente registo dos Plaggio, banda sediada no Porto, formada em 2005. Septeto composto por Eduardo Marques (voz), Tiago Grilo (voz e cavaquinho), Orlando Neves (baixo e didjeridoo), Leandro Lopes (guitarra), David Nunes (guitarra), Nelson Silva (teclas e melódica) e João Vasco (bateria, os Plaggio têm no EP “Criança de Bigode” um prometedor cartão de visita.

Ainda perto das suas sentidas influências, o rock dos Ornatos Violeta, que em tempos, tal como eles, também deambularam pela “antiga, mui nobre, sempre leal e invicta” Cidade do Porto, a música dos Plaggio vai deixando já interessantes pistas. Outros rumos para um rock alternativo cantado em português.

Fontes: Portugal rebelde / cotonete / A Trompa (adaptado)

Link: myspace



segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Serviço inovador de multimédia no lugar de Nobrijo (Branca)

O lugar do Nobrijo, na Branca, tem 350 habitantes que, semanalmente, têm a oportunidade de descarregar gratuitamente para o telemóvel o seu jornal local em vídeo, através do sistema “bluetooth”.

A ideia pode parecer demasiado futurista para uma pequena aldeia, mas a verdade é que Nobrijo passou, desde Setembro, a ser a primeira povoação nacional a aderir à tecnologia “LigaoBluetoo”, criada pela empresa “Que Cena”.

Todas as semanas, um grupo, composto por três pessoas, produz um programa informativo sobre os principais acontecimentos da aldeia.

Falam da história, de educação, do poder público, de personalidades importantes da aldeia, entre outros temas. Depois de produzido, filmado e editado, o programa é distribuído via “bluetooth” para todos os telemóveis de Nobrijo, sem a necessidade de acesso à Internet.

Algumas notícias:

Festas da Senhora da Boa Hora
Capela de Nobrijo
Serviço Apoio ao Munícipe (SAM)
Obras na Escola de Laginhas
Pamela Figueiredo (descendente de Nobrijo é modelo e actriz em ascensão nos E.U.A.)

Video


Que Cena

A "Que Cena" nasceu, em Outubro de 2007, com a missão de comunicar e dar respostas imediatas e de qualidade em soluções multimédia nos mais variados modelos e suportes.

A empresa produz os conteúdos multimédia nos seus estudos próprios, em Albergaria-a-Velha, e, através de uma parceria com duas empresas norte-americanas, que disponibilizaram o emissor e o software de gestão e envio gratuito de dados, garante o acesso ao noticiário local por parte dos telemóveis com Bluetooth

Dado o interesse despertado por esta iniciativa, a "Que Cena" pretende difundir este projecto por todo o País, na medida em que considera ser um meio eficaz para as organizações transmitirem as suas informações de foram rápida, eficiente e não intrusiva.

Fontes: Diário de Aveiro; Portal de Albergaria; CMAV / Liga o bluetoo

Mais informações

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

"Memórias de Albergaria"

O Jornal de Albergaria tem vindo a publicar nos últimos meses uma série de fotos antigas, recolhidas pelo albergariense Duarte Machado, que assim ganham uma nova vida, contribuindo para preservar as "Memórias de Albergaria":


Trata-se da família Vidal. Só falta o filho mais velho, José, que já tinha morrido. A fotografia foi tirada num páteo no interior do Torreão, Praça Dª Teresa.

Da esquerda para a direita: 1º plano - Manuel Vidal, João Olímpio (o patriarca), Umbelina e Joaquim; 2º plano - Eugénio, Margarida, Alberto (morreu em criança), Celeste e João.

Fonte: Duarte Machado, Jornal de Albergaria (agradecimento: Carlos Manuel Vidal e América Vidal)


(Nota: As fotografias são apresentadas em qualidade e dimensão superiores às de um blog, pelo que recomendamos sempre a aquisição do Jornal)


Apelo

Partilhamos esse mesmo desejo de preservar a memória colectiva do concelho de Albergaria-a-Velha, pelo que caso sejam possuidores de imagens antigas, agradeciamos o envio de uma cópia, com uma breve descrição, para o nosso endereço de e-mail de modo a enriquecer o blog "Imagens de Albergaria".

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

"Alquerubim" em poesia experimental portuguesa

A escritora Salette Tavares nasceu em 1922, em Moçambique, tendo-se mudado aos onze anos, com a sua família, para Sintra, e viveu em Lisboa até 1994, ano em que morreu aos 72 anos.

Uma das suas obras, datada de 1979, intitula-se "Alquerubim" e consiste num poema gravado em alumínio que nos permite ler "Alquerubim" em várias direcções numa sucessão de onze linhas:


Opinião de Rui Torres (site: po-ex.net)

"Alquerubim" é outro poema gravado em alumínio que, com todo o seu brilho e luminosidade, esgrime pelo seu lugar entre as fronteiras das artes. Mas é na leitura anagramática que propõe que a sua poeticidade melhor se exprime.

Na dobra da repetição da palavra, Salette Tavares promove um arranjo visual combinatório com a palavra "ALQUERUBIM" em maiúsculas que nos permite lê-la em várias direcções numa sucessão de onze linhas, criando uma estrutura viva de leituras circulares.

Fonte: Novos Arruamentos (adaptado)

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Património de Albergaria-a-Velha em desenho

No site delcampe.net é possível adquirir alguns exemplares de uma série de desenhos de monumentos do concelho de Albergaria-a-Velha da autoria de estudantes do antigo Ciclo Preparatório.

Igreja Matriz


Pelourinho de Frossos


"Pelourinho" de São João de Loure



A série contém alguns erros (por exemplo não há pelourinho em São João de Loure). A colecção completa está à venda na Biblioteca Municipal.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Iracema Santos Clara, professora

Iracema Gomes da Silva Santos Clara nasceu em Albergaria-a-Velha, em 25 de Fevereiro de 1941, na residência dos avós maternos (Professores João Gomes e Joana Octávia Fernandes Leal), na rua Castro Matoso.

Feitos os estudos primários na terra natal, no então chamado regime de ensino doméstico, à excepção de um ano em que houve frequência da escola do Conde de Ferreira, prossegue os estudos liceais no Porto, em colégio privado, terminando no Liceu de José Estêvão em Aveiro.

Posteriormente ingressa nas Universidades do Porto e Coimbra, concluindo a Licenciatura em Ciências Matemáticas em 1963. Casou, em 1963, com Manuel Alberto Botelho dos Santos Clara, oficial do Exército. Não tem descendência.

Durante mais de 4 décadas, exerceu funções de docente de Matemática do ensino secundário em Vila Nova de Gaia, Porto, Angola (Moçâmedes e Luanda) e Timor-Leste (Dili e Baucau).

Durante o seu percurso profissional (e cívico) colaborou igualmente, de forma activa, na organização e condução/participação em conferências, debates, seminários, entrevistas e produção de opinião quer presencialmente quer através da TV ou da rádio.

Procurou, desde sempre, bater-se pelo cumprimento dos direitos/deveres humanos e pela assunção da importância do professor como actor/autor na senda da mudança, sendo de realçar a sua intervenção como Dirigente sindical, com a coordenação do departamento da Educação para o Desenvolvimento, entre os anos de 1997 e 2003.

Com uma intensa actividade ligada à formação de professores, foi igualmente co-autora de manuais escolares, para a prestigiada Porto Editora, bem como colaboradora permanente do Jornal mensal “A página de Educação – Educação e Culturas” durante o período de 1993/2003.

Co-organizadora e co-autora de "(Re)Viver Abril com Zeca Afonso", "Pedagogia para a Igualdade – uma escola não sexista" e "Por uma pedagogia da não violência – construir a paz hoje e sempre", publicou, mais recentemente, "Da cadeira inquieta", colectânea com as Vivências partilhadas emotivamente com os leitores do jornal a "Página da Educação".

Sinopse de “ Da cadeira inquieta”

Queria ter sido arquitecta mas, por circunstâncias várias, não o foi de diploma, não perdendo, apesar disso, a vontade de fazer esquissos de projectos na forma de palavras escritas. Ao longo do seu percurso, a autora conviveu com gentes e culturas diversas que enriqueceram o exercício de reflexão sobre problemas do mundo.

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

João Gomes, professor (1888-1956)

Natural de São Paulo de Frades, distrito de Coimbra, foi colocado em Albergaria na Escola Primária Masculina, após ter concluído o Curso do Magistério em Coimbra.

Na nossa terra se fixou para sempre ao casar-se, em 1914 com a professora da Escola Primária Feminina, D. Joana Octávia Fernandes Leal, senhora da sociedade albergariense (filha do pintor, fotografo e retratista Cristiano Vicente Leal e da professora primária Guilhermina Augusta Fernandes de Almeida Leal).

Do casamento nasceram três filhas: Maria do Céu Leal Gomes (1914-1914), Maria Idília Leal Gomes Vieira (1916-1980 aprox.) e Marília Orlanda Leal Gomes e Silva (1918-1990), todas naturais de Albergaria-a-Velha.

Ensinou durante quatro décadas, com rispidez e proveito, milhares de rapazes da nossa terra. Para além da sua vida profissional foi figura prestimosa, pois, durante anos, comandou os Bombeiros e mais tarde veio a pertencer à sua comissão reorganizadora. Foi presidente, durante anos difíceis, do Sporting Clube de Albergaria.

Por diversas vezes vereador da Câmara Municipal, foi proficiente vice-presidente quando da activa presidência de Américo Martins Pereira, a quem substituiu, após a sua morte, embora durante um curto período, como Presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha.

Após a passagem à reforma, foi residir com sua filha Maria Idília, no Porto, o mesmo acontecendo com sua mulher. João Gomes faleceu no Porto em 1956 e Joana Octávia faleceu na mesma cidade em 1959 (aprox.).

As filhas Maria Idília e Marília Orlanda, professoras do ensino primário, residiram, a primeira no Porto desde o seu casamento até à sua morte e a segunda exerceu a docência em Albergaria-a-Velha, Évora e Porto, cidade onde faleceu.

Maria Idília não teve descendência e Marília Orlanda teve, do seu casamento com Paio Silva, uma filha, Iracema Gomes da Silva Santos Clara (1941/…), professora do ensino secundário na situação de reformada e residente no Porto.

Fontes: "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha", António Homem de Albuquerque Pinho / Iracema Gomes da Silva Santos Clara (neta)

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Igreja Matriz de Albergaria-a-Velha




(Postais da 1ª metade do século XX)

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Escola de Artes da Jobra (Branca, Albergaria-a-Velha)

O CMJ (Conservatório de Música da Jobra) apresenta, neste ano lectivo de 2009/10, cinco Cursos Profissionais nas áreas do Teatro, Música e Dança, com o intuito de colmatar uma lacuna verificada na região Centro do país.

Vagas

Existem ainda vagas em alguns dos cursos, sendo iniciada nesta quinta-feira uma promoção da Escola de Artes em todos os cinemas do país.

Componente artística

O CMJ, que funciona no Centro Cultural da Branca, considera que a componente artística, na sociedade moderna, tem vindo a revelar-se como uma verdadeira saída profissional para os jovens. Estes cursos são gratuitos e oferecem subsídios e outras regalias aos alunos.

Ao frequentar este curso de três anos, os alunos terão a oportunidade de estagiar em companhias profissionais, participar em Workshops de Técnicas Performativas, realizar Formações em Contexto de Trabalho (FCT) com profissionais de renome na área da Dança, bem como ter várias oportunidades de apresentação de espectáculos.

Protocolos

O CMJ tem protocolos com as seguintes instituições artísticas de Dança: LP Movimento (Aveiro), Companhia de Dança de Aveiro, Companhia de Dança Paulo Ribeiro e com a Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE), estando em curso negociações com mais instituições.

Equivalência ao 12 º ano

Ao terminarem este Curso Profissional de Nível III, os alunos ficam com equivalência ao 12º ano, podendo ingressar no ensino superior nos seguintes estabelecimentos: Escola Superior de Dança de Lisboa, Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa, Escola Superior da Música e das Artes do Espectáculo (ESMAE) ou em qualquer Escola Superior no estrangeiro.

Fonte: Jobra

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Alba LNA FF-11-83 de 1954

Construído em Lisboa, com carroceria Alba encomendada a Martins Pereira, inicialmente chamou-se Alba LNA e mais tarde LNA e o seu mentor foi o Dr.Francisco Rodrigues Luzes (de Lisboa) que corria com o pseudónimo de Constantino.

Com base Alba o LNA tinha carroceria em alumínio fabricada na Fábrica de Albergaria-a-Velha com chassis tubular com as suspensões independentes ás quatro rodas.

A carroçaria foi encomendada a António Augusto Martins Pereira, o que levou o LNA a ser muitas vezes confundido com o Alba OT-10-54. Surge como factor de diferenciação exterior a ausência da barra cromada horizontal com o simbolo alba no centro ao longo da entrada de ar frontal.

LNA

O Nome LNA teve por base os componentes do carro da marca italiana Nardi e Alba, assim:

L=Luzes + N=Nardi + A= Alba

Fonte: Albaportugal (Francisco Lemos Ferreira)

Foto: Francisco Ferreira in Museu do Caramulo

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

ALBA LA-11-18 da autoria de Francisco Corte-Real Pereira (1955)


O LA é o 3º Alba a ser concebido quase na sua totalidade por Francisco Corte-Real Pereira na Fábrica de Albergaria-a-Velha.

O seu desenho é em tudo similar ao TN, este teve duas carrocerias, na segunda Corte Real Pereira, após vender o LA adquiriu o TN e redesenhou a frente à imagem daquele que tinha concebido.

Existe igualmente a teoria que Corte Real Pereira teria colocado a carroceria do LA no TN, mas que carece de fundamento dado a familia afirmar que o LA foi vendido com motor Alfa Romeo, ficando o TN com motor Peugeot.

Fonte: Albaportugal (Francisco Lemos Ferreira)

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Maria Cândida Sousa Miranda, médica

Maria Cândida Sousa Miranda nasceu em 30 de Julho de 1952, em Alquerubim, concelho de Albergaria-a-Velha.

Em 1975 concluiu a licenciatura em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Iniciou o internato policlínico básico nos Hospitais Civis de Lisboa em 1975, tendo posteriormente pedido transferência hospitalar para a zona centro.

1981-1993

Ingressou no internato complementar de anestesiologia em 1981, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), tendo-o concluído em 1985 com a classificação de 18 valores.

Exerceu funções de assistente hospitalar de anestesiologia nos HUC de 1985 a 1988, tendo estado igualmente destacada no Hospital Distrital de Castelo Branco.

Posteriormente, foi colocada, por urgente conveniência de serviço, no Hospital de Nossa Senhora da Ajuda ─ Espinho, em 2 de Maio de 1988, exercendo funções de responsável do serviço de anestesia até 1991.

E entre Dezembro de 1992 e Junho de 1993 exerceu funções no Hospital Distrital de Estarreja, conforme protocolo entre os dois hospitais.

Adquiriu o título de especialista pela Ordem dos Médicos na área de anestesiologia em 25 de Novembro de 1993.

1994-2005

Obteve o grau de consultor da carreira médica hospitalar em 1994, tendo tomado posse como assistente hospitalar graduada em 1995.

Em 1996 retomou a responsabilidade do serviço de anestesia do Hospital Nossa Senhora da Ajuda ─ Espinho e foi também nomeada responsável pelo bloco operatório, tendo mantido o exercício destas funções até Novembro de 2005.

Nomeada adjunta do director clínico para a área do bloco operatório em 1996, exerceu até 2003.

Efectuou concurso de provimento para uma vaga de chefe de serviço de anestesiologia, no mesmo hospital, em 19 de Março de 1999, tendo obtido a classificação de 18,4 valores.

2005 - ...

Nomeada, por despacho de Sua Ex.ª o Ministro da Saúde, para exercer funções de Directora Clínica no Conselho de Administração do Hospital de Nossa Senhora da Ajuda ─ Espinho em 25 de Outubro de 2005, ocupou esse lugar até Março de 2007.

Ocupou o cargo de assessora do Director Clínico, para a unidade de Espinho, de Março a Outubro de 2007.

Foi nomeada, pelo director do serviço de anestesiologia do Centro Hospitalar V.N. de Gaia/Espinho, EPE, responsável pela área de anestesia na unidade de Espinho.

Nomeada Directora Clínica do Hospital Visconde de Salreu (Estarreja) em Abril de 2008, funções que exerce actualmente.

Fonte: Diário da República (adaptado)

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Capela de Nossa Senhora de Paus



Colaboração: Jorge Bastos



Fonte: Fotos.sapo

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Mártires da Liberdade (1828-1829)


À morte de D. João VI, em 1826, a sucessão do primogénito D. Pedro, então imperador do Brasil, que outorga uma Carta Constitucional aos Portugueses, [e] o regresso de D. Miguel com promessa de casamento com a sobrinha D. Maria da Glória, herdeira do trono (...) [está] na origem do período conturbado em que se sucedem as devassas, as perseguições, os homizios, as prisões, os assassínios e a guerra civil que vão atormentar e martirizar os portugueses e empobrecer ainda mais o país durante seis anos.

Gentes de Albergaria

Também a gente de Albergaria sofreu, no espírito e na carne, as contingências da época, porque aqui havia muitos jovens instruídos que aderiram ao Liberalismo e tomaram parte activa nos movimentos políticos e militares.

Na revolução que irrompeu em Aveiro e no Porto, em 16 de Maio de 1828. entraram vários albergarienses que nela se empenharam directamente, como os irmãos João e Dr. José Henriques Ferreira, o tenente Joaquim Mourão Soares de Magalhães, o tenente Manuel Ferreira da Costa, o alferes Patrício José Álvares Ferreira, o alferes José Ferreira Álvares de Oliveira, o tenente José Bastos, natural da Ribeira de Fráguas, entre outros.

Pelas suas ideias liberais são ainda envolvidos o Dr. João Patrício de Carvalho Álvares e Lemos, médico ilustre do Real Hospital de Albergaria, o Dr. João Ferreira da Costa Sampaio, o boticário Joaquim Antõnio Teixeira, o juiz de vintena José Afonso de Bastos e o proprietário e agricultor Antõnio Constantino de Lemos, além de outros mais de que não se conhecem os nomes.

Perseguições

O fracasso da revolução Liberal de 1828 levou à imediata perseguição de muitos dos seus adeptos e de suas famílias, vindo a instaurar-se um verdadeiro regime de terror.

Muitos albergarienses foram acossados, encarcerados e seriamente afectados, pois logo foi ordenada uma devassa conduzida pelo juiz de fora Dr. José de Sousa Ribeiro Pinto, a fim de se expurgar o meio das tendências contrárias à monarquia absoluta e aos que dela beneficiavam.

Alguns dos civis incriminados pelos depoimentos das seis únicas testemunhas conseguidas lograram escapulir-se aos vexames e condenações, tal como os militares anteriormente citados.

Outros, porém, acabaram por cair na mão dos adversários e foram imolados pelas suas ideias políticas que manifestavam e defendiam sem recato.

Principais vítimas Albergarienses

Foi o caso do Dr. Clemente da Silva Melo Soares de Freitas, de 27 anos, natural de Angeja, juiz de fora nomeado para a Vila da Feira e que então se encontrava em Aveiro, em casa da família, e de João Henriques Ferreira Júnior, de 29 anos, natural de Albergaria-a-Velha.

Acusados de terem tomado parte activa na rebelião e terem difundido as ideias liberais, que convictamente perfilhavam, e de "terem vociferado contra a sagrada pessoa do Senhor D. Miguel", foram julgados em 1829 e condenados a "serem levados com baraço e pregão pelas ruas do Porto até à Praça Nova" onde os enforcaram. (...).

A cabeça de João Henriques esteve colocada em frente à casa de seus pais, na Rua da Calçada, sendo depois sepultada na Capela de Santo António donde veio a ser transladada juntamente com a do Dr. Clemente Freitas e as de outros condenados para um monumento que se encontra no cemitério de Aveiro. Os corpos estão no Prado do Repouso, no Porto, para onde foram exumados em 1878, numa imponente e significativa homenagem aos mártires da liberdade. (...)

Nome de Rua

No final do século XIX, a Câmara Municipal deu à Rua da Calçada, o nome de Rua dos Mártires da Liberdade para homenagear os perseguidos, os encarcerados e sobretudo os mortos em combate e os enforcados pela defesa das suas ideias democráticas.

Fonte: António Homem de Albuquerque Pinho, “Albergaria-a-Velha – Oito Séculos do Passado ao Futuro” (pág. 20) (adaptado)

Nota: Existe em Aveiro uma rua em homenagem a João Henriques Ferreira

Foto: monumento em homenagem ao Liberalismo (Aveiro)

Mais informações: (1), (2)

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Secção de atletismo da Jobra

A Jobra filiou-se pela primeira vez, na Associação de Atletismo de Aveiro, em Outubro de 1984.

Os responsáveis por essa filiação foram Francisco Soares, atleta e animador da secção do atletismo e Ângelo Soares, presidente da Jobra, nessa época.

Atletas internacionais pela Jobra:

Ricardo Barbosa - Jornadas Olimpicas de Paris em 2003
Rogério Bessa - Campeonato da Europa de Corta-Mato, Júnior (2004) Heringsdorf - Alemanha
Joana Nunes - Campeonato Europeu Montanha - França (2007)
Filipe Ferreira - Campeonato da Europa de Corta-Mato, Júnior (2008) - Bruxelas

Atletas campeões nacionais da Jobra:

Joana Nunes - Campeã Nacional de 10.000 metros (2009)
Ricardo Barbosa - Campeão Olimpico Jovem Nacional 1500 metros (2003)
Marina Bastos - Campeã Nacional D.N. Jovem de 800 e 1500 metros (1986)

Atletas no pódio em campeonatos Nacionais:

Marina Bastos - 800 metros e 1500 metros (em 1986)
Fernando Adrião - 3º Clas. Campeonatos Nacionais de 3000 metros Obstáculos (1992)
Ricardo Barbosa - 800 metros e 1500 metros (em 2002 e 2003)
Bruno Henriques - 2º Clas. Campeonatos Nacionais de Corta-mato (em 2004)

Classificações Colectivas em destaque

2º e 3º Lugar - Campeonato Nacional de Corta-mato de Juvenis (1997 e 1998)
3º Lugar - Campeonato Nacional de Montanha (2000)
3º lugar - Campeonato Nacional de Corta-mato curto (2009)

Outros destaques

Eusébio Lopes e Francisco Soares, com mais de vinte anos de filiação, ininterruptas na Jobra.

Fonte: Jobra

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Panfleto turístico dos Caminhos de Ferro do Vale do Vouga

No seu próprio nome tem Albergaria-a-Velha o certificado da sua origem:

Em Novembro de 1117 passava a Infanta –Rainha D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, nosso primeiro Rei, uma carta de privilégio a Gonçalo Eriz, coutando-lhe a sua vila de Osseloa (hoje o bairro de Assilhó, de Albergaria), que confinava com terras de Santa Maria (Vila da Feira), onde a carta foi assinada.

A onomástica topográfica é característica, como se vê pelos seguintes nomes, alguns bem conhecidos ainda hoje: Mata Telada, Mata da Ussa, Mamoa Negra, Mata da Brava, Romariz, Rio da Osseloa, Charneca, Fonte Fria (hoje as Frias), que antigamente se chamava Fontinha de Meigonfrio.

A carta de couto foi concedida com a cláusula de estabelecer e sustentar uma albergaria, próximo da estrada e, no dizer de Alexandre Herculano, é o primeiro documento em que Portugal figura com o título de reino e daí o alto valor histórico que se lhe atribui.

O primeiro albergueiro, ou seja o primeiro habitante de Albergaria, de nome Gonçalo de Cristo, seria posto pela Rainha.

Para se demonstrar quanto era agreste o território de Albergaria e a ela circunjacente, bastará anotar que a carta de couto da fé da existência de veados, corsas, gamos e ursos.

As albergarias eram utilíssimas instituições de previdência, ponto de refúgio dos viandantes, que se viam perseguidos por ameaças de todas as espécies , naqueles rudes tempos medievais de tão difíceis comunicações.


Edição de 10.000 exemplares impressos na Tipografia Aliança (Porto).

Colaboração: Pastel de Vouzela

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

José Azevedo, empresário (Manaus, Brasil)

José dos Santos da Silva Azevedo nasceu em 23 de Julho de 1933 em Albergaria-a-Velha, tendo emigrado, ainda bébé, com a sua família para Manaus (Brasil), onde reside desde 1934.

"Comecei bem cedo a minha luta e o objectivo era um só: tirar a minha avó [Maria Ferreira Bernardes] daquela vida sacrificada que era submetida para sustentar a mim e minha irmã. Ela lavava roupas todos os dias. Depois de engomá-las, mandava eu entregar a trouxa para o freguês. Cresci querendo tirá-la do serviço e consegui", recorda.

Jovem actor [contracenou no Teatro Amazonas, com o magistral e saudoso actor brasileiro Procópio Ferreira], técnico em electrónica e em contabilidade, começou a vida atrás do balcão no dia 6 de Fevereiro de 1946, numa pequena loja de componentes electrónicos e de conserto de aparelhos de rádio, localizada na rua Henrique Martins, bem próximo à sua antiga residência, hoje, a sede do grupo TV Lar.

Em pouco tempo, montou - em 1964 - a sua própria loja, especializando-se no comércio de componentes electrónicos e assistência técnica. E em 1967, com o surgimento da Zona Franca de Manaus, iniciou a importação de televisores e aparelhos electrónicos.

A empresa começou de forma pioneira, na década de 70, a importação de motores de popa, estabelecendo uma parceria com a Yamaha Motor que perdura até hoje. Ao comercializar produtos importados do Panamá, ofereceu como diferencial a garantia de manutenção aos produtos. "Vendíamos de tudo, desde rádios, ventiladores até geladeiras [frigoríficos]. O nosso lema era: a TV Lar vende, instala e dá garantia", conta José Azevedo.

Além de empresário, é consul honorário de Portugal, país do qual recebeu o título de Comendador, e dá a sua contribuição na Federação Amazonense do Comércio, no Sindicato do Comércio e na Associação Comercial do Amazonas.


Biografia

Numa análise sobre a sua vida, José Azevedo a resume em apenas duas palavras: trabalho e dedicação. A sua vida é exemplo para muitos e foi relatada em biografia da autoria do escritor Abrahim Base.

Ao fazê-lo, Abrahim Baze quis mostrar que a vida do Comendador José dos Santos da Silva Azevedo poderá servir de exemplo às gerações futuras, como atestado eloquente de que os que se portarem com altivez, independência e dignidade, haverão de ter reconhecida a sua actuação e acabarão por serem premiados, pois as pessoas não valem só pelos privilégios de fortuna ou pelo poder de que eventualmente dispõem, mas também pelo trabalho que desenvolvem e pelos ideais que defendem em benefício da comunidade.

Fontes: Portal da Amazónia: Abrahim Baze, José Bernardo Cabral / TV lar / C.D.L. Manaus

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

A origem de algumas ruas de Albergaria-a-Velha (IV)

A Rua dos Casaes [actual Rua Castro Matoso], que não passava de metade da actual rua, (*)tinha o nome de Casaes, bem como o sítio onde se construiu a actual Igreja Paroquial de Albergaria-a-Velha e parte do lado superior da Rua dos Curraes [Rua Gonçalo Eriz], [já existente] desde (…) o século XII.

(*) seguindo dali até um carreiro até encontrar um outro que vinha das Trapas, e seguia através dos Sanguinhães (local onde se encontram o edifício dos Paços do Concelho e Praça Comendador Ferreira Tavares) até a Alagoa [Rua Barros Gomes]

Os Curraes tiveram esta designação porque os casais ou famílias que vieram residir para Albergaria fizeram as suas casas na parte mais alta (Casaes e Outeiro) e os apriscos e currais de gados junto ao regato.

(…) Outeiro [era] o nome pelo qual era conhecida a pequena elevação fronteira à Igreja e que vai até à antiga Rua de Cima, local onde ainda hoje se encontra a “Casa do Outeiro ou da Rua de Cima”, propriedade do Dr. José Homem de Albuquerque Ferreira.

Em 24 de Dezembro 1869, de novo por proposta de Patrício Theodoro Álvares Ferreira, deliberou a Câmara Municipal que a Rua dos Curraes se passasse a denominar Rua Gonçalo Eriz, a Rua da Calçada a Rua Mártires da Liberdade, a Rua Direita a Rua do Real Hospital de Albergaria, o Largo do Atoleiro (Chafariz) a Largo Dª Teresa e a Rua da Ladeira a Rua Serpa Pinto. Na mesma sessão, o Presidente propôs que a Rua da Alagoa passasse a Rua Barros Gomes e a Rua dos Casaes a Rua Castro Matoso.

Já em 26 de Maio de 1919, para romper a Rua das Cruzes desde o princípio do Calvário (Cruzes) até à Quinta do Dr. Carlos Luiz Ferreira (Quinta das Cruzes), removeram as seis cruzes que se encontravam dispostas sem ordem e colocaram-nas em linha recta do lado nascente daquele largo.

Fonte: Delfim Bismarck Ferreira, Jornal de Albergaria (09-07-2002) (adaptado)

Imagem: Rua Castro Matoso in "Albergaria-a-Velha – Oito Séculos do Passado ao Futuro” (António Homem de Albuquerque Pinho)

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

A origem de algumas ruas de Albergaria-a-Velha (III)

Para a construção da Praça Nova (Largo Municipal, depois Praça Comendador Ferreira Tavares), além de parte dos Sanguinhães (então casa, terra de lavoura e vinhas) que eram residência e propriedade de Patrício Álvares Ferreira (à época emigrado no Brasil), expropriaram outra parte que tinha sido de Bento Álvares Ferreira e era então de seu primo Dr. José Henriques Ferreira.

A inauguração dos trabalhos foi feita, com grande solenidade, em 23 de Fevereiro de 1869, com discursos, fogo-de-artifício e música. O terreno do lado nascente da dita praça havia sido adjudicado em 29 de Julho de 1869 a Patrício Luíz Ferreira, obrigando-se este a murar e edificar casas ao correr da praça, desse lado, no prazo de 3 anos.

Nesse mesmo ano, em 21 de Maio, foi arrematada a Casa da Escola Conde Ferreira (recentemente restaurada e ampliada) e foi aberta a estrada que liga Albergaria a Assilhó, até ao Vale da Granja.

E para a abertura da Avenida (hoje Avenida Napoleão Luíz Ferreira Leão) à Estrada Real (hoje Rua de Santo António e Rua do Hospital) expropriaram umas casas baixas, de um só piso, com frente para a Rua do Atoleiro e para o carral, que davam acesso à parte leste dos Sanguinhães, propriedade conhecida por “Enxidro” pertencentes a Maria Marques da Silva, mais conhecida por Maria da Estalagem.

Essa estalagem existiu numas casas altas (de rés-do-chão e primeiro andar) do lado sul da Capela da Casa de Santo António, onde mais tarde José Pereira de Lima fez a sua habitação (local onde funcionou o Posto Médico) e parte de uns terrenos pertencentes aos filhos de José Santiaguinho, João e Jerónimo Gonçalves de Almeida.

Fonte: Delfim Bismarck Ferreira, Jornal de Albergaria (09-07-2002) (adaptado)

Imagem: Avenida da Praça Nova in "Albergaria-a-Velha – Oito Séculos do Passado ao Futuro” (António Homem de Albuquerque Pinho)

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

A origem de algumas ruas de Albergaria-a-Velha (II)

Em sessão da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, de 8 de Outubro de 1889, por proposta do Vereador da minoria, Patrício Theodoro Álvares Ferreira, foram aprovadas algumas alterações aos nomes das ruas. Assim foi dado o nome de Rua Dr. José Henriques Ferreira à Rua da Travessa.

A 29 de Outubro do mesmo ano, por proposta do Vice-Presidente Clemente de Sousa e Melo, que presidiu na falta do Presidente, foi deliberado que o Largo Municipal tomasse o nome de Praça Comendador Ferreira Tavares.

Era esse o empenho do irmão de Clemente, Dr. Alexandre Bernardo de Sousa e Melo, que estava casado com uma sobrinha do referido Comendador, de nome Dª Carolina Luiz Ferreira.

Esta deliberação foi algo contestada, já que alguns albergarienses entendiam que pelos serviços prestados por Ferreira Tavares, como Presidente da Câmara, era bastante a Comenda que recebeu e o nome ao largo da (…) sua residência (…) (que depois foi residência do Dr. Alexandre Bernardo de Sousa e Melo e deste tomou o seu nome) e não ao principal largo da vila (…)

Segundo fontes da época: “(…) em Albergaria, desgraçadamente, quase tudo se tem feito por vaidade e capricho e por um compadrio indesculpáveis (…) Então onde hão de estampar um dia o nome dos que lhe prestaram verdadeiros e grandiosos serviços, como o Dr. João Eduardo Nogueira e Melo, Bernardino Máximo de Albuquerque e Patrício Theodoro de Álvares Ferreira (…)

Fonte: Delfim Bismarck Ferreira, Jornal de Albergaria (09-07-2002) (adaptado)

Imagem: Praça Ferreira Tavares (ao fundo) in "Albergaria-a-Velha – Oito Séculos do Passado ao Futuro” (António Homem de Albuquerque Pinho)

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

A origem de algumas ruas de Albergaria-a-Velha (I)

A antiga Estrada Real e a Estrada Aveiro-Viseu eram as duas principais vias de comunicação que atravessavam Albergaria-a-Velha. Estas ruas cortavam a povoação e por aqui fazia-se passar quase todo o trânsito que se deslocava de norte para sul e do litoral para o interior.

Em 1820, foram calcetadas as duas principais ruas de Albergaria-a-Velha, a Estrada Real e a Rua de Campinho (parte da acima citada). A primeira, segundo apontamentos de Bento Álvares Ferreira, ficou muito bem arranjada. De tempos a tempos procedia-se a estes trabalhos de conservação e conservação de estradas, empregando-se o maior cuidado na Estrada Real, não só por ser a mais frequentada, mas por ser a Estrada Militar entre Lisboa e Porto. (…)

A parte cujo pavimento foi completamente renovado ficou por isso com o nome de Calçada. Este nome existia já no século XVII, embora a rua tivesse tido várias calcetagens de fraca qualidade que eram temporariamente danificadas com as enxurradas de águas (…)

Por Decreto de 14 de Abril de 1856 foi criada a estrada (de macadame ou macdão como se dizia na época) entre Aveiro e Viseu, seguindo o Vale do Vouga, de que aproveitaram Angeja, Albergaria-a-Velha e Mouquim.

Foi um melhoramento considerado então de primeira ordem para a nossa vila, em prejuízo de Águeda, que empregou os maiores esforços no sentido do traçado passar por aquela vila.

Quem venceu todas as dificuldades, fazendo aprovar o traçado do Vale do Vouga, foi o grande tribuno aveirense José Estevão Coelho de Magalhães contra as fortes influências de Águeda lideradas pelo Conde da Borralha e pelo Marquês da Graciosa.

A Estrada Real foi alargada e reparada, de novo em mcdão, em 1862, comprometendo-se a nossa Câmara a pagar as despesas de expropriação dentro da Vila. O último pagamento foi de 65$700 reis, autorizado em sessão de 14 de Janeiro de 1863.

Fonte: Delfim Bismarck Ferreira, Jornal de Albergaria (09-07-2002) (adaptado)

Imagem: Fonte / Campinho in "Albergaria-a-Velha – Oito Séculos do Passado ao Futuro” (António Homem de Albuquerque Pinho)

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

Padre Valdemar Magalhães Alves da Costa (1931-2009)

Filho de uma família numerosa, mas de raízes cristãs, nasceu na freguesia de Real, concelho de Braga, a 24 de Setembro de 1931, vindo depois para Aveiro onde fixou residência tal como toda a sua família [Era irmão do falecido padre Arménio].

Primeiro frequentou o Seminário da Arquidiocese de Braga. Terminados os estudos de Teologia no Seminário dos Olivais, em Lisboa, o Padre Valdemar é ordenado presbítero em 1 de Julho de 1956, na matriz de Albergaria-a-Velha. O ministério sacerdotal vai conduzi-lo aos Seminários de Santa Joana e de Calvão onde foi professor, Vice-Reitor e Reitor durante vinte anos. Foi também responsável dos escuteiros.

Assumiu as funções de pároco de Ponte de Vagos em 1974 e em 1975 viria para a Branca, no arciprestado de Albergaria-a-Velha, sucedendo no múnus pastoral ao falecido padre António Augusto Diogo. Durante alguns anos assumiu a responsabilidade pastoral de Ribeira de Fráguas. Foi igualmente professor, durante largos anos, da disciplina de Religião e Moral na Escola Secundária de Albergaria-a-Velha.

Alto, magro de postura erecta, fazia-se notar. Ao longo dos 34 anos em que foi responsável pela paróquida de S. Vicente da Branca foi um homem simples, zeloso, dinâmico e empreendedor, deixando obra feita.

Deve-se a ele o restauro e ampliação da Igreja Matriz, a ampliação do Salão Paroquial e a construção do Centro Social Paroquial, mas também da Capela de São Marcos, em Fradelos, onde trabalhava a par dos pedreiros e trolhas dando o exemplo de trabalho, simplicidade e dedicação.

Faleceu no passado dia 4 de Setembro, no Hospital de D. Pedro em Aveiro.

Fontes: Alírio Silva / Diocese de Aveiro (D. António Francisco dos Santos) / FNA-Esgueira

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Capela do Senhor da Santa Cruz e da Nossa Senhora das Dores (anos 40)



Festas ao Senhor da Santa Cruz

sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de Albergaria-a-Velha


Fundado em 1982, o Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de Albergaria-a-Velha tem vindo, desde então, a dedicar-se ao Folclore e Etnografia, na defesa intransigente dos usos e costumes dos nossos antepassados.

O Grupo exibe os trajes de Noivos, Lavradores abastados, Lavradores em Traje de Festa, Romeiros, Tricana de Albergaria, Meia-Senhora, Camponeses, Serandeiro, Barqueiro, Tremoceira, Galinheira, Moleiros, Carvoeira, Peixeira, Leiteira e Trajes de Domingar.

Estes Trajes que recordam a maneira de vestir das pessoas dos fins do século XIX e princípios do século XX foram recolhidos nesta região, sobretudo no concelho de Albergaria-a-Velha.

O Grupo está filiado na Federação do Folclore Português, na Federação das Colectividades de Cultura e Recreio e inscrito no INATEL.

O grupo organiza anualmente o seu Festival de Folclore e Etnografia, tendo tido, recentemente, a sua primeira internacionalização com a sua actuação no Principado de Andorra.

Fontes: FFP (adaptado) / Litoral Centro (foto)

quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Artista Plástico Tiago Paço premiado pela C.M. de Oliveira do Bairro

O artista plástico Tiago Paço, residente em Frossos, recebeu uma menção honrosa (grau ouro) com o quadro “Sobre as Águas” numa exposição patente na Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, que conta com a participação de 22 artistas e 44 obras e que poderá ser visitada até ao próximo dia 10 de Setembro.

Tiago Paço irá (...) [igualmente] expor alguns dos seus trabalhos no Museu Regional de Oliveira de Azeméis a partir de 4 de Setembro e na Galeria da Misericórdia de Aveiro durante todo o mês de Setembro.

Os seus trabalhos podem ser consultados também na Internet, na galeria virtual davinci gallery

Fonte: Portal de Albergaria

Mais informações: Currículo / Página Pessoal

segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Pedro Martins Pereira, empresário

Pedro Manuel de Oliveira Martins Pereira nasceu em 15 de Janeiro de 1952, em Albergaria-a-Velha, tendo-se licenciado em 1977 em Engenharia Metalúrgica, pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Pedro Martins Pereira passou largos anos na fundição familiar - Fábricas
Metalúrgicas Alba - onde foi Chefe do Departamento de Fundição e, posteriormente, Director técnico até seguir o seu próprio caminho, primeiro como consultor industrial e depois lançando a sua própria empresa em 1988.

Em 1985 participou no 1º Projecto JEEP – Jovens Empresários de Elevado Potencial, criado e financiado pelo BPA-Banco Português o Atlântico a partir de uma ideia do Dr. Miguel Cadilhe, então Director do seu Gabinete de Estudos.

Fundou em 1988 a Larus-Artigos para Construção e Equipamentos, Lda., que se dedica ao projecto, fabrico e comercialização de mobiliário urbano.

Com a Larus, tem obtido diversos prémios a nível nacional e internacional, nomeadamente Prémio Nacional de Design de Mobiliário Metálico em 1991 e 1998-99.

Foi igualmente fundador e administrador da METAFALB que adquiriu, em 2003, as Fábricas Metalúrgicas ALBA, entretando desactivada em Albergaria-a-Velha, tendo fundado em Dezembro de 2008 a empresa ProjectoAlba (sociedade unipessoal), que visa recuperar a marca Alba e os seus produtos de catálogo.

Fontes: Notícias de Aveiro / CCT

sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Larus - Design Urbano

A LARUS - empresa especializada na concepção e fabrico de mobiliário urbano (ver portfolio) - iniciou a sua actividade em 1988, em Alquerubim, sendo o seu sócio fundador Pedro Martins Pereira, engenheiro metalúrgico de formação e com larga experiência como Director Técnico da Fundição ALBA (fundada pelo seu bisavô em Albergaria-a-Velha) e como consultor.

A LARUS obteve grande visibilidade aquando da Expo 98 de Lisboa. A facturação duplicou e surgiram novos clientes. No entanto, para Pedro Martins Pereira, "foi igualmente muito importante trabalhar com excelentes profissionais e abriu as portas a outras colaborações".

É que a LARUS passou a ser uma marca associada aos mais reputados arquitectos e designers nacionais, como Manuel Salgado, Sidónio Pardal, Daciano da Costa, Francisco Providência, Henrique Cayatte ou Jorge Trindade. Aliás, a empresa foi pioneira na criação de um gabinete de design próprio.

Vários dos colaboradores da LARUS, incluindo Pedro Martins Pereira, tinham experiência na criação de novos produtos, pelo que desde o seu início, o departamento de design integrou designers de produto, designers gráficos e projectistas.

Os resultados estão patentes nas inúmeras distinções coleccionadas nos últimos anos, com destaque para a atribuição, por duas vezes, do Prémio Nacional de Design (1991 e 2000), a representação de Portugal no Prémio Europeu de Design (1994), menção honrosa na primeira edição do Concurso Design Management Europe Award – 2007 e red dot, prémio internacional de design, na Alemanha.

O início da actividade foi com a encomenda para projectar e produzir uma série de quiosques a instalar na cidade de Aveiro. Depois surgiram equipamentos para esplanadas.

Da colaboração com a Expo 98, concorrendo com outros fabricantes de maior dimensão, resultou o sistema de sinalética e os quiosques multimédia, bem como estruturas de ensobramento.

Entretanto deslocalizada para a sede do concelho, as actuais linhas de mobiliário urbano integradas englobam uma diversidade de equipamentos (bancos de jardim, floreiras, papeleiras, iluminação pública, abrigos, etc.).

Fontes: notícias de aveiro / Marcas e patentes / CCT

quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

Lavadeiras no Caima, Valmaior

segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Virgílio Vasconcelos, Industrial (Esmoriz)

Virgílio Vasconcelos nasceu em 1938 em Albergaria-a-Velha. Não teve um berço de ouro. O pai fugiu para a Venezuela, deixando a mãe com três filhos pequenos nos braços.

Mas o seu jeito com as mãos e esperteza começaram logo a dar nas vistas na escola industrial. Aos 15 anos ganhou os prémios nacionais que distinguiam os melhores serralheiro artístico e torneiro mecânicos - e o qualificaram para concursos internacionais, que também venceu.

Foi desenhador e chefe de turno nos Amoníacos (Estarreja) e na ALBA, até que a tropa o chamou para Vendas Novas, de onde saiu sargento de artilharia e com guia de marcha para o GACA 3, perto de Espinho, onde conheceu e se apaixonou por Aida, com quem está casado há 44 anos.

A tropa uniu-os e separou-os, mas apenas provisoriamente. Ele fez o primeiro curso de Rangers e foi mobilizado para Angola, enquanto ela estudava secretariado de direcção em Guilford, Inglaterra.

Virgílio regressou da guerra, casaram-se, tiveram três filhos (André, Patrícia e João), mas como, para ele, "serem felizes para sempre" não contemplava trabalharem por conta de outrem, não descansou até montar o seu próprio negócio. Em 1977, com 39 anos, despediu-se e debutou como empresário a encher bisnagas de guaches e tubos de cola na garagem.

Aos poucos foi diversificando na produção de material escolar, começando a usar como matéria-prima a cortiça - ao fim e ao cabo estava no local onde bate o coração desta indústria.

Navegando à vista, ao sabor das oportunidades, comprou uma máquina de estampagem, que usou em T-shirts , mas não tardou até estar a estampar os logótipos da Taylors e da Corticeira Amorim em bases de cortiça para copos.

Foi quando se deu o clique. Virgílio achou por bem participar numa feira de artigos publicitários em Düsseldorf. A feira foi um sucesso estrondoso. Os clientes aguardavam em fila a vez de fazerem encomendas. Virgílio sabia que não tinha capacidade instalada para tanto pedido, mas aceitou-os todos. Comprou mais maquinaria, inventou uma maneira expedita de a desalfandegar a tempo de cumprir os prazos da enorme encomenda de bases de copos em cortiça com o logo do Deutsche Bank.

A Bi-Silque (em Esmoriz) foi crescendo ao sabor das necessidades de um mercado que recebeu bem os quadros de cortiça, para afixar recados e lembranças, que eles começaram a produzir. Em 1990, especializaram-se nos quadros. Primeiro só de cortiça, depois também de papel e de todos os materiais.

Em Esmoriz, a empresa detém duas unidades produtivas para os produtos de comunicação visual a operar em contínuo (tendo-se disponibilizado para receber funcionários que ficaram no desemprego devido ao encerramento da unidade da Yazaki de Gaia) e um armazém para os artigos da Hello Kitty.

A produção das fábricas deu origem a um volume de vendas de 42 milhões em 2008, sendo os restantes oito milhões de facturação consolidada oriundos da representação da marca Hello Kitty (empresa Bi-joy).

Este ano foi eleita a melhor PME de 2008, na categoria Madeira, Cortiça e Móveis, pela revista "Exame".

Fontes: DN / Ovar news / sapo / qmpresse / DN (Hello kitty)

sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Quinta do Palhal

A Quinta do Palhal foi construída por um inglês de nome Ivy (ver origem da Igreja Metodista em Portgual) que, tal como muitos outros seus compatriotas, veio trabalhar para uma empresa de extracção de minério (Minas e Metalurgia).

Estes ingleses foram deixando ao longo do tempo as suas marcas no lugar do Palhal, nomeadamente as suas casas senhoriais, muitas delas hoje em dia em ruínas.

A Quinta do Palhal é uma das poucas casas que foi recuperada, tendo sido adquirida em 1997 pelos actuais proprietários, uma família de Vila Nova de Gaia, que converteu a Quinta num espaço de turismo.

Fonte: internet

Colaboração: Mário Martins (foto 1)

quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Grupo Desportivo Beira Vouga

Fundado em 1 de Dezembro de 1969, em Frossos, o Grupo Desportivo Beira Vouga tem como principal modalidade a prática de futebol amador, encontrando-se como tal inscrito na Associação de Futebol de Aveiro.

No entanto, ao longo destes anos de existência implementou e incentivou a prática de outras actividades desportivas e culturais, designadamente Torneios de Malha, Torneios de Futebol Sete e esporadicamente, ciclismo e atletismo, confraternizações com sócios e simpatizantes e as comemorações anuais de aniversário do Clube.

Ainda antes de se pensar em constituir um Clube Desportivo, os embates desportivos desenrolavam-se numa saibreira situada na Rua das Poças.

Foi o crescente interesse da população Frossense e de localidades vizinhas, que por norma, ali se reuniam com o intuito de assistir aos animados confrontos desportivos que levou alguns dos populares a efectuarem diligências por forma a se oficializar e criar um Clube que dignificasse a sua Terra – Frossos.

Desses populares destacam-se alguns nomes, nomeadamente o Sr. Amândio, o Sr. Reis e o Sr. Cláudio, sendo este último o criador e desenhador do emblema do Clube.

Para que a obra ficasse mais completa faltava um Parque de Jogos digno desse nome.

Objectivo alcançado através da junção de três faixas de terreno, duas das quais cedidas pelos Srs. Serafim e José Oliveira Santos. A união destas três faixas viria a dar origem ao Parque de Jogos José Oliveira Santos.

“Um grupo de apaixonados pelo futebol começou a jogar bola num pinhal e o falecido José Oliveira Santos teve conhecimento e comprou um terreno para fazer o campo. Se não fosse o José Oliveira Santos não teríamos o campo em Frossos”.

Actualmente, o clube conta com mais de 450 sócios, sendo presidido por Sandra Isabel Almeida.

Fontes: blog oficial / zerozero / Jornal Beira Vouga

segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Portal de Albergaria on-line

O novo Portal de Albergaria ( www.portaldealbergaria.com ) foi colocado online no dia 21 de Agosto.

Constitui-se num ambiente virtual que tem como objectivo a recolha e partilha de informações, conteúdos multimédia, factos históricos, notícias, divulgação de eventos de âmbito cultural, recreativo e desportivo no concelho de Albergaria-a-Velha.

Disponibiliza informações e conhecimentos de forma livre e gratuita, procurando incentivar a criação, inovação e a cooperação entre os autores de conteúdos e utilizadores albergarienses.

Pretende-se que seja um portal de referência que concentre na forma de textos, sons, imagens e vídeos de todos os acontecimentos no concelho de Albergaria-a-Velha, potenciado pelas possibilidades quase ilimitadas das ferramentas da Web 2.0, e com uma forte colaboração da comunidade.

Poderão ser enviados textos, fotos, links de vídeos online para o endereço de email noticias@portaldealbergaria.com .

As regras para envio de artigos estão na área "Colaborar"

Fonte: internet

sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Manuel Marques de Lemos (1863 - 1921)

Natural de Albergaria-a-Velha, filho do reitor Manuel Pedro Ferreira e de Margarida Augusta Marques de Lemos, Manuel Marques de Lemos foi um conceituado médico do concelho, tendo sido médico municipal e também da Associação de Socorros Mútuos e da Companhia do Caminho de Ferro do Vale do Vouga.

Eleito Vereador Municipal na Monarquia, foi também o primeiro presidente da Câmara após a implantação da República, em 1910, ao fazer parte da Comissão nomeada pelo Governador Civil.

Foi ainda colaborador dos jornais locais, particularmente na sua juventude.

Faleceu em 31 de Agosto de 1921 em Albergaria-a-Velha

Fontes: António Homem Albuquerque de Pinho, Jornal de Albergaria / Geneall

quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

Vende-se Quinta em Frossos



Ligação / (28 fotos)

segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Nossa Senhora do Socorro

sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

Nossa Senhora do Socorro

quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

"Felicidad" de Miguel Augusto Vinga da Quinta e Cristina Redondo

O albergariense Miguel Augusto Vinga da Quinta é um dos autores, em conjunto com Cristina Redondo, da curta-metragem "Felicidad" que concorreu ao FASCURT, festival de curtas metragens de Masnou (Espanha).



Segundo os autores trata-se de uma "Criação Visual com o intuito de fazer sorrir e recordar que a Felicidade encontra-se em todos os cantos"

Sinopse (adaptado do espanhol): Um teatro-circo, colorido, luminoso e cheio de ritmo que pretende colocar um sorriso no inconsciente do telespectador através de reflexões sobre os pequenos nadas de que é feita a felicidade.

Mais videos: Miguel Quinta

Fontes: Jornal de Albergaria / internet

segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

Carlos Santos, futebolista

Carlos Manuel Pereira Santos nasceu em Albergaria-a-Velha, em 6 de Agosto de 1972, tendo jogado, na posição de médio, em clubes como o Alba, o Águeda, o Feirense e o Académico de Viseu (em oito épocas distribuídas por 3 períodos).

Recentemente o blog "a magia do futebol" (blog dedicado ao Académico de Viseu) recordou o seu percurso.

Década de 90

Começou no Alba da sua terra natal, seguiu-se o Águeda onde se estreou como sénior (91/94).

Antes de chegar ao Académico de Viseu ainda jogou no Oliveira do Bairro (94/95) e no Estarreja (95/96).

No primeiro período no Académico de Viseu (96/01) fez parte do plantel que desceu pela última vez à IIB (97/98) e não conseguiu alcançar qualquer subida de escalão.

Século XXI

Em 2001/2002 jogou no Feirense. Voltou ao Académico em 02/03 e contribuiu para o 3º lugar final dos academistas. No final dessa época saiu de novo, tendo jogado no Fornos de Algodres (03/04), Sátão (04/05) e Tondela (05/06).

Voltou ao Académico de Viseu, tendo sido um dos grandes heróis que se sagraram campeões distritais em 06/07.

Em 07/08 foi também um dos jogadores mais influentes do clube como pode atestar o golo (de livre directo) que apresentamos em baixo (vitória 0-1 em Arouca no último minutos).




Fontes: a magia do futebol / Alba (foto)

sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

"Os Teles de Albergaria"

Aparentemente o romance "Os Teles de Albergaria" (1901), do escritor portuense Carlos Malheiro Dias (1875-1941), não tem qualquer ligação ao concelho de Albergaria-a-Velha.

Será, no entanto, curioso saber que o autor desse livro foi amigo de um real "Teles de Albergaria", o advogado e deputado albergariense Alexandre Albuquerque (Alexandre Correia Teles de Araújo e Albuquerque).

quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

Rancho Folclórico de Ribeira de Fráguas

O Rancho Folclórico de Ribeira de Fráguas, concelho de Albergaria-a-Velha, foi formado em 1991 por um grupo de jovens com vontade de ocupar o seu tempo. Em 1992 organizou o seu 1º Festival Nacional de Folclore.

O grupo procedeu a uma recolha etnológica (danças e cantares) e também etnográfica (trajes, alfaias agrícolas, etc...).

As recolhas efectuadas permitiram a apresentação de danças e cantares e a adopção de trajes e utensílios (usados pelos dançarinos e tocata) que retratam, com verosimilhança, os hábitos e costumes das gentes de Ribeira de Fráguas nos finais do sec. XIX e inícios do sec. XX.

O trabalho do Rancho não estaria, no entanto, completo se não se procedesse a uma inventariação etnográfica, pelo que em 2001 realizaram a 1ª Mostra Etnográfica com periodicidade bienal.

Em 1999 o Rancho comprou um edificio,do principio do século XX com a respectiva quinta, para aí instalar a sua sede. Este espaço foi alvo de importantes melhorias, nomeadamente a instalação de um espigueiro e respectiva eira, visando levar a efeito alguns eventos etno-culturais, como desfolhadas, malhas etc.

O Núcleo Etnográfico tem vindo a recriar diversas tradições da região: o ciclo do linho, malhada, etc.

O grupo está actualmente a preparar a sua inscrição na Federação do Folclore Português.

Ligação: Etnoribeira

Fontes: wikipedia (adaptado) / Etnoribeira

segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

António Cunha, professor universitário (Suíça)

Natural de São João de Loure ("É uma terra mágica...porque é minha!"), António Cunha é Formado em Economia e Geografia, sendo professor universitário na Suíça onde dirige o Instituto de Geociências da Faculdade, em Lausanne.

Além de Docente na Faculdade é investigador, redactor de temas científicos e colaborador em jornais e revistas.

Ergue igualmente a bandeira do associativismo e bate-se pelos emigrantes – consagra meio dia por semana, ao Fórum dos Emigrantes, em Berna – lamentando-se não concretizar mais objectivos porque, socialmente, o peso da filiação partidária é maior que o peso da filiação associativa.

Apesar de ter mais anos de vivência helvética, refere com orgulho que:

"primeiro o meu coração bate por Portugal, totalmente, embora esteja aqui há mais de 35 anos, assumo a minha portugalidade. Até o meu filho de 24 anos, apesar da mãe ser suíça, diz-se português e sente-se portugalizado; embora eu pense que a identidade, que ele pensa revelar a todos, não seja a verdadeira. Ele é mais 'misturado'."

Fonte: “Pessoas”, António Pinheiro e Luz Neto (2005)

sexta-feira, 31 de Julho de 2009

Angeja - Cabeço

quarta-feira, 29 de Julho de 2009

União Desportiva de Valmaior (UDV)

A União Desportiva de Valmaior foi constituída em 30 de Março de 1987, com sede no lugar da Igreja, freguesia de Valmaior.

A associação tem por objectivo a prática de actividades desportivas, culturais e recreativas, destacando-se as secções de Atletismo, Ténis de Mesa, Pesca Desportiva e Futsal.

Atletismo

No ano de 2003, os responsáveis da União Desportiva de Valmaior decidiram abrir a secção de atletismo, tendo convidado Márcia Martins, que tinha terminado um curso de monitora, para dirigir os atletas em colaboração com Edmundo Dias, responsável pela secção de atletismo da associação.

A associação tem participado em diversas provas de fim-de-semana, organizando igualmente grande prémio de atletismo.

Recentemente, a UDV foi alvo de um comentário elogioso por parte do presidente da Associação de Atletismo de Aveiro, João Ruela, que, no decurso de um evento desportivo, deu como exemplo o caso da “União Desportiva de Valmaior que tem feito um excelente trabalho”.

Ténis de Mesa

O Ténis de Mesa teve origens em Vale Maior no ano de 1991, pela mão de Manuel Marques da Silva. Com o apoio da Junta de Freguesia, que cedeu o salão, várias mesas foram aí colocadas com o intuito de oferecer aos Valmaiorenses mais uma alternativa para os seus tempos de lazer e de convívio.

A colaboração de José Pedro, um jovem estudante, foi igualmente importante para a consolidação da modalidade no clube, mediante a fundação da secção de ténis de mesa bem como da sua inscrição na Associação de Ténis de Mesa de Aveiro.

Manteve-se a participação da UDV em campeonatos distritais até 2000, após o qual a actividade foi suspensa, por motivos vários, tendo sido reactivada em 2005.

Fontes: Beira Vouga / internet