quarta-feira, 20 de julho de 2016

Alunos do Agrupamento da Branca lançam livro “Albergaria, uma viagem fantástica”


O projecto "Estórias da História" resulta de um desafio do Município de Albergaria-a-Velha aos alunos dos agrupamentos concelhios para estudarem e trabalharem a monografia “Albergaria-a-Velha, Oito Séculos do Passado ao Futuro”, de António Albuquerque Pinho. A obra, dedicada à evolução política e administrativa do território Albergariense, é a mais importante e completa narração historiográfica de Albergaria-a-Velha.

No Agrupamento de Escolas da Branca, 15 turmas do 2.º e 3.º Ciclo aceitaram o desafio e após o seu estudo começaram a escrever uma nova história a várias mãos, num exercício de escrita criativa.

Cada turma ficou responsável por uma secção, completando o texto que a turma anterior tinha redigido. O resultado é agora publicado em livro, com o título “Albergaria, uma viagem fantástica”, uma obra coletiva assinada pelos alunos das turmas do 5.º até ao 9.º ano e Vocacional. Tem 88 páginas, conta com prefácio de Elisa Sá Costa, ilustrações de Rui Henriques e tem o preço simbólico de 2,5 euros.


A autora de literatura infantojuvenil escreve no prefácio que “Albergaria, uma viagem fantástica” é “escrito por crianças e jovens para si próprios e para os seus pares, assumindo por isso um particular interesse.

(...) [o] livro reúne o esforço de muitos alunos e professores que souberam organizar-se para, com a participação de todos, fazer uma viagem no tempo e deslocar-se até às mais remotas memórias que encontraram sobre as terras que hoje constituem o Concelho de Albergaria-a-Velha”.

A fantástica narração dos alunos começa quando uma máquina do tempo os transporta para uma viagem mágica ao passado, permitindo-lhes conviver com as figuras da história de Albergaria-a-Velha, assumindo igualmente o papel de protagonistas.


Apresentação no Cine-Teatro Alba

Os alunos do Agrupamento de Escola da Branca subiram ao palco do Cineteatro Alba, no passado mês de maio, no âmbito da iniciativa “Estórias da Nossa História”, um projeto do Programa Municipal de Educação, que levou os jovens a interpretarem, de forma criativa e lúdica, a História do Concelho.

O evento teve a parceria do Conservatório de Música da Jobra e da Muda'TE – Companhia de Artes Performativas da Jobra, que apresentaram várias encenações com música de época, incluindo uma performance de música e dança barroca e uma apresentação musical pela Orquestra da Jobra.

Fontes: CMAAV / Aveiro 123

domingo, 10 de julho de 2016

Festival “Talabrigae Ex Libris” em Soutelo, Branca


O Parque de Porto de Riba, em Soutelo, Branca, foi palco do primeiro Festival Romano “Talabrigae Ex Libris” nos dias 24, 25 e 26 de junho. O evento organizado pela APPACDM – Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Albergaria-a-Velha teve por objectivo fomentar o gosto pela cultura clássica e valorizar o seu legado na sociedade actual.

O tema central do Festival foi o assalto à Aldeia Lusitana, onde os soldados romanos batalharan pela conquista de Talabriga. Ao longo dos três dias, os visitantes puderam conhecer o quotidiano do acampamento e a preparação para o ataque. Desde o recrutamento de homens até ao assalto final, passando pelas emboscadas e pela tomada de prisioneiros.


Para além da campanha militar, o “Talabrigae Ex Libris” procurou mostrar como os habitantes do Império Romano ocupavam os seus dias há dois mil anos, tendo sido incluídas lutas de gladiadores, oferendas aos deuses, uma ida às termas, bem como demonstrações dos ofícios da época.

Num espaço superior a 1 hectare, foi construído um forum, um arco de triunfo, um anfiteatro, umas termas, uma albergaria, uma aldeia celta, um cais, uma torre de vigia, entre outras, onde decorreram as recriações e demais actividades.


O programa incluiu ainda a apresentação das peças de teatro clássico “Rei Édipo”, de Sófocles, e “Anfitrião”, de Plauto. As duas peças foram precedidas pelo desfile de bacantes “Do Caos ao Cosmos”.

O Festival “Talabrigae Ex Libris” contou com o apoio do Município de Albergaria-a-Velha, da Junta de Freguesia da Branca, da Universidade de Aveiro, do Turismo Centro de Portugal e do “Albergaria Integra’T” – Contrato Local de Desenvolvimento Social.


As diversas recriações históricas e animação de rua foram dinamizadas pela Muda’te – Companhia de Artes Performativas da Jobra, pela AlbergAR-TE – associação cultural e pela Viv’Arte – Companhia de Teatro.

Talábriga

Talábriga é uma importante cidade romana, referenciada na literatura da época, como estando situada entre Douro e Vouga. Vários historiadores e arqueólogos, desde o início do século XX, têm situado a cidade na Freguesia da Branca, muito possivelmente na aldeia de Cristelo. Contudo, os vestígios de ocupação romana encontrados em escavações na década de 1980 foram inconclusivos. A localização de Talabriga permanece um mistério.

A ideia desta iniciativa, organizada pela APPACDM de Albergaria-a-Velha, surgiu no decorrer de outro evento no espaço do Porto Riba, pelas características envolventes e pela importância do legado romano no nosso concelho em especial no Lugar de Cristelo e no Monte de S. Julião.

Fontes: CMAAV / Ribeirinhas.TV / Albergariótipos / Página oficial do Festival / Correio de Albergaria

segunda-feira, 20 de junho de 2016

José Azevedo Gonçalves, comendador (1947-1996)


Natural de Frossos, era emigrante desde 1961 depois de ter passado clandestino por Paris. Metz foi o ponto de passagem, mas cedo foi encaminhado para o Grão-Ducado do Luxemburgo.
No Luxemburgo passou 14 anos, bem penosos, a trabalhar, desde servente até mestre de Construção Civil, após ter tirado um curso de Desenho.

Após Gilsdorf, onde explorou o seu primeiro estabelecimento comercial, transitou para Diekirch, e de um velho estabelecimento consegue erguer um centro de relevo hoteleiro na Rua da Gare, nº 33, onde a ementa privilegiava o Leitão, o Cozido à portuguesa e a Chanfana.

Foi-lhe atribuída a Comenda da Ordem do Infante no mandato do General Ramalho Eanes. Mas não gostava que o tratassem por “Sr. Comendador”. Ele era apenas o “Zé Gonçalves”, um emigrante de sucesso, respeitado e querido por todos.

Fonte: António José Vinhas em “Jornal de Albergaria” (adaptado)

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Comemoração dos 500 anos do Foral de Paus


A vila de Paus, na freguesia de Alquerubim, recuou até à época do Renascimento, entre os dias 2 e 5 de junho, para celebrar os 500 anos da atribuição do foral, pelo rei D. Manuel I.

O evento, com organização do Município de Albergaria-a-Velha, Junta de Freguesia de Alquerubim e AlbergAR-TE, foi realizado no Largo de Nossa Senhora das Dores, incluindo uma feira quinhentista, recriações históricas, desfiles e animação de rua com contadores de histórias, gaiteiros e malabaristas, entre outras atracções.


Ao longo de três dias, os visitantes puderam conhecer os ofícios do fim da Idade Média, comprar artesanato ou saborear petiscos nas tabernas. A animação de rua contou com gaiteiros e tambores, malabaristas, contadores de histórias, músicos, cavaleiros, uma bailarina oriental e cuspidores de fogo.

Os habitantes locais assumiram o papel de diversas personagens da Nobreza, do Clero e do Povo, participando nas várias actividades e interagindo com os visitantes.


As comemorações incluíram a presença da comitiva do Foral, sendo encenada a entrega do documento régio ao povo de Paus.

A investigadora Maria Alegria Marques, que coordenou a edição da obra “Foral de Paus – 1516”, efectuou uma contextualização do documento manuelino, que concedeu vários privilégios à vila de Paus, tornando-a sede de concelho.


Enquadramento histórico

O rei D. Manuel atribuiu o Foral a Paus, um território que é mais ou menos coincidente com a actual freguesia de Alquerubim, no dia 2 de junho de 1516. Paus, que era um lugar na margem direita do rio Vouga com dezenas de pessoas, passou a ser vila e sede de concelho.

O reconhecimento real da vila de Paus permitiu o seu crescimento populacional e a legitimação de um conjunto de regras comummente aceites, como a gestão das águas, a utilização das pastagens e dos matos, entre outras, além de fixar uma ordem administrativa no território. A vila de Paus perdeu importância com o passar dos anos e acabou por ser integrada na recém criada freguesia de Alquerubim, com a fundação do Concelho de Albergaria-a-Velha, em 1835

Fonte: CMAAV (adaptado) / Facebook



 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Margarida Ramos de Carvalho, professora (1934-2016)


Maria Margarida Ribeiro Martins Ramos de Carvalho nasceu em Paus a 8 de Outubro de 1934. Filha de José Correia Martins, proprietário, e de Ofélia Matoso Ribeiro Martins, professora primária de Paus, na freguesia de Alquerubim, tendo lecionado na escola mandada construir pelos seus progenitores.

Licenciou-se em Ciências Históricas e Filosóficas, em Coimbra, no ano de 1957, tendo contraído  matrimónio no ano seguinte com o arquitecto Francisco Ramos de Carvalho, com quem teve dois filhos.

Lecionou a disciplina de Filosofia na actual Escola Secundária Infanta Dona Maria, em Coimbra, tendo posteriormente lecionado na Escola Secundária de Anadia e na Escola Secundária Dom Duarte em Coimbra.

Foi dirigente do Partido Socialista desde 1974, exercendo o cargo de deputada na Assembleia da República e de vice-presidente do Conselho da Comunicação Social, bem como deputada da Assembleia Municipal de Coimbra.

Fazia actualmente parte da Direcção da Orquestra Clássica do Centro, da qual foi co-fundadora.

Apesar de residir em Coimbra desde a década de 50 foi sepultada em Alquerubim.

Fontes/Mais informações: Correio de Albergaria / Diário "As Beiras" / Campeão das Províncias

terça-feira, 10 de maio de 2016

CEDIARA – Associação Centro de Dia de Ribeira de Fráguas


Nasceu no papel em 1995, com a aprovação dos estatutos, mas foi apenas 11 anos depois que a CEDIARA – Associação Centro de Dia de Ribeira de Fráguas iniciou atividade, com a abertura de um Centro de Convívio em instalações provisórias cedidas no Centro Pastoral de Santa Ana.

Dois anos volvidos, em outubro de 2008, a instituição mudou-se para instalações próprias onde à resposta inicial de Centro de Convívio se juntaram todas as outras, à exceção da Saúde Mental para a qual só estabeleceu acordo de cooperação em 2014.


Com direção técnica de Susana Henriques, a instituição oferece resposta de Creche, de Centro de Dia, de Centro de Convívio, de SAD e de Saúde Mental, para além de promover campos de férias, nas férias escolares, para as crianças em idade escolar da freguesia de Ribeira de Fráguas.

A CEDIARA obteve o Prémio Instituição de Referência na Promoção do Envelhecimento Ativo, em 2012, e foi eleita melhor instituição de 2013, através dos Prémios Acção Social Socialgest que visam premiar organizações e pessoas que se destacam no sector social e desenvolvimento comunitário.

A associação presidida por Albino Silva, antigo docente da Escola Secundária de Albergaria-a-Velha, realiza um trabalho inovador junto dos idosos que acolhe, sempre com o enfoque no envelhecimento ativo e na intergeracionalidade


Jogos e materiais de reabilitação geriátrica

Para melhor alcançar os objetivos traçados, a equipa técnica da Cediara deu asas à imaginação e, perante a falta de instrumentos que facilitassem a sua prossecução, deitaram mãos à obra e criaram-nos de raiz. É assim que nascem os jogos e materiais de reabilitação geriátrica, como as Roletas da Memória ou os Bingos Seniores.

Começaram por fazer umas roletas, inicialmente em cartolina, mas aperceberam-se que eram um pouco viciantes e sedentárias, na medida em que não davam para mudar os números nem as equações, e pensaram avançar para umas que fossem mais dinâmicas. Foram assim criadas as Roletas da Memória, que também estão a ser comercializadas através da empresa Replicar Social.


Actividades de Interação social

A Cediara é responsável por dinamizar muitos convívios interinstitucionais ao longo do ano. Começa em abril ou maio com as Olimpíadas Seniores, em que utentes de outras instituições são desafiados a disputar de uma forma saudável os jogos a concurso.

No princípio de junho é realizado o concurso Miss & Mister Sénior, um exercício de muita criatividade, com várias categorias a concurso como Simpatia, Atitude, Boa Forma e as 1ª e 2ª damas de honor. O júri é sempre composto por elementos das entidades parceiras, um elemento da estética, outro da moda e uma figura pública, normalmente um cantor.


No concurso "O Meu Ídolo" o objetivo é que cada instituição represente um ídolo, e na Festa do Mundo cada instituição representa um país e no final há sempre um lanche partilhado em que cada instituição traz um produto do país que está a representar.

E no final do ano é promovido a Arca de Noé, no qual se efetua uma representação real da Bíblia.


Missão Sorriso

A CEDIARA foi premiada pela Missão Sorriso no âmbito do Projeto “Pequenos Corações, Grandes Movimentos”, que previa a criação de um espaço infantil, no qual as crianças mais isoladas da freguesia, com idades entre 1 e 5 anos, possam conviver com os seus pares, desenvolvendo as suas competências pessoais e sociais, para que possam atingir bons níveis de desempenho.



Projecto "Idade XXL"

Os projectos não se restringem aos meninos de creche, que têm atividades semanais fixas, mas também com outras entidades escolares, como o Colégio de Albergaria, no qual se destacam as seguintes iniciativa: o «Gerações com Vida», em que cada idoso tem um aluno do 6º Ano com o qual se corresponde por carta; o «Young Volun Team», em parceira com o Colégio e a CGD, e que é um projeto de voluntariado com jovens do 11º ano, em que é sinalizado o sonhos dos  utentes e depois os jovens equacionam a forma de os realizar; e ainda o «Senhores Sabedoria», que já vem de 2007, em que os utentes vão às escolas dar aulas de história e de cidadania, muitas vezes contadas na primeira pessoa.

O Projeto “Idade XXL”, que se baseia em três subprojectos: “Gerações com Vida”, “Concretização de Sonhos” e “Senhores Sabedoria”, foi premiado com o segundo lugar no Prémio AGIR da REN.

O cantor Nel Monteiro colabora activamente com a instituição

Outros projectos

A CEDIARA está constantemente a avançar com novos projectos, nomeadamente com um projeto da Wiiterapi, com a Nintendo, que concedeu à associação o papel de instituição-piloto no País para desenvolverem esta terapia. E apresentaram igualmente uma candidatura ao REN no âmbito do Prémio de Envelhecimento Ativo. E ainda tem  um outro projeto-piloto  no âmbito da Neuróbica”.

Fontes/Mais informações: Pedro Vasco Oliveira ( em solidariedade.pt )  / Correio de Albergaria (1)(2) / Jornal Beira Vouga

Galta Interattiva

 

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Valorização das Mamoas do Taco


As Mamoas do Taco, conhecidas no Concelho de Albergaria desde o final do século XIX e escavadas na década de 80, sob supervisão do arqueólogo Fernando Silva, sofreram obras de recuperação depois de uma campanha arqueológica ocorrida entre 2014 e 2015, sob direção do arqueólogo Pedro Sobral Carvalho, sendo agora transformadas num pequeno centro interpretativo.

Inaugurado no dia 18 de Abril, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, este polo museológico ao ar livre, inclui a colocação de painéis informativos, brochuras e sinalética que permitem que sejam visitadas, ao mesmo tempo que se preservaram os achados e as pedras originais com gravuras rupestres, com cerca de 6000 anos.


Localizadas na Zona Industrial de Albergaria-a-Velha, no Arruamento D, entre as fábricas Grohe e Bimbo, as duas mamoas que resistiram à urbanização do Concelho foram alvo de uma intervenção, entre 2014 e 2015, que permitiu a sua valorização e restauro.

Os resultados do trabalho desenvolvidos recentemente foram apresentados na Biblioteca Municipal, conjuntamente com o lançamento de “Taco a Taco – A história de 2 monumentos”, uma "brochura" da autoria de Pedro Sobral Carvalho.


As mamoas são sepulturas colectivas do período Neolítico, anteriores à idade do Cobre e do Bronze, antes do domínio da escrita. Com a erosão da terra e as práticas agrícolas e florestais do nosso tempo, as mamoas acabam por perder a sua forma de elevação suave restando apenas pedras que se vão perdendo. O arqueólogo calcula que os povos primitivos tenham movimentado mais de duas toneladas de terra para construir as mamoas.

Na Mamoa 1 já era conhecida uma gravura rupestre, fixada numa laje através da técnica de pontilhado, representando quatro combinações de círculos concêntricos. Na Mamoa 3, a campanha recente encontrou vestígios de utilização posterior à sua construção, cerca de 4 mil anos depois de edificada. A Mamoa 2 foi arrasada nos anos 80 para dar lugar a uma estrada.


Além das gravuras que já eram conhecidas na Mamoa do Taco 1, foram descobertos fragmentos de cerâmica, machados de pedra polida e uma mó manual que terá servido para pintar as paredes do dólmen. Entretanto, o Instituto Superior de Tomar está a analisar os resíduos de pigmentos encontrados numa mó de pedra, que têm levantado a hipótese de o interior da câmara ter estado coberto de pinturas.

Fontes: CMAAV / Jornal Beira Vouga / Metronews

Video: Ribeirinhas TV


 

domingo, 10 de abril de 2016

Rota dos Moinhos - Moinho do Ti Miguel


Moinho de rodízio com três casais de mós accionados pelas águas do Ribeira do Fontão, sendo que actualmente somente dois se encontram em funcionamento, e cuja construção remonta, pelo menos, ao século XIX.

Trata-se de moinho pertencente a moleiro profissional, facto que se pode comprovar pelo número de casais de mós e pela casa de moleiro adjacente.


Neste lugar e ao longo de cerca de 5 km da Ribeira do Fontão que atravessa esta freguesia, existem vestígios e registo da existência de 21 moinhos de rodízio, a esmagadora maioria de média dimensão (entre 3 e 6 casais de mós), o que caracteriza aquela que foi uma das mais importantes comunidades de moleiros e padeiras desta região.

Daqui partia um dos principais troços do Caminho dos Moleiros que servia de ligação aos moinhos de utilização sazonal no Rio Caima. O pão e as padas, as regueifas e o pão doce, base da alimentação ou iguaria de outros tempos, entregues de porta em porta ao raiar da aurora, comercializados em feiras, mercados e romarias, continuam a ser confecionados com a farinha destes moinhos.


Coordenadas GPS: N 40º 40´11.00” O 8º 31´22.31”

Local: Lugar da Azenha, Fontão – Angeja

Acesso: caminhada em ambiente natural até ao moinho.

Características do moinho: 1 moinho; 2 casais de mós.

Envolvente: Adjacente a antiga habitação de moleiro e enquadrado em ambiente natural – Floresta e margens da Ribeira do Fontão.

Proprietário: Joaquim Almeida

Duração da visita ao moinho: 20 a 30 minutos.

Fontes: Rota dos Moinhos / Moinhos de Portugal

          

domingo, 20 de março de 2016

Albergaria em Flor – Unidos Criamos Valor


A Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha lançou um projecto comunitário que pretende envolver a população no embelezamento do centro urbano da cidade, estreitando laços de boa vizinhança e apelando à participação em causas comuns.

“Albergaria em Flor – Unidos Criamos Valor” é uma iniciativa social que tem por objectivo florir edifícios habitacionais e comerciais, com recurso a flores e plantas naturais, através do envolvimento dos moradores da cidade, com a colaboração e coordenação da Autarquia, em parceria com a Prave – Associação para a Promoção de Albergaria-a-Velha, Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha e Valmaior e evadream – Florir Portugal. O projecto, envolvendo munícipes e outros agentes, como comerciantes, IPSS e voluntários, vai articular diferentes áreas de atuação da Câmara.


No âmbito do “Albergaria em Flor”, a Câmara Municipal vai disponibilizar a todos os participantes, um pacote de substrato universal de cinco litros e duas flores em vaso, mediante inscrição prévia. A admissão dos participantes é feita através de formulário próprio, que deve ser entregue pessoalmente nos Serviços de Acção Social, nos Paços do Município, ou através do correio electrónico servico.social@cm-albergaria.pt, até ao dia 15 de abril.

O projecto abrange diversas vias do centro da cidade de Albergaria-a-Velha e alguns aglomerados habitacionais e destina-se a residentes, proprietários ou comerciantes, sejam estabelecimentos comerciais ou de prestação de serviços, Instituições Particulares de Solidariedade Social, Associações, Colectividades e Agrupamento de Escolas do Município de Albergaria-a-Velha.


A Câmara Municipal vai também florir os equipamentos e alguns espaços públicos. A participação dos munícipes e das entidades aderentes será depois avaliada por um júri, durante o Festival Pão de Portugal.

“Albergaria em Flor – Unidos Criamos Valor” foi apresentado no dia 11 de março, na Biblioteca Municipal, numa sessão aberta ao público. Na ocasião esteve também presente Tó Romano, que vai divulgar o projecto evadream – Florir Portugal, um programa nacional que pretende tornar as cidades portuguesas mais bonitas, através da colocação de flores na via pública e nos espaços privados.

Fonte: CMAAV (adaptado)

quinta-feira, 10 de março de 2016

Cine Teatro Alba - a sua história


De acordo com António Homem Albuquerque Pinho, a história dos cine-teatros em Albergaria terá o seu início em 1869, num prédio adaptado “fronteiro à Casa de Santo António” onde se “realizaram várias récitas de amadores locais”. Durante cerca de 50 anos, foram várias as tentativas, e os intervenientes, para a construção de um Teatro na “Praça Nova”, que “estava a ser aberta”, hoje o centro da Cidade.

Já na segunda década do século XX, “o reorganizado Grupo dos Modestos impulsionado pelo seu presidente, Dr. Bernardino de Albuquerque, consegue fazer erguer um grande edifício, com uma bela e imponente fachada Arte Nova, da autoria do consagrado arquitecto aveirense Silva Rocha”. O Teatro “abriu pela primeira vez ao público no Carnaval de 1924, inacabado como sempre ficou” sendo “pólo de cultura e divertimento, durante duas décadas, na arte dramática, no cinema e em festas, entre as quais as do renomado Carnaval Albergariense”.


Com 2ª Guerra Mundial vem a morte do Cine-Teatro, pelo que corria já o ano de 1945 (15 de Março) quando a Câmara Municipal “delibera mandar fazer as obras necessárias no Teatro desta Vila para que o mesmo possa servir para o funcionamento de Tribunal desta Comarca”.

Porém, alguns dias depois (5 de Abril), o mesmo executivo Municipal, sob a presidência do Dr. Bernardino Albuquerque, decidiu pôr à venda o Teatro.

A 15 de Outubro de 1945, começava-se a escrever, então, a história do Cine-Teatro Alba, com a adjudicação, por oitenta mil escudos, à firma com o mesmo nome, do antigo Teatro da Vila, sendo sócios e proprietários Augusto Martins Pereira e Américo Martins Pereira. Detentor de iniciativa, dinamismo e visão invulgares, Américo Martins Pereira, filho do primeiro, rapidamente apresentou requerimento pedindo licença para a demolição do Teatro existente e construção, no mesmo local, dum novo edifício, o Cine-Teatro Alba.


O projecto do novo edifício foi entregue ao engenheiro e arquitecto Júlio José de Brito, autor de outros projectos similares (Rivoli Teatro Municipal, Porto; Cine-Teatro S. Pedro, Espinho; Teatro Jordão, Guimarães), com o custo de vinte e cinco mil escudos.

Entre 1945 e 1950, num ambiente de grande entusiasmo e envolvimento dos proprietários, colaboradores e trabalhadores das Fábricas Alba, ergueu-se uma obra magnífica, com muitas particularidades, plena de histórias e experiências únicas, num investimento de 3 331 964$76. Porém, a história desta obra ficara marcada pela morte prematura do seu grande mentor e impulsionador, Américo Martins Pereira, em Setembro de 1949, em consequência de uma intervenção cirúrgica, em Lisboa.


Num ambiente de festa contida, pela perda do “obreiro principal desta realização magnífica”, o Cine-Teatro Alba é inaugurado a 11 de Fevereiro de 1950, assumindo-se como uma “das melhores, mais modernas e mais luxuosas casas de espectáculos do País”. Dotado de excelentes condições técnicas, foi palco de um enorme repertório cultural, com a passagem de muitos dos nomes mais sonantes do teatro e da revista. O cinema teve um papel preponderante na dinamização do Cine-Teatro, as famosa máquinas “Gaumont Kalle 21” projectaram os filmes de sessões inesquecíveis para algumas gerações de jovens albergarienses.


Depois de cerca de três décadas de glória, nos anos 80, o Cine-Teatro Alba começa a definhar, quer
em termos físicos, quer técnicos, quer de programação, esta última muito pelo manifesto declínio da actividade cinematográfica, um pouco por todo o País, aventando-se o seu fim, total ou parcial.


Depois de várias diligências, a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha deliberou adquirir o Cine-Teatro Alba por 75.000.000 de escudos, sendo celebrada escritura de compra e venda a 28 de Julho de 1995, estabelecendo um Acordo de Cooperação com o Ministério da Cultura, assinado a 18 de Fevereiro de 1997 pelo Dr. Rui Marques, que lhe garantiria uma comparticipação de 37.500.000 de escudos.

A 3 de Maio de 1997, o Cine-Teatro Alba retomou a sua actividade, ainda que sem programação regular, servindo, especialmente, os agentes locais.


Em 2002, o novo Executivo autárquico, sob a presidência do Prof. João Agostinho Pereira, dá início a um novo processo, tendo em vista a requalificação do Cine-Teatro Alba, estabelecendo contactos com os diferentes organismos do Estado no sentido de garantir o apoio, técnico e financeiro, necessário para a concretização daquele objectivo.

A 27 de Abril de 2012, depois de vinte meses de trabalhos de restauro e requalificação, num investimento de cerca de 3,2 milhões de euros, o Cineteatro Alba (re)abre as portas ao público com a ambição de ser uma nova referência de produção artística e fruição cultural na região e no país, um Projeto do Arquitecto Rui Rosmaninho.

Fontes/Mais informações: Sítio do Cine Teatro Alba / Videos "Memórias do Cine Teatro Alba" (1) (2