quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Nossa Senhora do Socorro

 

"Em 18 de Outubro de 1855, um grupo de amigos, completamente angustiados com a catástrofe que se abatera sobre Albergaria devido à cólera-mórbus, invocou auxílio divino por intercessão de Nossa Senhora do Socorro, pedindo que o flagelo cessasse. Em troca fizeram o voto de erigir uma ermida na colina do Bico do Monte"

A imagem mais antiga conhecida de Nossa Senhora do Socorro (foto partilhada por Delfim Bismarck)


Imagem da Nossa Senhora do Socorro que apresenta em redor da foto a História da criação da capela e da Romaria.





Fontes/Mais fotos: Facebook

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

130 anos do Clube de Albergaria

 

Ao longo de mais de 130 anos, a associação possuiu diversas designações: Club Albergariense, Club D`Albergaria, Grémio Albergariense, Grémio Recreativo Albergariense e, finalmente, Clube de Albergaria.

Através de jornais e outras fontes documentais, podemos afirmar que o `Club Albergariense` foi fundado em 13 de Outubro de 1882.

Reconstituição do acto constitutivo
Os Fundadores foram: Patrício Theodoro Alvares Ferreira, José Luiz Ferreira, Joaquim A. de Novaes, o Prior José Simões Chuva, Ernesto Levy Maria Corrêa, ...

Em Fevereiro de 1890, em protesto face ao Ultimato Inglês, o Club d' Albergaria altera a sua denominação para Grémio Albergariense.


Em Assembleia Geral de 11 de Agosto de 1890, reuniu pela primeira vez o Grémio Albergariense, após mudança de nome. Nessa reunião foi aprovada a mudança de sede (para a Avenida da Liberdade - hoje Napoleão Luiz Ferreira Leão), a aquisição de alguns objectos e o aumento das `(...) mensalidades e jogos de bilhar e de vaza. (...).

Por corresponder à data da primeira acta conhecida do Grémio Albergariense, o dia 11 de Agosto de 1890 é considerado estatutariamente o da fundação do Clube de Albergaria.

Fonte: Clube de Albergaria (adaptado) 


segunda-feira, 20 de julho de 2020

20 anos de Skypho


Os Skypho foram fundados no ano 2000 em Albergaria-a-Velha, apresentando-se como uma banda de Metal tribal que misturava rock, metal, samba, ska ou grunge. Após algumas alterações nos elementos, a formação estabilizou com Carlos Tavares (voz e guitarra), Ricardo Fontoura (bateria), Ricardo Aguiar (baixo), Hugo Sousa (guitarra), José Vidal (guitarra) e Hugo Oliveira (percussões).

O início do grupo passou pela presença em concursos de bandas, sendo de destacar os concursos ganhos em Aveiro (C.O.M.A), Manteigas (Radicool) e Rio Meão (Different Caffé).


O primeiro momento marcante da sua carreira discográfica aconteceu em 2004 quando foi gravado o demo CD "Hídden Faces".  O passo seguinte, após a gravação de três demos, passou pela gravação profissional em 2007 do EP "Nowhere Neverland" nos LM Estúdios no Porto, com a colaboração de Ivo Magalhães, que foi bem recebido pela crítica. Para ajudar à divulgação deste trabalho a banda optou por filmar um videoclip para o tema "My Insomnia", com o albergariense Nuno Marques (Videojunk).

Seguidamente gravaram em 2011 o álbum "Same Old Sin", novamente com a produção de Ivo Magalhães, que também foi muito bem recebido pela crítica. O disco deu origem a dois videoclips para os temas "Nowhere Neverland" e "Your Love, my cage, my prison, my rage".


Em 2017 lançam o álbum "Karma-Sutra" que teve na música "Contra Relógio" o seu single de avanço.

As letras inicialmente eram só em inglês, mas com o passar dos anos sentiram a necessidade de escrever algo na nossa língua materna e fundir com o inglês.

Do grunge do início de carreira já pouco se ouve, sendo que hoje o som dos Skypho é o resultado da fusão de vários estilos musicais, com uma maior incidência no metal e no rock, mas ska e world music também muito presentes.

Fontes/Mais informações: Sinfonias  Popular FM / Blog Marsupial (entrevista 2020) / Facebook / Youtube 

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Angeja e o Ciclismo - A Volta a Portugal de 1938


No tempo em que todo o trânsito circulava pelas principais ruas desta freguesia, por ser um nó rodoviário dos eixos: "Porto - Aveiro - Figueira da Foz" e "Aveiro - Albergaria - Viseu", este local tornava-se passagem obrigatória da "Volta a Portugal em Bicicleta".

A 26 de Agosto de 1938 (dia de Feira dos 26) Angeja encheu-se de gente, superando a afluência de visitantes que era habitual, os automóveis tiveram de parar e as bicicletas, ainda que por instantes, foram "senhoras do paralelo".

Segundo o que foi possível apurar, a população organizou-se através de uma subscrição pública a fim de reunir algum dinheiro que foi depois oferecido como prémio ao primeiro ciclista a atravessar a Meta instalada na Praça da República".

(Foto e texto partilhados pelo Clube de Albergaria em 2012)

sábado, 20 de junho de 2020

Clube Recreativo e Cultural Sanjoanense (CRECUS)


Clube Recreativo e Cultural Sanjoanense, fundado em 19 de junho de 1980, é uma das instituições de apoio aos jovens da freguesia de S. João de Loure e arredores.

Sediada no Cabeço de São Silvestre. Neste momento a colectividade tem cerca de 90 atletas. Dedica-se especialmente à formação das camadas jovens na área do Futsal, nos escalões Benjamins, Infantis, Iniciados e Juniores, e também possui uma secção de defesa pessoal.

O clube foi campeão distrital de Futsal Junior na época 2002/2003.


O ano de 2018 foi o ano de regresso de S. João de Loure às provas federadas de Motocross com o Campeonato Regional PentaControl Mx e o Campeonato Nacional Mx Infantis. No entanto não foi um regresso fácil pois a paragem de muitos anos não permitiu que as condições fossem as melhores para a prática da modalidade. Esteve prevista a organização de nova prova em 2019 mas acabou por ser anulada


O CRECUS possui um pavilhão gimno-desportivo, inaugurado em 1997, situado no cabeço de S. Silvestre, que ocupa uma área 1058 m2.

Conta com várias áreas complementares sendo elas 5 balneários, 1 bar, uma sala de reuniões, uma sala polivalente, Wc´s e várias arrecadações.

Fontes: Geocaching / Pentacontrol

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Padres naturais da freguesia da Branca


O Padre Manuel Marques Dias foi sempre um sacerdote simples, tendo sido assistente local da JAC (Juventude Agrária Católica). Nasceu no seio de uma família de agricultores que vivia do amanho da terra, do lugar de Cristelo, desta paróquia [da Branca].

Foi um dos primeiros seminaristas da Branca a ser ordenado sacerdote, “guiado” pelo padre Conde. E foram muitos e não será por demais enumerá-los: Padre dr. Leonardo Pereira, António de Almeida, João Evangelista, Artur Pires da Conceição, que ingressou no seminário da diocese de Beja, José Camões, Querubim Silva, Alberto Nestor e muitos outros que não chegaram a ser ordenados.

Mais tarde, no tempo do padre Valdemar Costa, foram ordenados mais dois: Ângelo Silva e Mário Silva (clero regular). Nesse tempo a Branca “deu” muitos sacerdotes à diocese, ao invés da actualidade em que a crise de vocações tem vindo a aumentar de forma drástica.


Toponímia

Existem 3 ruas com nomes de Padres na freguesia da Branca:

"Rua Padre Artur Pires da Conceição", no Chaque.
"Rua Padre Conde", em Fundo da Vila (que era natural de Salreu e foi pároco na Branca entre 1920 e 1968); e
 "Rua Padre António Dias Almeida", em Fradelos

Padre Alberto Nestor Camões Rodrigues Sobral


Foi ordenado padre em 08-12-1972. É actualmente Chanceler da Cúria Diocesana e Colaborador paroquial da Glória (Aveiro)

Padre Artur Pires da Conceição (1915-1986) 

Era natural da Branca e foi ordenado padre em 1940. Ingressou no Seminário da diocese de Beja.

Padre Dr. Leonardo Pereira (1923-2009)

Natural do lugar de Casaldima. Em 1946 foi enviado para Roma, onde se licenciou em Direito Canónico na Pontifícia Universidade Gregoriana. Regressando a Aveiro, começou a exercer o magistério no Seminário, onde foi professor, acumulando com o múnus de capelão de Azurva e Taboeira, da paróquia de Esgueira.

Em 1952 foi vítima de uma queda desastrosa que lhe provocou graves reflexos na sua saúde mas, se o acidente reduziu a sua capacidade física, jamais diminuiria o seu vigor sacerdotal. Passados anos, ainda retomou algumas aulas no mesmo Seminário. Interrompeu a leccionação em 1961 e dedicou-se sucessivamente aos serviços de capelão do Hospital de Salreu, de Macinhata do Vouga, de Angeja e de Santiago (Aveiro).

Padre José Camões


Ordenado no dia 19 de abril de 1970, na Igreja da Branca, o Padre José Camões (José Camões Rodrigues Sobral) completou recentemente 50 anos de ordenação presbiteral.

Deu os primeiros passos como padre em Santa Joana, paróquia que então tinha sido acabada de criar, passou por Oiã e foi formador do Seminário de Aveiro de 1975 a 1993, sendo igualmente o reitor do Seminário nesses últimos anos. Desde 1993, é pároco de Águeda, liderando uma unidade pastoral que, com outros padres e diáconos, foi agregando paróquias.

Padre José Nunes Antão (1853-1911)

Natural de Soutelo. Destacou-se como pároco de Pinheiro de Bemposta, entre 1895 e 1911.

Família Pereira Pinto

Francisco Pereira Pinto, irmão de João Rodrigues Pereira, Alferes de Milícias de D. Pedro V.

João Pereira Pinto (1794-1895) - Nasceu na Casa da Barroca. Filho de João Rodrigues Pereira. Foi prior em Pinheiro da Bemposta (1842-1895)

Joaquim Pereira Pinto (1800-1866) - Nasceu na Casa da Barroca. Filho de João Rodrigues Pereira. Foi frade egresso num Convento de Frades até 1833. Posteriormente dedicou-se à pregação, sendo conhecido como o padre missionário. Em 1863 foi Presidente da Junta da Paróquia. Também foi Tesoureiro e Vogal.

Luís Pereira Pinto (1798-186x) - Nasceu na Casa da Barroca. Filho de João Rodrigues Pereira. Mandou construir uma capela anexa à sua residência. Foi pároco em Pinheiro da Bemposta, após o falecimento do seu irmão João. Foi também professor Régio, exercendo o acto na Casa da Quinta das Relvas. Foi prior e Presidente da Junta de Paróquia da Branca de 1863-1865).

O Padre Conde à esquerda e o Padre Manuel Dias à direita (Foto: ARMAB)

Padre Manuel Marques Dias

No exercício da sua actividade pastoral, o Padre Manuel Marques Dias foi coadjutor da Branca no tempo do padre Conde, pároco de Vilarinho do Bairro, Borralha, Oiã, esteve depois ao serviço da comunidade migrante portuguesa em França e foi pároco de Cacia, retirando-se depois devido a problemas de saúde, vivendo posteriormente no lugar de Soutelo da freguesia da Branca.

Em 2010 foi lançado o livro "Ritual ou Evangelho ? - Relatos de Vida", com coordenação de Gilberto de Carvalho Fernandes, em torno do homem e padre Manuel Marques Dias

Padre Querubim Silva


Ordenado no dia 21 de dezembro de 1969, na Igreja da Branca, o Padre Querubim Silva (Querubim José Pereira da Silva), natural de Casaldima, completou recentemente 50 anos de ordenação presbiteral.

É actualmente Pároco de Angeja, Diretor do jornal diocesano “Correio do Vouga”, Assistente Nacional da Acção Católica Rural, Coordenador Pastoral do Colégio de Calvão e Membro da Comissão da Formação Permanente do Clero.

Fonte principal: Alírio Silva / Correio do Vouga, 03/07/2014

Outras Fontes: Diocese de Aveiro / Correio do Vouga / Anuário católico / "Auranca e a Vila da Branca " / Blog "Novos Arruamentos"

[Agradecemos informações adicionais, nomeadamente do Padre Artur Pires da Conceição e António Dias Almeida]

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Domingos Fernandes Guimarães (1840-1910)


Nasceu em Creixomil, Guimarães em 1840. Foi um dos fundadores do Banco Comercial de Guimarães. Veio para Valmaior, a convite de um amigo de infância, que lhe conhecia as suas raras qualidades de carácter e os seus variados recursos de administrador.

Durante quase 20 anos foi administrador da Fábrica de Papel de Valmaior (pertencente ao grupo da Companhia de Papel do Prado).


Foi igualmente fundador em Valmaior de uma escola nocturna para adultos.

Casado com D. Maria Fernandes de Jesus Ferreira. Tiveram, pelo menos, nove filhos: Maria de Jesus, Domingos (publicista, escritor e jornalista), Zeferina, Elvira, Berta, Fernando (pai do realizador de cinema Manuel Guimarães), Álvaro, Izilda e Arnaldo.

Fontes: "Campeão das Províncias" (de 1910) e "Albergaria-a-Velha 1910 ..." de Delfim Bismarck Ferreira e Rafael Marques Vigário

domingo, 10 de maio de 2020

Livro a publicar sobre a Família Alegria [de Oliveira de Azeméis], de autoria da Dra. Iza Barbosa, quer perpetuar a sua história e importância

 

A família Alegria tem mais de 450 anos, sendo oriunda da freguesia de Valmaior, sendo descendentes de José Ferreira Alegria nascido em Albergaria a Velha em 2.4.1806 e de sua mulher Maria de Oliveira Dias, natural de Ovar.

Nessa altura e dada a importância de Oliveira de Azeméis como ponto de passagem das carruagens que faziam ligação entre Porto e Lisboa, o trisavô e família instalaram-se em Oliveira de Azeméis, dedicando-se à arte de ferrador porque era necessário dar apoio e assistências às diligências do serviço de malaposta entre aquelas cidades.

As crises económicas obrigaram a que os cinco varões (eram 12 no total) tivessem emigrado para o Brasil onde fizeram fortuna na indústria de fundição do ferro e cobre, tendo inovado, também, ao nível da maquinaria para a cultura do café e cana-de-açucar.

Como amantes da sua terra natal, três deles (António José, Francisco José e Manuel José) regressaram tendo contribuído para o progresso de Oliveira de Azeméis.

Todos os filhos do pai do trisavô, José Ferreira Alegria, chamavam-se José. Ele era devoto de São José e tudo isso demonstra que a família teve, também, uma componente religiosa.

Em consequência da evolução da sociedade, a família foi-se dividindo estando espalhada pelo mundo

Fontes: Entrevista de Manuel Alegria e foto com +- 100 anos da família de Oliveira de Azeméis em Revista “Azeméis é Vida”; Agradecimento especial à Dra. Iza Barbosa

segunda-feira, 20 de abril de 2020

"Os Moinhos do Fontão" do Cine Clube de Angeja (1998)

Em 1993 foi fundado na Freguesia de Angeja o CINECLUBE DE ANGEJA. Um grupo de Jovens ocupava os seus tempos livres na descoberta e aprofundamento da Sétima Arte: João Ricardo, Paulo Souto, António Rainho, Filomena Bastos, Cristina Maria, André Brasileiro, Filipe Ricardo, Isabel Capela, Sandra Valente e .... Carlos Silva.

Produziram este filme em 1998 o vídeo "Os Moinhos do Fontão", distinguido com uma Menção Honrosa no Festival Cine Eco 98, IV Festival Internacional de Cinema e Video de Ambiente da Serra da Estrela.

"José de Almeida, o último moleiro tradicional que esteve no activo na Cova do Fontão"
Orlando Simões, um dos últimos moleiros que esteve no activo no Fontão.

Beatriz Silva, esposa do moleiro Francisco Ribeiro, da Cova do Fontão.
Videos partilhados no Youtube por: Luís Altino e Alberto Silva (comentários adicionais de Armando Ferreira)

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Júlio d'Albergaria - Júlio Fernandes Tavares (1886-1944)

 

Era natural de Albergaria-a-Velha, oriundo de uma família modesta. Seu pai, Joaquim Fernandes Tavares, era um tipo muito popular em Albergaria, onde todos o conheciam por "Faz-Tudo".

Concluída a instrução primária, o pequeno Júlio entrou como aprendiz para uma tipografia e rapidamente ascendeu a tipógrafo. Emigrou para o Brasil nos princípios do século XX, fixando-se no Rio de Janeiro, onde foi proprietário da Tipografia Renascença e lançou diversas publicações, entre as quais o jornal "O Arauto" que teve divulgação, especialmente entre a Colónia Portuguesa.

Inteligente e ávido de cultura, fez-se por si próprio e para além dos jornais brasileiros, começou a escrever regularmente para os periódicos de Albergaria, facto que manteve durante uma trintena de anos. Em prosa e verso começou por glosar os acontecimentos do nosso concelho a que permanecia constantemente ligado pela imprensa e por correspondência de amigos. A princípio assinava Juferta ou Júlio d'Albergaria, pseudónimo que usava nas gazetilhas irónicas ou cáusticas. Depois passou a assinar exclusivamente Júlio d'Albergaria os inúmeros poemas, alguns dedicados à sua terra, outros de uma melancolia impressionante, especialmente os sonetos, inspirados e ricos de forma e conteúdo.

De tal modo adoptou o seu pseudónimo que passou a ser referido apenas dessa forma, mesmo na sua vida particular. É o caso singular do emigrante, de tal modo agarrado ao rincão natal por uma saudade avassaladora que a ele se vincula perpetuamente pelo próprio nome.

Voltou à terra no fim da vida para aqui viver os últimos anos, conversando com os antigos e fazendo novos conhecimentos, sempre por todos tratado, porém, como Júlio d'Albergaria, esquecido que estava o nome de baptismo.

Fontes: António Homem de Albuquerque Pinho, “Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha” e "Albergaria-a-Velha 1910 ..." de Delfim Bismarck Ferreira e Rafael Marques Vigário

sexta-feira, 20 de março de 2020

Palacete no centro de Albergaria-a-Velha


Manuel Marques Mendes, empresário no Rio de Janeiro, foi o primeiro proprietário da Casa junto à Alameda (com projecto de João Gomes Soares), construída em 1915.

"A nossa gravura representa o majestoso palacete edificado num terreno fronteiro ao largo da Estação do Caminho de Ferro do Vale do Vouga, pertencente ao nosso amigo sr. Manuel Marques Mendes, importante industrial no Rio de Janeiro.

É, como se vê da gravura, uma obra de fino gosto. Dirigiu a sua construção o habilíssimo mestre d'obras e entalhador sr. João Gomes Soares, nosso conterrâneo, a quem felicitamos, não só por este como também por outros trabalhos de merecimento que lhe conhecemos."


Em 24-03-1916 já estava à venda:

"Vende-se este lindo chalet-palacete com grande quintal. A mais elegante moradia deste distrito com grande quintal arvorisado de fruteiras e vinha das melhores qualidades, todo murado, completamente independente e com três entradas em boas condições, por motivo da retirada para o Brasil dos seus proprietários."

 
A casa foi vendida inicialmente à família Mourisca e, posteriormente, já nos anos 50, ao Sr. Ribeiro dos Santos, de Telhadela, sobrinho do Sr. Angelino (que tinha a Quinta do Jogo) e do Sr. Conceição (que adquiriu a Quinta das Cruzes), sendo a actual proprietária a filha Maria, que vive em Coimbra e Leiria (a outra filha é Alice Santos que se reparte entre Lisboa e Telhadela).

Fontes: Jornal "Democracia do Vouga" (1) / Facebook  (1)(2)
Agradecimentos: Alice Mendes, Maria do Céu Santos, Mila Campos, Tucha Martins, ...

terça-feira, 10 de março de 2020

ART Corretores de Seguros

 

A ART Corretores Seguros S.A. teve origem na passagem de uma carteira de seguros do seu Sócio Fundador Armando Tavares Pinto, que constituiu uma Sociedade por Quotas em 16 de Fevereiro de 1971, tendo à data a designação social de Armando Tavares Pinto, Lda.

A actividade desenvolvida nesta Empresa teve por objectivo, desde o seu início, a Mediação de Seguros. Apesar de à época só o Seguro de Acidentes de Trabalho ser obrigatório, a Empresa registou, desde o início, um forte crescimento, contando para tal um forte sentido de dinâmica comercial do seu Fundador.



A Revolução de 1974 e os tempos seguintes provocaram um sentimento de natural cepticismo, o que levou o seu Fundador a aceitar em 1978 um convite de longa data para ingressar nos quadros da Companhia Seguros Império. Aquele vínculo profissional, que durou até 1986, provocou uma natural estagnação no volume de negócio.

Em Fevereiro de 1992, foi atribuído à sociedade o estatuto de Corretores, a mais alta competência no quadro da Mediação de Seguros.


Em 1997 altera a designação social para Art Corretores Seguros Lda. e posteriormente é transformada em Sociedade anónima. Entretanto, o sócio fundador, Armando Tavares Pinto, reforma-se em 2003, passando a empresa a ser liderada pelo filho Eduardo Pinto, que já era o principal responsável pela área comercial desde finais da década de 80. 

Em Setembro de 2006 é reconhecida a qualidade da empresa sendo a mesma certificada pela entidade certificadora SGS pela norma ISO 9001/2000.

Fontes: Revista "Portugal inovador" / Jornal de Albergaria / cargocollective

Andreia Pinto é a 3ª geração da empresa fundada pelo avô

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Património de Frossos em destaque no site da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha


Casa da Quinta das Vinhas

Localiza-se na rua Comendador Augusto Martins Pereira no centro da Vila de Frossos.

Esta casa é da autoria do projectista Jaime Inácio dos Santos.


Casa Vila Maria

Localiza-se na rua Comendador Augusto Martins Pereira no centro da Vila de Frossos.

A Casa "Vila Maria" data do século XX e enquadra-se também nos "Torna Viagem" procedentes do Brasil.

Este edifício possui um Brasão de Armas do Capitão José Soares Aranha Brandão do Séc. XVIII, que pertenceu a uma casa que existiu no mesmo local.


Vila Francelina


A casa da Vila Francelina tem como fundamento principal os elementos Arte Nova e Art Déco evidentes na construção e decoração.

O imóvel foi classificado como de interesse municipal em 2011.


Pelourinho de Frossos

O Pelourinho de Frossos é o marco histórico importante. Executado em calcário, é composto de fuste prismático com base ática e capitel dórico onde assenta um paralelepípedo simples que ostenta numa das faces as armas reais portuguesas incompletas e no lado oposto um escudo liso, estando as restantes faces desadornadas. É encimado por um ferro, do qual sai da parte inferior uma cruzeta de extremidades pontiagudas e levantadas.

É uma obra que remonta ao século XVI, e situa-se no Largo do Pelourinho. O baseamento que o suporta é actual e completamente descaracterizado.

Categoria de protecção: IIP – Imóvel de Interesse Público
Decreto: n.º 23 122, DG 231 de 11-10-1933

Fonte: CMAV 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Fabrico de curtumes, calçado, chapéus e tecelagem (1864-1931)


O Inquérito Industrial de 1890 já atesta a existência de fábricas de curtumes na região de Aveiro, embora, na verdade, se tratasse de oficinas que encaixavam na designação de "pequena indústria". Assim, havia uma oficina dessa natureza no concelho de Albergaria-a-Velha, sem indicação da data de fundação, que empregava um curtidor e um aprendiz.

Segundo um documento notarial, Patrício Marques da Costa e Patrício Teodoro Álvares Ferreira, proprietários dessa "fábrica", sita no lugar de Assilhó, nos arredores de Albergaria-a-Velha, contrataram, em 9 de Setembro de 1881, em Lisboa, os serviços de João Baptista, "mestre de curtumes de couro".

É possível que esta unidade tenha tido início nessa data. Em 3 de Março de 1884, como se pode ler na "declaração de dissolução da sociedade" celebrada em Albergaria-a-Velha, Patrício Marques da Costa abandona a sociedade, ficando Patrício Teodoro Álvares Ferreira como "único proprietário da já mencionada fábrica de curtumes de couro", responsável, portanto, pelo cumprimento dos compromissos assumidos com o mestre curtidor, no referido contrato de 1881.

Patrício Theodoro Álvares Ferreira

Em 1911, a Sapataria Moderna, de Albergaria, anunciava a venda de calçado "no mercado desta vila todos os domingos, onde [os fregueses poderiam] certificar-se da perfeição do seu calçado e do preço limitadíssimo, não prejudicando isto a continuação do fabrico de calçado por medida"

Em Albergaria-a-Velha, fabricava e vendia chapéus uma chapelaria não identificada. Em 1919, é referida outra "oficina de chapelaria". Em Outubro de 1915, o jornal "Democracia do Vouga" fala de uma nova sapataria "dotada com mais estabelecimento industrial de sapataria em larga escala".

Em 1865 havia 42 teares no concelho de Albergaria-a-Velha. Os pisões trabalhavam "quatro a seis meses durante o ano" .

A venda de fazendas e outros tecidos de maior qualidade era assegurada por um muito numeroso grupo de negociantes e de comerciantes, a maior parte das vezes em nome individual. Mesmo assim, entre 1867 e 1928, foram registadas quatro sociedades em Albergaria-a-Velha.

Fonte: "Empresas e Empresários das Indústrias Transformadoras, na sub-região da Ria de Aveiro, 1864-1931" de Manuel Ferreira Rodrigues (adaptado)

No Arquivo de Albergaria-a-Velha consta a referência à Fábrica de Curtumes de Assilhó, constituída em 1881, que se dedica ao fabrico de curtimento de couros e peles e pertencia a Patricio Theodoro Álvares Ferreira e Patricio Marques Costa.

O Anuario del comercio, de la industria, de la magistratura y de la administracion de Espana, sus colonias, Cuba, Puerto-Rico y Filipinas, estados hispano-americanos y Portugal refere, no âmbito da actividade em 1908 de Tecidos de Lã (que poderá ser fabrico ou comércio), os seguintes empresários António Geraldo, Albérico Marques de Lemos, António Ferreira Pinto, João Ferreira Rodrigues da Silva e Ermelinda da Silva Paula.

O livro "Albergaria-a-Velha 1910 ...", de Delfim Bismarck Ferreira e Rafael Marques Vigário, salienta, entre as tecedeiras, os seguintes nomes: Ana Lopes de Bastos, Joana Ferreira dos Santos, Maria Martins e Rosalina Augusta de Melo.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

PRAÇA PORTUGAL e Rua Fortaleza em Frossos - alguns dos laços entre Portugal e o Ceará



"PRAÇA PORTUGAL - um laço entre Portugal e o Ceará", elaborado pela Câmara Brasil- Portugal, em parceria com a Sociedade beneficente Portuguesa, relata vários laços entre Portugal e o Brasil, nomeadamente a história de Mário de Pinho Oliveira (natural de Frossos):

"Tinha 15 anos ao chegar a Fortaleza, nos idos de 1948, para onde embarcara a chamado do pai, que no Ceará residia desde 1893. O pai, Pelágio Oliveira, mandava buscar os filhos um por vez. Se os deixara distante, era para que fossem educados sob os cuidados da esposa, no casarão da aldeia de Frossos, população inferior a um milhar de habitantes, no concelho de Albergaria-a-Velha.

Aqui (no Ceará) eram mais braços para auxiliá-lo na lide intensa da panificação. Mário foi um dos derradeiros a viajar para o Brasil, que sabia ser um caminho mais de destino do que de opção"

Fonte: "PRAÇA PORTUGAL - um laço entre Portugal e o Ceará" (adaptado)

Mário de Pinho Oliveira com 15 anos

Praça de Portugal

Praça Portugal é uma praça de Fortaleza que fica no bairro Aldeota tendo sido criada em 1947, de autoria da arquitecta e paisagista Maria Clara Nogueira Paes, sendo a mesma foi inaugurada definitivamente em 1968 e passando por várias reformas (...)

Em 2014 surge um projecto da Prefeitura Municipal de Fortaleza para a substituição da praça por 4 outras que ficariam nas pontas do quadrilátero que compreende o espaço, ao invés de no centro como é hoje. A parte central, por sua vez, daria lugar a um cruzamento com semáforos.

Tal projecto foi alvo de protestos por parte da população, que não aceitou a demolição da praça. Foi realizado então o projecto de revitalização das quatro pequenas praças que encontram-se no entorno da Praça Portugal, bem como uma obra de pavimentação na rotunda da Praça Portugal.


Fortaleza é nome de rua em Frossos

Uma boa parte dos panificadores portugueses e de origem lusitana no Ceará é oriunda das "freguesias" de Frossos e Angeja em Portugal. O certo é que os frossenses residentes no Ceará devido ao carinho com que foram acolhidos pelos cearenses e tendo aqui constituído família e sido felizes, solicitaram à Junta da Freguesia com jurisdição sobre Frossos que desse a uma de suas ruas a seguinte denominação:

RUA FORTALEZA, CAPITAL DO CEARÁ.

A homenagem se faz justa também pelo número de famílias portuguesas radicadas no Ceará e originárias de Frossos: Nunes, Sequeiras e Siqueiras, Rodrigues, Oliveira, Teixeira, Abreu, Praça, Brandão, Conceição, Dias, Martins, Paiva, Pinto, Pinho, Caetana, Fonseca, Onofre, Serem, Duarte, Almeida, Neves Pimentel, Melo, Nogueira, Laranjeira, Simões, os Cristinos, os Ferreira do Passo, Santos e Neto Brandão [neste último caso - e em outros - com origens em outras freguesias como Eixo e Aveiro].

Frossos e Angeja são povoações portuguesas milenares próximas uma da outra e surgidas nas "colinas" situadas entre a Pateira, um pântano que se torna lagoa rica em peixes no inverno e as margens do rio Vouga, a 12 km da cidade de Aveiro - Portugal.

As duas localidades foram o berço de 90% dos panificadores e industriais de moagem, massas alimentícias, macarrão, bolachas e biscoitos no Estado do Ceará que imigraram desde a primeira metade do século 19 até a primeira metade do século 20.

Fonte: Luiz Antônio Alencar – “Peninha” - Eterno Big Brasa, músico e jornalista em "Portal Messejana" (adaptado)