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segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Sobrado de São João de Loure

 

Um Sobrado é uma casa, com 2 ou mais andares, típica do Brasil colonial. Este Sobrado foi mandado construir por Francisco Rodrigues Sequeira, na década de Trinta do Século XX, sendo semelhante ao Prédio que possuía em Porto Alegre, no Brasil. Posteriormente foi vendida ao genro, António Lopes Branco, na década seguinte.

Em julho de 1939 a Família transferiu-se para o Brasil, ficando o sobrado fechado por Trinta anos.

Em 1968, foi vendido a Francisco Rocha, o qual posteriormente o vendeu em 2000 para o Bisneto do Construtor do Prédio.

 No rés-do-chão funcionou uma mercearia. A Loja de Silvério de Carvalho vendia uma grande diversidade de produtos, nomeadamente materiais de construção.

A loja em frente ao Sobrado, conhecida como a "Taberna dos Santos" - ou mais recentemente Mini-Mercado Santos - pertenceu a António Almeida da Silva Santos. 
 
No chafariz havia sempre muitas vacas a beber água na ida e vinda dos campos. 
 
Foto de "Sobrado" de Loure partilhada por Carlos Viegas no grupo de "São João de Loure"
Comentário de António Branco (de Porto Alegre)

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Kovacs, o pioneiro (artigo de Lúcio Flávio Pinto de 03-12-2015 no seu blog homónimo)

A imprensa paraense ignorou a morte, ontem, de Adalberto Kovacs Nogueira, que foi enterrado hoje. Ele era uma excelente figura humana, que cativava as pessoas e mantinha uma extensa relação de amizade. Mas foi também um pioneiro na aviação de pequeno porte no Pará, com sua Kovacs".

"Infelizmente, teve insucesso na passagem para uma empresa de maior porte, não por alguma imperícia pessoal, mas por circunstâncias sobre as quais preferia não falar, pagando o preço em silêncio por adversidades externas, que avinagraram sua vida".

"Viajei algumas vezes no teco-teco que ele pilotava e durante algum tempo cruzei com ele por aeroportos e outros lugares. Estava sempre de bom humor e receptivo a uma boa conversa, ainda mais se fosse em “off”. Fez histórias no apoio que deu a empreendimentos pioneiros, como a exploração do minério de ferro de Carajás".

"Tinha muita história na memória. Pena que não a narrou num livro. Pior ainda que tenha sido esquecido pela imprensa, cada vez mais desatenta pela história camuflada de cotidiano".

"No capítulo do desbravamento do sertão amazônico pela aviação, o português Adalberto Kovacs Nogueira teve papel destacado. E esse título ninguém lhe tira. Nem a insensibilidade da imprensa". 

(Extrato de fotos partilhadas por Fátima Sequeira + abpic.co.uk / Joe Evans)

"O senhor Adalberto Nogueira, esposa e filha Leila no Rio de Janeiro".


Ficha consular de Francisco Kovacs Nogueira que foi sócio, com o irmão Adalberto, da Taxi Aereo Kovacs S A. pioneira na aviação de pequeno porte no Pará


(Fotos: Fátima Sequeira e familysearch) 

sábado, 10 de abril de 2021

"A Saga de um Imigrante Português" relata a vida de José dos Santos da Silva Azevedo (1933-2018)

"A Saga de um Imigrante Português", da autoria do historiador Abrahim Maze, relata a vida de José dos Santos da Silva Azevedo (1933-2018), nascido em Albergaria-a-Velha e emigrado em Manaus, no Brasil, desde bebé. 

O historiador mostra-nos que a vida do comendador José dos Santos da Silva Azevedo poderá servir de exemplo às gerações futuras, "como atestado eloquente de que, venham de onde vierem, em nada importando o país onde tenham nascido, os que se portarem com altivez, independência, dignidade, haverão de ter reconhecida a sua actuação e acabarão por serem premiados".

Nasceu em 23 de Julho de 1933 em Albergaria-a-Velha, tendo emigrado, ainda bebé, com a sua família para Manaus (Brasil). A imigração na família surgiu por iniciativa dos avós no ano de 1885. O avô era de uma família de agricultores de Albergaria-a-Velha e a avó era da cidade do Porto. 

Vieram para Manaus com a aventura de melhores condições de vida. Os avôs se conheceram no Brasil e aí se casaram. O pai, José Azevedo, nasceu a 16 de Julho de 1909, em Manaus. Naquela época todos os comerciantes eram portugueses. 

O pai viveu parte da juventude em Portugal, onde conheceu a mãe do comendador. Ficou em Albergaria-a-Velha durante 3 anos, onde nasceu o filho em 26 de Julho de 1933. 

Jovem actor [contracenou no Teatro Amazonas, com o magistral e saudoso actor brasileiro Procópio Ferreira], técnico em electrónica e em contabilidade, começou a vida atrás do balcão no dia 6 de Fevereiro de 1946, numa pequena loja de componentes electrónicos e de conserto de aparelhos de rádio, localizada na rua Henrique Martins, bem próximo à sua antiga residência, hoje, a sede do grupo TV Lar.

 

Em pouco tempo, montou - em 1964 - a sua própria loja, especializando-se no comércio de componentes electrónicos e assistência técnica. E em 1967, com o surgimento da Zona Franca de Manaus, iniciou a importação de televisores e aparelhos electrónicos. 

Além de empresário, era cônsul honorário de Portugal, país do qual recebeu o título de Comendador, e sempre deu a sua contribuição na Federação Amazonense do Comércio, no Sindicato do Comércio e na Associação Comercial do Amazonas. 

Fontes: Portal da Amazónia (Abrahim Baze) / foto de visita a Albergaria-a-Velha em 2016: site da Câmara Municipal 

 


terça-feira, 10 de novembro de 2020

Francisco Benção Nogueira Souto (1933-2019), empresário na Venezuela


Francisco Benção Nogueira Souto (1933-2019) nasceu em Angeja, sendo o mais velho de três filhos de Emília Rodrigues Teixeira Bênção e Adelino Souto. Os irmãos chamam-se Humberto (empresário em Odivelas) e Maria Teresa (falecida no ano 2000). 

O negócio da família era um dos maiores de Angeja e consistia num supermercado, um café e um restaurante, todos na mesma zona. Francisco cresceu neste ambiente e, já um pouco mais velho, mudou-se para Lisboa onde aprendeu as técnicas do pão com os seus tios.

Emigrou para a Venezuela em 1952 para fugir à guerra em África. Em Caracas foi recebido por Joaquim Alves, um conterrâneo estabelecido no país, que lhe ofereceu casa e trabalho numa padaria chamada La Lusitana. 

 

Regressa a Portugal por motivos de saúde e casa com Maria Odete da Cruz Pinho. Em 1956, Francisco decide regressar à Venezuela, deixando a mulher (na altura grávida da filha Mercedes) em Portugal.

Uma vez estabelecido em Caracas, manda chamá-las. Na Venezuela nasceram mais dois filhos, Ricardo e Francisco. 

Abriu uma padaria chamada ‘Coimbra’, em San José, e depois muda-se para La Candelaira e posteriormente para La California Sur. 

Abriu, entre outras, as padarias Pan Dorado e depois a Alianza, sempre com sócios portugueses.

Adaptado do Jornal luso-venezuelano "Correio da Venezuela" (2011)

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Júlio d'Albergaria - Júlio Fernandes Tavares (1886-1944)

 

Era natural de Albergaria-a-Velha, oriundo de uma família modesta. Seu pai, Joaquim Fernandes Tavares, era um tipo muito popular em Albergaria, onde todos o conheciam por "Faz-Tudo".

Concluída a instrução primária, o pequeno Júlio entrou como aprendiz para uma tipografia e rapidamente ascendeu a tipógrafo. Emigrou para o Brasil nos princípios do século XX, fixando-se no Rio de Janeiro, onde foi proprietário da Tipografia Renascença e lançou diversas publicações, entre as quais o jornal "O Arauto" que teve divulgação, especialmente entre a Colónia Portuguesa.

Inteligente e ávido de cultura, fez-se por si próprio e para além dos jornais brasileiros, começou a escrever regularmente para os periódicos de Albergaria, facto que manteve durante uma trintena de anos. Em prosa e verso começou por glosar os acontecimentos do nosso concelho a que permanecia constantemente ligado pela imprensa e por correspondência de amigos. A princípio assinava Juferta ou Júlio d'Albergaria, pseudónimo que usava nas gazetilhas irónicas ou cáusticas. Depois passou a assinar exclusivamente Júlio d'Albergaria os inúmeros poemas, alguns dedicados à sua terra, outros de uma melancolia impressionante, especialmente os sonetos, inspirados e ricos de forma e conteúdo.

De tal modo adoptou o seu pseudónimo que passou a ser referido apenas dessa forma, mesmo na sua vida particular. É o caso singular do emigrante, de tal modo agarrado ao rincão natal por uma saudade avassaladora que a ele se vincula perpetuamente pelo próprio nome.

Voltou à terra no fim da vida para aqui viver os últimos anos, conversando com os antigos e fazendo novos conhecimentos, sempre por todos tratado, porém, como Júlio d'Albergaria, esquecido que estava o nome de baptismo.

Fontes: António Homem de Albuquerque Pinho, “Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha” e "Albergaria-a-Velha 1910 ..." de Delfim Bismarck Ferreira e Rafael Marques Vigário

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

PRAÇA PORTUGAL e Rua Fortaleza em Frossos - alguns dos laços entre Portugal e o Ceará



"PRAÇA PORTUGAL - um laço entre Portugal e o Ceará", elaborado pela Câmara Brasil- Portugal, em parceria com a Sociedade beneficente Portuguesa, relata vários laços entre Portugal e o Brasil, nomeadamente a história de Mário de Pinho Oliveira (natural de Frossos):

"Tinha 15 anos ao chegar a Fortaleza, nos idos de 1948, para onde embarcara a chamado do pai, que no Ceará residia desde 1893. O pai, Pelágio Oliveira, mandava buscar os filhos um por vez. Se os deixara distante, era para que fossem educados sob os cuidados da esposa, no casarão da aldeia de Frossos, população inferior a um milhar de habitantes, no concelho de Albergaria-a-Velha.

Aqui (no Ceará) eram mais braços para auxiliá-lo na lide intensa da panificação. Mário foi um dos derradeiros a viajar para o Brasil, que sabia ser um caminho mais de destino do que de opção"

Fonte: "PRAÇA PORTUGAL - um laço entre Portugal e o Ceará" (adaptado)

Mário de Pinho Oliveira com 15 anos

Praça de Portugal

Praça Portugal é uma praça de Fortaleza que fica no bairro Aldeota tendo sido criada em 1947, de autoria da arquitecta e paisagista Maria Clara Nogueira Paes, sendo a mesma foi inaugurada definitivamente em 1968 e passando por várias reformas (...)

Em 2014 surge um projecto da Prefeitura Municipal de Fortaleza para a substituição da praça por 4 outras que ficariam nas pontas do quadrilátero que compreende o espaço, ao invés de no centro como é hoje. A parte central, por sua vez, daria lugar a um cruzamento com semáforos.

Tal projecto foi alvo de protestos por parte da população, que não aceitou a demolição da praça. Foi realizado então o projecto de revitalização das quatro pequenas praças que encontram-se no entorno da Praça Portugal, bem como uma obra de pavimentação na rotunda da Praça Portugal.


Fortaleza é nome de rua em Frossos

Uma boa parte dos panificadores portugueses e de origem lusitana no Ceará é oriunda das "freguesias" de Frossos e Angeja em Portugal. O certo é que os frossenses residentes no Ceará devido ao carinho com que foram acolhidos pelos cearenses e tendo aqui constituído família e sido felizes, solicitaram à Junta da Freguesia com jurisdição sobre Frossos que desse a uma de suas ruas a seguinte denominação:

RUA FORTALEZA, CAPITAL DO CEARÁ.

A homenagem se faz justa também pelo número de famílias portuguesas radicadas no Ceará e originárias de Frossos: Nunes, Sequeiras e Siqueiras, Rodrigues, Oliveira, Teixeira, Abreu, Praça, Brandão, Conceição, Dias, Martins, Paiva, Pinto, Pinho, Caetana, Fonseca, Onofre, Serem, Duarte, Almeida, Neves Pimentel, Melo, Nogueira, Laranjeira, Simões, os Cristinos, os Ferreira do Passo, Santos e Neto Brandão [neste último caso - e em outros - com origens em outras freguesias como Eixo e Aveiro].

Frossos e Angeja são povoações portuguesas milenares próximas uma da outra e surgidas nas "colinas" situadas entre a Pateira, um pântano que se torna lagoa rica em peixes no inverno e as margens do rio Vouga, a 12 km da cidade de Aveiro - Portugal.

As duas localidades foram o berço de 90% dos panificadores e industriais de moagem, massas alimentícias, macarrão, bolachas e biscoitos no Estado do Ceará que imigraram desde a primeira metade do século 19 até a primeira metade do século 20.

Fonte: Luiz Antônio Alencar – “Peninha” - Eterno Big Brasa, músico e jornalista em "Portal Messejana" (adaptado)

terça-feira, 10 de setembro de 2019

4 gerações de empresários de panificação com origem em Frossos


Uma instituição familiar que resistiu às mudanças dos anos graças aos ensinamentos passados de pai para filho. Essa história começa em 1944, quando o bisavô dos actuais proprietários, o português José Rodrigues Pinho e Silva [natural de Frossos] rompe com os padrões da época e funda a então Padaria Vitória, primeiro nome da organização, no bairro  Porangabussu, área actualmente conhecida como bairro Rodolfo Teófilo.

Segundo o livro "O Alvorecer da Indústria de Panificação e das Correlatas no Mundo e no Ceará", de João Neto Brandão [natural de Eixo, Aveiro, sobrinho de Pelágio de Oliveira], o empresário decide não abrir o negócio no Centro de Fortaleza, local que fervia economicamente na década de 40.


A aposta em um bairro mais distante da área central foi vista como audaciosa pelos colegas da época (...). Dando continuidade ao empreendimento, Porfírio Dias da Conceição, o seu filho de apenas 20 anos, assume na década de 50 a [padaria] Vitória, modernizando-a e fundando mais duas padarias.

Surge em 1958, então, a padaria Moderna no bairro Jóquei Clube e em seguida em 1963 a panificadora Central 1 no bairro de Fátima. Em 1981, a família chegou a possuir a panificadora Central 2 também localizada no bairro Rodrigo Teófilo, todas na capital. O nome da empresa muda oficialmente para Central.


Mário e Victor, que são primos e filhos dos irmãos e empresários Mário Sérgio Valente da Conceição e Porfírio Valente da Conceição, também herdaram dos pais o gosto pela panificação (...)

"Eu lembro claramente de nós na infância e principalmente na adolescência indo visitar as panificadoras deles nas férias ou no fim de semana e já tentando ajudar no que era possível (...)" 

Fonte: Revista Ceará Pão

A padaria Vitória de J. Pinho & Cia. Ltda. abre suas portas no dia 10 de janeiro de 1946. A firma era encabeçada pelo português José Rodrigues Pinho e Silva pai de Porfírio Dias da Conceição e cunhado de Manuel da Silva Praça.

Os bisnetos Vitor Valente e Mário Sérgio Linhares são a 4ª geração de empresários de panificação.

(Outras fontes: Familysearch / Gazeta de Albergaria / Bairro Rodolfo Teófilo )

sexta-feira, 10 de maio de 2019

António Manuel Figueira Souto (1910-2011)


Antônio Manoel Figueira Souto nasceu em Angeja em 1910. Emigrou para o Recife aos 13 anos com muitos sonhos e em 1948 mudou-se para São José dos Campos, quando o CTA (Centro Técnico Aeroespacial) aí se estava instalando.

Foi o responsável por grande parte da desapropriação de suas terras, assim como obrigatoriedade de doação de outras tantas! Participou da discussão da Dutra e da Av dos Astronautas - antiga Brejauveira.

Ganhou o título merecido de cidadão Taboense [Taboão] e Joseense [São José dos Campos].

Dentre tantos reconhecimentos, seu empreendedorismo fez com que aos 98 anos tivesse concretizado o seu sonho final - ter no local onde criou suas 6 filhas, junto com sua esposa Leonor de Almeida Ribeiro Souto, um edifício, onde inúmeras famílias pudessem morar, e viver a vida como ele viveu, com fé, luta e alegria. Em dezembro de 2014 seu sonho se tornou realidade com a inauguração do Edifício Jd Souto, no bairro Jardim Souto.

Leonor de Almeida Ribeiro Souto

Leonor de Almeida Ribeiro nasceu em São Gabriel da Cachoeira, que na época pertencia à região do Amazonas. Aos 4 anos seu pai Armênio Ribeiro, de Angeja, a levou para sua terra, onde foi criada e se casou com Antônio Manoel Figueira Souto ... e vieram para o Brasil definitivamente em 1939.

Avenida Leonor de Almeida Ribeiro Souto


O contributo de Leonor de Almeida Ribeiro Souto e António Manuel Figueira Souto para a história de São José dos Campos foi reconhecido pela atribuição do nome da esposa à Avenida Leonor de Almeida Ribeiro Souto.

Quando mudaram para São José dos Campos a cidade tinha 20.000 habitantes e hoje tem 700.000 habitantes.

Em 26 de dezembro de 1958 foi oficializada a doação de um terreno com a área de 45.730,00 m2 no Município de são José dos Campos, Estado de São Paulo, que se destinava ao Centro Técnico Aeroespacial.

Os Souto fundaram o Bairro Jardim Souto, um dos poucos loteamentos feitos com infraestrutura completa custeada pelos loteadores, o que fez toda a diferença num país como o Brasil.

Foto com história


A tradicional "Feira dos 26" de Angeja foi relançada em 2014 e na versão de 2015 foi utilizada uma foto em que podemos ver Leonor de Almeida Ribeiro aos 18 anos, de sobretudo preto, quando António Manuel Figueira Souto a conheceu e se apaixonou.

"Pacto Existencial - Uma lição de amor, liderança e espiritualidade" de Cristina Souto Rigotti (2010)


Através da vida de um imigrante português, a autora retrata momentos de luta, persistência, superação, liderança inata, e acima de tudo, a fé em Deus.

Mostra a história de um Brasil na Segunda Guerra Mundial, que talvez muitos não atentaram quando jovens, retratando um cenário de preconceito, de disputa, de autoritarismo, ainda tão comum entre nossos governantes.

Nesta envolvente história real, a autora faz uma relação com os conceitos de liderança situacional ao lidar com pessoas, de coaching com suas metas bem claras, da paixão pelo trabalho que faz a diferença na busca de resultados de alta performance, das aprendizagens ao dizer adeus às conquistas, do espírito empreendedor e pleno da amizade e finalmente a espiritualidade inerente aos seres humanos, filhos do Criador. (...)

Enfim, este livro é uma homenagem a cada pessoa desbravadora da própria vida, que planeja, foca e ousa transformar o mundo à sua volta. É uma homenagem a seu pai de 100 anos, que vive a vida na sua mais completa plenitude e que nunca permitiu que existisse o não em sua vida de empreendedor. E a morte? Para ele, é desaparecer da terra, nada mais, ou algo a mais! (...)

Fontes: Cristina Souto Rigotti (filha) / Scortecci 

terça-feira, 10 de abril de 2018

Manuel Francisco Arede (1920-2016)


Manuel Francisco Arede nasceu em 30 de Abril de 1920 em Albergaria-a-Velha. Cedo se tornou ferroviário da C.P., indo residir para Silvalde, Espinho, de onde reformou.

Emigrou em Junho de 1961, para Paris, sendo mais tarde indicado pelo Embaixador de Portugal em Paris, Dr. António Coimbra Martins (posteriormente Ministro da Cultura), para organizar o Cemitério Português na Flandres no seguimento das comemorações do aniversário da morte do general Charles de Gaulle.

Foi então o grande incentivador das primeiras Comemorações da Batalha de La Lys, em 1978, e da organização do Cemitério Português de Richebourg-La-Voué, e do monumento aos soldados portugueses erigido em La Couture, na Flandres, em 1982, o que o levou a ser agraciado com as seguintes condecorações e louvores:

- Grau de Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique, atribuído em 16 de Agosto de 1983 pelo Presidente da República, General Ramalho Eanes, composto de duas medalhas, “por haver prestado serviços relevantes no estrangeiro, serviços de expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, sua história e seus valores”.
- Medalha da Liga dos Combatentes da Grande Guerra;
- Medalha da Câmara Municipal de Lille (França);
- Louvor do Estado Maior do Exército Português,
- Louvor da Família do General Charles de Gaulle.

Foi candidato à Assembleia Municipal pelo PSN (Partido da Solidariedade Nacional), conhecido como Partido dos Reformados, em 1993.

Havia regressado a Portugal em 1980, indo residir para o lugar de Açores, Valmaior, terra natal de sua mulher. Depois de viúvo, transferiu residência para Albergaria-a-Velha, onde faleceu em Novembro de 2016.

Fonte: Dr. Delfim Bismarck em grupo do Facebook "Famílias de Albergaria" (adaptado)

Mais informações: Novos Arruamentos

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Joaquim Nunes Alves, empresário em Belém do Pará (1912-2010)


Joaquim Nunes Alves nasceu no lugar do Sobreiro, em Albergaria-a-Velha, em 29 de Maio de 1912, filho de António Nunes Alves e Gracinda Santiago Alves. Fez seus primeiros estudos em Albergaria-a-Velha e depois no Porto.

Saiu de Portugal ainda jovem, com 18 anos, para Belém, "chamado" pelo seu irmão mais velho, Augusto Nunes Alves, que já se encontrava aí emigrado. Nessa cidade concluiu o curso de Contabilidade e fez outros nas áreas de Comércio (no então Grémio Literário Português) e de Administração de Empresas.

Deixou em Portugal a mãe, Gracinda (o pai tinha falecido em 1914), e os irmãos Laura, João, funcionário da Fundição Alba, e José Nunes Alves, que foi Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha na década de 70.


Joaquim iniciou sua vida profissional como simples empregado da firma Silva Santos & Cia., da qual já era sócio seu irmão Augusto Nunes Alves, mas foi progredindo nas lides comerciais até se tornar sócio principal da referida firma,  alterando-lhe a razão social para Cosmorama Indústria e Comércio Ltda., com a admissão de seu sobrinho João Pedro e antigos colaboradores, no crescimento de uma empresa da qual foi Director-Presidente e sócio maioritário.

Foi igualmente fundador da Espelhorama Ltda. e da Vidrorama Ltda., que conseguiu fazer crescer ao longo de muitos desafios e dificuldades de todos os tipos.

Além de Industrial, Comerciante e Pecuarista, era conhecido também por sua dedicação às causas sociais, tendo presidido à Benemérita Sociedade Beneficente Portuguesa do Pará durante quatro mandatos. Dirigiu igualmente a Federação Brasileira de Hospitais e foi Conselheiro e Director da Fundação do Bem Estar Social, bem como presidiu à Consanpa, Fadesp e Cinbesa.  


Foi Presidente da Associação Comercial do Pará e do Rotary Club de Belém e dirigente da Assembleia Paraense, Pará Clube, Tuna Luso Brasileira e antigo Automóvel Clube. E integrou igualmente a comissão de festejos para Nossa Senhora de Nazaré por vários anos.

Pelo seu empreendimento empresarial recebeu as Comendas da Ordem da Benemerência concedida pelo Estado Português, Ordem do Mérito Grão Pará (com grau de Comendador, concedida pelo Governo do Estado do Pará) e o título de Cidadão de Belém.

Foi ainda agraciado como Comerciante do Ano, pela Associação Comercial do Pará, e recebeu várias medalhas e diplomas de Honra ao Mérito, concedidas pela Câmara Municipal de Belém, e recebeu a Palma Universitária da UFPA.

Faleceu no dia 3 de maio de 2010 em Belém, poucas semanas antes de completar 98 anos.

Fontes:  Who's who in Brazil / Portal ORM / Revista da Academia Paraense de Letras / Blog de J.A.Rodrigues / Personagens do Comércio / Familiares (*)

(*) Agradecimento especial: Profª Laura Maria (filha), Dra. Marcela Tostes (neta) e restante família

Casa do Sobreiro

(mais fotos ... )

segunda-feira, 20 de junho de 2016

José Azevedo Gonçalves, comendador (1947-1996)


Natural de Frossos, era emigrante desde 1961 depois de ter passado clandestino por Paris. Metz foi o ponto de passagem, mas cedo foi encaminhado para o Grão-Ducado do Luxemburgo.
No Luxemburgo passou 14 anos, bem penosos, a trabalhar, desde servente até mestre de Construção Civil, após ter tirado um curso de Desenho.

Após Gilsdorf, onde explorou o seu primeiro estabelecimento comercial, transitou para Diekirch, e de um velho estabelecimento consegue erguer um centro de relevo hoteleiro na Rua da Gare, nº 33, onde a ementa privilegiava o Leitão, o Cozido à portuguesa e a Chanfana.

Foi-lhe atribuída a Comenda da Ordem do Infante no mandato do General Ramalho Eanes. Mas não gostava que o tratassem por “Sr. Comendador”. Ele era apenas o “Zé Gonçalves”, um emigrante de sucesso, respeitado e querido por todos.

Fonte: António José Vinhas em “Jornal de Albergaria” (adaptado)

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Ildemaro dos Santos Marques e o lançamento da Igreja de Deus Pentecostal em Portugal (1965-1974)


Ildemaro dos Santos, natural do concelho de Albergaria-a-Velha, converteu-se à Igreja de Deus Pentecostal (fundada em 1840 nos E.U.A.) na Venezuela e casou com Elizabeth, a filha de Missionários Porto-riquenhos aí emigrados.

Em 1965 foi enviado de Porto Rico para Portugal para estabelecer a Igreja de Deus Pentecostal, em Vale Maior, concelho de Albergaria-a-Velha.

Numa acta que mais tarde foi entregue na Secretaria da Igreja, consta que Ildemaro dos Santos efectuou, no mês de Fevereiro de 1965, uma série de conferências acerca do plano da Salvação, na aldeia de Vale Maior, e que começou a reunir-se em casa de seu pai, irmão Manuel Marques, com quatro crentes já baptizados.

Mais tarde conseguiram um local para Casa de Oração, próximo da Fábrica do papel do Prado, lugar da Ponte Velha, cuja inauguração ocorreu a 16 de Maio de 1965.

Posteriormente inaugurou outra Casa de Oração em Albergaria-a-Velha. A obra estava a desenvolver-se e no mês de Agosto de 1971 alugou um local para Casa de Oração, em Vila Nova de Gaia, localidade onde já vivia, na rua Leote do Rego, 194 em Coimbrões.

Um ano mais tarde foi inaugurada uma segunda Casa de Oração em Vila Nova de Gaia, sita à rua 14 de Outubro.

No período em que Ildemaro dos Santos esteve em Portugal (1965-1974), foram estabelecidas duas Igrejas na cidade de Lisboa: uma na rua do Embaixador, outra na Bica. Ambas eram pastoreadas por José da Fonseca Marques.

Fontes: IDPMI / Facebook

Ildemaro (16 anos) com os pais e irmãs

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Porfírio Dias da Conceição, empresário em Fortaleza (1925-2013)


Porfírio Dias da Conceição era natural de Frossos, onde nasceu a 2 de junho de 1925.

Ainda jovem emigrou para Fortaleza, estabelecendo-se no ramo de panificação. Em 10 de Janeiro de 1946 foi constituída a firma "J. Pinho & Companhia Ltda", encabeçada pelo seu pai  José Rodrigues de Pinho e Silva, que começou por gerir a Padaria Vitória, na Rua Ana Neri, em Porangabuçu.

O seu pai, José Rodrigues de Pinho e Silva, era cunhado de Manuel da Silva Praça, igualmente nascido em Frossos, em 1911,  que consta da "Cronologia Ilustrada de Fortaleza" por se ter estabelecido, em 1935, com a Padaria Globo na rua Padre Mororó em Fortaleza.

Após gerir a Padaria Vitória, Porfírio Dias da Conceição fundou, em 1959, com Manoel Valente, a Padaria Central, ainda hoje instalada no endereço de origem, na Avenida Treze de Maio, que continua a ser um referencial de qualidade na área da panificação em todo o Estado do Ceará.

Sempre foi uma figura muito actuante junto à Comunidade, tendo desempenhado inúmeros cargos de direcção  na Sociedade Beneficente Portuguesa Dois de Fevereiro.

Faleceu em Dezembro de 2013, deixando viúva a Sra. Maria de Lourdes Conceição Valente e dois filhos: Porfirio e Mário

Fontes: O Povo / Olaides Duarte Ferreira / Portal do Ceará / Sr. Porfírio Valente (filho)


sábado, 30 de junho de 2012

Ivens Dias Branco em Angeja para descerrar placa de Rua Manuel Dias Branco (21-06-2012)


Francisco Ivens Dias Branco nasceu no dia 3 de Agosto de 1934, em Fortaleza (Ceará), filho de Manuel Dias Branco e Maria Vidal de Sá Branco.

Ivens Dias Branco tem uma história de vida empresarial que começa na infância, quando começou a, nas festas juninas,  a venda de “loterias de fogos” e, noutras ocasiões, a venda de cromos de artistas e equipas de futebol daqueles antigos álbuns que faziam sucesso com as crianças da época.


Apaixonado pela leitura, diz que aprendeu praticamente tudo na vida através dos livros, exercício que ainda hoje pratica, ao lado da leitura diária dos jornais, com foco na política e na economia, sem se despregar dos movimentos sociais que suas indústrias sempre apoiam quando procuradas por pessoas dedicadas a esse mister.

É no segmento industrial que o Grupo M.Dias Branco é hoje destaque mundial. Em 2011 eram doze fábricas em sete estados, com cerca de 17 mil funcionários. Ocupava o primeiro lugar em massas e biscoitos da América Latina, sendo o quarto lugar do mundo em massas e o sexto lugar do mundo em biscoitos. São maiores que a Nestlé na América Latina.



Chegando ao ápice de uma carreira repleta de êxito, Ivens Dias Branco informou que estava na hora de passar o comando de suas empresas aos seus herdeiros. Mas, pelo visto, permanecerá atento e activo.

Com Consuelo – esposa, amiga, companheira – Ivens voou para Portugal onde tem, também, raízes – pelo lado paterno. Mas ninguém se engane: mesmo “de longe” ficará atento ao que se passa no Brasil com a família e com as empresas que agigantou ao longo de honrada e admirável existência


Há um empresário luso-brasileiro entre os mais ricos do mundo

O empresário luso-brasileiro Ivens Dias Branco, presidente do Grupo M. Dias Branco, entrou para o ranking dos homens mais ricos do mundo, publicado pela revista norte-americana “Forbes”.

As origens do empresário escaparam, porém, à imprensa portuguesa. Ivens Dias Branco é filho de um emigrante português do distrito de Aveiro e é o primeiro cidadão do Nordeste brasileiro a constar da lista dos mais ricos do mundo.


Ivens Dias Branco, que lidera o mercado brasileiro de massas e bolachas, o que levou a revista “Isto É Dinheiro” a considerá-lo “O Rei do Macarrão”, ocupa a 290ª posição entre os mais ricos no mundo e o nono lugar no Brasil, com uma fortuna avaliada em 3,8 mil milhões de dólares.

Segundo a “Forbes”, está mais bem colocado na lista mundial que grandes empresários brasileiros como Abílio Diniz (Grupo Pão de Açúcar), António Luiz Seabra (Natura) ou os irmãos Moreira Salles, sócios do Banco Itaú.



Origens portuguesas

Ivens Dias Dias Branco regista a particularidade de ser filho do português Manuel Dias Branco (1904-1995), que construiu um império na indústria alimentar, a partir do estado nordestino do Ceará, onde chegou com apenas 18 anos, na primeira metade do século XX, oriundo de Angeja, no concelho de Albergaria-a-Velha e distrito de Aveiro.


A sua importância na economia de Fortaleza foi distinguida recentemente com uma homenagem pública que não está ao alcance de todos: Manuel Dias Branco tem a sua estátua numa praça da cidade que tem o seu nome.


Alguns prémios e homenagens
 
Agraciado com a Medalha do Mérito Industrial/FIEC em 1992.

Recebeu, em Dezembro de 2011, da "Câmara Municipal" de Salvador-Bahia o título de Cidadão Honorário da Cidade.

A Confederação Nacional das Câmaras de Dirigentes Lojistas escolheu Ivens Dias Branco como Personalidade Lojista Nacional de 2011, tendo em conta a invejável posição de liderança latino-americana das indústrias de massas e biscoitos do Grupo M.Dias Branco.

A Revista Época escolheu o industrial luso-brasileiro como um dos cem brasileiros mais influentes de 2011, também por ser o maior fabricante de massas e biscoitos da América Latina.


Fontes: Portugal sem Passaporte / Liga de Amigos da Creche de Angeja (no facebook) / Isto é Dinheiro / Fortaleza em fotos

Mais informações sobre Manuel Dias Branco: Blog de Albergaria

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Manuel Dias Branco, empresário (Fortaleza, Brasil) (1904 - 1995)

Manuel Dias Branco saiu de Angeja rumo a Lisboa com 16 anos de idade. O primeiro emprego que conseguiu foi numa loja de ferragens, onde ficou cerca de quatro anos.

Era início dos anos 20. Inicialmente pensou em emigrar para os Estados Unidos, devido às dificuldades económicas e sociais que se vivia na Europa, mas o pai convence-o a seguir para o Brasil, pois tinha a vantagem de se falar o mesmo idioma e não ter tantas divergências culturais, além de poder contar com um amigo bem sucedido que poderia ajudá-lo por lá.

Desembarcou no Brasil no ano de 1926, em Belém. Não se adaptando ao clima, apanhou uma forte gripe e, por recomendações médicas, foi tratar-se em Guaramiranga, no Ceará, mudando-se, em seguida, para o Cedro (região Centro-Sul do Ceará).


Primeiros negócios no Brasil

Começou como corretor de algodão no Cedro. Viajava pelo interior fazendo financiamento para os plantadores de algodão e depois recolhia a safra. Percebendo a oportunidade, montou em Cedro um pequeno armazém de secos e molhados ("mercearia"), paralelamente à sua actividade de corretor.

Encontrando-se com um amigo em Fortaleza, de nome José Pinho, foi induzido por ele a montarem uma padaria em sociedade, ainda na cidade de Cedro. O ano era 1936 e em sua padaria, Dias Branco produzia pães, biscoitos e (a partir de 1939) o macarrão da marca Imperial para a população de Fortaleza. A Padaria Imperial ficava na movimentada Avenida Visconde do Rio Branco.


Os produtos eram comercializados em todo o interior do Estado. Devido a falta de estrutura da cidade de Cedro, Manuel Dias Branco muda-se para Fortaleza, onde constrói a Padaria Fortaleza (na foto em cima), na Rua João Cordeiro, vendendo todos os negócios que possuía em Cedro.

Em 1940 moderniza a empresa, instalando máquinas para produção do macarrão Imperial e expande seus negócios, formando uma sociedade com seus irmãos José e Orlando, que foram desafiados a vir de Portugal para o ajudar nos novos empreendimentos, criando a empresa M. Dias Branco & Irmãos (O "M." vem de Manoel, o primeiro nome do fundador).

Padaria Fortaleza

Em 1951 a padaria muda de endereço e de nome. A "Padaria Fortaleza" foi transformada numa fábrica de biscoitos e massas, que recebeu o nome de "Fábrica Fortaleza" em 1953 quando Francisco Ivens de Sá Dias Branco entra na sociedade (após uma cisão no negócio entre Manuel Dias Branco e os irmãos), mudando o nome da empresa para "M. Dias Branco & Cia.ltda.".

No ano seguinte a empresa investe em máquinas pesadas e começa a trabalhar em três turnos, lançando em 1954 a bolacha Pepita que foi o seu primeiro grande sucesso.

(Mais informações sobre a empresa no wikipedia, "O Bom Cearense" ou "Biscoitos e Massas Fortaleza")


A aposta na indústria com o filho Ivens Dias Branco

Manuel Dias Branco actuara sempre no comércio. Foi Ivens quem decidiu apostar na indústria. A empresa importou um equipamento novo para produção de biscoitos em outubro de 1953. No ano seguinte, foi lançada a bolacha pepita que foi um enorme sucesso. Trabalharam dia e noite, e foram comprando mais equipamentos e ampliando as actividades de fabricação de bolachas.

Actualmente já não possuem padarias, elas se tornaram clientes do grupo M. Dias Branco com a expansão da fabricação para indústria de alimentos. No início de 2010, o grupo empregava directamente mais de 11 mil profissionais.


Liderança no segmento de biscoitos e massas

O grupo M. Dias Branco foi comprando fábricas que já existiam. Com a aquisição do Grupo Adria em 2003, assumiu a liderança nacional no segmento de biscoitos e massas.

A compra da Vitarella, em 2008, consolidou ainda mais a liderança no mercado, passando a ser líder na fabricação de massas e biscoitos na América Latina (quarto lugar do mundo em massas e o sexto lugar do mundo em biscoitos).

E em Dezembro de 2012 comprou 100% do controle accionista das empresas cearenses Pelágio Participações S/A e J. Brandão Comércio.

Pelágio Brandão, criador da Estrela, e Manuel Dias Branco, fundador de M. Dias Branco, vieram de Portugal [respectivamente de Frossos e Angeja, no concelho de Albergaria-a-Velha] e aqui implantaram seus negócios.

Concorrentes, os dois grupos e as duas famílias mantiveram sempre relações amistosas e isso foi determinante na escolha do comprador.



Ivens Dias Branco distinguido como Personalidade Lojista Nacional 2011

Francisco Ivens Dias Branco recebeu, em Dezembro de 2011, da "Câmara Municipal" de Salvador-Bahia o título de Cidadão Honorário da Cidade.

A Confederação Nacional das Câmaras de Dirigentes Lojistas escolheu Ivens Dias Branco como Personalidade Lojista Nacional de 2011, tendo em conta a invejável posição de liderança latino-americana das indústrias de massas e biscoitos do Grupo M.Dias Branco.

A Revista Época escolheu o industrial luso-brasileiro como um dos cem brasileiros mais influentes de 2011, também por ser o maior fabricante de massas e biscoitos da América Latina. São doze fábricas em sete estados e um dos mais sólidos capitães de indústria do País, sensível à realidade que o cerca.

(Mais informações sobre Ivens Dias Branco em "Portugal sem Passaporte")

Fontes: O Estado (entrevista a Ivens Dias Branco) / Macário Batista / Embaixada-Portugal-Brasil (blog)/ Portugal sem Passaporte / Coisa de Cearense / Fortaleza Nobre / Jocilene Roseo (SAC - M. Dias Branco) / Município de Fortaleza

Outras informações

Manuel Dias Branco recebeu, em 1989, do Estado Português a Ordem do Mérito Agrícola e Comercial, com grau de comendador.

Faleceu em Portugal, em Aveiro, em 25 de Junho de 1995.

Em 2004 foi atribuído o nome de uma Rua e de uma Praça em seu nome na cidade da Fortaleza. E em 2005 passou a ser denominado Bairro Manuel Dias Branco a área anteriormente conhecida por Castelo Encantado em Fortaleza.

Em Junho de 2012 foi descerrada em Angeja, na presença de Francisco Ivens e familiares, uma placa toponímica em nome de Manuel Dias Branco.