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terça-feira, 20 de junho de 2017

Dos vestígios do passado ao património arqueológico (II)






Fonte: Artigo de António Manuel S. P Silva em "Revista Albergue"

sábado, 20 de maio de 2017

Dos vestígios do passado ao património arqueológico (I)


O inventário mais completo destas expressões funerárias pré-históricas em Albergaria-a-Velha deve-se a Fernando Augusto Pereira da Silva e está incluído no repertório do megalitismo a Sul do Douro (bacias do Vouga e do Alto Paiva) que constitui o primeiro volume da sua tese de doutoramento, que se mantém inédita.

Este investigador registou doze monumentos megalíticos no concelho, quatro deles já destruídos à data (1996):

- as mamoas 1, 2 e 3 do Taco, freguesia de Albergaria-a-Velha e Valmaior, referidas por Leite de Vasconcelos (1912), tendo entretanto a mamoa 2 sido destruída;

- as mamoas 1 e 2 da Senhora do Socorro, na mesma freguesia, visitadas por Fernando Silva em 1982 e que foram “pouco tempo depois destruídas”;

- a mamoa das Arrôtas, Cavada Nova ou Açores, monumento registado por Leite de Vasconcelos em 1912 e actualmente classificado como Bem patrimonial de Interesse Público;

- a mamoa 1 de Cabeço de Mouros, Telhadela;

- as mamoínhas 1 e 2 de Beduído (Albergaria-a-Velha e Valmaior);

- a mamoa de São Julião, dentro do povoado do mesmo nome, na freguesia da Branca;

- a mamoa Negra ou da Areia, em Angeja, achava-se já destruída;

- a mamoa do Cabeço ou Monte Redondo, também chamada do Boi ou Cova da Moura, em Alquerubim, tinha visto o seu tumulus arrasado mas conservava ainda esteios da câmara funerária original.


De todos estes monumentos funerários apenas a Mamoa de Açores, que se encontra classificada, e as sepulturas 1 e 3 do Taco estão cartografadas na Carta de Património do Plano Director Municipal, enquanto no Portal do Arqueólogo se registam tão somente as mamoas 1 a 3 do Taco, a mamoa de Açores e a das Arrotas, entendidas erroneamente como distintas. Não obstante, há informações e até objectos relacionados com outros monumentos megalíticos, destruídos nas últimas décadas.

Fonte: António Manuel S. P Silva em "Revista Albergue" (adaptado)

Imagem inicial: Espólio arqueológico da Mamoa 3 do Taco, Albergaria-a-Velha. Reprod. de Pereira da Silva (1992)

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Apresentação da edição nº 3 da revista “Albergue” (05-11-2016)



O terceiro número da revista “Albergue – História e Património do Concelho de Albergaria-a-Velha”,  que promove a investigação, preservação, valorização e divulgação do património concelhio, conta com 16 artigos de diversos investigadores locais e nacionais, bem como a contribuição de um autor brasileiro.

Os artigos publicados abordam variados temas, como a arte sacra, o cinema, a emigração, a política e a religião, abarcando não só o património edificado, mas também o natural, o imaterial e o geológico.


“Manuel Guimarães – O Cinema ou a Vida”, de Leonor Areal,  “Património Natural do Município de Albergaria-a-Velha: Rios de descoberta – A biodiversidade do rio Fílveda”, dos investigadores da Universidade de Aveiro, Milene Matos, Inês Silva e Nuno Lopes-Pinto, e “As Mamoas do Taco (Albergaria-a-Velha) – Recuperação e Valorização Patrimonial”, de Pedro Sobral de Carvalho e Vera Caetano são alguns dos artigos que podem ser encontrados neste mais recente número da revista Albergue.

Pela primeira surge um artigo de um investigador estrangeiro, o brasileiro Wanderlei de Oliveira Menezes, com um estudo biográfico intitulado “A trajectória de José Álvares Ferreira (1737-1810) – Um albergariense e a carreira da magistratura no Reino e Ultramar Português”.

A revista apresenta uma rubrica nova, “Notas soltas”, dedicada a referências sobre Albergaria e a sua região, no domínio da Cartografia, bem como uma referência final, bibliográfica, sobre os artigos publicados nos números anteriores.


Capa

A imagem de capa é um retrato a óleo de Bernardino Máximo de Albuquerque existente no Salão Nobre dos Paços do Município, sendo uma forma de homenagear aquele que foi provavelmente o principal autarca Albergariense de todos os tempos, e que marcou a viragem do século XIX para o século XX, bem como a transição da Monarquia para a República, e que dá o nome à principal Avenida do Concelho, que liga os Paços do Concelho ao antigo Hospital.

O autarca, natural de Silva Escura, concelho de Sever do Vouga, é citado em dois artigos, um sobre a Casa do Outeiro ou da Rua de Cima em Albergaria-a-Velha, que era de sua propriedade, e outro sobre o período de anexação do Concelho de Sever do Vouga por Albergaria-a-Velha (1895-1898), em que ele era o Presidente da Câmara.


Três primeiros números da Revista Albergue

Delfim Bismarck esclareceu que no conjunto dos três números da revista Albergue, são apresentados artigos de 33 autores, num total de 38 artigos e 899 páginas publicadas, com 625 imagens distintas do Concelho.

Futuras edições

Estão em preparação duas obras sobre a participação dos Albergarienses na I Guerra Mundial (1914-1918) e na “Guerra do Ultramar” (1961-1974).

Fontes: CMAAV / Ribeirinhas  TV (Video) / Facebook

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Valorização das Mamoas do Taco


As Mamoas do Taco, conhecidas no Concelho de Albergaria desde o final do século XIX e escavadas na década de 80, sob supervisão do arqueólogo Fernando Silva, sofreram obras de recuperação depois de uma campanha arqueológica ocorrida entre 2014 e 2015, sob direção do arqueólogo Pedro Sobral Carvalho, sendo agora transformadas num pequeno centro interpretativo.

Inaugurado no dia 18 de Abril, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, este polo museológico ao ar livre, inclui a colocação de painéis informativos, brochuras e sinalética que permitem que sejam visitadas, ao mesmo tempo que se preservaram os achados e as pedras originais com gravuras rupestres, com cerca de 6000 anos.


Localizadas na Zona Industrial de Albergaria-a-Velha, no Arruamento D, entre as fábricas Grohe e Bimbo, as duas mamoas que resistiram à urbanização do Concelho foram alvo de uma intervenção, entre 2014 e 2015, que permitiu a sua valorização e restauro.

Os resultados do trabalho desenvolvidos recentemente foram apresentados na Biblioteca Municipal, conjuntamente com o lançamento de “Taco a Taco – A história de 2 monumentos”, uma "brochura" da autoria de Pedro Sobral Carvalho.


As mamoas são sepulturas colectivas do período Neolítico, anteriores à idade do Cobre e do Bronze, antes do domínio da escrita. Com a erosão da terra e as práticas agrícolas e florestais do nosso tempo, as mamoas acabam por perder a sua forma de elevação suave restando apenas pedras que se vão perdendo. O arqueólogo calcula que os povos primitivos tenham movimentado mais de duas toneladas de terra para construir as mamoas.

Na Mamoa 1 já era conhecida uma gravura rupestre, fixada numa laje através da técnica de pontilhado, representando quatro combinações de círculos concêntricos. Na Mamoa 3, a campanha recente encontrou vestígios de utilização posterior à sua construção, cerca de 4 mil anos depois de edificada. A Mamoa 2 foi arrasada nos anos 80 para dar lugar a uma estrada.


Além das gravuras que já eram conhecidas na Mamoa do Taco 1, foram descobertos fragmentos de cerâmica, machados de pedra polida e uma mó manual que terá servido para pintar as paredes do dólmen. Entretanto, o Instituto Superior de Tomar está a analisar os resíduos de pigmentos encontrados numa mó de pedra, que têm levantado a hipótese de o interior da câmara ter estado coberto de pinturas.

Fontes: CMAAV / Jornal Beira Vouga / Metronews

Video: Ribeirinhas TV


 

domingo, 15 de novembro de 2015

Apresentação da edição nº 2 da revista “Albergue” (14-11-2015)


O segundo número da revista “Albergue – História e Património do Concelho de Albergaria-a- Velha” foi apresentado no passado sábado, dia 14, pelas 17h00, na Biblioteca Municipal. A publicação anual, editada pela Câmara Municipal, tem uma tiragem de 500 exemplares e reúne 11 artigos de investigadores que se têm dedicado ao estudo do Concelho.

A revista “Albergue” assume-se como um veículo de inventariação, preservação, valorização e divulgação do Património de Albergaria-a-Velha. “Pretendemos contribuir para a consolidação da consciência geral da existência e do interesse do Património, enquanto representação viva da História da nossa comunidade e da nossa região”, refere António Loureiro, Presidente da Câmara Municipal.

A capa do número dois da revista apresenta o retrato de Francisco Dias de Oliveira, um Albergariense do século XVIII, que foi familiar do Santo Ofício. Ilustra o artigo de Teresa Cruz Tubby e Delfim Bismarck Ferreira “Familiares do Santo Ofício no Concelho de Albergaria-a-Velha”.


Os artigos abrangem diversos períodos históricos e temáticas, como a fundação do Concelho de Albergaria-a-Velha na primeira metade do século XIX, as recentes escavações arqueológicas em São Julião da Branca ou a história da Foto Gomes, uma das mais antigas casas de fotografia albergarienses, com um considerável espólio, agora depositado no Arquivo Municipal.

Destaque para os trabalhos do arqueólogo António Manuel S. P. Silva, com “Revisitando Cristelo (Albergaria-a-Velha), Talábriga e um amigo que partiu” e “Escavações Arqueológicas em S. Julião da Branca (Albergaria-a-Velha) – Campanhas de 2014-2015”, em co-autoria com Gabriel R. Pereira, Paulo A. P. Lemos e Sara Almeida e Silva.


Alguns artigos:

- Familiares do Santo Ofício no Concelho de Albergaria-a-Velha - Teresa Cruz Tubby e Delfim Bismarck Ferreira

- Fundação do Concelho de Albergaria-a-Velha na primeira metade do século XIX

- História da Foto Gomes

- Revisitando Cristelo (Albergaria-a-Velha), Talábriga e um amigo que partiu - António Manuel S. P. Silva

- Escavações Arqueológicas em S. Julião da Branca (Albergaria-a-Velha) – Campanhas de 2014-2015” - Gabriel R. Pereira, Paulo A. P. Lemos e Sara Almeida e Silva.

Fonte: CMAAV (adaptado)

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Escavações arqueológicas no monte de São Julião


Estão em curso no monte de São Julião, na freguesia da Branca, trabalhos arqueológicos promovidos pelo Município de Albergaria-a-Velha em colaboração com o Centro de Arqueologia de Arouca

Esta campanha tem a duração de duas semanas e envolve, para além de arqueólogos daquela associação, vários estudantes do Concelho, permitindo que estes tenham uma experiência única nas suas férias de verão.

No monte de São Julião, onde já entre 1993 e 1994 se realizaram algumas pesquisas, existem vestígios de um povoado habitado há mais de 3000 anos, durante os finais da Idade do Bronze. Os trabalhos têm permitido a recolha de fragmentos de cerâmicas típicas desse período e outros objectos, identificando-se ainda parte do sistema defensivo do sítio e outros indícios de muito interesse.

Para Delfim Bismarck, Vice-Presidente da Câmara Municipal e responsável pela área da Cultura, “esta campanha arqueológica tem várias funções: primeiro porque vem reforçar a ideia da necessidade de salvaguardar aquele vasto espaço com sensibilidade arqueológica, evitando que outros projectos o venham a destruir no futuro; depois porque vem aprofundar o conhecimento que deles temos, confirmando a existência de um povoado da Idade do Bronze e de uma mamoa do período megalítico; porque sensibiliza as populações para a preservação do património arqueológico; porque resultará na publicação de um artigo científico sobre o local e porque abre portas para posteriores intervenções para aumentar o conhecimento sobre aquele que será, até ao momento, o povoado conhecido mais antigo do concelho de Albergaria-a-Velha”.

Para o autarca, “todas estas razões são mais do que suficientes para a autarquia estar extremamente satisfeita com a sua realização e com os resultados que daí advirão”.

Fonte: CMAAV

Imagem: Jornal Beira Vouga

terça-feira, 10 de abril de 2012

Mâmoas do Taco

As mâmoas são monumentos funerários pré-Celtas, do período Neolítico. Um dólmen é constituído por uma parte arquitectónica (câmara ou corredor) e por um aterro (tumulus), que em algumas regiões portuguesas têm o nome de “mâmoa”.

As “mâmoas do Taco” remontam aproximadamente a 5.000 a. C. Eram inicialmente em numero de três, existindo actualmente apenas duas, já que uma foi arrasada ficando sob um arruamento da Zona Industrial, restando a mâmoa 1 e a mâmoa 3.

A visitar estas mâmoas do Taco, esteve no final do século XIX o eminente arqueólogo Leite de Vasconcelos a convite do albergariense Prof. Patrício Theodoro Álvares Ferreira, tendo para o efeito publicado um pequeno artigo sobre estes monumentos na revista “O Archeólogo Portuguez”.


Nas campanhas de escavações efectuadas nestas mâmoas em meados da década de oitenta, foram encontrados: micrólitos geométricos, lâminas, lamelas, pontas de seta, machados, enxós, fragmentos de recipientes em cerâmica e alguns cristais de rocha.

No caso da mâmoa 1 do Taco (imagem 1), os seus construtores gravaram num dos esteios semi-círculos concêntricos, de significado desconhecido mas por certo ligados ao culto dos mortos, denotando uma forte carga de simbolismo religioso

Nota: imagem 2 denota a actual degradação das Mâmoas

Fonte: Dr. Delfim Bismarck Ferreira (em grupo do Facebook "Amo a minha Terra")

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Alguns Apontamentos para uma estratégia de desenvolvimento do Baixo Vouga (2004)


Albergaria possui vários imóveis classificados pelo IPPAR, nomeadamente a mamoa de Açores que atesta a ocupação humana nesta zona desde o IV milénio a.C.

Falar de património arqueológico no concelho de Albergaria-a-Velha é falar incontornavelmente da estação arqueológica do Cristelo da Branca, e da sua correspondência ou não com a cidade romana de Talabriga, sede da gestão territorial de um longo espaço entre o Douro e o Vouga em período pré-romano e Romano altoimperial.

Também neste concelho existem ainda outros testemunhos da ocupação humana no passado, nomeadamente: as mamoas do Taco 1, 2 e 3 e a anta de Arrotas referidas em trabalho de Leite de Vasconcelos sobre Albergaria (1912); o monte de S. Julião que corresponderá a um povoado proto-histórico rodeado por um amuralhamento, cuja cronologia aferida pelo espólio, se poderá situar no Bronze Pleno / Bronze Final (c.1400/800 a.C.). Neste local foi ainda assinalada a presença de um monumento megalítico de cronologia anterior.


Infelizmente, os sítios arqueológicos reconhecidos e inventariados não se encontram actualmente em condições que permitam a criação de um circuito visitável.

Importante seria identificar e escavar, segundo metodologia arqueológica própria, as salinas de Alquerubim referidas em documentação medieval (sec. XI) . Estas poderiam depois ser integradas depois num circuito turístico mais vasto, transmunicipal, que tivesse por mote o conhecimento da evolução da exploração do sal ao longo dos tempos históricos.


Da mesma forma poderíamos aproveitar a presença destas salinas para mostrar a fragilidade da linha de costa e a interacção provocada até à estabilização da abertura para o mar deste sistema lagunar.

Já o inventário das propriedades e igrejas de Guimarães, de 1059, regista a villa alcaroubim integra et cum sua prestancia te cum suas salinas, remetendo para o célebre testamento da riquíssima Mumadona (Dias), de 959, que incluía "in território Colimbrie villa de alcaroubim..." (_) Alquerubim e S. João de Loure ficavam à vista do oceano e era possível a existência da marinhas nesses lugares, muito distantes hoje da linha de maré"

Fonte: Arq. Sónia Filipe “Alguns Apontamentos para uma estratégia de desenvolvimento do Baixo Vouga” (adaptado) – Revista Patrimónios (Maio/2004) (em http://albergaria-arq.blog.pt/)

quarta-feira, 4 de março de 2009

José Leite De Vasconcelos e as Mâmoas de Albergaria-a-Velha (1911)

Um dólmen consta duma parte arquitectónica (câmara e corredor) e dum aterro (tumulus), que em algumas regiões nossas tem o nome de mâmoa. Deve entender-se que este nome é antigo, e que se conservou na tradição, em geral sem sentido, e só como designação locativa.

Junto de Albergaria-a-Velha há dois sítios chamados respectivamente Mamoa das Arrotas e Mamoas do Taco.

0 meu ilustrado amigo o Sr. Patrício Teodoro Álvares Ferreira, notando com razão que tais nomes deviam designar monumentos pré-históricos, verificou que em verdade havia nos sítios uns montículos de terra muito antigos, e convidou-me para lá ir vê-los, o que fiz em começos do Setembro de 1911. Para aqui transcrevo do meu canhenho arqueológico a descrição sumária do que em companhia dele observei.

I. Mamoas das Arrotas

Fica dentro de um pinhal, ao sul e na freguesia de Albergaria, da qual dista cerca de 1 quilômetro,-à direita da estrada de macadame que vai do Porto a Lisboa, nas proximidades da povoação de Açores. É pouco elevada, mas de grande diâmetro. No centro há uma excavação pouco profunda, que corresponde ao lugar em que outrora esteve a câmara. Nenhuma pedra resta.

II. Mamoas do Taco

São em número de três. Ficam na freguesia e ao sul de Albergaria, distantes das últimas casas da vila cerca de 1 quilómetro.

A 1ª é pouco alta, mas de grande diâmetro. Nenhuma pedra.- Muitas louras de coelhos.

A 2ª dista uns decâmetros desta para Norte. Nas mesmas circunstâncias da anterior.
Á mesma distância, plus minús, fica a 3ª, que é como as outras. A circunferència dela orça por uns 110 metros; a altura por uns 3 metros.

Todas estão dentro de um pinhal, que o povo chama «das mâmoas». O sítio é nu de pedras; só por aí se vêem alguns seixos e xisto.

Os esteios dos dólmens ou desapareceram, ou jazem enterrados muito fundo. (...)

Apesar da modéstia da presente noticia, ela constitui o mais antigo capítulo da história de Albergaria-a-Velha.

Fonte: José Leite De Vasconcelos (adaptado de Novos-arruamentos)

Nota: Mamoa: do latim mammula, diminuitivo de mamma; por ter sido comparado o atêrro a uma mama.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Núcleo Megalítico do Taco

Inicialmente composto por três mamoas, compreende actualmente apenas duas, pois uma foi arrasada, a Mamoa 1 e a Mamoa 3. O aspecto destes monumentos é o de um grande montículo em terra, de formato sub-circular, com depressão central, indicando terem sido violados. Estes montículos ou tumuli, cobrem câmaras funerárias muito diversas.

A Mamoa 1 do Taco cobriu um grande dólmen de câmara poligonal, com seis esteios e pequeno corredor, aberto a nascente, marcado por dois pequenos esteios. A Mamoa 3 cobriu inicialmente um dólmen de câmara poligonal ou sub-circular, de que só resta a fossa de colocação dos esteios e, posteriormente, uma câmara poligonal rodeada por murete em pedra solta, aberto a nascente.

Mamoa 3


Fonte: Folheto CMAV