quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Memórias da Alba no âmbito da Oficina de Tapeçaria "Tecer as Memórias"


Integrado no festival de fazedores de artes "Dos Modos Nascem Coisas", a AlbergAR-TE promoveu, em parceria com o CEARTE, uma residência artística têxtil nos dias 8 a 12 de Agosto: Oficina de Tapeçaria "Tecer as Memórias" com Guida Fonseca.

Pretendeu-se através do trabalho criativo, desenvolvido durante a residência, realizar uma instalação/objectos sobre a memória do património imaterial que estará patente ao publico no Cineteatro ALBA até 25 de Outubro.



Fundição Lisbonense (Açores) onde tudo começou









Fonte: facebook (Tucha Martins e Guida Fonseca)

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Fernando Marques Vidal, ilusionista


Fernando Marques Vidal é um ilusionista natural de Albergaria-a-Velha, que desde 1980 teve uma participação activa nos corpos directivos da API (Associação Portuguesa de Ilusionismo).

Estudou no Colégio Vera Cruz – Alvaiázere e no ISEL - Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, mas desde cedo apostou na sua actividade de ilusionista, actuando sobretudo em festas e outros eventos, tendo sido igualmente integrante do Grupo do Teatro Mágico da API e mentor da associação Cartola Mágica.

Marques Vidal dedicou-se durante muitos anos à organização de grandes eventos mágicos em Portugal, dos quais se destacam os Congressos do Estorilmágico de 1995, 1996 e 1997.


Foi Presidente da API durante 10 anos, tendo sido nessa qualidade um dos principais responsáveis pela organização dos Festivais de Magia de Oeiras 2001, 2002 e 2003, bem como do Festival Internacional de Magia de Albufeira 2007 e do Campeonato Mundial de Magia em 2000 no CCB com a presença de 2100 mágicos de todo o Mundo.

Acumulou igualmente a qualidade de Presidente da FISM – Federação Internacional das Sociedades Mágicas (cargo que ocupou durante os 3 anos de preparação do Campeonato Mundial).

Participou, ainda, na organização da maior parte dos Festivais de Magia da Amadora e de alguns Festivais de Magia da Figueira da Foz (entre 1988 e 1993). E colaborou na organização de Convenções no Teatro S. Luiz, no Teatro da Trindade, no Teatro D. João V da Amadora, no Casino da Figueira da Foz, a par de outras iniciativas.

Foi co-tradutor dos livros de magia "Truques de cartas" de Rita Danyliuk e "O livro dos truques de magia" de Peter Eldin.

É pai da apresentadora de rádio Mariana Marques Vidal (que nasceu no Porto e colaborou na Rádio Renascença, Rádio Clube Português, M80, Rádio Star e Rádio Sim) e da ilusionista Francisca Marques Vidal, que seguiu as suas pisadas.

Mariana Marques Vidal na Rádio Sim (Grupo Renascença)

Francisca Marques Vidal no programa "Sociedade Civil" (RTP2)

Fontes: Portal de Artistas / Cartola Mágica / Sociedade Civil (minuto 17) / António Cardinal

sábado, 15 de setembro de 2018

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Reabertura da "Estalagem dos Padres" como Alojamento Local (2018)


A Estalagem dos Padres foi fundada por dois irmãos, Padre Manuel Gonçalves e Padre José Bernardino Gonçalves, em 1818. Precisamente duzentos anos depois, e depois de diversas utilizações, o edifício original foi reabilitado e abre com as mesmas funções.

O edifício, de interesse municipal, foi adquirido em 2015 por José Parente, que conjuntamente com a sua filha Catarina, optaram por preservar a casta original e manter o mesmo nome, ligando assim a inovação com a tradição, e o antigo com o moderno.

 

Decidiram atribuir aos quartos os nomes de personalidades que por aqui passaram como Ramalho Ortigão ou D. Manuel II, valorizando assim a componente histórica do imóvel.

O projecto de arquitectura foi da responsabilidade da empresa Inch, de Henrique Chaló. O alojamento tem uma lotação máxima de 30 pessoas, 5 suites com casa de banho privativa e 4 camaratas com beliches (duas com lotação para para seis pessoas e duas com lotação para quatro pessoas). Há ainda comodidades para reuniões e videoprojector. Terraço, mobiliário de exterior, área para laser e cozinha para utilização livre.



No dia 18 de Julho foi apresentado o livro "A Estalagem dos Padres em Albergaria-a-Velha", da autoria de Delfim Bismarck Ferreira, que conta a história do imóvel.


Fontes: Jornais "Beira Vouga" e "Correio de Albergaria"

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Padres da "Estalagem dos Padres" como episódio cómico no romance "Lição ao Mestre" de Teixeira de Vasconcelos (1875)


"- No dia seguinte partiram para Lisboa Domingos de Sampaio e Thiago Torres, indo pernoitar à pequena povoação de Albergaria, na estalagem daqueles padres que tanta gente ainda viva conheceu a dirigirem mui honradamente a sua hospedaria, e a alegrarem os viajantes tocando-lhes rabeca enquanto ceavam. Maus músicos, muito maus! Porém excelentes padres e conscienciosos estalajadeiros! Nos anos em que vai correndo a nossa historia, deviam ter concluído recentemente a sua ordenação os dois sacerdotes, e dado por completo o estudo da rabeca, porque ninguém lhes ouviu depois senão o que tocavam então."

"- Chegaram cedo os nossos viajantes, e foram dar um passeio na povoação até anoitecer. Adiantando-se na estrada de Coimbra viram ao longe dois homens montados em bestas muares e precedidos por um arrieiro cujos braços, oscilando de um para outro lado como a pendula dos relógios, acompanhavam o movimento do corpo. Pareceu a Domingos de Sampaio que seriam dois estudantes do Coimbra regressando à casa paterna por ocasião das ferias."

" - Não se iludia. Quando se aproximaram mais, Thiago Torres julgou conhece-los, e disse ao alferes, que se a vista o não enganava, eram com efeito estudantes e naturais de Aguiar de Sousa."  (…)


"recolheram á estalagem para cear e dormir. Não se deitavam porém à hora que mais lhes aprazia, os hospedes dos bons padres de Albergaria, porque ao finalizar a ceia, vinham para a sala com a rabeca, e era forçoso pedir a um deles que tocasse, e ouvi-lo até se lhe aplacar o furor (de) músico."

"Domingos de Sampaio não pôde resistir à tentação de se divertir à custa daqueles dois padres, e por isso fingiu ouvir com especial prazer quando um deles foi executando na rabeca, e acompanhou com bravos que pareciam mui sérios, todas as desafinações do respeitável eclesiástico." (...)
 
" (...) Nunca teve ideia de sair daqui, e ir a Lisboa aperfeiçoar-se com algum músico célebre ou ao Porto onde também há professores? A vontade era boa, respondeu o padre, mas falta o melhor. Exige muitos gastos a residência em Lisboa ou no Porto. Sem dúvida, mas aí é que eu posso servi-lo, obtendo-lhe o que de certo não imagina poder alcançar, isto é, discípulos a quem ensine o que sabe, ao mesmo tempo que vai aprendendo com os professores de maior fama todas as dificuldades da musica.
- E acha que eu poderia encontrar discípulos? perguntou o padre sem dar pelos esforços com que os estudantes encobriam o riso."


Nota: Este episódio é um pouco longo, e explora a pouca habilidade dos Padres da Estalagem nas artes musicais (já o Reverendo William Morgan Kinsey fizera referência - aparentemente elogiosa - ao gosto musical de um dos padres), prossegue (mais tarde) com a ida do Padre para o Porto (que julgamos ser meramente ficcional), sendo descrito (de forma algo infeliz) como um convidado indesejado que a todos martirizava com a sua rabeca.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Rota dos Moinhos - Moinho do Porto de Riba (Soutelo)


Moinho de rodízio com dois casais de mós accionados pelas águas do Rio Jardim, cuja construção remonta, pelo menos, ao século XIX. O Rio Jardim nasce no concelho de Albergaria-a-Velha, desaguando no Esteiro de Canelas, já no Baixo Vouga Lagunar.

Este é um moinho de consortes ou de herdeiros, originalmente pertencente a várias famílias da aldeia, pequenos e médios lavradores, que no passado o utilizavam de forma regular e mediante uma escala de horas previamente acordada.


Mais recentemente, foi adquirido e recuperado pela APPACDM, integrando-se num aprazível parque de lazer propriedade desta associação local.

Nas imediações deste moinho, curtia-se o linho ficando este submerso em poços que eram abastecidos pelas águas desperdiçadas da levada, compartilhados pelos habitantes da aldeia.


Além da moagem do milho, aqui também se moía a “brença”, nome por que são conhecidos os “cachuços” (caroços) mais pequenos do milho que eram recolhidos à saída do escarlador, à qual se juntava depois o milho e a aveia, sendo o conjunto mais uma vez moído para a alimentação dos animais de criação.

Finalmente, tendo em conta a proximidade dos campos do Baixo Vouga, esta também é uma terra de produtores de arroz, o qual era por vezes descascado neste moinho, utilizando-se para tal uma forra de cortiça entre as suas mós.


Descrição

Moinho de rodízio com dois casais de mós, sendo um deles para moagem de cereal e o outro adaptado a descasque de arroz cultivado no Baixo Vouga.

Morada

Lugar de Porto de Riba, na margem direita do Rio Jardim.

Como chegar

Tomando a estrada que liga o IC2 / N1 na povoação de Albergaria-a-Nova à N 109 emSalreu, encontra poucos quilómetros depois a povoação de Soutelo. Depois de entrar napovoação, corte à esquerda na segunda transversal, junto a um snack-bar. Siga em frente até chegar a uma curva apertada à direita, de onde parte um caminho de terra batida para aesquerda, o qual deve tomar para chegar ao moinho na margem do Rio Jardim.

GPS: N 40º 44 30.75" O 8º 30 ́56.67"


Telefone: 234529300- Geral CM Albergaria-a-Velha
964852743-Sandra Figueiredo
918795674-Isabel Fonseca (APPACDM)

E-mail: turismo@cm-albergaria.pt  appacdm.albergaria@gmail.com

Proprietário

APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental) de Albergaria-a-Velha

Para visitar (todo o ano)

Mediante marcação. Contactar antecipadamente os serviços de Turismo da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha ou a APPACDM.

Fontes: Rota dos Moinhos / Ribeirinhas TV (07-04-2014) / Moinhos de Portugal


terça-feira, 10 de julho de 2018

Metalusa - Fabrico e comercialização de soluções para a construção


A origem da Metalusa remonta aos anos 60 quando Fernando Abreu funda as Manufacturas Abreu (actual Cutbrick Tools), mas é, no início dos anos noventa, que é fundada a Metalo-Ibérica, sob a liderança de Alberto Cravo (genro de Fernando Abreu), que se irá dedicar ao fabrico e comercialização de equipamentos que visam promover a segurança e a produtividade nos trabalhos de construção civil e industria, nomeadamente andaimes multidimensionais, plataformas suspensas e estruturas especiais de engenharia.

A estratégia de crescimento da Metalusa foi orientada pela criação de filiais em países como Espanha (Metalo Ibérica SLU), França (Metalofrace), Marrocos (Patrimetal Maroc), Angola (Betadata), Moçambique (Axial), Chile (Sepco) e Reino Unido (Umetal UK). O mercado externo representa 85% da facturação da empresa e a presença da Metalusa nesses países surgiu como uma solução de recurso para combater a situação de crise, depois de, em 2008, terem visto a facturação descer 45%.

 

Em 2009 ocorre a cisão da Metalo-Ibérica, S.A. e incorporação dos seus activos produtivos na sociedade Metalusa, S.A. A partir deste momento a Metalusa fabrica os equipamentos e a Metalo-Ibérica S.A. cornercializa os mesmos equipamentos em Portugal e Espanha.

É igualmente efectuada a consolidação de todas as actividades desenvolvidas num Grupo Económico designado por "Grupo Patrilar, organizado em três áreas de actividade distintas: equipamentos, construção modular (Teketo e Modiko, ambas com sede em Aradas, Aveiro) e gestão imobiliária (Patrilar Imobiliária).

A Metalusa vence em 2011 o "Prémio Exportação e Internacionalização“ atribuído pelo jornal de Negócios e Banco BES.

O Grupo Patrilar iniciou em 2015 uma nova área de negócios de Produção Vinícola, na região da Bairrada, com a criação da PositiveWine e da Quatro Cravos.



Na época 2017-2018 a Metalusa patrocinou a equipa de ciclismo LA Alumínios-Metalusa-BlackJack liderada pelo albergariense Edgar Pinto.

O volume global de negócios do Grupo Patrilar atingiu em 2017 os 22 milhões de euros nas quatro áreas de negócios (Equipamentos. Construção Modular, Gestão Imobiliária e Produção Vinícola).


Fontes: Grupo Patrilar / Metaloibérica / Norgarante

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Centro de Actividades Populares de Alquerubim (CAPA)


O C.A.P.A – Centro de Actividades Populares de Alquerubim tem como objectivo a promoção desportiva, cultural e recreativa da população da freguesia de Alquerubim.

Fundado em 15 de Junho de 1975, só em 20 de Dezembro de 1983 se tornou numa associação legalmente constituída, por escritura lavrada no Cartório Notarial de Albergaria-a-Velha, tendo-se dedicado ao atletismo, ténis de mesa, teatro, jornalismo, música e, nos últimos anos, essencialmente ao futebol.

Embora o seu historial seja modesto, tem participado e organizado em diversos campeonatos e torneios, onde já obteve classificações de realce, nomeadamente nos campeonatos distritais de atletismo do INATEL.


Na época de 1985/1986, filiou-se na Associação de Futebol de Aveiro, tendo participado no Campeonato Distrital de Juvenis e, na época seguinte, para além deste campeonato, participou pela primeira vez, com a equipa sénior, no Campeonato Distrital da III Divisão. Nas épocas seguintes, para além da sua equipa sénior, tem participado nos campeonatos de juvenis e juniores.

Em 26 de Junho de 1990, obteve o diploma de Instituição de Utilidade Pública, cujo despacho foi publicado no Diário da República n.º 145 – II Série.


O ponto alto de participação nos campeonatos distritais, em futebol, da Associação de Futebol de Aveiro é na época de 2000/2001, com a disputa do Campeonato Distrital da Divisão de Honra.

Na época de 2013/2014, sagrou-se vice-campeão distrital, em futsal, na categoria de Infantis da Associação de Futebol de Aveiro e ainda nesta categoria foi vencedor da Taça Distrital e finalista vencido na Supertaça Distrital.


Tem promovido diversos torneios e iniciativas em diversas modalidades: BTT, Trails/Caminhadas, 12 horas de Futsal ou Torneio de Futebol Luís Vasconcelos.

Luís Vasconcelos ou simplesmente o Gouveia, como jogador foi guarda-redes das equipas do Belenenses, Académica e Beira-Mar e como treinador treinou, entre outras equipas, o G.D. Beira-Vouga, o C.F. "Os Azuis do Fial" e naturalmente o CAPA.

Fontes: J.F.alquerubim (adaptado) / facebook / blog

domingo, 10 de junho de 2018

Fernando Corujo Pinto Perfeito, comerciante e dirigente associativo em Lisboa


Fernando Corujo Pinto Perfeito, filho de Manuel Pinto Perfeito e de Maria da Conceição Corujo, nasceu em 21 de Outubro de 1934 no então lugar da Branca, Albergaria-a-Velha.

Vive desde 1945 em Lisboa no Bairro da Encarnação, na freguesia dos Olivais, sendo dono da loja mais antiga do Bairro da Encarnação, que se dedica ao comércio de electrodomésticos e material eléctrico.
 


Já fez um pouco de tudo no movimento associativo. Tornou-se seccionista ainda menor, tanto que o seu pai até teve de assinar uma autorização especial, sancionada pelo Governo Civil.

Foi um dos "homens-fortes" da ADCEO [Associação Desportiva e Cultural da Encarnação e Olivais],  deu muito ao Desporto, mas também à Cultura e associativismo lúdico, bem como, numa fase posterior, ao empresarial.

O Campo Fernando Perfeito, no Bairro da Encarnação, em Lisboa, assim baptizado em reconhecimento do seu empenho e dedicação, foi inaugurado em 23 de Junho de 2004.


Foi Presidente da Assembleia geral da Associação dos Comerciantes de Adornos e Utilidades do Distrito de Lisboa e foi homenageado recentemente pela União de Associações do Comércio e Serviços (UACS).

A distinção foi dupla: Fernando Perfeito recebeu o Emblema de Ouro pelos 50 anos de filiação na UACS e teve ainda o privilégio de ver o seu nome atribuído à Sala do Arquivo Histórico, uma honra justificada pelos mais de 20 anos como dirigente nas associações integradas e na própria UACS.

Fernando Perfeito recebeu igualmente a Medalha de Mérito Olivalense em 2016.


Mais informações: UACS / Expresso do Oriente / Facebook / Portal do Electrodoméstico