quarta-feira, 20 de maio de 2015

Casa Turco

 

A Casa Turco teve origem na atividade de doceira de Margarida Ferreira (1872-1950), que inicialmente se localizava na Avenida da República, em Albergaria-a-Velha.

A D. Margarida casara em 1912 com José Marques Lourenço (1854-1925) que foi comerciante até 1914 e capataz das Minas de São Domingos, no Alentejo, entre final de 1914 até 1922.


Uma senhora onde estivera a trabalhar em Aveiro ter-lhe-à dado a receita para a ajudar a criar o filho, quando ficou viúva, tendo começado a fazer doces e a vender pelas portas.

O filho de Margarida, Manuel Marques Ferreira (1914-1990), conhecido por Manuel Turco, abriu a primeira loja no Torreão. Inicialmente não era café. Vendia vinho que ia comprar na “Serra”.


A “Casa Turco” perdeu alguma da sua clientela com a abertura da Estrada Nacional, o que motivou a sua mudança, a partir dos anos 60, da zona central de Albergaria para a Rua Primeiro de Dezembro, mais próximo da nova estrada.

A actual herdeira destes afamados doces regionais é a D. Margarida Ferreira (mais conhecida por Margarida Coutinho), neta da “fundadora”, que vende para o Café Turco, que continua com outros donos, em mercearias locais e em feiras e outros certames.


O nome

Os antepassados eram muito introvertidos e havia quem achasse que eram parecidos com os turcos. Foi assim que o nome acabou por ficar.

A fundadora não gostava do nome, mas o nome Turco acabou por se perpetuar como apelido da família e no nome da Casa Turco e Doces Turco.


Os Doces

Os Turcos apresentavam três variedades: Rosquinhas, Raivas e Bolos de Gema.

O “negócio” dos biscoitos está na família há mais de 90 anos. Da receita, guardada a sete chaves, sabe-se apenas que leva ovos e manteiga.

Os folares da Páscoa, as raivas e biscoitos já eram uma tradição de Albergaria-a-Velha, com a abertura da Loja Nova nos finais do Século XIX, que perdurou até ao início da década de 60.

Fontes: Jornal Beira Vouga / Grupo do facebook “Amo a minha terra” / "Albergaria-a-Velha 1910-da Monarquia à República" de D. Bismarck Ferreira e R. Vigário

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