quinta-feira, 6 de março de 2008

A fábrica do Carvalhal: Celulose do Caima

 

Em 1889 a empresa “The Caima Timber Estate and Wood Pulp Company Ltd.”, de Londres, acabava de adquirir a extensa quinta do Carvalhal, nas freguesias da Branca e Ribeira de Fráguas, composta de matas imensas, casas e terrenos lavradios, que pertencia a William Cruishank, do Porto. Esta companhia tinha em vista montar ali uma fábrica de fiação de tecidos e outra de moagem de madeira para a fabricação de papel. Pela propriedade passava o Rio Caima.
(..)
A laboração da fábrica iniciou-se pouco depois com centenas de operários e muitos outros trabalhadores em serviços nas matas, de onde provinha a matéria prima, e nos transportes. Passados anos implementou-se a plantação de eucaliptos cuja madeira se tornou a matéria prima por excelência.

Enquanto cresciam as exportações e os lucros, e também o desafogo dos pequenos proprietários de pinhais e eucaliptais, iniciavam-se os problemas para as populações da beira do Rio Caima com o acentuar da poluição das águas, transformadas em caldo negro e fétido, provocando os consequentes malefícios ao ambiente e às culturas.
(...)
Dentro da fábrica já haviam surgido problemas e o primeiro assumir do valor da consciência colectiva veio no dia 2 de Maio de 1898 com uma greve de protesto (...)

Foi a primeira greve na indústria do nosso concelho e o assumir do valor de uma consciência colectiva.

Fonte: António Homem de Albuquerque Pinho, “Albergaria-a-Velha – Oito Séculos do Passado ao Futuro”

1 comentário:

Anónimo disse...

Saiu n Jornal de Albergaria um resumo sobre esta fábrica, como fotografas.