segunda-feira, 10 de junho de 2013

Minas do Palhal

Estruturas da mina
As minas do Palhal foram descobertas em 1744 por ingleses. Diz a tradição que continham vestígios de indústria metalúrgica, do tempo dos mouros.

Em 1769 foram abandonadas devido a uma cheia do Caima. Em meados do século XIX passaram a ser exploradas pela Companhia Lusitana de Mineração. Produziam cobre, galena de chumbo, blenda, níquel, cobalto e alguma prata. Os seus poços eram de grande profundidade, as galerias extensas e os filões chegavam a atingir um metro de espessura.

Velho edifício

A 12 de Outubro 1847, onze anos depois da publicação da legislação setembrista que pôs termo ao monopólio régio sobre o sector, era concedida a Sebastião de Gargamala (cidadão espanhol) a mina de Cobre do Palhal, no concelho de Albergaria-a-Velha. (…)

Para proceder aos investimentos necessários aos seus empreendimentos [Palhal e S. João do Deserto, em Aljustrel] , associou-se a José Ferreira Pinto Basto a quem viria a ceder, decorridos seis anos, os seus direitos sobre a mina do Palhal.

Entrada da mina

Sebastião Gargamala requereu licença para lavrar este jazigo que, alegadamente, se encontrava abandonado desde meados do século XVIII, em 3 de Abril de 1846, tendo-lhe sido concedida a licença de exploração a 9 de Abril de 1847 e a concessão definitiva a 12 de Outubro do mesmo ano.

A cedência dos direitos de exploração a Pinto Basto terá ocorrido a 20 de outubro de 1853, tendo este obtido a aprovação da transmissão e a concessão provisória a 13 de Abril de 1858. A 3 de Maio do ano seguinte era-lhe atribuída a concessão definitiva, tendo a respectiva área sido ampliada em 4 de Outubro de 1871.

Casa dos Mineiros

Durante alguns anos a mina foi explorada pela sociedade anónima The Lusitanian Mining Company, constituída por Pinto Basto associado a capitais ingleses, como arrendatária, tendo adquirido a propriedade da concessão em de 6 de Março de 1879.

Em 4 de Agosto de 1883 a propriedade da concessão foi adquirida pela sociedade anónima, de capitais ingleses, The Palhal Mining Company, cuja transmissão foi aprovada por alvará de 23 de Junho de 1884.

Poço da mina

Depois de S. Domingos, era a mina do Palhal a única que exportava minério para Inglaterra - 1.098 toneladas com lei média de 15 %, equivalentes a 165 toneladas de cobre, para o ano económico de 1860-1861. Bem longe de S. Domingos, que por sua vez exportara 51.572 toneladas de minério equivalentes a 2.062 toneladas de cobre, à razão de 4 % desse metal.

Entre os minérios de cobre aqui extraídos, o explorado em maior quantidade foi a calcopirite, associado a minérios de chumbo e de zinco, como a galena e a blenda, sulfuretos bastante argentíferos. O pessoal empregado nesta mina – com orientação técnica e metodologia de lavra de influência inglesa – rondava, em 1887, as 123 pessoas, distribuídas pela administração, trabalhos subterrâneos e superficiais e tratamento mecânico.

Ponte em ruína

Segundo Neves Cabral, em 1858 trabalhavam na mina cerca de 300 pessoas, incluindo o trabalho de carreiros que faziam o transporte.

As condições de exploração da mina pareciam ser, no último quartel do século XIX, bastante promissoras, pois encontrava-se ligada por uma estrada de MacAdam à estrada do Porto e, daí, à estação de caminho-de-ferro de Estarreja.

Fonte: Francisco Vitorino (Estruturas empresariais e investimento estrangeiro nas minas do distrito de Aveiro: o caso das Minas do Vale do Vouga)

Fotos: Luigi Chiappino

9 comentários:

Guimarães Lopes disse...

Um engenheiro inglês chamava-se Thomas Chegwin, vindo das minas da Cornualha. Tornou-se o primeiro missionário metodista em Portugal.
Pioneiro da evangelização do Norte de Portugal.
(v. Igreja Metodista)

Tomaz Chegwin disse...

Boa tarde,


Achei muito curioso e útil, pois era o meu Avô, Thomas Russel Chegwin. Obrigado pelo seu comentário.


Tomaz Chegwin

Tomaz Chegwin disse...

Boa tarde,


Muito obrigado pelo seu comentário pois ajudou-me a saber mais acerca do meu Avô, Thomas Russel Chegwin.


Cumprimentos



Tomaz Chegwin

Unknown disse...

Olá,

Por razões históricas estou muito interessado na figura de Thomas Chegwin, pelo que agradeço um contacto de alguém que possa ter dados.

António Manuel Silva

amspsilva@hotmail.com

anonimo disse...

Eu tenho uma pergunta para quem me souber me responder, as minas existentes na monarquia em Portugal eram propriedade de quem ?

Quem é que podia explorar as minas de ferro, ouro, prata, cobre e etc ?

Eu acho estranho estas tais concessões a dar a Ingleses e outros indivíduos, é o Sr. Jose Ferreira Pinto Bastos era General de D. Jose I rei de Portugal e que depois deste Jose Ferreira Pinto Basto, nasce outro Jose Ferreira Pinto Basto na quinta do Fojo (em Coimbra) já em 1804 e que esteve na eminência de ser fuzilado aquando das guerras liberais.

Blogger disse...

Biografia de Thomas Chegwin

https://mirante.pt/files/pdf/Thomas_Chegwin.pdf

anonimo disse...

https://books.google.pt/books?pg=PA426&dq=minas+do+palhal&id=ieCvLoP52bQC&hl=pt-PT&output=text

PALHAL —aldeia, Douro, na freguezia da Branca. (Vol. 1o, pag. 485, col. 2o) São nesta aldeia as famosas minas do Palhal, de que ja dei noticia, a pag. 51, col. 1.° (no fim) do 1o vol. Tanto estas minas, como as do Carvalhal, são na margem direita do rio Caima; mas entram pela margem esquerda, em terreno da freguezia de Ribeira de Fráguas. Pertencem a uma poderosa companhia ingleza, com alguns accionistas portuguezes, sendo o mais interessado d'elles, o sr. José Ferreira Pinto Basto — hoje seus herdeiros. (Vide Monte Mór Velho, no fim.) São de cobre, estanho, chumbo, alguma prata, e mui pequena porção de ouro. A mina do Palhal, foi explorada no seculo XVIII, no tempo do ministerio do marquez de Pombal, por uma sociedada de individuos d’estes sitios. Diz-se que então sahia em abundancia minerio de prata, e que, atravessando da margem direita para a esquerda, foi inundada pelas aguas do Caima, em uma grande cheia que n'elle houve, tornando impossivela lavra d'alli em diante, atéá formação da actual companhia, que possue machinas e apparelhos aperfeiçoados. Emprega mais de 600 pessoas. Tem excelentes machinas de esgôto, e a motora é da força de 120 cavallos. Já vae a uma profundidade de 950 metros. Em 1862, produziu 1:346 toneladas de minerio de cobre, e 4 de galena. Cada tonelada, dá 20 libras sterlinas na Inglaterra, o que vem a sommar 121:1405000 réis. Vide Albergaria Velha.

E o Sr. Thomas Chegwin não encontro ligado a estas minas, existiu sim uma companhia de navios Ingleses e que no processo das guerras liberais o Sr. Jose Ferreira Pinto Basto que nascera a 1804 na Quinta da Foja em Coimbra e que seu pai era Jose Ferreira Pinto Basto era general de D. José I e que este era parente ao rei e parente a Marques de Pombal. O segundo Jose Ferreira Pinto Basto esteve para ser fuzilado por D. Miguel.

anonimo disse...

Eu não compreendo como é que os senhores podem afirmar que Thomas Chegwin é senhor Metodista e que vem das minas de Cornualha, quando já postei um ficheiro da época que não foi aceite por vós e agora deixo vos outro registo da época, que Thomas Chegwin é Capitão do navio de Hebrus e se tiverem dúvidas procurem os registos de Londres. E este navio que tem ligação à companhia dos Ingleses com o Jose Ferreira Pinto Basto. Os registos são originais, não são fabricados em pdf.

https://books.google.pt/books?pg=PA20&dq=thomas+chegwin&id=DykEAAAAQAAJ&hl=pt-PT&output=text


12 0 Collected by Miss E. 136 M. Chegwin, of Palhal Mine, Finheiro de Bemposta, Porto, Portugal, including £'i, the annual gift of Captain Thomas Chegwin, late of Porthtowan, Redruth Circuit... 6 15 0 A Friend, Gawthorpe, Deuitbury, in memory of a dear departed Mother, by the Rev. John Fletcher: 5 0 0
Mr. Joseph Gurling 2 2 0
Rev. John Brown, 1st 110
A Response to the Appeal of the Ladies' Committee, by Rev. J.
Hugill, Spilsby 10 0
Rev. J. Peterson, Hamburg 0 10 0
Printed by James Nichols, of 45, Hoxton Square, in the Parish of Shore. flitch, in the County of Middlesex; and published by him at his Office, 46, Hoxton Square, in the Parish and County aforesaid.—December 26th, 1860.

JANUARY 25, 1861. H Registered at the General PosU Office for transmission abroad.

Os senhores apresentem se faz favor registos da época, eu tenho a genealogia de casamentos da família Chegwyn ou Chegwin desde 1245 e os senhores erraram em eliminar o meu registo anterior e um dos senhores procura informações sobre a família, resolva o problema.

anonimo disse...

Cornualha é uma terra é uma casa e não são minas, pertenciam aos senhores da época e é fácil fantasiar e ter imaginação fértil, os meus parabéns.


FITZSIMON/SYMONS PEDIGREE Mary was the daughter of R Symons of Trethowan, Constantine. Mary Symons was the 7 times great granddaughter of Agnes Fitzsimon nee Tremayne
The Will of John Pendarves of Bosvathick, Constantine. (Born abt 1546 died 1616) ……..Item I doe give and bequeath unto John Tremayne my ould servant tenne shillings…. John is first mentioned after the immediate family legacies suggesting he was probably what would now be an Estate Manager or Butler. The Pendarves family was a very wealthy family in the area. Originating from Pendarves in Crowan parish 32 Michael Tremayne b abt 1543 St. Keverne, Cornwall, bur 24 Jun 1602 Constantine, Cornwall, marr Margaret Tooker abt 1568 Constantine.They had the following children:
i. Gertrude b 1569 Cornwall; bur 29 Jan 1570 Constantine. ii. Margery b abt 1573 Cornwall, marr Mr Chegwin abt 1593, named in 1653 Will of Cuthbert (her Brother) Margery Chegwin received 10 shillings and 10 shillings to each of her children. iii. Anne chr 27 Feb 1575/1576 Constantine. iv. Christopher chr 1577 Constantine. v. John chr 1579 Constantine. vi. Cuthbert chr 26 Sep 1582 Constantine; bur 08 Jan 1654 Constantine. vii. Grace chr 11 Apr 1585 Constantine; bur 20 Apr 1656 Constantine. viii. Florence b 1586; died BEF Jan 1587 Constantine. ix. Florence chr 2 Jan 1587 Constantine. It is recorded that during the 1569 Military Muster, Mychell Tremayne of Constantine was listed with a Bow and 12 Arrows. An entry in the "Subsidy and Hearth Tax Rolls", published by the Devon and Cornwall Record Society, that Michael Tremaine paid a subsidy of iiijd in the 17th reign of Elizabeth (i.e. in 1574/75 Michael paid a 4 pence subsidy). Michael is listed on the Subsidy Roll in 1574/75, No.88/236 in 1585, No.88/259 in 1599 and No.88/262 in 1599-1600. In 1588, Michael Tremain held as arms, “a Munnian, he also hath Walter Neal”. Walter must have been a servant. (Munnian/Minion. A cannon of 3 ½ inch bore, of cast iron, well mounted upon a carriage with wheels shod with iron, and furnished with ladles, sponges and rammers. N