segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Virgílio Vasconcelos, Industrial (Esmoriz)

Virgílio Vasconcelos nasceu em 1938 em Albergaria-a-Velha. Não teve um berço de ouro. O pai fugiu para a Venezuela, deixando a mãe com três filhos pequenos nos braços.

Mas o seu jeito com as mãos e esperteza começaram logo a dar nas vistas na escola industrial. Aos 15 anos ganhou os prémios nacionais que distinguiam os melhores serralheiro artístico e torneiro mecânicos - e o qualificaram para concursos internacionais, que também venceu.

Foi desenhador e chefe de turno nos Amoníacos (Estarreja) e na ALBA, até que a tropa o chamou para Vendas Novas, de onde saiu sargento de artilharia e com guia de marcha para o GACA 3, perto de Espinho, onde conheceu e se apaixonou por Aida, com quem está casado há 44 anos.

A tropa uniu-os e separou-os, mas apenas provisoriamente. Ele fez o primeiro curso de Rangers e foi mobilizado para Angola, enquanto ela estudava secretariado de direcção em Guilford, Inglaterra.

Virgílio regressou da guerra, casaram-se, tiveram três filhos (André, Patrícia e João), mas como, para ele, "serem felizes para sempre" não contemplava trabalharem por conta de outrem, não descansou até montar o seu próprio negócio. Em 1977, com 39 anos, despediu-se e debutou como empresário a encher bisnagas de guaches e tubos de cola na garagem.

Aos poucos foi diversificando na produção de material escolar, começando a usar como matéria-prima a cortiça - ao fim e ao cabo estava no local onde bate o coração desta indústria.

Navegando à vista, ao sabor das oportunidades, comprou uma máquina de estampagem, que usou em T-shirts , mas não tardou até estar a estampar os logótipos da Taylors e da Corticeira Amorim em bases de cortiça para copos.

Foi quando se deu o clique. Virgílio achou por bem participar numa feira de artigos publicitários em Düsseldorf. A feira foi um sucesso estrondoso. Os clientes aguardavam em fila a vez de fazerem encomendas. Virgílio sabia que não tinha capacidade instalada para tanto pedido, mas aceitou-os todos. Comprou mais maquinaria, inventou uma maneira expedita de a desalfandegar a tempo de cumprir os prazos da enorme encomenda de bases de copos em cortiça com o logo do Deutsche Bank.

A Bi-Silque (em Esmoriz) foi crescendo ao sabor das necessidades de um mercado que recebeu bem os quadros de cortiça, para afixar recados e lembranças, que eles começaram a produzir. Em 1990, especializaram-se nos quadros. Primeiro só de cortiça, depois também de papel e de todos os materiais.

Em Esmoriz, a empresa detém duas unidades produtivas para os produtos de comunicação visual a operar em contínuo (tendo-se disponibilizado para receber funcionários que ficaram no desemprego devido ao encerramento da unidade da Yazaki de Gaia) e um armazém para os artigos da Hello Kitty.

A produção das fábricas deu origem a um volume de vendas de 42 milhões em 2008, sendo os restantes oito milhões de facturação consolidada oriundos da representação da marca Hello Kitty (empresa Bi-joy).

Este ano foi eleita a melhor PME de 2008, na categoria Madeira, Cortiça e Móveis, pela revista "Exame".

Fontes: DN / Ovar news / sapo / qmpresse / DN (Hello kitty)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Quinta do Palhal

A Quinta do Palhal foi construída por um inglês de nome Ivy (ver origem da Igreja Metodista em Portugal) que, tal como muitos outros seus compatriotas, veio trabalhar para uma empresa de extracção de minério (Minas do Palhal).

Estes ingleses foram deixando ao longo do tempo as suas marcas no lugar do Palhal, nomeadamente as suas casas senhoriais, muitas delas hoje em dia em ruínas.

A Quinta do Palhal é uma das poucas casas que foi recuperada, tendo sido adquirida em 1997 pelos actuais proprietários, uma família de Vila Nova de Gaia, que converteu a Quinta num espaço de turismo.

Fonte: internet


Colaboração: Mário Martins (foto 1)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Grupo Desportivo Beira Vouga

No dia 1 de Dezembro de 1969, pelas 21 horas e no salão nobre do edifício-sede da Junta de Freguesia de Frossos, realizou-se a Assembleia Constitutiva do Grupo Desportivo Beira-Vouga. Nesta reunião, convocada por um grupo de frossenses, procedeu-se à inscrição de sócios e à eleição dos corpos gerentes.

A assembleia deliberou que os números 1 e 2 de sócios fossem atribuídos à pessoa mais velha e à mais nova inscritas, o octogenário Sr. Laranjeira (pai da Sra Arlinda e sogro do Sr António Abreu) e o recém nascido Fernando António Martins Castanheira (filho do Sr Jaime Castanheira e Sra Fernanda Martins).

Os senhores José António Piedade Laranjeira, Arménio Soares de Pinho e José de Oliveira Santos foram eleitos presidentes da assembleia geral, conselho fiscal e direcção, respectivamente.


Se a fundação formal do Beira-Vouga foi naquele dia 1 de Dezembro, na realidade ela já vinha acontecendo há vários anos quando, um punhado de jovens de Frossos jogavam futebol na rua, no largo da Choisa, no areeiro do Sr Augusto Valente, na estrada das Marridas (então em terra batida) e no campo do Facho nas Entre-Casas. Foram esses jovens os cabouqueiros do futebol na freguesia de Frossos e os verdadeiros fundadores do Beira-Vouga.

Ainda antes de se pensar em constituir um Clube Desportivo, os embates desportivos desenrolavam-se numa saibreira situada na Rua das Poças.

Foi o crescente interesse da população Frossense e de localidades vizinhas, que por norma, ali se reuniam com o intuito de assistir aos animados confrontos desportivos que levou alguns dos populares a efectuarem diligências por forma a se oficializar e criar um Clube que dignificasse a sua Terra – Frossos. Desses populares destacam-se alguns nomes, nomeadamente o Sr. Amândio, o Sr. Reis e o Sr. Cláudio, sendo este último o criador e desenhador do emblema do Clube.


Para que a obra ficasse mais completa faltava um Parque de Jogos digno desse nome.

Um grupo de apaixonados pelo futebol começou a jogar bola num pinhal e o falecido José Oliveira Santos teve conhecimento e comprou um terreno para fazer o campo. Se não fosse o José Oliveira Santos não teríamos o campo em Frossos.

O Sr. José Oliveira Santos adquiriu essa faixa de terreno - a maior - ao Sr. Serafim de Jesus e, posteriormente, ofereceu-a ao  clube. Outra faixa foi oferecida pelo Sr. José Soares Praça. E a terceira faixa foi oferecida pela família Brandão, de Eixo. A união destas três faixas viria a dar origem ao Parque de Jogos José Oliveira Santos.

O clube apostou, ao longo destes anos de existência, na prática de outras actividades desportivas e culturais, designadamente Torneios de Malha, Torneios de Futebol Sete e esporadicamente, ciclismo e atletismo, confraternizações com sócios e simpatizantes e as comemorações anuais de aniversário do Clube.

Actualmente, o clube conta com mais de 450 sócios, sendo presidido por Sandra Isabel Almeida.

Fontes: blog oficial / zerozero / Jornal Beira Vouga (actualizado em 2018 com base num post do Facebook de Francélio Vouguense Frossos )

Fotos disponibilizadas no Facebook por Silvério Teixeira da Silva e "Grupo Desportivo Beira Vouga"

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Portal de Albergaria on-line

O novo Portal de Albergaria ( www.portaldealbergaria.com ) foi colocado online no dia 21 de Agosto.

Constitui-se num ambiente virtual que tem como objectivo a recolha e partilha de informações, conteúdos multimédia, factos históricos, notícias, divulgação de eventos de âmbito cultural, recreativo e desportivo no concelho de Albergaria-a-Velha.

Disponibiliza informações e conhecimentos de forma livre e gratuita, procurando incentivar a criação, inovação e a cooperação entre os autores de conteúdos e utilizadores albergarienses.

Pretende-se que seja um portal de referência que concentre na forma de textos, sons, imagens e vídeos de todos os acontecimentos no concelho de Albergaria-a-Velha, potenciado pelas possibilidades quase ilimitadas das ferramentas da Web 2.0, e com uma forte colaboração da comunidade.

Poderão ser enviados textos, fotos, links de vídeos online para o endereço de email noticias@portaldealbergaria.com .

As regras para envio de artigos estão na área "Colaborar"

Fonte: internet

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Manuel Marques de Lemos (1863 - 1921)

Oriundo de uma antiga família de Albergaria-a-Velha - filho do reitor Manuel Pedro Ferreira e de Margarida Augusta Marques de Lemos - aqui nasceu e viveu sempre.

Depois do seu casamento com D. Hermínia Henriques de Castro, neta do célebre liberal Dr. José Henriques Ferreira, passou a residir na setecentista casa de Santo António pertencente à família da mulher.

Exerceu proficiente e dedicadamente a Medicina na vila e no Concelho, pois além de médico municipal foi-o ainda da Associação de Socorros Mútuos "A Operária Albergariense", da Fábrica do Caima, em Albergaria-a-Nova e da Companhia do Caminho de Ferro do Vale do Vouga.

Ainda estudante de Medicina, no Porto, tomou parte activa no grande movimento nacional contra a Inglaterra em consequência do "Ultimato", tendo-se distinguido particularmente, durante a grande manifestação anti-britânica que percorreu as principais ruas de Albergaria, pelos discursos inflamados que proferiu em desafrontamento da "Honra da Pátria".

Depois de ter sido vereador no regime monárquico, foi o primeiro Presidente da Câmara, após a implantação da República, ao fazer parte da Comissão Republicana Municipal nomeada pelo Governador Civil do Distrito, tendo tomado posse a 12 de Outubro de 1910.

Apesar da época de mudança, necessariamente conturbada, o seu curto mandato, de cerca de meio ano, foi moderado e a sua deliberação de rever a toponímia da Vila, apesar das radicais pressões políticas, fez-se, no cômputo geral, de forma criteriosa de modo que ainda se mantêm, na sua maior parte, os nomes dados então às ruas.

Foi ainda colaborador dos jornais locais, particularmente na sua juventude.

Faleceu na Casa de Santo António, em 31 de Agosto de 1921.

Fontes: António Homem Albuquerque de Pinho, Jornal de Albergaria e "Gente Ilustre em Albergaria" / Geneall

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

"Felicidad" de Miguel Augusto Vinga da Quinta e Cristina Redondo

O albergariense Miguel Augusto Vinga da Quinta é um dos autores, em conjunto com Cristina Redondo, da curta-metragem "Felicidad" que concorreu ao FASCURT, festival de curtas metragens de Masnou (Espanha).



Segundo os autores trata-se de uma "Criação Visual com o intuito de fazer sorrir e recordar que a Felicidade encontra-se em todos os cantos"

Sinopse (adaptado do espanhol): Um teatro-circo, colorido, luminoso e cheio de ritmo que pretende colocar um sorriso no inconsciente do telespectador através de reflexões sobre os pequenos nadas de que é feita a felicidade.

Mais videos: Miguel Quinta

Fontes: Jornal de Albergaria / internet

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Carlos Santos, futebolista

Carlos Manuel Pereira Santos nasceu em Albergaria-a-Velha, em 6 de Agosto de 1972, tendo jogado, na posição de médio, em clubes como o Alba, o Águeda, o Feirense e o Académico de Viseu (em oito épocas distribuídas por 3 períodos).

Recentemente o blog "a magia do futebol" (blog dedicado ao Académico de Viseu) recordou o seu percurso.

Década de 90

Começou no Alba da sua terra natal, seguiu-se o Águeda onde se estreou como sénior (91/94).

Antes de chegar ao Académico de Viseu ainda jogou no Oliveira do Bairro (94/95) e no Estarreja (95/96).

No primeiro período no Académico de Viseu (96/01) fez parte do plantel que desceu pela última vez à IIB (97/98) e não conseguiu alcançar qualquer subida de escalão.

Século XXI

Em 2001/2002 jogou no Feirense. Voltou ao Académico em 02/03 e contribuiu para o 3º lugar final dos academistas. No final dessa época saiu de novo, tendo jogado no Fornos de Algodres (03/04), Sátão (04/05) e Tondela (05/06).

Voltou ao Académico de Viseu, tendo sido um dos grandes heróis que se sagraram campeões distritais em 06/07.

Em 07/08 foi também um dos jogadores mais influentes do clube como pode atestar o golo (de livre directo) que apresentamos em baixo (vitória 0-1 em Arouca no último minutos).




Fontes: a magia do futebol / Alba (foto)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

"Os Teles de Albergaria" (1901) de Carlos Malheiro Dias


Aparentemente o romance "Os Teles de Albergaria" (ou "Os Telles de albergaria"), do escritor portuense Carlos Malheiro Dias (1875-1941), não tem qualquer ligação ao concelho de Albergaria-a-Velha.

Será, no entanto, curioso saber que o autor desse livro foi amigo de um real "Teles de Albergaria", o advogado e deputado albergariense Alexandre Albuquerque (Alexandre Correia Teles de Araújo e Albuquerque), e de Augusto de Castro (com quem conviveu na Quinta do Fontão, em Angeja).

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Rancho Folclórico de Ribeira de Fráguas

O Rancho Folclórico de Ribeira de Fráguas, concelho de Albergaria-a-Velha, foi formado em 1991 por um grupo de jovens com vontade de ocupar o seu tempo. Em 1992 organizou o seu 1º Festival Nacional de Folclore.

O grupo procedeu a uma recolha etnológica (danças e cantares) e também etnográfica (trajes, alfaias agrícolas, etc...).

As recolhas efectuadas permitiram a apresentação de danças e cantares e a adopção de trajes e utensílios (usados pelos dançarinos e tocata) que retratam, com verosimilhança, os hábitos e costumes das gentes de Ribeira de Fráguas nos finais do sec. XIX e inícios do sec. XX.

O trabalho do Rancho não estaria, no entanto, completo se não se procedesse a uma inventariação etnográfica, pelo que em 2001 realizaram a 1ª Mostra Etnográfica com periodicidade bienal.

Em 1999 o Rancho comprou um edificio,do principio do século XX com a respectiva quinta, para aí instalar a sua sede. Este espaço foi alvo de importantes melhorias, nomeadamente a instalação de um espigueiro e respectiva eira, visando levar a efeito alguns eventos etno-culturais, como desfolhadas, malhas etc.

O Núcleo Etnográfico tem vindo a recriar diversas tradições da região: o ciclo do linho, malhada, etc.

O grupo está actualmente a preparar a sua inscrição na Federação do Folclore Português.

Ligação: Etnoribeira

Fontes: wikipedia (adaptado) / Etnoribeira

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

António Cunha, professor universitário (Suíça)

Natural de São João de Loure ("É uma terra mágica...porque é minha!"), António Cunha é Formado em Economia e Geografia, sendo professor universitário na Suíça onde dirige o Instituto de Geociências da Faculdade, em Lausanne.

Além de Docente na Faculdade é investigador, redactor de temas científicos e colaborador em jornais e revistas.

Ergue igualmente a bandeira do associativismo e bate-se pelos emigrantes – consagra meio dia por semana, ao Fórum dos Emigrantes, em Berna – lamentando-se não concretizar mais objectivos porque, socialmente, o peso da filiação partidária é maior que o peso da filiação associativa.

Apesar de ter mais anos de vivência helvética, refere com orgulho que:

"primeiro o meu coração bate por Portugal, totalmente, embora esteja aqui há mais de 35 anos, assumo a minha portugalidade. Até o meu filho de 24 anos, apesar da mãe ser suíça, diz-se português e sente-se portugalizado; embora eu pense que a identidade, que ele pensa revelar a todos, não seja a verdadeira. Ele é mais 'misturado'."

Fonte: “Pessoas”, António Pinheiro e Luz Neto (2005)