quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Panfleto turístico dos Caminhos de Ferro do Vale do Vouga

No seu próprio nome tem Albergaria-a-Velha o certificado da sua origem:

Em Novembro de 1117 passava a Infanta –Rainha D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, nosso primeiro Rei, uma carta de privilégio a Gonçalo Eriz, coutando-lhe a sua vila de Osseloa (hoje o bairro de Assilhó, de Albergaria), que confinava com terras de Santa Maria (Vila da Feira), onde a carta foi assinada.

A onomástica topográfica é característica, como se vê pelos seguintes nomes, alguns bem conhecidos ainda hoje: Mata Telada, Mata da Ussa, Mamoa Negra, Mata da Brava, Romariz, Rio da Osseloa, Charneca, Fonte Fria (hoje as Frias), que antigamente se chamava Fontinha de Meigonfrio.

A carta de couto foi concedida com a cláusula de estabelecer e sustentar uma albergaria, próximo da estrada e, no dizer de Alexandre Herculano, é o primeiro documento em que Portugal figura com o título de reino e daí o alto valor histórico que se lhe atribui.

O primeiro albergueiro, ou seja o primeiro habitante de Albergaria, de nome Gonçalo de Cristo, seria posto pela Rainha.

Para se demonstrar quanto era agreste o território de Albergaria e a ela circunjacente, bastará anotar que a carta de couto da fé da existência de veados, corsas, gamos e ursos.

As albergarias eram utilíssimas instituições de previdência, ponto de refúgio dos viandantes, que se viam perseguidos por ameaças de todas as espécies , naqueles rudes tempos medievais de tão difíceis comunicações.


Edição de 10.000 exemplares impressos na Tipografia Aliança (Porto).

Colaboração: Pastel de Vouzela

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

José dos Santos da Silva Azevedo, empresário (Manaus, Brasil)


José dos Santos da Silva Azevedo nasceu em 23 de Julho de 1933 em Albergaria-a-Velha, tendo emigrado, ainda bébé, com a sua família para Manaus (Brasil), onde reside desde 1934.

"Comecei bem cedo a minha luta e o objectivo era um só: tirar a minha avó [Maria Ferreira Bernardes] daquela vida sacrificada que era submetida para sustentar a mim e minha irmã. Ela lavava roupas todos os dias. Depois de engomá-las, mandava eu entregar a trouxa para o freguês. Cresci querendo tirá-la do serviço e consegui", recorda.

Jovem actor [contracenou no Teatro Amazonas, com o magistral e saudoso actor brasileiro Procópio Ferreira], técnico em electrónica e em contabilidade, começou a vida atrás do balcão no dia 6 de Fevereiro de 1946, numa pequena loja de componentes electrónicos e de conserto de aparelhos de rádio, localizada na rua Henrique Martins, bem próximo à sua antiga residência, hoje, a sede do grupo TV Lar.

Em pouco tempo, montou - em 1964 - a sua própria loja, especializando-se no comércio de componentes electrónicos e assistência técnica. E em 1967, com o surgimento da Zona Franca de Manaus, iniciou a importação de televisores e aparelhos electrónicos.

A empresa começou de forma pioneira, na década de 70, a importação de motores de popa, estabelecendo uma parceria com a Yamaha Motor que perdura até hoje. Ao comercializar produtos importados do Panamá, ofereceu como diferencial a garantia de manutenção aos produtos. "Vendíamos de tudo, desde rádios, ventiladores até geladeiras [frigoríficos]. O nosso lema era: a TV Lar vende, instala e dá garantia", conta José Azevedo.

Além de empresário, é consul honorário de Portugal, país do qual recebeu o título de Comendador, e dá a sua contribuição na Federação Amazonense do Comércio, no Sindicato do Comércio e na Associação Comercial do Amazonas.


Biografia

Numa análise sobre a sua vida, José Azevedo a resume em apenas duas palavras: trabalho e dedicação. A sua vida é exemplo para muitos e foi relatada em biografia da autoria do escritor Abrahim Base ("A saga de um imigrante Português").

Ao fazê-lo, Abrahim Baze quis mostrar que a vida do Comendador José dos Santos da Silva Azevedo poderá servir de exemplo às gerações futuras, como atestado eloquente de que os que se portarem com altivez, independência e dignidade, haverão de ter reconhecida a sua actuação e acabarão por serem premiados, pois as pessoas não valem só pelos privilégios de fortuna ou pelo poder de que eventualmente dispõem, mas também pelo trabalho que desenvolvem e pelos ideais que defendem em benefício da comunidade.

Fontes: Portal da Amazónia: Abrahim Baze, José Bernardo Cabral / TV lar / C.D.L. Manaus

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A origem de algumas ruas de Albergaria-a-Velha (IV)

A Rua dos Casaes [actual Rua Castro Matoso], que não passava de metade da actual rua, (*)tinha o nome de Casaes, bem como o sítio onde se construiu a actual Igreja Paroquial de Albergaria-a-Velha e parte do lado superior da Rua dos Curraes [Rua Gonçalo Eriz], [já existente] desde (…) o século XII.

(*) seguindo dali até um carreiro até encontrar um outro que vinha das Trapas, e seguia através dos Sanguinhães (local onde se encontram o edifício dos Paços do Concelho e Praça Comendador Ferreira Tavares) até a Alagoa [Rua Barros Gomes]

Os Curraes tiveram esta designação porque os casais ou famílias que vieram residir para Albergaria fizeram as suas casas na parte mais alta (Casaes e Outeiro) e os apriscos e currais de gados junto ao regato.

(…) Outeiro [era] o nome pelo qual era conhecida a pequena elevação fronteira à Igreja e que vai até à antiga Rua de Cima, local onde ainda hoje se encontra a “Casa do Outeiro ou da Rua de Cima”, propriedade do Dr. José Homem de Albuquerque Ferreira.

Em 24 de Dezembro 1869, de novo por proposta de Patrício Theodoro Álvares Ferreira, deliberou a Câmara Municipal que a Rua dos Curraes se passasse a denominar Rua Gonçalo Eriz, a Rua da Calçada a Rua Mártires da Liberdade, a Rua Direita a Rua do Real Hospital de Albergaria, o Largo do Atoleiro (Chafariz) a Largo Dª Teresa e a Rua da Ladeira a Rua Serpa Pinto. Na mesma sessão, o Presidente propôs que a Rua da Alagoa passasse a Rua Barros Gomes e a Rua dos Casaes a Rua Castro Matoso.

Já em 26 de Maio de 1919, para romper a Rua das Cruzes desde o princípio do Calvário (Cruzes) até à Quinta do Dr. Carlos Luiz Ferreira (Quinta das Cruzes), removeram as seis cruzes que se encontravam dispostas sem ordem e colocaram-nas em linha recta do lado nascente daquele largo.

Fonte: Delfim Bismarck Ferreira, Jornal de Albergaria (09-07-2002) (adaptado)

Imagem: Rua Castro Matoso in "Albergaria-a-Velha – Oito Séculos do Passado ao Futuro” (António Homem de Albuquerque Pinho)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A origem de algumas ruas de Albergaria-a-Velha (III)

Para a construção da Praça Nova (Largo Municipal, depois Praça Comendador Ferreira Tavares), além de parte dos Sanguinhães (então casa, terra de lavoura e vinhas) que eram residência e propriedade de Patrício Álvares Ferreira (à época emigrado no Brasil), expropriaram outra parte que tinha sido de Bento Álvares Ferreira e era então de seu primo Dr. José Henriques Ferreira.

A inauguração dos trabalhos foi feita, com grande solenidade, em 23 de Fevereiro de 1869, com discursos, fogo-de-artifício e música. O terreno do lado nascente da dita praça havia sido adjudicado em 29 de Julho de 1869 a Patrício Luíz Ferreira, obrigando-se este a murar e edificar casas ao correr da praça, desse lado, no prazo de 3 anos.

Nesse mesmo ano, em 21 de Maio, foi arrematada a Casa da Escola Conde Ferreira (recentemente restaurada e ampliada) e foi aberta a estrada que liga Albergaria a Assilhó, até ao Vale da Granja.

E para a abertura da Avenida (hoje Avenida Napoleão Luíz Ferreira Leão) à Estrada Real (hoje Rua de Santo António e Rua do Hospital) expropriaram umas casas baixas, de um só piso, com frente para a Rua do Atoleiro e para o carral, que davam acesso à parte leste dos Sanguinhães, propriedade conhecida por “Enxidro” pertencentes a Maria Marques da Silva, mais conhecida por Maria da Estalagem.

Essa estalagem existiu numas casas altas (de rés-do-chão e primeiro andar) do lado sul da Capela da Casa de Santo António, onde mais tarde José Pereira de Lima fez a sua habitação (local onde funcionou o Posto Médico) e parte de uns terrenos pertencentes aos filhos de José Santiaguinho, João e Jerónimo Gonçalves de Almeida.

Fonte: Delfim Bismarck Ferreira, Jornal de Albergaria (09-07-2002) (adaptado)

Imagem: Avenida da Praça Nova in "Albergaria-a-Velha – Oito Séculos do Passado ao Futuro” (António Homem de Albuquerque Pinho)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A origem de algumas ruas de Albergaria-a-Velha (II)

Em sessão da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, de 8 de Outubro de 1889, por proposta do Vereador da minoria, Patrício Theodoro Álvares Ferreira, foram aprovadas algumas alterações aos nomes das ruas. Assim foi dado o nome de Rua Dr. José Henriques Ferreira à Rua da Travessa.

A 29 de Outubro do mesmo ano, por proposta do Vice-Presidente Clemente de Sousa e Melo, que presidiu na falta do Presidente, foi deliberado que o Largo Municipal tomasse o nome de Praça Comendador Ferreira Tavares.

Era esse o empenho do irmão de Clemente, Dr. Alexandre Bernardo de Sousa e Melo, que estava casado com uma sobrinha do referido Comendador, de nome Dª Carolina Luiz Ferreira.

Esta deliberação foi algo contestada, já que alguns albergarienses entendiam que pelos serviços prestados por Ferreira Tavares, como Presidente da Câmara, era bastante a Comenda que recebeu e o nome ao largo da (…) sua residência (…) (que depois foi residência do Dr. Alexandre Bernardo de Sousa e Melo e deste tomou o seu nome) e não ao principal largo da vila (…)

Segundo fontes da época: “(…) em Albergaria, desgraçadamente, quase tudo se tem feito por vaidade e capricho e por um compadrio indesculpáveis (…) Então onde hão de estampar um dia o nome dos que lhe prestaram verdadeiros e grandiosos serviços, como o Dr. João Eduardo Nogueira e Melo, Bernardino Máximo de Albuquerque e Patrício Theodoro de Álvares Ferreira (…)

Fonte: Delfim Bismarck Ferreira, Jornal de Albergaria (09-07-2002) (adaptado)

Imagem: Praça Ferreira Tavares (ao fundo) in "Albergaria-a-Velha – Oito Séculos do Passado ao Futuro” (António Homem de Albuquerque Pinho)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A origem de algumas ruas de Albergaria-a-Velha (I)

A antiga Estrada Real e a Estrada Aveiro-Viseu eram as duas principais vias de comunicação que atravessavam Albergaria-a-Velha. Estas ruas cortavam a povoação e por aqui fazia-se passar quase todo o trânsito que se deslocava de norte para sul e do litoral para o interior.

Em 1820, foram calcetadas as duas principais ruas de Albergaria-a-Velha, a Estrada Real e a Rua de Campinho (parte da acima citada). A primeira, segundo apontamentos de Bento Álvares Ferreira, ficou muito bem arranjada. De tempos a tempos procedia-se a estes trabalhos de conservação e conservação de estradas, empregando-se o maior cuidado na Estrada Real, não só por ser a mais frequentada, mas por ser a Estrada Militar entre Lisboa e Porto. (…)

A parte cujo pavimento foi completamente renovado ficou por isso com o nome de Calçada. Este nome existia já no século XVII, embora a rua tivesse tido várias calcetagens de fraca qualidade que eram temporariamente danificadas com as enxurradas de águas (…)

Por Decreto de 14 de Abril de 1856 foi criada a estrada (de macadame ou macdão como se dizia na época) entre Aveiro e Viseu, seguindo o Vale do Vouga, de que aproveitaram Angeja, Albergaria-a-Velha e Mouquim.

Foi um melhoramento considerado então de primeira ordem para a nossa vila, em prejuízo de Águeda, que empregou os maiores esforços no sentido do traçado passar por aquela vila.

Quem venceu todas as dificuldades, fazendo aprovar o traçado do Vale do Vouga, foi o grande tribuno aveirense José Estevão Coelho de Magalhães contra as fortes influências de Águeda lideradas pelo Conde da Borralha e pelo Marquês da Graciosa.

A Estrada Real foi alargada e reparada, de novo em mcdão, em 1862, comprometendo-se a nossa Câmara a pagar as despesas de expropriação dentro da Vila. O último pagamento foi de 65$700 reis, autorizado em sessão de 14 de Janeiro de 1863.

Fonte: Delfim Bismarck Ferreira, Jornal de Albergaria (09-07-2002) (adaptado)

Imagem: Fonte / Campinho in "Albergaria-a-Velha – Oito Séculos do Passado ao Futuro” (António Homem de Albuquerque Pinho)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Padre Valdemar Magalhães Alves da Costa (1931-2009)

Filho de uma família numerosa, mas de raízes cristãs, nasceu na freguesia de Real, concelho de Braga, a 24 de Setembro de 1931, vindo depois para Aveiro onde fixou residência tal como toda a sua família [Era irmão do falecido padre Arménio].

Primeiro frequentou o Seminário da Arquidiocese de Braga. Terminados os estudos de Teologia no Seminário dos Olivais, em Lisboa, o Padre Valdemar é ordenado presbítero em 1 de Julho de 1956, na matriz de Albergaria-a-Velha. O ministério sacerdotal vai conduzi-lo aos Seminários de Santa Joana e de Calvão onde foi professor, Vice-Reitor e Reitor durante vinte anos. Foi também responsável dos escuteiros.

Assumiu as funções de pároco de Ponte de Vagos em 1974 e em 1975 viria para a Branca, no arciprestado de Albergaria-a-Velha, sucedendo no múnus pastoral ao falecido padre António Augusto Diogo. Durante alguns anos assumiu a responsabilidade pastoral de Ribeira de Fráguas. Foi igualmente professor, durante largos anos, da disciplina de Religião e Moral na Escola Secundária de Albergaria-a-Velha.

Alto, magro de postura erecta, fazia-se notar. Ao longo dos 34 anos em que foi responsável pela paróquida de S. Vicente da Branca foi um homem simples, zeloso, dinâmico e empreendedor, deixando obra feita.

Deve-se a ele o restauro e ampliação da Igreja Matriz, a ampliação do Salão Paroquial e a construção do Centro Social Paroquial, mas também da Capela de São Marcos, em Fradelos, onde trabalhava a par dos pedreiros e trolhas dando o exemplo de trabalho, simplicidade e dedicação.

Faleceu no passado dia 4 de Setembro, no Hospital de D. Pedro em Aveiro.

Fontes: Alírio Silva / Diocese de Aveiro (D. António Francisco dos Santos) / FNA-Esgueira

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de Albergaria-a-Velha


Fundado em 1982, o Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de Albergaria-a-Velha tem vindo, desde então, a dedicar-se ao Folclore e Etnografia, na defesa intransigente dos usos e costumes dos nossos antepassados.

O Grupo exibe os trajes de Noivos, Lavradores abastados, Lavradores em Traje de Festa, Romeiros, Tricana de Albergaria, Meia-Senhora, Camponeses, Serandeiro, Barqueiro, Tremoceira, Galinheira, Moleiros, Carvoeira, Peixeira, Leiteira e Trajes de Domingar.

Estes Trajes que recordam a maneira de vestir das pessoas dos fins do século XIX e princípios do século XX foram recolhidos nesta região, sobretudo no concelho de Albergaria-a-Velha.

O Grupo está filiado na Federação do Folclore Português, na Federação das Colectividades de Cultura e Recreio e inscrito no INATEL.

O grupo organiza anualmente o seu Festival de Folclore e Etnografia, tendo tido, recentemente, a sua primeira internacionalização com a sua actuação no Principado de Andorra.

Fontes: FFP (adaptado) / Litoral Centro (foto)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Artista Plástico Tiago Paço premiado pela C.M. de Oliveira do Bairro

O artista plástico Tiago Paço, residente em Frossos, recebeu uma menção honrosa (grau ouro) com o quadro “Sobre as Águas” numa exposição patente na Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, que conta com a participação de 22 artistas e 44 obras e que poderá ser visitada até ao próximo dia 10 de Setembro.

Tiago Paço irá (...) [igualmente] expor alguns dos seus trabalhos no Museu Regional de Oliveira de Azeméis a partir de 4 de Setembro e na Galeria da Misericórdia de Aveiro durante todo o mês de Setembro.

Os seus trabalhos podem ser consultados também na Internet, na galeria virtual davinci gallery

Fonte: Portal de Albergaria

Mais informações: Currículo / Página Pessoal

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pedro Martins Pereira, empresário

Pedro Manuel de Oliveira Martins Pereira nasceu em 15 de Janeiro de 1952, em Albergaria-a-Velha, tendo-se licenciado em 1977 em Engenharia Metalúrgica, pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Pedro Martins Pereira passou largos anos na fundição familiar - Fábricas
Metalúrgicas Alba - onde foi Chefe do Departamento de Fundição e, posteriormente, Director técnico até seguir o seu próprio caminho, primeiro como consultor industrial e depois lançando a sua própria empresa em 1988.

Em 1985 participou no 1º Projecto JEEP – Jovens Empresários de Elevado Potencial, criado e financiado pelo BPA-Banco Português o Atlântico a partir de uma ideia do Dr. Miguel Cadilhe, então Director do seu Gabinete de Estudos.

Fundou em 1988 a Larus-Artigos para Construção e Equipamentos, Lda., que se dedica ao projecto, fabrico e comercialização de mobiliário urbano.

Com a Larus, tem obtido diversos prémios a nível nacional e internacional, nomeadamente Prémio Nacional de Design de Mobiliário Metálico em 1991 e 1998-99.

Foi igualmente fundador e administrador da METAFALB que adquiriu, em 2003, as Fábricas Metalúrgicas ALBA, entretando desactivada em Albergaria-a-Velha, tendo fundado em Dezembro de 2008 a empresa ProjectoAlba (sociedade unipessoal), que visa recuperar a marca Alba e os seus produtos de catálogo.

Fontes: Notícias de Aveiro / CCT

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Larus - Design Urbano

A LARUS - empresa especializada na concepção e fabrico de mobiliário urbano (ver portfolio) - iniciou a sua actividade em 1988, em Alquerubim, sendo o seu sócio fundador Pedro Martins Pereira, engenheiro metalúrgico de formação e com larga experiência como Director Técnico da Fundição ALBA (fundada pelo seu bisavô em Albergaria-a-Velha) e como consultor.

A LARUS obteve grande visibilidade aquando da Expo 98 de Lisboa. A facturação duplicou e surgiram novos clientes. No entanto, para Pedro Martins Pereira, "foi igualmente muito importante trabalhar com excelentes profissionais e abriu as portas a outras colaborações".

É que a LARUS passou a ser uma marca associada aos mais reputados arquitectos e designers nacionais, como Manuel Salgado, Sidónio Pardal, Daciano da Costa, Francisco Providência, Henrique Cayatte ou Jorge Trindade. Aliás, a empresa foi pioneira na criação de um gabinete de design próprio.

Vários dos colaboradores da LARUS, incluindo Pedro Martins Pereira, tinham experiência na criação de novos produtos, pelo que desde o seu início, o departamento de design integrou designers de produto, designers gráficos e projectistas.

Os resultados estão patentes nas inúmeras distinções coleccionadas nos últimos anos, com destaque para a atribuição, por duas vezes, do Prémio Nacional de Design (1991 e 2000), a representação de Portugal no Prémio Europeu de Design (1994), menção honrosa na primeira edição do Concurso Design Management Europe Award – 2007 e red dot, prémio internacional de design, na Alemanha.

O início da actividade foi com a encomenda para projectar e produzir uma série de quiosques a instalar na cidade de Aveiro. Depois surgiram equipamentos para esplanadas.

Da colaboração com a Expo 98, concorrendo com outros fabricantes de maior dimensão, resultou o sistema de sinalética e os quiosques multimédia, bem como estruturas de ensobramento.

Entretanto deslocalizada para a sede do concelho, as actuais linhas de mobiliário urbano integradas englobam uma diversidade de equipamentos (bancos de jardim, floreiras, papeleiras, iluminação pública, abrigos, etc.).

Fontes: notícias de aveiro / Marcas e patentes / CCT

quinta-feira, 3 de setembro de 2009